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terça-feira, 5 de março de 2013

Na zona de rebaixamento, São Bernardo supera torcida do São Paulo e renda do Palmeiras


Cinco derrotas, três empates e duas vitórias. Este é o retrospecto do São Bernardo após 10 rodadas no Campeonato Paulista. A equipe do ABC ocupa apenas a 17ª colocação, é o primeiro na zona de rebaixamento, mas a torcida do time aurinegro não liga para a má fase e comparece ao estádio 1º de maio em peso. Resultado: o clube supera a média de torcedores do São Paulo, e está à frente do Palmeiras na renda arrecada até agora.

O São Bernardo atuou em casa por cinco vezes no Estadual. Em média, 10.083 mil torcedores compareceram ao estádio com capacidade para 16 mil espectadores, enquanto o São Paulo, líder da competição, levou 9.367 mil fãs, em média, para as partidas no Morumbi.

A grande quantidade de gente nos jogos da equipe “não é algo novo” para o presidente do clube, Luis Fernando Ferreira. “Em 2011, a gente botou muita gente e, na média do campeonato, ficamos a frente de Santos e Palmeiras”, disse o dirigente do clube, que disputa a primeira divisão do Paulista pela segunda vez na sua história. A primeira foi há dois anos.

Já o Palmeiras “perde” para o time aurinegro no público (média de 9.172 mil por jogo) e também na renda. A equipe do ABC arrecadou R$ 696.286,13 quando mandante. Já o lucro do Palmeiras foi de R$ 557.208,92. Os palmeirenses estão com um jogo a menos, contra o Paulista, que vai acontecer em casa. na quinta-feira, dia 14 de março. Porém, mesmo com nove partidas disputadas, a equipe alviverde já jogou como mandante cinco vezes, mesmo número do São Bernardo.

Para encher seu estádio, o clube conta com o apoio de empresas, que compram ingressos com preços promocionais e os repassam para torcedores.

Mas o clube também consegue vender a maioria dos ingressos com preço normal.

No jogo contra o Santos, 13.436 mil pessoas pagaram para ver o duelo, maior público do São Bernardo até a 10ª rodada. Neste caso, deve-se levar em conta a quantidade de santistas que moram na região e aproveitaram a oportunidade para ver o time no estádio.

Segundo o presidente do clube, a divulgação pela cidade de São Bernardo do Campo atrai a torcida. “A divulgação é bem ampla, com faixas e carros de som, e a nossa campanha de marketing é muito forte”, disse.

Veja os números do São Bernardo em comparação com os quatro grandes no Paulista, até a 10ª rodada. Cada equipe disputou cinco jogos como mandante:

São Bernardo
Média de público:10.083 mil
Renda média por jogo: R$ 139.259,26
Renda total: R$ 696.286,13
Corinthians 
Média de público: 26.117 mil
Renda média por jogo: R$ 554.716,64
Renda total: R$ 2.773.566,82

Palmeiras*
Média de público: 9.172 mil
Renda média por jogo: R$ 111.448,84
Renda total: R$ 557.208,92 

São Paulo**
Média de público: 9.367 mil
Renda média por jogo: R$ 156.269,12
Renda total: R$ 781.345,60

Santos
Média de público: 13. 419 mil
Renda média por jogo: R$ 199.509,76
Renda total: R$ 997.509,38

*O Palmeiras tem o jogo da 10ª rodada atrasado, contra o Paulista, em casa.
**O São Paulo tem o jogo da 4ª rodada atrasado, contra a União Barbarense, fora de casa. 

Sexo, praia e samba: como o treinador do Shakhtar Donetsk, Mircea Lucescu, descobriu a essência brasileira



Sexo, drogas e rock`n roll.

Ou melhor dizendo, sexo, praia e samba – não se esquecendo, claro, do futebol.

Para o treinador do Shakhtar Donetsk, Mircea Lucescu, essa é a essência do Brasil. No comando do time ucraniano desde 2004, ele pode ter chegado a essa conclusão a partir da convivência com os 15 jogadores que buscou no país desde a sua chegada. Ou com as conversas em português que manteve com cada um deles. Ou ainda com os quase 500 gols que viu o grupo marcar. Pode ter sido um pouco de tudo isso. Mas o começo dessa história passa pelos anos 60 e 70.

O Shakhtar, que decide nesta terça-feira, a partir das 16h45 (de Brasília), contra o Borussia Dortmund, fora de casa, uma vaga nas quartas-de-final da Liga dos Campeões, tem o DNA brasileiro por trás de seu sucesso. Ao todo, são hoje 10 atletas carregando a bandeira verde e amarela em seu elenco – se você considerar Eduardo da Silva, naturalizado croata, seriam 11 –, dois intérpretes à disposição de todos e um olheiro baseado no País.

Mas ainda mais importante que todos esses números, a presença em seu banco de reservas de um técnico que não faz segredo sobre a sua paixão pelo Brasil.

“Ele chegou a falar dela para a gente em algumas oportunidades, mas nunca se aprofundou”, relembra Willian, hoje no Anzhi Makhachkala, ao ESPN.com.br.

Willian e seus ex-companheiros talvez estranhem e até custem a acreditar. No entanto, o mesmo treinador que carrega no dia-a-dia uma feição fechada e proíbe música nos vestiários, antes das partidas, também já teve os seus dias de diversão na noite brasileira.

Em 1967, um agente amigo do ex-presidente da Fifa, João Havelange, ainda a sete anos de assumir o cargo na entidade, intermediou os contatos para que Lucescu e seus colegas da seleção romena disputassem uma série de amistosos Brasil afora, ao longo de mais de um mês. Sem grande conforto, a equipe desbravou o País de Porto Alegre a Fortaleza. O atual comandante do Shakhtar, contudo, quase ficou de fora.

“Tinha 22 anos na época e vinha de um jogo contra a República Democrática do Congo pouco antes do Natal. Fui obrigado a aguardar por três dias em Dakar (Senegal) até que meu visto saísse e pudesse me juntar aos demais. Foi uma experiência extraordinária”, afirma à revista francesa France Football.

Ainda hoje, aos 67 anos, Lucescu guarda as recordações de como se sentiu ao entrar em contato com uma cultura, segundo ele, tão diferente da sua.

“Para um jovem jogador como eu, vindo da Romênia para um país como aquele, você pode imaginar a minha empolgação e como me senti. Descobri ali a essência de cada brasileiro: futebol, samba, praia e sexo. E compreendi por que isso era mais do que suficiente para eles viverem bem. Tudo girava em torno disso. E não se esqueça da cerveja número 1 do país, a Brahma Chopp”, se diverte.

Mais de um mês viajando pelo Brasil acabou não sendo suficiente, entretanto, para o ex-técnico da Inter de Milão e de Ronaldo Fenômeno. Pouco antes do Mundial de 1970, ele e seus companheiros estiveram de volta ao País para disputar um torneio amistoso ao lado de Flamengo, Vasco e Independiente-ARG. No Rio de Janeiro. Em pleno verão. E durante o carnaval. Um pouco demais para a concentração de Mircea Lucescu, capitão romeno. O resultado, ainda assim, acabou não sendo dos piores.

Depois de estrear com uma goleada de 4 a 1 para o Flamengo de Doval, Fio Maravilha e companhia, venceram o Vasco por 2 a 0 e o Independiente por 3 a 0. Arrebataram o segundo lugar no campeonato conhecido como Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro e, de acordo com Lucescu, o prêmio de melhor jogador foi parar em sua bagagem.

“Foi no Maracanã durante o carnaval, quando tudo para e nada mais parece importar. Me recordo de ter sido votado o craque da competição pelo jornal O Globo. Ainda tenho o troféu em casa até hoje”, diz.

Nesta terça-feira, contra o Borussia Dortmund, o treinador deverá levar a campo um pouco dessa essência que conheceu no Brasil e nunca mais esqueceu. Com a esperança de que os alemães não derramem água em seu chope.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Palmeiras viaja para Argentina com dúvida no time e pronto para devolver pancadas

O técnico Gilson Kleina embarcou para Buenos Aires, nesta segunda-feira, sem revelar que Palmeiras irá escalar para a partida desta quarta, contra o Tigre, pela terceira rodada da fase de grupo da Copa Libertadores.

Mas uma coisa os jogadores palmeirenses garantem que já sabem: depois da derrota da última quarta, contra o Libertad, no Paraguai, o elenco se disse ‘vacinado’ contra o espírito da Libertadores.

“Agora a gente sabe o que é a Libertadores. É catimba, entrada forte. Pode esperar isso da gente também. Uma entrada mais forte, um jogo mais duro”, disse o atacante Kleber, que não espera que os argentinos devolvam nele e nos seus companheiros as agressões sofridas no intervalo da final da Copa Sul-Americana, ano passado, contra o São Paulo, no Morumbi. "Agora é outro jogo, outra história."

Kleber pode ser uma das novidades no time titular do Palmeiras contra o Tigre. Colocado em campo no segundo tempo contra o Libertad, quando fez sua estreia pelo time paulista, o atacante foi festado entre os 11 principais em treino nesta segunda.
Outros duas mudanças no setor ofensivo podem ser as entradas de Valdivia e Maikon Leite. Com o chileno e com Kleber em campo, sairíam Souza, com lesão no joelho esquerdo, Patrick Vieira e Vinícius, e o Palmeiras jogaria com Fernando Prass; Weldinho, Henrique, Maurício Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo, Wesley e Valdivia; Maikon Leite e Kleber.

Estreante em confrontos contra times argentinos, Kleber, que foi revelado em 2009 pelo Atlético-MG e dede 2011 estava no futebol português, garante também estar pronto para enfrentar os grandes rivais das equipes brasileiras.

“Que me lembre é a primeira vez que jogo contra um time argentino. Sabemos como eles são duros. O último jogo serviu de aprendizado, e esse jogo vai ser melhor para o Palmeiras. Tem a dificuldade do campo também, é pequeno, mas o que interesse é a vitória.”

Tandara brilha, Sesi vence jogo emocionante com Praia Clube e pega Unilever em semi inédita

O duelo mais equilibrado das quartas de final da Superliga feminina de vôlei não poderia ter terminado de forma diferente. Em um jogo emocionante e tenso, o Sesi conseguiu superar a pressão da torcida mineira fora de casa e venceu o Praia Clube por 3 sets a 0, garantindo a inédita classificação para a semifinal da competição. O destaque do jogo, mais uma vez, foi a maior pontuadora do torneio, Tandara, que comandou a vitória do time paulista.

O placar pode até dar a impressão de que o jogo foi tranquilo, mas o Sesi precisou ter muita paciência para conseguir a vitória, principalmente no terceiro set, quando conseguiu reverter uma desvantagem de sete pontos para conseguir fechar o jogo em três parciais. 

Com Tandara inspirada - a ponteira anotou nada menos que 22 pontos no jogo -, o time paulista desequilibrou a partida no início, mas sofreu bastante para selar a vitória fora de casa. 

Sofrendo com a pressão de um ginásio lotado em Minas, a ponteira conseguiu superar as dificuldades e manter uma atuação muito regular, sendo crucial para o Sesi, especialmente no saque. As bolas rápidas de meio com Fabiana e Bia foram outro diferencial da equipe visitante, que contou com a habilidade da levantadora Dani Lins para distribuir o jogo e enganar a defesa adversária.

Assim, o Sesi, que ficou em quinto na edição passada da Superliga (a primeira que participou), carimbou o passaporte para a primeira semifinal de sua história com uma vitória por 3 a 0 (25-19, 25-17 e 28-26) e agora pegará um dos favoritos ao título, o Rio de Janeiro, para tentar surpreender e chegar na final.

O jogo - O primeiro set começou com o Sesi se impondo mais em quadra, ignorando a pressão que a torcida do Praia fazia nas arquibancadas. Com Tandara e Sassá inspiradas, o time paulista logo abriu uma vantagem de três pontos no marcador e foi administrando o marcador até fechar a parcial em 25 a 19. 

No segundo set, de novo o Sesi entrou com um ritmo acelerado, forçando bastante o passe e praticamente anulando as jogadas de ataque das adversárias - a levantadora Juliana tinha sempre que trabalhar com as bolas altas, já que a recepção chegava sempre quebrada em suas mãos. Asssim, o trabalho de Dani Lins, do outro lado da rede, ficou mais fácil e ela conseguiu usar bastante as bolas rápidas no meio-de-rede com Fabi e Bia.

Com um ótimo volume de jogo - e com Tandara muito inspirada -, o Sesi de novo não teve tantas dificuldades e fechou a parcial em 25 a 17, com uma vantagem ainda maior sobre as rivais mineiras.

Mas a história começou a mudar no terceiro set, quando o Praia Clube finalmente acordou e passou a forçar muito o saque, impondo uma diferença de sete pontos no placar logo no início da parcial, quando fez 12 a 5. Foi aí que o técnico Talmo decidiu lançar mão de novo de Carl Albuquerque, que correspondeu e ajudou o time paulista a reequilibrar o jogo. 

O Sesi passou à frente no marcador fazendo 15 a 14 no meio do set, mas ainda se complicou na reta final, quando o Praia Clube chegou a fazer 22 a 18 e encaminhar o quarto set para definir o jogo. Mas o time paulista teve paciência para empatar o jogo, apostando no bloqueio e nas bolas de meio. Nessa hora, a torcida das anfitriãs cresceu e, ao contrário do que aconteceu na última sexta, o Sesi não se deixou abalar e conseguiu fechar a partida no belo ataque de Bia, fazendo 28 a 26.

No 1° dia de julgamento de Bruno, juíza diz que Eliza está morta; decisão deve sair até sexta

Começou nesta segunda-feira, em Contagem, cidade mineira da região da Grande Belo Horizonte, o julgamento do goleiro Bruno, ex-Flamengo, acusado de participar do assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio. O jogador é denunciado por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.

Espera-se que a decisão sobre o caso saia entre quinta e sexta-feira com sessões de cerca de dez horas diárias. Além de Bruno, Daiene Rodrigues, sua ex-esposa, será julgada.
Os advogados de Bruno tentaram suspender nesta segunda o julgamento, que começou às 9h – horário de Brasília. Isso porque a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues afirmou que Eliza Samudio está morta. A defesa insiste na tese de que Eliza não está morta já que seu corpo nunca foi encontrado. A juíza não aceitou o pedido dos advogados. O jogador acompanhou a tudo cabisbaixo.
“A gente pediu, a juíza não acatou, e o julgamento vai prosseguir. No momento oportuno a gente vai aportar outros recursos, caso haja necessidade”, disse o advogado Tiago Lenoir.

“É bom que eles não passem para o caminho de que a Eliza não morreu porque a qualquer momento vou apresentar uma testemunha que diz que sabe e vai identificar onde está a ossada de Eliza”, rebateu José Arteiro Cavalcante, advogado de acusação.
Em seguida foi feito o sorteio para o corpo dos jurados. Das 25 pessoas inicialmente relacionadas apenas sete foram escolhidos. Já está em andamento a fase de depoimentos das testemunhas.
São dois os condenados pelo caso no qual está envolvido Bruno até aqui. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, deverá cumprir 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e três em regime aberto por sequestro e cárcere privado e foi absolvido por ocultação de cadáver.
Fernanda Gomes de Castro, outra ex-amante de Bruno, pegou cinco anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado.

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, ex-policial, vai ser julgado em 22 de abril por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Em 15 de maio serão julgados Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, por sequestro e cárcere privado e Elenilson Vitor da Silva, ex-caseiro do sítio de Bruno, também por sequestro e cárcere privado.

domingo, 3 de março de 2013

Rerservas do São Paulo garantem vitória sobre Penapolense e a liderança isolada no Paulista



Já pensando no jogo contra o Arsenal-ARG na próxima quinta-feira, o técnico Ney Franco apostou apenas nos jogadores considerados reservas para enfrentar o Penapolense neste domingo fora de casa pela 10ª rodada do Campeonato Paulista. E os suplentes não decepcionaram. Apesar de ter 'sofrido' um pouco com o time de Penápolis, a equipe 'alternativa' tricolor venceu o jogo por 2 a 0 e garantiu a liderança isolada no estadual.

Com gols do zagueiro Rhodolfo - que virou reserva recentemente, após Rafael Toloi ficar com sua vaga no time titular - e do jovem atacante Ademílson, o São Paulo chegou à quinta vitória consecutiva no Paulista e agora tem 22 pontos na tabela, dois à frente da Ponte Preta, que está em segundo. 

O jogo contra o Penapolense serviu como teste para os reservas que ainda buscam 'um lugar ao sol' na equipe considerada titular. Paulo Henrique Ganso teve mais uma chance de começar jogando - desta vez ao lado de Cañete e Ademílson -, mas não conseguiu repetir a boa performance que teve no meio da semana, contra o The Strongest. O volante Fabrício, que está voltando após ter ficado mais de seis meses afastado por conta de lesão, foi outro que ganhou a chance de jogar e mostrar serviço na marcação.

A partida deste domingo ainda marcou a estreia de outro jogador que gerou grande expectativa por parte da diretoria são-paulina. Wallyson, contratado junto ao Cruzeiro para esta temporada, entrou em campo no início do segundo tempo e fez seu primeiro jogo com a camisa tricolor.

O destaque do jogo ficou por conta dos jovens do São Paulo, que aproveitaram a chance de jogar para mostrar serviço a Ney Franco. O volante Rodrigo Caio teve boa atuação fechando bem na marcação, e o lateral direito Lucas Farias, que entrou no segundo tempo, também fez uma boa partida.

Agora, o São Paulo volta suas atenções para a Libertadores, já que tem um compromisso importante nesta quinta-feira pelo torneio, enfrentando o Arsenal de Sarandí no Pacaembu. Pelo Paulista, o próximo confronto será no domingo, contra o Palmeiras, no Morumbi. Já o Penapolense, nono colocado, enfrenta o Paulista no sábado.


O jogo – Somente com reservas em campo, o São Paulo começou o jogo pressionando, principalmente com Cañete tentando armar as jogadas de ataque. E foi em um lance que começou nos pés dele que a equipe tricolor conseguiu abrir o placar em Penápolis. O argentino cobrou falta rasteira, a bola desviou em Fabrício e sobrou nos pés de Rhodolfo, que só empurrou para as redes: 1 a 0 para o São Paulo com apenas 4 minutos de jogo.

Mas o gol são-paulino serviu para o Penapolense reagir e aproveitar a queda de rendimento da equipe tricolor para pressionar. Aos 13 minutos, o time da casa conseguiu levar perigo ao gol de Denis com o chute de Luís Felipe, que passou perto do gol. Depois, a equipe de Penápolis passou a investir nas bolas aéreas – que têm sempre complicado a defesa são-paulina em 2013 – com Guarú comandando as jogadas.

O São Paulo seguiu com dificuldades para sair jogando e voltou a ameaçar o Penapolense somente aos 18 minutos, quando Cañete viu João Filipe passar e tocou para o zagueiro, que tentou achar Ganso na pequena área, mas viu o goleiro do time da casa interceptar antes que a bola chegasse ao meia.

Aos 23, o Penapolense quase chegou ao empate. Após cobrança de escanteio de Guarú, a bola sobrou para Silvinho, que emendou para o gol, mas a bola passou por cima do travessão. E o jogo seguiu assim, com poucas investidas do São Paulo, que até os 30 minutos, havia finalizado apenas duas vezes para o gol. 

No segundo tempo, Ney Franco tirou João Filipe – que já tinha amarelo – e colocou o atacante Wallyson (Rodrigo Caio passou a atuar como lateral direito). O ex-cruzeirense fez sua primeira partida pelo São Paulo neste domingo e, logo nos primeiros minutos que esteve em campo, teve a chance de estrear com o pé direito, marcando um gol. Aos cinco minutos, o jogador recebeu o lançamento de Ademílson na direita, tirou do zagueiro, mas se desequilibrou e acabou chutando para fora.

Aos poucos, o São Paulo foi se acertando e crescendo no jogo e, aos sete minutos, Ademílson arriscou belo chute de fora da área que acertou a trave. Aos 11, Ney Franco decidiu mexer de novo no time e colocou o jovem lateral direito Lucas Farias no lugar de Fabrício – com isso, Rodrigo Caio voltou a atuar como volante.

E no minuto seguinte, Lucas Farias já teve um papel importante na defesa tricolor. Neto cruzou para Guarú na área são-paulina, e o garoto logo ‘deu o bote, afastando o perigo. Depois, aos 14, Rodrigo Biro cruzou e foi a vez de Edson Silva fazer o corte.

Aos 17, o Penapolense teve mais uma chance de empatar o jogo no chute de Neto, que Denis espalmou e, quando foi segurar a bola, se chocou com Felipe. A bola acabou ficando com o goleiro, que recebeu atendimento no campo antes que o jogo fosse reiniciado.

O São Paulo continuou sendo pressionado pelo time da casa, que insistia principalmente nas jogadas pela esquerda e dava trabalho à defesa são-paulina. Aos 21 minutos, Guaru invadiu a área e foi chegando com perigo até cair e pedir a marcação do pênalti. O juiz mandou seguir o jogo e não viu nenhuma irregularidade no lance.

No minuto seguinte, foi a vez de Rodrigo Biro chutar forte e exigir a defesa de Denis,q eu rebateu e a bola sobrou na área, mas Lucas Farias afastou.

Acuado, o São Paulo começou a reagir e finalmente conseguiu ampliar a vantagem aos 24 minutos. Carleto lançou Ademílson, o atacante arriscou para o gol, e o goleiro do Penapolense não conseguiu fazer a defesa: 2 a 0 para o time tricolor.



Jogador do Saint-Étienne é operado, mas retorno ao futebol ainda é incerto


Jérémy Clément sofreu entrada violenta na goleada do seu time contra Nice
e quebrou a tíbia e a fíbula. Treinador revela que preferia perder o jogo


O Saint-Étienne goleou o Nice por 4 a 0, no último sábado, no entanto, o meia Jérémy Clément fraturou a tíbia e a fíbula após entrada violenta de Valentin Eysseric. O jogador foi operado após a partida para corrigir o problema e o seu retorno aos gramados ainda depende da calcificação dos ossos. Segundo o treinador Christophe Galtier, era preferível que sua equipe tivesse saído derrotada da partida a perder o jogador por vários meses.
- Ele teve fraturas expostas em alguns pontos. Foi na tíbia e na fíbula. Ele foi operado. Preferia perder a partida – lamentou o comandante do Saint-Étienne, ao "Eurosport.com".
Fazendo coro com o técnico da equipe, o presidente dos Verts lembrou que o cenário do vestiário após a vitória era desolador. Roland Romeyer ainda afirmou que passou mal ao rever a cena pela televisão e elogiou a coragem de Jérémy.
- Foi terrível. Foi uma lesão muito grave. Ficamos muito infelizes. Ganhamos por 4 a 0, mas não conseguimos comemorar nada. Esperamos que ele se recupere e os ossos sejam corrigidos para ele voltar a jogar. Não sou médico. Estou passando mal até agora. Ele foi muito corajoso – falou o mandatário, deixando transparecer a preocupação que o jogador não possa jogar futebol novamente.

Paysandu vence Remo com gol no fim e leva a Taça Cidade de Belém


Uma partida digna de um clássico entre Remo e Paysandu. Na temporada 2013, em dois jogos disputados, a torcida remista se acostumou a sempre ter boas emoções na parte final da partida, com seu time fazendo o gol da vitória ou empatando. Mas, quis o destino que, no confronto mais decisivo da Taça Cidade de Belém, a sorte mudasse de rumo, e o torcedor bicolor tivesse a chance de ter esse sentimento. Com um gol aos 42 minutos do segundo tempo, o Papão venceu o Leão por 2 a 1 e conquistou o título do primeiro turno do Campeonato Paraense.
Clássico que mais uma vez provou a paixão que Remo e Paysandu despertam. As duas maiores torcidas do Norte do Brasil proporcionaram uma renda superior a R$ 1 milhão, com o Mangueirão recebendo um público de 40.883 torcedores.
pAYSANDU (Foto: Gustavo Pêna/GLOBOESPORTE.COM)Paysandu conquistou o título do primeiro turno (Foto: Gustavo Pêna/GLOBOESPORTE.COM)
E quem foi ao estádio não se arrependeu. As duas equipes fizeram um ótimo jogo, com o Paysandu abrindo o placar aos 29 minutos de partida, com o zagueiro Raul. O empate do Remo veio dez minutos depois, com o atacante Leandro Cearense aproveitando o rebote do goleiro Zé Carlos.
No segundo tempo, o jogo seguiu truncado, mas o zagueiro Raul apareceu de novo, aos 42 minutos, para garantir o título e se tornar o herói da decisão, assegurando a vitória bicolor por 2 a 1.
Com o título, o Paysandu já está garantido na Copa do Brasil de 2014 e na decisão do Parazão, caso a Taça Estado do Pará seja conquistada por uma das outras sete equipes participantes da competição. Aliás, o segundo turno já começa no meio de semana, com o Remo estreando quinta-feira contra o Santa Cruz, a partir das 20h30m (de Brasília), no Mangueirão, em Belém, e o Paysandu jogando na quarta-feira contra o São Francisco, a partir das 20h30m, no Colosso do Tapajós, em Santarém. As duas partidas terão acompanhamento em Tempo Real pelo GLOBOESPORTE.COM.
Papão abre o placar, mas Remo consegue empate
Com a necessidade da vitória, o Paysandu começou o jogo partindo para cima do rival, marcando no ataque. Logo aos sete minutos, Djalma evitou a saída de bola e cruzou para Eduardo Ramos, livre, cabecear para o gol, obrigando o goleiro Fabiano a fazer grande defesa.
Não demorou muito, o Remo deu a resposta. Dois minutos depois, Fábio Paulista fez boa  jogada individual, driblou o goleiro Zé Carlos, mas acabou finalizando por cima gol, incendiando a torcida remista.
Remo e Paysandu (Foto: Gustavo Pêna/GLOBOESPORTE.COM)Remo e Paysandu fizeram um jogo bastante equilibrado (Foto: Gustavo Pêna/GLOBOESPORTE.COM)
Empolgados, os azulinos começaram a dominar a partida. Aos 22 minutos, Walber bateu falta, a zaga do Paysandu não afastou, e Zé Antônio mandou para o gol, mas o juiz marcou toque de mão do remista.
Porém, aos 29 minutos, Eduardo Ramos cobrou escanteio, Zé Antônio escorregou, e Raul, livre, cabeceou para o gol, abrindo o placar no Mangueirão.
O gol deu tranquilidade para o Papão, que começou a tocar mais a bola. Só que, dez minutos depois, a estrela do zagueiro Zé Antônio, que marcou o gol de empate no último clássico, voltou a brilhar. Ele cobrou falta com força, Zé Carlos deu rebote, a zaga bicolor cochilou, e o atacante Leandro Cearense não perdoou, deixando tudo igual no placar.
O Leão ainda tentou virar a partida com Gerônimo arriscando de fora da área, mas Zé Carlos desviou a bola para escanteio, garantindo o empate no primeiro tempo.
Segundo tempo truncado e estrela de Raul brilha novamente
No vestiário, o treinador Lecheva fez duas alterações para o segundo tempo, tirando Vanderson e Djalma, colocando Alex Gaibu e Heliton e deixando os bicolores com três atacantes. Apesar da intensa movimentação das equipes, o jogo recomeçou muito truncado e com poucas chances reais de gol. Aos 14 minutos, Eduardo Ramos cobrou falta para a área e Diego Bispo desviou, mas Fabiano conseguiu evitar que a bola entrasse.
O treinador Flávio Araújo decidiu colocar Val Barreto no lugar de Fábio Paulista e Henrique na vaga de Mauro, mas as alterações não surtiram efeito, e o Papão continuou tendo maior volume de jogo.
Passados os 30 minutos, o comandante azulino tirou Gerônimo, que já tinha amarelo, colocando Nata, e Lecheva sacou Rodrigo Alvim para a entrada de Pablo, com o objetivo de liberar mais Yago Pikachu.
E a mudança funcionou. Aos 42 minutos, Heliton acertou belo chute de fora da área, e Fabiano colocou para escanteio. No lance seguinte, o zagueiro Raul aproveitou de novo o cruzamento e cabeceou para o fundo do gol. O Remo ainda buscou o empate, mas o título ficou mesmo com o Paysandu.
Paysandu campeão (Foto: Gustavo Pêna/GLOBOESPORTE.COM)Paysandu conquistou o título da Taça Cidade de Belém (Foto: Gustavo Pêna/GLOBOESPORTE.COM)









Com moral no PSG, Lucas é eleito pelos torcedores o jogador do mês


Brasileiro supera Ibra e vence eleição pela segunda vez no site do clube francês



O atacante Lucas é o novo xodó da torcida doParis Saint-Germain. O brasileiro pela segunda vez consecutiva foi considerado pelo site oficial do clube o jogador do mês. O camisa 29 superou a concorrência da grande estrela da equipe francesa: Zlatan Ibrahimovic. O argentino Ezequiel Lavezzi foi o terceiro colocado. Para vencer a pesquisa, Lucas contou com 20% dos votos. Ibra com 16% e Lavezzi 15% vieram na sequência.
Apesar da boa notícia, Lucas não teve motivos para comemorar no fim de semana. O PSG teve uma atuação abaixo da média no último sábado e perdeu para o Reims por 1 a 0, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Francês. Com o resultado, os parisienses seguem na liderança, mas pararam nos 54 pontos. Desta forma, o Lyon poderá igualar a pontuação se vencer o Brest no domingo.
Lucas volta a campo contra o Valencia, na próxima quarta-feira, no Parc des Princes, às 16h45 (de Brasília), em partida válida pela Liga dos Campeões. O GLOBOESPORTE.COM transmite o jogo.



Sport mantém tabu e, com gol de Roger, vence o Central em Caruaru

Há 12 anos a Patativa não bate o Leão em Caruaru; Antes do jogo, houve confronto entre torcidas organizadas nos arredores do estádio






Em campo no Lacerdão, Sport, Central e um tabu: Há 12 anos a equipe de Caruaru não conseguia derrotar os rubro-negros em seus domínios. A favor da Patativa, havia o fato de ainda não ter perdido em casa nesta temporada. Mas aconteceu. Com um gol de Roger, aos 12 minutos do primeiro tempo, o Leão venceu o jogo, trazendo um pouco mais de tranquilidade para a Ilha do Retiro na sequência do campeonato.
Antes do jogo, integrantes de torcidas organizadas do Central e do Sport entraram em confronto do lado de fora do estádio Luiz Lacerda. Torcedores atiraram pedras uns contra os outros, ferindo pessoas e danificando carros estacionados nos arredores. A polícia precisou intervir para evitar um problema maior. Nas arquibancadas, policiais recolheram faixas e bonés alusivos às torcidas organizadas. 
Na próxima quarta-feira, o Sport volta a jogar na Ilha do Retiro tentando resgatar de vez a confiança de seu torcedor no confronto com o Pesqueira. Já o Central vai a Vitória de Santo Antão, onde o Chã Grande está mandando os seus jogos, para mais um desafio neste segundo turno do estadual. As duas partidas, válidos pela 4ª rodada, acontecem às 20h.


Forlán faz 2 golaços, Dunga é expulso, e Inter avança à final da Taça Piratini


Com um show do uruguaio Diego Forlán, o Internacional, jogando em Caxias, garantiu sua vaga na final da Taça Piratini. O clube colorado bateu o Esportivo-RS por 2 a 0 neste domingo no duelo semifinal do primeiro turno do Campeonato Gaúcho.

Diego Forlán foi o nome da partida. O uruguaio abriu o placar aos 29 do primeiro tempo ao acertar um lindo chute de perna esquerda de fora da área no ângulo do goleiro adversário. Aos 22 da etapa final, Forlán costurou a defesa e empurrou para o fundo das redes.
Antes do apito final, o técnico do Internacional, Dunga, ainda foi expulso por reclamações contra a arbitragem.
Com este resultado, o Internacional disputa o título do primeiro turno do Campeonato Gaúcho contra o São Luiz, que bateu o Caxias no sábado. Quem vencer já garante vaga na grande decisão do Estadual.

O jogo – Com um esquema 3-5-2, Luís Carlos Winck armou o Esportivo para segurar o Internacional. A equipe colorada apresentou grandes dificuldades para penetrar na área do adversário. O primeiro tempo foi de poucas chegadas perigosas. O time de Bento Gonçalves poderia ter tido até melhor sorte, não fossem dois erros de arbitragem: aos 15, Francisco Silva Neto ignorou recuo com o pé de Josimar para Muriel. Aos 18, o bandeira marcou impedimento inexistente de André, anulando ataque perigoso dos visitantes.
A primeira boa jogada de ataque do Inter ocorreu aos 24 minutos: após tabela rápida, Fred entrou pela esquerda e chutou para boa espalmada de Fabiano. Aos 28, um golaço: Diego Forlán recebeu desmarcado na intermediária e soltou uma bomba, como em vários dos seus gols na Copa do Mundo de 2010, acertando o ângulo: Inter 1 a 0, e muita vibração do uruguaio, que assumiu a artilharia do Gauchão.
O jogo, entretanto, continuou parecido: o Inter tentava atacar e o Esportivo se defendia. Com poucas jogadas de área, os chutes de longe seguiam sendo a melhor opção para tentar o gol. Aos 39, foi a vez do time visitante tentar: Léo mandou à meia-altura, da intermediária, e a bola saiu raspando a trave de Muriel.
Precisando do resultado, o Esportivo se soltou um pouco mais no segundo tempo. Em quatro minutos, duas conclusões atingiram a rede de Muriel pelo lado de fora. Mas as melhores chances eram do Inter, que respondeu com uma cabeçada perigosa de Rodrigo Moledo, em escanteio batido por Forlán. Mas a melhor chance veio aos dez: Fred roubou muito bem a bola no meio, avançou livre, mas chutou para fora. Aos 12, D’Alessandro chutou de fora da área, com perigo.
O jogo ficou mais franco a partir dos 20 minutos. O Esportivo ameaçou pela direita, mas Rodrigo Moledo cortou antes da conclusão. O Inter respondeu na jogada seguinte, em chute cruzado de Forlán que raspou a trave. O uruguaio se redimiria dois minutos depois: aos 22, ele entortou o marcador e chutou de fora da área, matando Fabiano e o Esportivo: 2 a 0.
Aos 27, o técnico Dunga foi expulso pela árbitro Francisco Silva Neto por reclamação. Na saída, falou aos microfones que já sabia que seria excluído da partida. “Estou marcado. Fizeram uma reunião na associação dos árbitros para me f...”, bradou o treinador colorado. Mas o jogo já estava decidido. O Colorado ainda teve boas chegadas com Fred, D’Alessandro, Josimar e Forlán, mas o placar seguiu mesmo 2 a 0.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 2 x 0 ESPORTIVO
Local
: Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS)
Data: 3 de março de 2013, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Francisco Silva Neto
Assistentes: José Javel Silveira e Carlos Henrique Selbach
Cartões amarelos: Juan (Internacional); Léo, Gilian, Fábio Oliveira e Raone (Esportivo)
Gols: INTERNACIONAL: Forlán, aos 28 minutos do primeiro tempo e aos 22 minutos do segundo tempo
INTERNACIONAL: Muriel; Gabriel, Rodrigo Moledo, Juan e Fabrício; Ygor (Elton), Josimar, Fred e D’Alessandro (Vítor Júnior); Forlán e Leandro Damião (Caio).
Técnico: Dunga
ESPORTIVO: Fabiano; Victor, Ediglê e Raone; Anderson Feijão (Diego Campos), Fábio Oliveira, Erick, Mateus Santana e André; Léo (Gabriel) e Gilian (Rafael Bittencourt).
Técnico: Luís Carlos Winck

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