Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

Marcadores


sábado, 13 de julho de 2013

Em belo jogo, Inter bate o Flu com direito a gol olímpico


Na luta pela chegada ao G4, Fluminense e Internacional prometiam um belo duelo em Macaé, recheados de jogadores decisivos. Prometeram e cumpriram. Em uma partida disputada, com belos gols, o Inter bateu o Tricolor por 3 a 2, chegou aos 12 pontos e alcançou a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Os tricolores, por sua vez, permaneceram em sétimo lugar, com nove pontos conquistados.
Desde início, a partida deu sinais que iria, sim, agradar aos torcedores que compareceram ao Estádio Cláudio Moacyr. Escalado com três atacantes - Rhayner, Rafael Sobis e Fred - e com o mando de campo, o Fluminense partiu para cima dos gaúchos. Aos cinco minutos, Rafael Sóbis fez bela tabela com Jean e bateu cruzado, rente à trave esquerda de Muriel.
Do lado colorado, no entanto, também havia espaço para qualidade. E quanta técnica, principalmente dos gringos D´Alessandro e Forlán. Aos 13 minutos, o uruguaio cobrou escanteio muito fechado e a bola quase entrou. Era, na verdade, uma prévia do que viria pela frente. Antes disso, no entanto, o Forlán fez as honras a D´Alessandro.
Aos 19 minutos, o atacante uruguaio recebeu bola pelo lado esquerdo e com precisão lançou D´Alessandro dentro da área. De primeira, com perna direita, apesar de ser canhoto, o argentino bateu cruzado, sem chances para Diego Cavalieri. Interncional 1 a 0. E o jogo passou a ser colorado.
No ritmo incessante da partida, o Fluminense até assustou aos trinta minutos, em bola cruzada por Bruno na área e rebatida, sem jeito, pelo goleiro Muriel. Mas a zaga afastou. Três minutos depois, um golpe na defesa tricolor. Em bola mal recuada por Digão para Cavalieri, Forlán se aproeitou, avançou até a área e baetu sem chances para o goleiro tricolor. Internacional 2 a 0.
Faltava ao torcedor, no entanto, fôlego para acompanhar o vaivém da partida. Isto porque dois minutos depois, Rafael Sóbis cruzou bola para a grande área e Carlinhos, esperto, cabeceou de forma certeira para o gol de Muriel. 2 a 1.
O gol empolgou o Fluminense, que foi em busca do ataque e quase marcou em bela jogada de Sóbis para Wagner, aos 36 minutos. O meia, no entanto, bateu por cima do gol. Pouco tempo depois, mais um erro tricolor, para alegria da torcida dos gaúchos. Forlán cobrou escanteio muito fechado, Cavalieri se atrapalhou e saiu em falso na bola, que foi para o fundo da rede. Gol olímpico. 3 a 1 Internacional. E os times desceram para o vestiário.
Na volta do intervalo, o Fluminense conseguiu o que desejava: um gol de início. Em bola cruzada na área por Sóbis, houve bate-rebate e ela sobrou nos pés do artilheiro Fred. Sem perdão, no canto esquerdo de Muriel. 3 a 2 em Macaé. A partir daí, começou a se destacar o goleiro do Internacional.
Diante de um bombardeio tricolor, ele apareceu bem. Primeiro, aos 12 minutos, em chute de Rhayner pela direita. Depois, aos 14 minutos, em chute de Rafael Sóbis ainda da intermediária. Dunga, então, sentiu a pressão e resolveu amansar a partida. Sacou um atacante, Rafael Moura, para a entrada de um meia, Dátolo. Abel Braga, por sua vez, foi para cima dando novo fôlego: saíam Wagner e Rhayner para as entradas de Deco e Marcos Junior.
Aos 24 minutos, em bola cruzada na área, Fred acabou travado pela defesa na hora do arremate. Dunga, de novo, mexeu. Tirou Forlán e colocou Ednei. Um Inter ainda mais fechado tentava segurar a vitória importante em Macaé. E conseguiu, mesmo que Fred, nos acréscimos, quase tenha vencido Muriel de cabeça. Mas ficou por aí. Tudo vermelho em Macaé. 
FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 2X3 INTERNACIONAL
Local: Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé (RJ)
Data: 13 de julho de 2013
Horário: 18h30(de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Ivan Bohn (PR)
Renda e público: R$ 69.340,00 / 5.375 pagantes
Cartões amarelos: Deco (FLU), Muriel e Jorge Henrique (INT)
Gols: D´Alessandro (INT), aos 19 minutos, Forlán (INT), aos 30 minutos, Carlinhos (FLU), aos 33 minutos e Forlán (INT), aos quarenta minutos do primeiro tempo e Fred (FLU), aos sete minutos do segundo tempo. 
FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Gum (Samuel), Digão e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner (Deco); Rhayner (Marcos Junior), Rafael Sóbis e Fred
Técnico: Abel Braga
INTERNACIONAL: Muriel; Gabriel, Índio, Juan e Kléber; Josimar, Fabrício, Jorge Henrique (Vitor Júnior) e D'Alessandro; Forlán (Ednei) e Rafael Moura (Dátolo)
Técnico: Dunga

Novo 11 brilha, Santos vence 2° clássico seguido e entra no G-4 do Brasileiro

Depois de vencer o São Paulo no final de semana passado, o Santos bateu um novo rival neste sábado, a Portuguesa: 4 a 1, dentro da Vila Belmiro.
O novo camisa 11 santista foi o principal nome da partida. Neymar já não veste a camisa alvinegra, mas Neílton deu conta do recado. Ele fez o primeiro gol dos donos da casa logo a um minuto de partida ao completar cruzamento na área com o pé.
Aos dez da etapa inicial, William José marcou de cabeça e selou o destino da partida. Neílton fez o seu segundo em belíssima jogada aos 31 da etapa final. Lembrou seu antecessor, hoje no Barcelona. Bruno Moraes descontou aos 42, e Giva deu números finais ao jogo nos acréscimos.
O resultado da sétima rodada do Campeonato Brasileiro coloca o Santos, mesmo que temporariamente, dentro do grupo dos quatro primeiros que se classificam à Copa Libertadores. O time do Litoral Paulista tem 11 pontos. Já a Lusa está na 15ª colocação, com sete pontos.
Além disso, a vitória na Vila dá tranquilidade ao técnico interino Claudinei Oliveira. No meio da semana, o Santos conseguiu um péssimo empate por 1 a 1 com o Crac-GO, da Série C do Brasileiro, no duelo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, dentro de casa.
O confronto de volta da Copa do Brasil só acontece no dia 24 de julho. Pela Série A, o time da Vila joga novamente em casa, no outro domingo, dia 21 de julho, contra o Coritiba. No mesmo dia a Portuguesa viaja para enfrentar o Goiás.
O jogo
O Santos começou a partida em ritmo forte e, logo no primeiro minuto, se aproveitando de cruzamento de Montillo, que passou por Willian José, Neílton completou para o fundo das redes, marcando o seu segundo gol no Campeonato Brasileiro, abrindo o placar para o Peixe na Vila.
Com a vantagem, os santistas passaram a encontrar mais espaços e, aos 11, ampliaram a vantagem no marcador. Willian José concluiu, de cabeça, cruzamento preciso de Leandrinho, estufando as redes de Lauro: 2 a 0 para a equipe praiana.
Os alvinegros quase chegaram ao terceiro gol, aos 18, quando após escanteio cobrado pelo lado direito, Durval assustou Lauro, quase marcando em cabeçada, que passou muito perto do gol. A Lusa respondeu e chegou com perigo, aos 23, quando Corrêa bateu falta, Valdomiro subiu e, de cabeça, quase descontou para os visitantes.
Dois minutos depois, a Portuguesa esteve perto de diminuir, quando Cañete tocou de calcanhar, dentro da área, para Matheus, que bateu prensando e a bola passou muito perto do gol de Aranha. No minuto seguinte, mais uma vez a Lusa assustou, desta vez em um chute de longa distância de Corrêa, que explodiu na trave esquerda do goleiro do Santos.
Em seu melhor momento no jogo, a Portuguesa criou mais uma boa chance, aos 29. Após sair do gol em uma cobrança de escanteio, afastando a bola da área, Aranha voltou a tempo de fazer uma grande defesa, espalmando a cabeçada de Rogério no seu contrapé, salvando o Peixe de sofrer o primeiro gol.
Após essas oportunidades criadas pelos visitantes, os santistas conseguiram equilibrar a partida, amenizando a pressão da Lusa até o intervalo. Na volta para o segundo tempo, o técnico Edson Pimenta trocou Matheus por Bruno Moraes, no ataque da Portuguesa.
A primeira boa chance de gol da etapa complementar surgiu aos quatro, quando Neílton fez uma finta de corpo no seu marcador, após passe preciso de Montillo, porém, o goleiro Lauro saiu bem do gol e evitou que o jovem atacante alvinegro balançasse as redes novamente.
A Lusa esteve mais uma vez perto do gol, quando Cañete pegou o rebote de um escanteio, aos 20, e mandou a bola na trave esquerda de Aranha. Para evitar que os visitantes voltassem a pressionar, o técnico interino do Santos, Claudinei Oliveira, sacou o meia Leandrinho para a entrada do volante Alison, aos 26.
Mas o Peixe definiu a partida quando, aos 30, após boa troca de passes dos santistas no campo de ataque, a bola foi para Neílton, que limpou a marcação de Luis Ricardo, e arrematou de perna esquerda, marcando o terceiro dos alvinegros. No minuto seguinte, o atacante deu lugar a Giva.
O Santos quase chegou ao quarto gol, aos 32, quando Willian José dominou dentro da área, puxou para a perna direita e tentou acertar o canto esquerdo de Lauro, que se esticou e espalmou a bola para escanteio. Este foi o último lance do centroavante, que pouco depois saiu para a entrada de Henrique.
Com a grande desvantagem no placar, a Portuguesa ainda queimou as suas duas últimas alterações, com Jean Mota na vaga de Rogério e Moisés no lugar de Diogo. No fim, aos 42, Bruno Moraes descontou de voleio, após cruzamento de Luis Ricardo, pela direita.
Apesar disso, o Peixe conseguiu se segurar nos últimos minutos, e ainda teve Giva marcando mais um gol, aos 46, confirmando a terceira vitória do seu time no Campeonato Brasileiro. O atacante aproveitou o rebote de Lauro, após chute de Henrique, para dar números finais ao confronto.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 4 X 1 PORTUGUESA
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 13 de julho de 2013, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo do Amaral (SP)
Assistentes: Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (ambos de SP)
Cartões amarelos: Rafael Galhardo (Santos); Ferdinando (Portuguesa)
Público: 5.860 pagantes
Renda: R$ 169.191, 00
Gols:
SANTOS: Neílton, a 1 minuto e Willian José, aos 11 minutos do primeiro tempo; Neílton, aos 30 minutos e Giva, aos 46 minutos do segundo tempo
PORTUGUESA: Bruno Moraes, aos 42 minutos do segundo tempo
SANTOS: Aranha; Rafael Galhardo, Edu Dracena, Durval e Léo; Alan Santos, Cícero, Leandrinho (Alison) e Montillo; Nilton (Giva) e Willian José (Henrique)
Técnico: Claudinei Oliveira (interino)
PORTUGUESA: Lauro; Luis Ricardo, Lima, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Corrêa, Souza e Cañete; Matheus (Bruno Moraes) e Diogo (Bruno Henrique)
Técnico: Edson Pimenta

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A revista, Anderson Silva confirma revanche com Weidman em 28 de dezembro


Anderson Silva e Chris Weidman vão se enfrentar novamente, no dia 28 de dezembro, em Las Vegas. A informação sobre a possibiidade de uma luta nesta data, que já havia sido dada ao ESPN.com.br por um membro da equipe do lutador, foi confirmada pelo ex-campeão do peso médio do UFC nesta sexta-feira, em entrevista à revista GQ.
"Depois de perder, tenho que me preparar novamente e voltar a lutar. Aliás, confirmo a revanche, que será no dia 28 de dezembro", disse Anderson Silva ao site da revista. O brasileiro perdeu o cinturão para Weidman no sábado, ao ser nocauteado no segundo round, no evento principal do UFC 162.

O ESPN.com.br apurou que, na próxima semana, uma reunião em Las Vegas entre representantes de Anderson Silva e o do UFC deve definir detalhes da revanche. O staff do ex-campeão não confirma, entretanto, a data e o local do combate.
"Nunca tinha sido nocauteado na minha vida. Não gostei", disse Anderson à GQ. O ex-campeão disse, momentos após a derrota, que não gostaria mais de lutar pelo cinturão. Mas, dias depois da luta, o staff de Anderson Silva já confirmava a intenção de haver um novo combate.
O evento do dia 28 de dezembro deve ser realizado no MGM Grand Garden Arena, mesmo palco da derrota de Anderson. 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Autuori: 'Se fosse torcedor também escolheria o Muricy'

Ciente de que não era o nome preferido pela torcida para assumir o comando do São Paulo, o técnico Paulo Autuori foi apresentado nesta quinta-feira, no Centro de Treinamento da Barra Funda, com um discurso conciliador.
Ao citar Muricy Ramalho, pedido pela arquibancada no Morumbi nos últimos jogos, Autuori o elogiou e lembrou do ciclo de vitória tricolores na década passada como exemplo para o fim da crise atual do time.
"Para o nosso grupo de hoje é muito importante entender que aquele grupo de 2005 foi liderado por pessoas distintas. Tive oportunidade de estar aqui, depois veio Muricy, que fez uma grande obra. Se tivesse nessa enquete - da torcida - também colocaria o nome do Muricy, que foi um grande técnico, vencedor", disse Autuori.
Querido pela torcida pelo tricampeonato brasileiro entre 2006 e 2008, Muricy foi demitido do São Paulo em 2009 por não ter conquistado justamente os títulos que Autuori venceu, a Libertadores e o Mundial, em 2005.
Se não se incomodou com as perguntas sobre o apelo por Muricy, Autuori também não teve problemas em responder sobre uma teoria a respeito do seu trabalho anterior no clube. Para alguns, o técnico simplesmente aproveitou a base formada pelo antecessor Emerson Leão para ganhar a América e o mundo.
"Umas das primeiras coisas que fiz após o título da Libertadores foi extender o parabéns pelo título ao meu antecessor, que foi o Leão. É apenas reconhecimento. Esse tipo de coisa não me chateia, sei perfeitamente qual é nossa realidade como técnico. Já sai de clubes e também deixei equipes em bons momentos. O que a gente conseguir aqui vou reconhecer o trabalho do meu antecessor, Ney Franco."
Depois de trabalhos rápidos no futebol nacional em Cruzeiro-2007, Grêmio-2009 e Vasco, de onde se demitiu na semana passada por não receber salário em dia, Autuori chega ao São Paulo com contrato até o final de 2014. Antes disso, ele se destacou pelo título brasileiro de 1995, com o Botafogo e pela Libertadores de 1996, pelo Cruzeiro.
"Fizemos alguns convites ao Paulo para assumir o futebol do São Paulo anteriormente. Talvez se ele pudesse ter aceito naquelas oportunidades em que o convidamos eu não tivesse sofrido tanta crítica em relação a substituição pernamenente de técnicos. Quando o São Paulo decidiu pelo Autuori decidiu por um profissional e por um cidadão. Temos o prazer de comunicar que esse grande vencedor está de volta ao Morumbi", disse o presidente tricolor, Juvenal Juvêncio.
Além da série de sete partidas sem vitórias e de quatro derrotas consecutivas no Morumbi, o novo treinador são-paulino terá que lidar com problemas dentro do elenco. Luis Fabiano segue tendo desvios de indisciplina. Nessa quarta-feira, na derrota para o Bahia, foi expulso pela quarta vez desde sua volta ao Morumbi, em 2011. Paulo Henrique Ganso, contratado por R$ 24 milhões do Santos, em 2012, ainda não conseguiu render o esperado.
"A essência do futebol é a qualidade técnica e isso o Ganso tem de sobra. Mas hoje em dia além de jogador tem que ser competidor e tem que somar à qualidade técnica outras qualidades. É muito bom esse tipo de desafio. Pior é quando não existe qualidade técnica", disse Autuori sobre o meio campista.
Outro 'problema' do elenco, o volante Fabrício será reintegrado ao grupo com chegada do novo técnico, que comanda seu primeiro treino na tarde desta quinta.

Mudar de estádio na final da Libertadores é pesadelo para brasileiros

Por Gustavo Faldon, do ESPN.com.br  Getty
Tevez e o Boca fizeram a festa no Morumbi em cima do Santos de Robinho e Diego
Tevez e o Boca fizeram a festa no Morumbi em cima do Santos de Robinho e Diego
 
A regra imposta pela Conmebol de que na final da Copa Libertadores o time mandante tem que acomodar pelo menos 40 mil torcedores pode assombrar o Atlético-MG, que fez sua fama pelo "caldeirão" da Arena Independência, onde é praticamente imbatível e recebeu o apoio de cerca de 23 mil fãs ao longo da competição.

Isso porque se o clube mineiro pegar os exemplos brasileiros de times que mudaram seu local de mando de campo da semifinal para a final da Libertadores, o histórico não é nada animador.

Dos 5 clubes brasileiros que mudaram de estádio para a final, apenas um deles sagrou-se campeão: o Santos de Pelé, em 1963, que bateu o Botafogo na semifinal mandando seu jogo no Pacaembu e aderiu o Maracanã como casa diante do Boca Juniors na grande decisão.

Em 1984, o Grêmio utilizou o Pacaembu como seu estádio no último jogo de semifinal (disputada em grupos na época) diante do Flamengo. Contra o Independiente, na final, o tricolor gaúcho mandou o jogo no Olímpico, mas ficou com o vice.

No ano 2000, o Palmeiras decidiu sair do seu estádio, o Palestra Itália, para jogar a final contra o Boca Juniors no Morumbi. E também saiu de campo sem taça.

Em 2002, o São Caetano mandou todos os seus jogos na Libertadores no Palestra Itália. Na final contra o Olimpia, o clube paulista foi mudar a sua "casa" para o Pacaembu e também terminou com o vice.
No ano seguinte, a geração "Robinho e Diego" do Santos foi mandar a final da Libertadores contra o Boca Juniors no Morumbi depois de se acostumar com a Vila ao longo da competição. E o resultado novamente foi o vice.

Em 2005, já com o regulamento prevendo um determinado número de torcedores no estádio da final, o Atlético-PR saiu da Arena da Baixada e foi mandar seu jogo decisivo contra o São Paulo no Beira-Rio, no Rio Grande do Sul. O rubro-negro empatou em 1 a 1 no seu duelo "em casa" e foi goleado no Morumbi, ficando com o vice diante do São Paulo.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Preparado', Ronaldinho tenta manter sonho vivo: 'A Libertadores é tão importante quanto a Champions'


Ronaldinho Gaúcho tem no confronto decisivo com o Newell's Old Boys, nesta quarta-feira, a partir das 21h50 (de Brasília), no estádio Independência, a chance de dar continuidade ao sonho de conquistar um título inédito em sua carreira, a Libertadores. Um dos principais responsáveis pela excelente campanha do time no torneio sul-americano, ele está de volta à rotina das decisões.
Para o craque, a motivação na Libertadores é a mesma que carregava durante a sua passagem pelo Barcelona, na Liga dos Campeões.
"Não tenho dúvida de que é tão importante quanto. Me motiva bastante. O que eu mais sonho é poder dar esse presente para o torcedor que me recebeu tão bem. É o jogo mais importante da história do clube e eu quero dar esse presente para eles", afirmou.
Ronaldinho foi um dos últimos a deixar o campo na Cidade do Galo, nesta terça-feira. Ele se concentrou durante a maior parte do tempo na cobrança de faltas e também de pênaltis.
O técnico Cuca deixou o ensaio para o fim do treino e reclamou dos repórteres presentes no gramado por estarem registrando o lado escolhido pelos atletas nas batidas. A atividade foi toda ela acompanhada pelo presidente Alexandre Kalil, que se mostrava curioso com a chegada do Newell's a Belo Horizonte.
O discurso de confiança na reviravolta do resultado marcou o fim da preparação do Atlético-MG para a partida desta quarta-feira. Para Ronaldinho, a equipe deve abusar da pressão dentro e fora de campo para se classificar amanhã.
"É incentivar para ir para cima desde o primeiro minuto. A gente dentro de campo e eles (torcedores), fora. Não podemos parar. É dia de ter calma somente no fim do jogo. Precisamos correr os noventa minutos", disse.
O time mineiro precisa vencer por três ou mais gols de diferença para avançar no tempo normal. Se ganhar por 2 a 0, a decisão será nos pênaltis.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Clemente Rodríguez é apresentado sem temer indefinição do São Paulo

Em meio à crise e ao clima de indefinição pela falta de técnico, o São Paulo apresentou na tarde desta segunda-feira seu novo reforço: Clemente Rodríguez. O ex-jogador do Boca Juniors acertou com o clube quando o treinador ainda era Ney Franco, mas não teme as incertezas que cercam o futuro do clube.
"Tenho de estar tranquilo e concentrado, treinando no dia a dia. Quando o treinador chegar, vamos conhecê-lo. Até lá, vamos seguir trabalhando e somando pontos no campeonato, que será importante para todos", afirmou.
Assim que chegou ao São Paulo, há poucos dias, Clemente Rodríguez foi elogiado pelo então técnico do time, Ney Franco, mas explica que não teve um contato mais próximo com o treinador, demitido na sexta-feira depois da derrota para o Corinthians.
"Não conversei, mas estou pronto para ajudar meus novos companheiros. Depois, veremos", comentou, sem se envolver na busca do São Paulo por um comandante: a principal opção é Paulo Autuori, com Muricy Ramalho como segundo.
Getty
Clemente Rodríguez é apresentado ao lado do vice de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes
Clemente Rodríguez é apresentado ao lado do vice de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes
Aos 31 anos, Clemente Rodríguez viveu sua melhor fase com a camisa do Boca, com três passagens pela equipe de Buenos Aires, mas atuou também por Spartak Moscou (da Rússia), Espanyol (Espanha) e Estudiantes (Argentina).
A partir de agora, o lateral esquerdo está liberado para defender o São Paulo, até por ter resolvido uma pendência jurídica com seu ex-empresário. "Não terá nenhum problema e isso está acertado. Penso só em jogar pelo clube", ponderou.
Inscrito na CBF, Clemente Rodríguez fica à disposição já para a partida contra o Bahia, nesta quarta-feira, mas o mais provável é que seja aproveitado apenas no fim de semana, contra o Vitória, em Salvador.

domingo, 7 de julho de 2013

Com gol de gordinho Walter, Goiás vence e impede que Vitória assuma a ponta


O Goiás venceu pela primeira vez em casa no Campeonato Brasileiro, neste domingo, e impediu que a competição tivesse um novo líder. Com um gol do rechonchudo atacante Walter, o time esmeraldino fez 1 a 0 no Vitória, no Serra Dourada.
A vitória foi a segunda do Goiás na competição - a primeira desde o 1 a 0 sobre o São Paulo, no Morumbi, na quarta rodada. Com os três pontos conquistados, o clube goiano chega a oito e se afasta das últimas colocações.
O Vitória, que começou a rodada na vice-liderança e poderia até sair de Goiânia no topo da tabela, continua com 10 pontos, deve encerrar a rodada ainda no grupo dos quatro primeiros colocados.
Na sétima rodada, o Goiás vai até Santa Catarina para enfrentar o Criciúma, às 18h30 do próximo domingo; já o Vitória recebe o São Paulo, no mesmo dia, às 16 horas.

O jogo - Os instantes iniciais de partida foram de pressão do Vitória. Após três minutos, o time baiano já havia chegado com perigo em duas oportunidades, em chutes de Dinei e Escudero.
Com o passar do tempo, no entanto, o jogo ficou equilibrado e o Goiás assustou o goleiro Wilson pela primeira vez, quinze minutos depois. Após bela troca de passes, Walter recebeu livre na grande área, mas foi abafado pelo arqueiro rival e cabeceou à esquerda do gol.

A resposta do Vitória não demorou a vir. No minuto seguinte, Danilo Tarrancha achou Dinei na área goiana e o centroavante testou com força no travessão de Edson.

Após a parada técnica para os jogadores se refrescarem no forte calor goiano, as duas equipes voltaram menos agressivas e o jogo ficou morno. As melhores chances das duas equipes vieram apenas nos minutos finais da etapa inicial.

O Vitória chegou a balançar as redes após cobrança de falta de Renato Cajá. No entanto, o árbitro Leandro Pedro Vuaden ignorou gol contra de Hugo e marcou impedimento do ataque rubro-negro.

A partir daí, o Goiás foi mais perigoso e Walter passou a aparecer. Entretanto, o atacante teve azar em suas duas primeiras tentativas. Depois de parar em Wilson em chute de longe e na barreira do Vitória em cobrança de falta, o centroavante desperdiçou ótima chance ao receber livre na entrada da pequena área e chutar para fora, no último lance do primeiro tempo.

No início da etapa final, porém, a história foi diferente. Logo aos 7, o jogador aproveitou cruzamento de Hugo e cabeceou na trave esquerda de Wilson. Na sobra, o próprio Walter aproveitou para marcar seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro.

A partir daí, o Vitória passou a mandar na partida, sem eficiência. Apesar de ter a posse de bola, o time baiano esbarrou na boa marcação dos donos da casa e pouco perigo ofereceu. Nas únicas oportunidades em que conseguiu finalizar, o goleiro Edson mostrou segurança e garantiu o resultado para o Goiás.

Em jogaço de oito gols e com Nei 'vilão', Inter derrota o Vasco


Em jogaço de oito gols, o Internacional ganhou do Vasco por 5 a 3, neste domingo, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, em duelo válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro - a primeira depois da parada para a Copa das Confederações. Um total de 3.549 torcedores acompanhou na fria e chuvosa serra gaúcha o duelo, que teve a presença de uma forte névoa na etapa inicial.

O primeiro gol do time colorado saiu aos 16 minutos de partida, e de maneira bizarra: após cruzamento de Fabrício, o lateral Nei, ex-Inter, subiu mais que o zagueiro do próprio Vasco e fez contra. A torcida não perdeu a oportunidade para "vibrar" e gritar "Nei, Nei" após o lance.


Forlán colocou o Internacional em vantagem maior com um belo chute, no ângulo de Michel Alves. No último lance do primeiro tempo, o centroavante André fez e descontou para os cariocas.

A etapa final foi eletrizante. O veterano Índio balançou as redes aos 10 e fez o terceiro do Inter, até que Rafael Vaz, estreante pelo cruzmaltino, acertou uma bomba e voltou a dar esperanças ao Vasco. Mas Rafael Moura e D'Alessandro marcaram em questão de dois minutos e decidiram o duelo. Fellipe Bastos ainda fez o terceiro do time carioca em cobrança de falta, com falha de Muriel.

Assim, o Inter chega aos nove pontos em seis rodadas, e o Vasco parou nos sete pontos. Na próxima rodada, os gaúchos visitam o Fluminense, e o cruzmaltino faz clássico com o Flamengo.

O jogo

Antes do primeiro minuto de partida,o Inter chegou com perigo ao gol do Vasco em chute de Forlán que encobriu o travessão. A pressão da equipe gaúcha continuou e logo depois foi a vez de D´Alessandro bater forte e Michel Alves defendeu com segurança. Aos seis minutos, Forlán cobrou falta e Michel Alves voltou a fazer boa defesa.

O time carioca só conseguiu construir seu primeiro ataque aos oito minutos, quando Alisson invadiu pela esquerda e cruzou para André, mas o atacante não conseguiu a conclusão.

Aos 16 minutos, em lance inusitado, o Internacional marca o primeiro gol. Após cruzamento de Fabrício, Nei tenta cortar e, com estilo de atacante, cabeceia sem qualquer chance de defesa para Michel Alves. E a torcida colorada que vinha pegando no pé do jogador que já defendeu o Inter, passou a gritar o nome de Nei, enquanto o técnico Paulo Autuori não escondia seu desagrado com o lance.

O time comandado por Dunga seguiu comandando o jogo, enquanto o Vasco revelava muita dificuldade para organizar jogadas de ataque. Aos 30 minutos, Forlán quase ampliou, mas sua cabeçada foi desviada por Elsinho.

Aos 38 minutos, o Inter marcou o segundo gol. Forlán recebeu na entrada da área e chutou no canto direito de Michel Alves. Sem outra alternativa, o Vasco se lançou ao ataque e acabou marcando o primeiro gol, aos 44 minutos, através de André que apanhou a sobra de um chute de Pedro Ken e colocou sem chances de defesa para Muriel.

O Internacional voltou no segundo tempo com a entrada de Rafael Moura no lugar do estreante Jorge Henrique que teve uma atuação apenas discreta. E o time da casa continuou com mais posse de bola, enquanto o Vasco apenas se defendia. Aos cinco minutos, depois de jogada confusa na pequena área, Fabrício conseguiu colocar a bola nas redes, mas o árbitro anulou a jogada, marcando impedimento do jogador gaúcho.

Aos nove minutos, o Inter marcou o terceiro gol. Gabriel cobrou falta do lado direito da área, o zagueiro Índio, inteiramente livre, cabeceou, Michel Alves fez defesa parcial e o rebote caiu nos pés do próprio Índio que, ainda sem marcação, tocou para as redes da equipe carioca.

Aos 18 minutos, o zagueiro Rafael Vaz saiu com a bola dominada da defesa, foi caminhando sem ser combatido e arriscou um chute violento que entrou no ângulo esquerdo de Muriel, reduzindo a diferença em favor da equipe da casa.

O segundo gol devolveu o ânimo à equipe carioca que quase chegou ao terceiro gol, em jogada confusa na área gaúcha.Aos 23 minutos, Sandro Silva invadiu pela direita e chutou forte. Muriel defendeu parcialmente e André quase conseguiu completar para o gol, mas Índio salvou. No minuto seguinte foi a vez de Abuda chutar com grande perigo, depois de boa troca de passes na entrada da área.

Quando tudo indicava que o Vasco chegaria ao empate, o Internacional marcou o quarto gol, aos 27 minutos. Kleber invadiu pela esquerda e rolou para Rafael Moura que apenas deslocou o goleiro Michel Alves. Não demorou muito e o Inter marcou o quinto gol, aos 30 minutos. Kleber cruzou da esquerda e D´Alessandro, de pé direito, pegou de primeira, sem defesa para o goleiro Michel Alves.

Aos 39 minutos, o Vasco marcou o terceiro gol. Felipe Bastos cobrou falta da intermediária e o goleiro Muriel não conseguiu evitar que a bola entrasse.

Nos minutos finais, o Vasco pressionou em busca do quarto gol e aos 45 minutos, André ainda teve a oportunidade de marcar, mas o goleiro Muriel fez a defesa.

Pato desencanta, faz dois gols e garante vitória do Corinthians sobre o Bahia

Acabou o jejum de gols de Alexandre Pato. Neste domingo, o atacante desencantou, balançou a rede duas vezes e garantiu o triunfo do Corinthians por 2 a 0 sobre o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador, em duelo válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Antes da partida, Alexandre Pato amargava um jejum de dez jogos sem marcar. Além disso, a última vez que Pato tinha marcado dois gols em um duelo foi no dia 15 de agosto de 2012, na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Suécia.
Com o triunfo obtido fora de casa, o Corinthians dá um salto na tabela de classificação. A equipe do técnico Tite chega aos nove pontos, mais perto dos primeiros colocados. Já o Bahia, que só tinha perdido na estreia do Brasileirão, permanece com oito pontos. Na próxima rodada da competição nacional, o Corinthians recebe o Atlético-MG, no domingo, no Pacaembu. O Bahia, por sua vez, vai duelar com a Ponte Preta, no sábado, em Campinas.
Os dois gols da partida deste domingo aconteceram na primeira etapa. Aos 32 minutos, Guilherme lançou para Pato, que dominou nas costas de Madson e finalizou na saída de Marcelo Lomba. A bola bateu na trave e sobrou para o atacante colocar na rede. Já aos 42 minutos, Romarinho cruzou, Madson cortou errado e deixou a bola limpa para Alexandre Pato chutar no ângulo esquerdo de Marcelo Lomba. Belo gol: 2 a 0.
O segundo tempo serviu só para o Corinthians trocar passes e mostrar sua capacidade de controlar a partida. A única preocupação foi com Renato Augusto, que deixou o confronto com suspeita de fratura no rosto e pode ser desfalque no jogo de volta da final da Recopa Sul-americana, contra o São Paulo, no dia 17 - os também meias Danilo e Douglas estão machucados.
O jogo
Tite mandou a campo o seu esquema mais tradicional, com Romarinho pela direita e Pato aberto pela esquerda, mais próximo de Guerrero, mas com todos em movimentação à espera dos passes de Renato Augusto e até trocando de posição com o meia. Mas a preocupação inicial era com a velocidade do Bahia.
A equipe de Cristóvão Borges soube aproveitar bem a correria do meia Anderson Talisca, que se mexia e buscava os laterais Madson e Raul em busca de cruzamentos para Fernandão. E o Corinthians demorou a conseguir bloquear as pontas do ataque baiano, que ainda contava com cinco jogadores do meio-campo para trás com o intuito de coibir a troca de passes do time paulista e evitar perigos para Marcelo Lomba.
Entre os 12 e os 14 minutos, Fernandão não abriu o placar duas vezes porque não alcançou os cruzamentos rasteiros de Madson e Raul, em lances quase idênticos. O ritmo veloz ainda gerava faltas ao Bahia, que chegou a balançar a rede com Titi, aos 28 minutos, após cobrança da lateral, mas o zagueiro estava impedido.
Até que o Bahia se empolgou tanto que se esqueceu da firme marcação que imprimia em seu campo de defesa. E Renato Augusto teve espaço e tranquilidade no meio-campo para lançar com precisão para Pato. O atacante dominou na grande área e seu chute desviou na zaga, batendo na trave, mas voltando ao seu pé direito e dando-lhe apenas o trabalho de desviar para o gol vazio, aos 32 minutos.
Em busca de retomada, o Bahia foi perdendo sua solidez tática e também não teve mais seu centroavante, já que Fernandão, ex-jogador do Palmeiras, saiu machucado e foi trocado por Souza, ex-Corinthians. Mas as jogadas de ataque eram raras.
O Corinthians, por outro lado, não precisava de tantas chances para ser eficiente. E o Bahia, além de espaço, também deu um presente para o adversário. Aos 42 minutos, Madson, da marca do pênalti, tentou afastar cruzamento de Romarinho, mas ajeitou para Pato bater de primeira, no ângulo esquerdo de Marcelo Lomba.
A reação imediata do Bahia foi ficar cabisbaixo, como se manteve até o intervalo e também depois de a bola rolar. Com 2 a 0 no placar, o Corinthians se preocupou em manter a bola nos pés, reduzindo ainda mais o ritmo de um jogo já bastante trucando pelo número de faltas e passes errados no primeiro tempo. A conversa com Tite nos vestiários também serviu para ajustar a marcação aos velozes do Bahia.
Com a partida completamente controlada, o Corinthians só teve a lamentar a lesão de Renato Augusto, que deixou o estádio com suspeita de fratura no rosto. Em campo, foram pouco mais de 45 minutos de troca de passes do Corinthians e tarefa facilitada por seguidos erros de passes da defesa baiana, principalmente de Lucas Fonseca.
Lances de perigo só ocorreram com Guerrero, que obrigou Marcelo Lomba a fazer boa defesa e ainda tirou um tento de Ibson ao se antecipar ao colega. Mas nada que atrapalhasse a tranquila conquista dos três pontos neste domingo na Fonte Nova.
FICHA TÉCNICA:
BAHIA 0 X 2 CORINTHIANS
Local: Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 7 de julho de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés e Luiz Antonio Muniz de Oliveira (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Anderson Talisca e Fabrício Lusa (Bahia)
Gols:
CORINTHIANS: Alexandre Pato, aos 32 e aos 42 minutos do primeiro tempo
BAHIA: Marcelo Lomba; Madson, Titi, Lucas Fonseca e Raul (Jussandro); Fahel, Rafael Miranda, Fabrício Lusa e Anderson Talisca; Marquinhos e Fernandão (Souza)
Técnico: Cristóvão Borges
CORINTHIANS: Cássio; Edenílson, Chicão, Gil e Fábio Santos; Ralf e Guilherme; Romarinho (Maldonado), Renato Augusto (Ibson) e Alexandre Pato (Léo); Guerrero
Técnico: Tite

São Paulo perde clássico para o Santos e aprofunda a crise no Morumbi

Não será a partir deste domingo que o São Paulo dará início a uma nova fase. Pelo menos até quarta-feira, o clube seguirá em crise, atrás de um novo treinador e com a diretoria na mira dos torcedores.
A equipe tricolor desperdiçou a chance de reverter a má fase neste domingo, no clássico com o Santos, no Morumbi. Depois de começar melhor a partida, o time perdeu diversas oportunidades e viu os adversários fazerem 2 a 0 e construírem a vitória no segundo tempo, com gols de Giva e Cícero - todos eles com participações decisivas do treinador interino Claudinei Oliveira em substituições.
Com o resultado, o São Paulo segue com nove pontos e fora da zona de classificação para a Libertadores. O Santos chega a seis e fica a um de deixar a briga contra o rebaixamento.
A torcida tricolor promoveu antes do começo da partida um protesto contra a diretoria do lado de fora do Morumbi. Os principais alvos da manifestação eram o presidente Juvenal Juvêncio, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes e o diretor de futebol Adalberto Baptista.
A direção do Santos também enfrenta resistência após a venda de Neymar ao Barcelona - o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro assinou um artigo na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo defendendo o negócio.
A equipe alvinegra volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Crac, pela terceira fase da Copa do Brasil. O time tricolor teria a semana livre, mas em jogo adiantado enfrentará o Bahia, no mesmo dia, no Morumbi.
O jogo - A fase é de reconstrução. Talvez até por isso, Santos e São Paulo fizeram um jogo aberto em seus primeiros minutos.
O time do litoral deu um susto logo aos 3, com Montillo recebendo na entrada da área e chutando bonito por cima do gol de Rogério Ceni. O técnico interino Claudinei Oliveira prometeu um novo posicionamento para tentar alavancar o futebol do meia.
A resposta são-paulina foi imediata. De volta da seleção brasileira, Jadson parou a bola no meio, aguardou a movimentação da defesa e enfiou para Osvaldo. O atacante passou pelo goleiro Aranha e cruzou para Luis Fabiano. Pressionado pela marcação, ele finalizou truncado e conseguiu escanteio.
Em outra jogada, Rodrigo Caio subiu sozinho e forçou Aranha a fazer bela defesa para evitar o primeiro gol tricolor.
Foram 10 minutos iniciais alucinantes. Depois disso, o Santos diminuiu o ritmo e deu espaço para que Jadson flutuasse sozinho na intermediária. Osvaldo também aprontava pelos lados do campo e ‘abria' ainda mais o campo para o São Paulo.
‘Pedindo' bola, Luis Fabiano se movimentava a todo o momento e dava opção mais à frente. Aos 16, ele recebeu lançamento de Osvaldo, invadiu a área e foi atrapalhado por Gustavo Henrique na hora de finalizar. O centroavante, que deixou para trás os problemas com a diretoria, não parava um só segundo e teve outra chance antes do fim da etapa inicial.
Ele tabelou com Jadson na intermediária, recebeu de volta e dividiu com Aranha na saída do gol.
No aguardo do apito de Raphael Claus, o São Paulo ainda teve um gol marcado por Lúcio corretamente anulado após jogada ensaiada em cobrança de falta de Rogério Ceni.
A equipe do Morumbi manteve a pressão no segundo tempo. Em roubada de bola, Lúcio puxou o contra-ataque e entregou para Jadson. O meia cortou a marcação de Galhardo e, na tentativa de desviar, exagerou na força e chutou para fora.
O interino Claudinei Oliveira decidiu, então, mudar a sua linha de frente, sacando Willian José para a entrada de Giva. O jovem jogador mostrou ter estrela em arrancada de Montillo. Ele se adiantou a Rhodolfo, pegou cruzamento do argentino e cabeceou para o fundo das redes, abrindo o placar aos 12 minutos.
O desespero tomou conta do São Paulo com o gol. O auxiliar tricolor Milton Cruz mandou Maicon e Aloísio a campo nos lugares de Denilson e Paulo Henrique Ganso, respectivamente.
As substituições não foram suficientes para conter a velocidade alvinegra, no entanto. Com Montillo de um lado e Neilton do outro, a equipe praiana ‘dançava' em cima da marcação dos donos da casa e abusava da paciência no toque de bola.
Numa dessas combinações, o Santos chegou ao seu segundo gol aos 36 minutos. O lateral-esquerdo Emerson, que substituiu Léo, avançou pela linha de fundo e cruzou com perfeição para Cícero completar de cabeça e aumentar o marcador para 2 a 0. A torcida são-paulina aproveitou os minutos finais para retomar os protestos contra a diretoria do clube.
←  Anterior Proxima  → Inicio

Curte Nossa Página no Facebook




Seguidores

Total de visualizações