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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

São Paulo vence Atlético-MG, foge da degola e Muricy chega a vitória de nº 200

Muricybol? Pode chamar do que quiser. O significado é o mesmo: eficiência.
Desde a chegada do treinador ao São Paulo, são três vitórias em três jogos. A terceira delas conquistada nesta quarta-feira, no triunfo de 1 a 0 sobre o Atlético-MG, no Morumbi. O gol tricolor foi marcado pelo atacante Welliton, ex-Grêmio, em uma confusão na área entre Marcos Rocha e Victor, ainda no primeiro tempo. O time paulista respira um pouco mais aliviado na briga contra o rebaixamento e ainda não sofreu gol com Muricy Ramalho.
O resultado traz o técnico Cuca de volta à realidade. Em entrevista concedida antes da partida, ele chegou a colocar o time na briga pela competição ao lado de todas as outras equipes hoje na parte de cima da tabela.
O Atlético-MG, que vinha invicto há dez jogos, começava a se consolidar no Brasileiro após o título da Libertadores e sofre a sua primeira reviravolta no segundo turno do campeonato. No primeiro semestre, foram cinco confrontos entre os clubes, com três vitórias alvinegras, um empate e uma derrota.
Ao entrar em campo nesta noite, o goleiro Rogério Ceni fez a sua partida de número 1.110 e ficou apenas a 17 de superar Pelé como o jogador que mais vezes vestiu a camisa de um clube na história do futebol brasileiro. Com a aposentadoria próxima, ele deverá ter até o fim da temporada para atingir a marca.
Um visual inusitado pôde ser acompanhado atrás de um dos gols, com a estrutura do palco que receberá o show internacional do cantor Bon Jovi, no dia 22, montado.
Em meio à preparação do clube para a disputa do Mundial de clubes, no final do ano, os dirigentes alvinegros tiveram de lidar nesta semana com os burburinhos que surgiram em torno do futuro de Ronaldinho Gaúcho após o encontro com o Grêmio, no fim de semana. O irmão e agente do craque, Roberto Assis, assegurou a continuidade do atleta no futebol brasileiro, porém, se negou a dar prioridade ao Atlético-MG.
De volta ao Morumbi, Muricy mostrou força ao bater de frente com o interesse da diretoria, que já havia aceitado o negócio, e se negou a liberar a ida por empréstimo de Silvinho ao Bahia. Ele conseguiu a sua vitória de número 200 no time.
Com a vitória, o São Paulo chega à 13ª posição, com 27 pontos, três acima da zona de rebaixamento. A derrota do Vasco para o Vitória dentro de casa, mais cedo, também contribuiu para o alívio tricolor. O Atlético-MG tem um ponto a mais na classificação e ocupa o 12º lugar.
Na próxima rodada, a equipe paulista vai até o Serra Dourada enfrentar o Goiás, no domingo. O Atlético-MG recebe o Vasco no mesmo dia, no estádio Independência.
O jogo
Nesta quarta-feira, Muricy não podia contar com o zagueiro Rafael Toloi, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e deslocou Rodrigo Caio novamente para a defesa, já que tinha o retorno do volante Denílson. A principal novidade, porém, foi a entrada de Welliton no lugar de Osvaldo, que não marca um gol desde o fim de fevereiro.
E foi o atacante, em seu quarto jogo com a camisa tricolor (o segundo como titular), quem mais se destacou no começo. Escalado pelo lado esquerdo do campo, foi acionado diversas vezes. Em uma delas, aos dez minutos, obrigou o goleiro Victor deixar a área e tirar a bola pela lateral. Em outra, só não recebeu de frente para o gol porque Marcos Rocha afastou para escanteio.
Superior, o São Paulo foi ocupando cada vez mais terreno no ataque, com boas trocas de passe no meio-campo. Jadson teve uma boa oportunidade da meia-lua, porém chutou por cima do gol. O Atlético-MG, com dificuldade defensiva, mas sempre veloz na frente, apostava em contragolpes. Como aos 18 minutos, quando Diego Tardelli não conseguiu desviar cruzamento rasteiro de Jô.
A consistência da equipe da casa foi premiada aos 26 minutos, graças à colaboração atleticana. Marcos Rocha tentou afastar cruzamento de Luis Fabiano pelo lado direito da área, a bola acertou Victor e sobrou para Welliton, diante da meta aberta. Essa chance, o atacante não teve como desperdiçar: meteu a cabeça na bola e abriu o placar com seu primeiro gol.
A torcida tricolor se empolgou ao ver a rede balançar e entoou previsão de goleada, no Morumbi. Mas o atual campeão da Libertadores não sentiu o golpe e se lançou em busca do empate, que só não foi alcançado porque Marcos Rocha perdeu um gol feito, com Rogério Ceni já caído, depois de passe rasteiro de Jô dentro da área, aos 36 minutos.
Muricy não mexeu no intervalo. Fez sua primeira substituição apenas aos nove minutos, imediatamente depois de a torcida gritar o nome de Aloísio. O centroavante entrou no lugar de Welliton e participou de uma boa jogada de contra-ataque, na metade do segundo tempo, que terminou com arremate de Jadson à direita do gol de Victor.
O goleiro atleticano teve menos trabalho do que Ceni, mas também não viu o camisa 1 são-paulino ser muito exigido. Em um dia sem grandes lampejos de Ronaldinho Gaúcho, o time mineiro não conseguiu fazer a sua força na partida, diferentemente do São Paulo, muito melhor organizado e determinado a escapar da Série B.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1 X 0 ATLÉTICO-MG
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 18 de setembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Wagner de Almeida Santos (RJ)
Cartões amarelos: Maicon, Fabrício (São Paulo). Pierre, Josué, Rodrigo Caio (Atlético)
GOL:SÃO PAULO: Welliton, aos 26 minutos do primeiro tempo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson, Maicon (Fabrício), Ganso e Jadson; Welliton (Aloísio) e Luis Fabiano
Técnico: Muricy Ramalho
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Junior Cesar (Dátolo); Pierre (Leandro Donizete), Josué e Ronaldinho Gaúcho; Fernandinho, Diego Tardelli (Luan) e Jô
Técnico: Cuca
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·         Fonte: ESPN

Seedorf perde pênalti, Julio Baptista faz dois, Cruzeiro vence duelo com Botafogo e dispara na liderança

No confronto entre as duas melhores equipes do Brasileirão, o Cruzeiro venceu o Botafogo, por 3 a 0, nesta quarta-feira à noite, no Mineirão, e abriu uma vantagem de sete pontos na liderança do Campeonato. Nílton fez um golaço, Julio Baptista marcou duas vezes, e o holandês Seedorf desperdiçou um pênalti decisivo, deixando o time mineiro disparar na tabela.
A partida tratada como uma decisão na briga pelo título foi equilibrada em Belo Horizonte, um duelo digno de dois times que almejam a taça, mas o Cruzeiro foi mais competente nas finalizações e cometeu menos erros. Aos 46 minutos do primeiro tempo, o volante Nílton acertou um belo voleio de chaleira e abriu o placar para os donos da casa.

Após o intervalo, logo aos 8 minutos, Seedorf teve a grande chance de empatar em uma cobrança de pênalti, mas chutou para fora. A partir daí, os visitantes se abateram e não conseguiram mais igualar as forças dentro de campo. Então, aos 36 e aos 42, Julio Baptista, que tinha saído do banco de reservas, balançou as redes e definiu a vitória com uma vantagem de respeito a favor do Cruzeiro.
Com o resultado, após 22 rodadas disputadas, o líder Cruzeiro subiu para 49 pontos, enquanto o Botafogo segue na segunda posição com 42 pontos.
No próximo domingo, o Cruzeiro vai encarra o Corinthians, no Pacaembu, e o Botafogo vai receber o Bahia, no Maracanã.

O jogo

A tensão de ambos os lados marcou o inicio do duelo entre os dois melhores times do Campeonato Brasileiro. Diferentemente do que costuma fazer contra os adversários, quando o joga em casa, o Cruzeiro não agrediu os visitantes com muita intensidade, mesmo assim, foi a Raposa que chegou com mais perigo nos primeiros minutos.
Gazeta Press
Nílton fez o gol da vitória do Cruzeiro sobre o Botafogo, nesta quarta-feira, no Mineirão
Nílton fez o primeiro gol da vitória do Cruzeiro
Aos poucos, o time mineiro conseguiu controlar a partida, com mais volume ofensivo, obrigando o Botafogo a recuar a marcação. Com isso, a equipe carioca passou a apostar nas jogadas de bola parada e nos contra-ataques. O grande problema dos botafoguenses foi a saída do campo defesa, que encontrou uma barreira formada pela primeira de linha de marcadores celestes.

No duelo entre Seedorf e Everton Ribeiro, brilhou primeiro a estrela do cruzeirense, que quase marcou de cabeça, aproveitando cruzamento de Ceará pela direita. Apoiado pela torcida, que compareceu em grande número no Mineirão, o Cruzeiro foi intensificando a pressão, como o Botafogo é uma equipe que tem vocação ofensiva, começou a sair um pouco mais para o ataque, deixando o jogo aberto e disputado em grande nível.

Depois de uma blitz do time da casa, foi a vez dos cariocas darem uma resposta com Elias, que trocou passes com o uruguaio Lodeiro e finalizou cruzado, para ótima defesa do goleiro Fábio. Como o gol celeste não saiu no início, o time de Marcelo Oliveira diminuiu o ritmo, deixando o confronto mais equilibrado.

A Raposa teve excelente oportunidade de marcar aos 26, quando Ricardo Goulart chegou um pouco atrasado para complementar cruzamento da esquerda. O primeiro tempo transcorreu com o Cruzeiro tentando chegar ao gol a qualquer custo, imprimindo velocidade, contra um Botafogo, que procurou cadenciar o jogo, sem acelerar muito.

Quando parecia que as duas equipes iriam para o vestiário com a igualdade no placar, o volante Nilton surgiu como elemento surpresa, para completar cobrança de escanteio pela esquerda, com um belíssimo toque de chaleira, para enlouquecer a torcida celeste no Gigante da Pampulha. No intervalo, o jogador ficou bastante emocionado e não conseguiu comentar o gol anotado aos 46 minutos.

Em prejuízo no placar, o Botafogo decidiu partir com tudo para cima dos donos da casa, tomando a iniciativa na etapa final. O problema é que os cariocas deixaram espaços para os celestes, o que gerou uma partida movimentada e mais equilibrada para o público que decidiu prestigiar o bom duelo na capital mineira.

A vida do Botafogo parecia que ia melhorar aos sete minutos, quando o zagueiro Bruno Rodrigo acertou um pontapé em Rafael Marques dentro da área, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira não titubeou e marcou pênalti. O holandês Seedorf foi para a cobrança e deslocou o goleiro Fábio, mas errou o alvo, chutando para fora, desperdiçando a chance dos visitantes.

O pênalti perdido não desanimou o time de Oswaldo Oliveira, que passou a ter mais posse de bola, ameaçando o Cruzeiro, que ainda chegou em algumas oportunidades. Aos 34, brilhou a estrela do meia-atacante Everton Ribeiro, que entrou na área driblando e foi derrubado, pênalti para os celestes.

Na cobrança, Júlio Baptista acertou o canto esquerdo de Jéfferson, que ainda encostou na bola, mas não conseguiu evitar o gol. Já batido no jogo, o Botafogo diminuiu o ritmo e assistiu ao terceiro gol da Raposa, também anotado por Júlio Baptista, que recebeu assistência de Dagoberto e mandou a bomba para fechar o placar no Mineirão.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 3 X 0 BOTAFOGO


Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 18 de setembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Anderson Moraes Coelho (SP) e Marcelo Barison (RS)
Cartões amarelos: (Cruzeiro) Júlio Baptista (Botafogo) Elias
Gols: 
Cruzeiro: Nilton, aos 46 minutos do primeiro tempo; Julio Baptista, aos 36 e aos 42 minutos do segundo tempo

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton (Henrique), Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (Dagoberto); Willian e Borges (Julio Baptista)
Técnico: Marcelo Oliveira

BOTAFOGO: Jéfferson; Edilson, Bolívar, André Bahia e Júlio César; Marcelo Mattos, Renato (Hyuri), Seedorf, Lodeiro e Elias (Alex); Rafael Marques (Henrique)
Técnico: Oswaldo de Oliveira
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Há oito jogos sem vencer, Ponte bate o decadente Corinthians

Penúltima colocada do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta não vencia havia oito rodadas na competição, mas bateu um Corinthians desorientado, nesta quarta-feira, em Campinas, por 2 a 0. Felipe Bastos, de falta, aos 42 minutos do segundo tempo e Adailton, nos acréscimos, marcaram. O campeão mundial acumulou a quinta partida sem vitória na Série A e a terceiro derrota seguida.

Nesta quarta, no duelo de duas das equipes em pior fase no Brasileirão, ninguém foi capaz de balançar a rede no primeiro tempo. E justiça seja feita, o Corinthians ainda tomou sufoco da Ponte, seriamente ameaçada de rebaixamento. Cássio salvou, e um gol de Chiquinho foi anulado por impedimento corretamente.

Na etapa final, com Emerson e Danilo nas vagas de Pato e Romarinho, os visitantes melhoraram, mas perderam no fim.

Com 30 pontos, o Corinthians cai para a sétima colocação, podendo na próxima rodada ser ultrapassado até pelo rival São Paulo - até pouco tempo alvo de gozações e na zona de descenso - se perder do líder Cruzeiro, domingo, no Pacaembu. A Ponte, com 19 pontos, cinco a menos que o primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Criciúma, visita o Atlético-PR, no mesmo dia.
O jogo
Desfalcado nas laterais, Tite recuou Edenílson para a direita e apostou em uma dupla de cabeças de área formada por Ralf e Maldonado. Pouco entrosados, além de não conseguir dar ao time uma saída de qualidade, os volantes tiveram dificuldade na marcação pelo meio.

A Ponte, com o suporte de três volantes, dominava o meio-campo e contava com boa organização de Adrianinho. Foi ele quem deixou Chiquinho na cara de Cássio - a bola entrou, mas o gol foi bem anulado - e serviu Uendel para um chute perigoso pela esquerda, pouco depois.

O Corinthians assustou em chute de Guerrero e em cabeceio mascado de Ralf, mas foram os donos da casa que tiveram as melhores oportunidades. Chiquinho teve duas delas, gingando na frente de Paulo André e batendo à direita em uma, caindo nas costas de Maldonado e parando em Cássio na outra.

A essa altura, Maldonado já estava na lateral direita. Percebendo o problema de saída dos visitantes, Tite colocou Edenílson no meio. Ele também inverteu as posições de Alexandre Pato e Romarinho algumas vezes e só conseguiu ver uma boa tabela de Romarinho com Guerrero. Romarinho sairia em boa posição para marcar, mas uma falta que poucos viram foi anotada. Na sequência, com o lance parado, o atacante alvinegro ainda foi atingido pelo cotovelo de Artur.

Triunfo alvinegro

Tite ainda viu um cabeceio perigoso de Alef e resolveu mexer no intervalo. Emerson e Danilo substituíram Alexandre Pato e Romarinho. Danilo entrou na direita, o Sheik foi para esquerda e Edenílson retornou à lateral. Maldonado voltou a formar uma dupla com Ralf.

As alterações deram resultado. Sabendo usar Guerrero no pivô, Danilo entrou muito bem, servindo Emerson com frequência para chutes da esquerda. O centroavante cresceu com as mexidas e recebeu de Douglas na cara do gol, mas um impedimento foi mal marcado enquanto o chute acertava o goleiro Roberto.

A melhor chance foi em escanteio desviado por Ralf no primeiro pau, mas Adailton, que acabara de substituir o contundido William, começou ali a ser decisivo, tirando o doce da boca do Sheik. Nos 15 minutos finais, Adailton infernizou pelo lado esquerdo do ataque da Ponte.

O atacante parou em Cássio duas vezes e esteve perto de dar assistência a Chiquinho antes de sofrer falta de Maldonado, bem batida por Fellipe Bastos, aos 42 minutos. Já aos 48 minutos, enquanto Guerrero pedia pênalti, a zaga pontepretana deu um bico e viu a bola chegar ao ataque. Adailton ganhou na corrida de Gil e tirou de Cássio para castigar um pouco mais o time de azul.

FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 2 X 0 CORINTHIANS


Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 18 de setembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Assistentes: Celso Barbosa de Oliveira (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Público: 6.777 pagantes
Renda: R$ 141.131,00
Cartões amarelos: Ferron (Ponte Preta) e Guerrero (Corinthians)
Gols: Fellipe Bastos, aos 42 minutos do segundo tempo, e Adailton, aos 48 minutos do segundo tempo

PONTE PRETA: Roberto; Artur, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Alef (Fernando), Fellipe Bastos e Adrianinho (Elias); Chiquinho e William (Adailton)
Técnico: Jorginho

CORINTHIANS: Cássio; Edenílson, Gil, Paulo André e Igor; Ralf e Maldonado (Paulo Victor); Alexandre Pato (Emerson), Douglas e Romarinho (Danilo); Guerrero
Técnico: Tite
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Bayern abafa as críticas e inicia defesa ao título com vitória convincente sobre o CSKA


Pela décima vez consecutiva, o Bayern de Munique estreou com o pé direito na Champions League. Nesta terça-feira, o atual campeão europeu recebeu o CSKA Moscou na Allianz Arena e venceu com tranquilidade por 3 a 0, pela primeira rodada do grupo D. Robben e Alaba, com um gol e uma assistência cada, foram os destaques da partida. Mandzukic também foi à rede.

Getty
Robben abraça Guardiola: herói da última Champions começou bem
Herói da última Champions, Robben começou bem em 2013/14
Nas últimas dez edições da competição, o time bávaro começou com um triunfo, sendo que em oito vezes sequer sofreu gols. O resultado, dessa vez, ainda serve para abafar a polêmica levantada pelo diretor esportivo Matthias Sammer, que falou que a equipe não tinha emoção. Logo depois, ele levou uma bronca do presidente Uli Hoeness.
Com Schweinsteiger no banco após se recuperar de lesão, Lahm novamente foi utilizado como volante, e Rafinha foi titular na lateral. Lesionados, Javi Martínez, Thiago Alcântara e Mario Götze não estiveram em campo. Apesar dos desfalques, a equipe alemã a dominou a posse de bola, criou mais do que o adversário e não teve problemas para construir a vitória.
O triunfo deixa o Bayern com três pontos junto ao Manchester City, que foi à República Tcheca e bateu o Viktoria Pílsen por 3 a 0. Os tchecos ficam sem pontos junto ao time russo. Na próxima rodada, que será realizada em 2 de outubro, o Bayern visitará o City, e o CSKA receberá o Viktoria Pílsen.
O jogo

Coincidência ou não, o Bayern, logo após as críticas de Sammer, teve uma atuação dominante no primeiro tempo. Logo aos quatro minutos, Alaba cobrou falta da entrada da área por cima da barreira e venceu o goleiro Akinfeev, que não conseguiu evitar o gol, apesar de o lance não ser de grande dificuldade.
Em vantagem, os mandantes seguiram controlando o jogo. Seguindo o estilo de Guardiola, o time bávaro dominou a posse de bola - manteve mais do que 70% ao longo da etapa inicial e foi ao intervalo com 68% -, mas não se limitou ao ‘jogo chato' de posse de bola e criou chances. Foram dez finalizações, sendo cinco na meta. Uma foi na trave, em cabeceio de Mandzukic aos 37 minutos.
Em uma das cinco que foram ao alvo, Mandzukic marcou o segundo. Em novo lance de bola parada, Robben cobrou falta da direita na área, e o croata concluiu da cabeça para o fundo da rede, aos 41 minutos.
Na volta do intervalo, o CSKA, que pouco incomodou o adversário, fez uma mudança. Estreante na Champions, Vitinho deu lugar a Tosic. Os russos até tiveram mais oportunidades de gol, mas eram os alemães que criavam as melhores chances. A posse de bola continuava controlada pelos comandados de Guardiola.
Neste cenário, o Bayern chegou ao terceiro gol aos 23 minutos. Alaba venceu toda a defesa adversária com um passe com categoria, Robben recebeu completamente livre na área e chutou para o fundo da rede.
Com a vantagem de três gols e o adversário dominado, o time bávaro apenas administrou a vantagem até o apito final, que marcou o bom início do Bayern na defesa do título conquistado na última temporada.

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Rooney dá show, faz gol histórico, e United vence Leverkusen em início de nova era


O Manchester United não tem mais Alex Ferguson, mas continua com Wayne Rooney. No primeiro jogo de Champions League sem seu mais famoso treinador em 27 anos, o clube inglês teve o atacante inspirado. Foram dois gols, um passe e até uma chance incrível perdida na vitória por 4 a 2 sobre o Bayer Leverkusen, pela primeira rodada do Grupo A
O segundo gol de Rooney na partida foi também o 200º do atacante pelo Manchester United. O clube em que ele se tornou estrela. O clube que ele quis deixar antes do início da temporada.
Com o resultado, o United assume a liderança do grupo A ao lado do Shakhtar Donetsk, que venceu a Real Sociedad por 2 a 0, em San Sebastian. United e Shakhtar têm três pontos cada.
O treinador David Moyes surpreendeu na escalação do United e deu chances a Kagawa, que vinha reclamando da reserva, e ao recém-contratado Fellaini. O ataque titular foi formado por Wayne Rooney e Robin Van Persie.
As opções do treinador não demoraram a fazer efeito. No meio, Fellaini e Kagawa ajudavam o clube inglês a envolver a equipe alemã. O gol parecia uma questão de paciência. Foram 21 minutos até a rede balançar.
Getty
Van Persie marcou um gol; depois levou amarelo por simulação
Van Persie marcou um gol; depois levou amarelo por simulação
Após jogada de Van Persie pela esquerda, a bola passou por Fellaini e chegou a Evra. O lateral foi até a linha de fundo e cruzou para o meio da área. Rooney bateu de primeira, e a bola ainda quicou antes de entrar no gol defendido por Leno.
Mesmo com a vantagem, o United continuou dominando a partida, sufocando o adversário e criando boas chances. O segundo gol quase saiu aos 37, quando Reinartz antecipou-se à conclusão de Valencia; aos 42, quando Rooney cobrou falta perto do gol; e aos 44, quando Kagawa recebeu lançamento de Valencia pela direita, matou no peito e teve seu chute desviado para escanteio.
A primeira etapa acabou com o Manchester United aplaudido e com o Bayer Leverkusen perdido em campo. Os alemães tiveram apenas 39% de posse de bola e não levaram perigo ao gol de David de Gea - a desvantagem de um gol saiu barata.
Dominado nos primeiros 45 minutos, o Bayer voltou para o segundo tempo criando uma boa chance de marcar. Kiessling recebeu de costas para o gol e arriscou, mas De Gea defendeu com segurança.
Aos 8 minutos, Wayne Rooney teve a chance de ampliar, deixando o United muito perto da vitória. Mas, depois de se aproveitou de um tropeço de Spahic na entrada da área, roubou a bola do zagueiro, passou pelo goleiro Bernd Leno e teve duas opções - chutar para o gol vazio ou cruzar para Van Persie. O inglês não fez nenhuma das duas, perdendo uma oportunidade espetacular.
A falha foi punida no minuto seguinte. Após bola rebatida na área, Son tocou para Rolfes que bateu de primeira, com efeito. A bola entrou no canto direito do goleiro De Gea. Um golaço, e o placar de 1 a 1 que era ótimo para os alemães.
Mas foram apenas seis minutos de festa. Aos 14, Valencia fez grande jogada pela direita e cruzou para o meio da área. Van Persie, de voleio, colocou o United novamente em vantagem no placar.
O Bayer Leverkusen, então, foi ao ataque buscar um empate que parecia possível. Mas o clube alemão acabou vulnerável.
E, desta vez, Rooney não perdoou. Aos 25 minutos, o atacante aproveitou-se de uma confusão dentro da área adversária para concluir e fazer história com 200 gols pelo clube. Oito minutos depois, Rooney puxou contra ataque e lançou para Valencia, outro que fez grande partida. O equatoriano chutou cruzado para fazer o quarto.
O Leverkusen ainda descontou aos 43, com Toprak, após confusão na área do United. Mas já não havia tempo para o clube alemão empatar. Nem para apagar a grande partida de Rooney

Brasileiro brilha no Shakhtar -
 O Shakhtar Donetsk conseguiu um ótimo resultado ao vencer a Real Sociedad por 2 a 0, em San Sebastian, na Espanha. Os dois gols da partida foram marcados pelo brasileiro Alex Teixeira, ex-Vasco.
O primeiro gol da partida saiu aos 20 minutos da segunda etapa, quando Teixeira aproveitou-se do passe de outro brasileiro, Douglas Costa, para chutar cruzado e abrir o placar.
Aos 42, ele apareceu novamente. Ele recebeu pela esquerda e chutou forte, da entrada da área, marcando um belo gol.

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Real começa nova busca pela 10ª Champions fazendo 6 na Turquia


O Real Madrid iniciou bem mais uma caminhada por um objetivo que virou obsessão, o décimo troféu da Champions League. Sob a forte pressão da torcida do Galatasaray, em Istambul, os espanhóis aguentaram firme no primeiro tempo e acabaram goleando por 6 a 1, gols de Isco, Benzema, duas vezes e Cristiano Ronaldo, três vezes.
 Desde 2002, quando venceu a Champions pela última vez, o Real busca o décimo título do torneio mais importante do futebol europeu sem chegar nem mesmo à final. Baseando-se nas últimas edições da Champions, o resultado desta terça-feira não representa muita coisa. Nas seis temporadas anteriores os merengues também começaram a competição ganhando. 

Real e Galatasaray voltam a campo pela Champions no dia 2 de outubro, os espanhóis contra o Copenhagen, em casa e os turcos contra a Juventus, na Itália. Também nesta terça, na Dinamarca, Copenhagen e Juventus empataram por 1 a 1.

No próximo domingo, o Real recebe o Getafe pelo Campeonato Espanhol, para tentar alcançar Barcelona e Atlético de Madrid, na ponta, com 12 pontos, dois a mais que o time de Madri. O Galatasaray faz clássico com o Besiktas, líder do Campeonato Turco, fora de casa. O Galatasaray é o sétimo colocado da liga com seis pontos em quatro jogos, mesmo número de partidas e seis pontos a menos que o Besiktas.
O Real Madrid sofreu uma baixa importante logo no início da partida. Baixa mais simbólica do que técnica. Casillas, ídolo do time, mas fora do time titular havia oito meses por uma lesão na mão esquerda e por problemas de relacionamento com o ex-técnico do Real, José Mourinho, teve que deixar o campo em seu retorno após chocar o lado esquerdo das costelas com o companheiro Sergio Ramos.

Diego López reassumiu sua vaga e foi bem. O goleiro salvou o gol dos donos da casa aos 29 minutos espalmando cabeçada do brasileiro Felipe Melo. O Galatasaray era melhor na partida, mas os espanhóis saíram na frente em uma jogada genial de duas de suas estrelas.

Aos 33, Di Maria fez belo lançamento de trás do meio-de campo, e o jovem Isco, contratado nesta temporada do Málaga, dominou com perfeição entre dois marcadores antes de tocar no canto direito do uruguaio Muslera. O goleiro do Galatasaray ainda impediu o segundo em chute cruzado de Cristiano Ronaldo dentro da área pouco antes do intervalo.

Na volta para a etapa final, Yilmaz ainda desperdiçou boa chance de empatar ao cabecear bola com liberdade para fora, pouco antes de os visitantes ampliarem. Aos nove minutos, Felipe Melo recuou de cabeça e pegou a defesa desprevenida. Benzema saiu cara a cara e chutou na saída de Muslera. Sete minutos depois, Di Maria cruzou da direita, Isco tocou para o meio, e Cristiano Ronaldo tocou para a rede.

O português contou com a sorte quando fez 4 a 0 na pequena área após rebote de falta. Ronaldo também soube servir e cruzou na medida aos 36 para Benzema marcar. O gol de honra do Galatasaray saiu aos 39, com Bulut, desviando cruzamento da direita. Ronaldo fez o sexto, um golaço, nos acréscimos.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Se Brasileiro fosse um 'Rio-SP', São Paulo seria líder


Se o Campeonato Brasileiro tivesse apenas partidas entres os clubes de São Paulo contra os do Rio de Janeiro, o São Paulo dividiria a liderança com o Botafogo (em pontos, mas com um saldo de gols maior), melhor time do eixo na classificação real da competição.

O time alvinegro carioca é o vice-líder do Brasileiro, com 42 pontos em 21 jogos. Já o clube tricolor paulista acabou de sair da zona de rebaixamento, mas, mesmo assim, ocupa apenas a 16ª colocação, com 24 pontos conquistados.

As duas equipes, porém, somam 11 pontos no "Rio x São Paulo" com os melhores aproveitamentos. Ambos têm cinco partidas contra os rivais do outro estado (só contando os grandes), com três vitórias e dois empates. A classificação não leva em conta os jogos entre dois times paulistas, nem entre equipes cariocas.
Contra cariocas, o São Paulo tem um aproveitamento de 73%, performance que se repetida em toda competição colocaria o clube do Morumbi na liderança. Diante das demais equipes, o desepenho são-paulino despenca para 27%.

Já o Fluminense, atual campeão brasileiro, hoje estaria "rebaixado", com apenas um ponto somado depois de um empate e duas derrotas.

Veja a classificação do "Campeonato Rio x São Paulo": 

1 -  São Paulo: 11 pontos
2 x 1 Fluminense
5 x 1 Vasco
2 x 0 Vasco
0 x 0 Botafogo
0 x 0 Flamengo

1 - Botafogo: 11 pontos
1 x 0 Corinthians
2 x 1 Santos
2 x 1 Santos
0 x 0 São Paulo
1 x 1 Corinthians

3 - Corinthians: 6 pontos
4 x 0 Flamengo
1 x 1 Botafogo
1 x 1 Vasco
0 x 0 Fluminense

4 - Flamengo: 5 pontos
2 x 1 Santos
0 x 0 São Paulo
0 x 0 Santos
0 x 4 Corinthians

4 - Santos: 5 pontos
2 x 0 Fluminense
1 x 1 Vasco
0 x 0 Flamengo
1 x 2 Botafogo
1 x 2 Botafogo
1 x 2 Flamengo

6 - Vasco: 2 pontos
1 x 1 Corinthians
1 x 1 Santos
0 x 2 São Paulo
1 x 5 São Paulo

7 - Fluminense: 1 ponto
0 x 0 Corinthians
0 x 2 Santos
1 x 2 São Paulo

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domingo, 15 de setembro de 2013

Alex marca golaço no fim e salva Coritiba de derrota para o Bahia

Alex novamente apareceu para salvar o Coritiba em uma partida do Campeonato Brasileiro. Com um gol de puxeta do camisa 10 nos acréscimos da partida, o clube alvinegro empatou por 2 a 2 com o Bahia, no Couto Pereira, e evitou o segundo revés seguido na Série A.
A equipe baiana abriu o placar aos 19 minutos da primeira etapa, com Wallyson, que aproveitou vacilo da defesa para receber na área e bater para o fundo das redes. Depois do intervalo, aos oito minutos, William Barbio passou pela defesa para chutar e fazer o segundo.
O Coritiba, entretanto, reagiu. Júlio César, aos 19 minutos, subiu com Titi na área e contou com gol contra para descontar. Alex, aos 48 minutos, com um golaço de puxeta, deixou tudo igual.
Na próxima rodada, o Coritiba enfrenta o Goiás, quarta-feira, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Já o Bahia o volta a campo na quinta-feira, quando recebe o Internacional, na Fonte Nova, em Salvador.
O jogoA equipe alviverde tentava impor seu ritmo desde o apito inicial, mas enfrentava uma marcação forte por parte do tricolor. Aos quatro minutos, Diogo abriu espaço e arriscou o chute, fácil para Marcelo Lomba, que segurou com tranquilidade. Como já está se tornado rotina no Coxa, aos 10 minutos, Uelliton sentiu uma lesão muscular e foi substituído pelo argentino Bottinelli.
Alex teve a primeira oportunidade para aparecer na partida, aos 15 minutos, em cobrança de falta que a defesa baiana afastou sem maiores problemas. Porém, a resposta foi fatal. Em sua primeira chegada ao ataque, aos 19 minutos, o Bahia abriu o placar, com Wallyson, que aproveitou cruzamento de William Barbio e falha de Vinícius na área para bater para o fundo das redes.
O jejum do Bahia de quatro jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro chegou ao fim na tarde deste domingo. O encerramento da incômoda situação teve como palco o Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Mesmo atuando fora de casa, a equipe do técnico Cristóvão Borges derrotou o Coritiba pelo placar de 2 a 1, com grande atuação de William Barbio, e se reabilitou na competição.
Pressionado e ouvindo o coro de ‘burro' da torcida, o técnico Marquinhos Santos sacou Diogo para a entrada de Iberbia. Aos 28 minutos, William, na cara do gol, se marcação, chutou pela linha de fundo e perdeu grande chance para ampliar. Bottinelli não ficou atrás e perdeu gol em condições semelhantes, aos 35 minutos. Aos 45 minutos, Júlio César cobrou falta e Lomba defendeu em dois tempos.
Para a etapa final, o Bahia voltou com Fahel no lugar de Angulo. Aos cinco minutos, Gil arriscou de longe e Lomba teve trabalho para segura. Mas, aos oito minutos, William Barbio tirou Chico da jogada e ficou com espaço aberto para chutar e fazer o segundo gol. Ironicamente, a torcida coxa-branca comemorou o lance. Aos 12 minutos, Alex cobrou falta no canto do goleiro e a bola passou raspando a trave.
O Coritiba errava demais, especialmente na última bola, e sequer conseguia descontar no placar. Aos 16 minutos, Júlio César deixou Vinícius de frente para o crime, o jogador conseguiu bater para fora. Até que, aos 19 minutos, Júlio César, que sofria pressão da torcida, subiu com Titi e aproveitou cruzamento para testar e marcar.
O time alviverde tentava pressionar para pelo menos buscar um ponto. Aos 29 minutos, Robinho cobrou falta no meio da área e Lucas Fonseca afastou o perigo. Aos 37 minutos, Wallyson se atrapalhou com a bola, entregou para Chico, que desviou para defesa de Lomba. Confusão na entrada da área baiana, aos 44 minutos, a bola sobrou com Alex e o chute saiu fraco. Aos 48 minutos, com uma bela virada na área, Alex salvou mais uma vez o Coxa.
FICHA TÉCNICA
CORITIBA 2 X 2 BAHIA
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 15 de setembro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Jackson L Massarra dos Santos (RJ)
Cartões amarelos:Júlio César, Robinho, Vitor Junior (Coritiba); Titi (Bahia)
Gols:
CORITIBA: Júlio César, aos 19 minutos e Alex, aos 48 minutos do segundo tempo
BAHIA: Wallyson, aos 19 minutos do primeiro tempo e William Barbio, aos 07 minutos do segundo tempo
CORITIBA: Vanderlei; Vinícius (Jânio), Luccas Claro, Chico e Diogo (Iberbia); Gil, Uelliton (Bottinelli), Robinho e Alex; Vitor Júnior e Julio César
Técnico:Marquinhos Santos
BAHIA: Marcelo Lomba; Ângulo (Fahel), Lucas Fonseca, Titi e Raul; Fabrício Lusa, Hélder, Feijão e William Barbio; Wallyson e Obina (Souza)
Técnico: Cristóvão Borges

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Flamengo arranca empate com a Ponte no fim e segue na briga contra o Z4

O Flamengo sonhava em chegar pela primeira vez no campeonato a duas vitórias seguidas.
Não foi possível. Mesmo assim, não dá para dizer que o saldo tenha sido negativo para o time rubro-negro. Mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Samir no início do segundo tempo, a equipe conseguiu reagir e arrancou empate em 1 a 1 com a Ponte Preta neste domingo, no Moisés Lucarelli. O veterano André Santos foi o responsável por assegurar o ponto fora de casa. O lateral Artur havia aberto o placar para os donos da casa.
Na briga contra o rebaixamento, a Macaca pode dizer que rompeu a sequência de sete derrotas consecutivas no campeonato. O clube trabalha com dez vitórias nos 18 compromissos restantes para se salvar da Série B.
Com o resultado no interior de São Paulo, a Ponte alcança 16 pontos e segue na vice-lanterna, à frente apenas do Náutico, que vem sete atrás. O Flamengo fica com 26, na 12ª posição, e não pode vacilar na briga para fugir da zona da degola.
O duelo marcou o reencontro entre Jorginho e o time da Gávea. O tetracampeão mundial comandou a equipe rubro-negra nas quatro primeiras rodadas - dois empates e duas derrotas - e foi demitido após perder para o Náutico por 1 a 0, no dia 6 de junho. Ele não sabe o que é vitória em suas cinco primeiras partidas no Moisés Lucarelli.
Para incentivar ainda mais o time, a diretoria campineira fez promoção nos ingressos e pôs o preço a no máximo R$ 5.
Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Atlético-PR no Maracanã, na quinta-feira. A sensação do campeonato tenta se recuperar após perder a invencibilidade de 13 jogos e vem de três partidas sem vencer. A Ponte segue dentro de casa e tem parada difícil diante do Corinthians na quarta-feira.
O jogo - Ao todo, Mano Menezes teve quatro desfalques para enfrentar a Ponte Preta neste domingo. O goleiro Felipe, com dores no tornozelo, Chicão e Leonardo Moura, também com problemas físicos, e Elias, suspenso, ficaram todos de fora no Moisés Lucarelli.
O ex-comandante da seleção carregava, ainda assim, a expectativa de poder aumentar o calvário alvinegro e chegar pela primeira vez no campeonato a duas vitórias seguidas.
A sequência representaria um alívio para o treinador, que, em mais de três meses na Gávea, não conseguiu a perseguida folga na tabela para se livrar da ameaça de rebaixamento e segue em busca de um padrão de jogo. A nota positiva é que ao menos Carlos Eduardo, principal reforço do time na temporada, começou a dar mostras de reação nas últimas rodadas.
Mesmo atravessando melhor momento, o rubro-negro carioca tomou sufoco no primeiro tempo, sobretudo, nas bolas de longa distância.
Aos 12 minutos, o ex-vascaíno Felipe Bastos bateu falta com efeito e tirou tinta da trave de Paulo Victor. Em seguida, o veterano Adrianinho resolveu arriscar da intermediária e forçou o reserva do Fla a mais uma vez se esticar para empurrar para escanteio.
Só dava a Ponte em campo. Depois de cobrança de escanteio, Baraka desviou no primeiro pau e viu a bola cruzar toda a área, levando perigo aos cariocas. Chiquinho também atirou de longe e passou perto. A resposta dos comandados de Mano veio somente aos 41 minutos, em cobrança de falta de João Paulo que subiu demais.
Na volta dos vestiários, o Flamengo veio com outra atitude, trocando passes e invadindo mais o campo da Macaca. Hernanes teve boa chance após excelente combinação com João Paulo e chute à esquerda do goleiro Roberto.
Quando a equipe crescia no jogo, o garoto Samir deu uma ducha de água fria e foi expulso aos 19 minutos ao receber o segundo cartão amarelo por falta violenta em Willian quando o centroavante tentava arrancar no meio-campo.
Ficou ainda pior aos 22: Willian, novamente, carregou a bola, tocou para Chiquinho, que inverteu para a direita e encontrou Artur entrando sozinho. O lateral-direito dominou e afundou o pé para mandar no ângulo e fazer 1 a 0 para a Ponte.
O Flamengo não se deixou abalar pela desvantagem numérica e seguiu pressionando os donos da casa. Em cruzamento de Rafinha, Paulinho correu em diagonal para o meio da área e, não fosse pelo corte providencial de César, poderia ter igualado o placar.
O empate veio aos 42 minutos. André Santos recebeu bola na linha de fundo e cortou para dentro para bater firme. O arremate desviou em dois atletas e traiu Roberto, que saía para o outro lado. 1 a 1 no Moisés Lucarelli.
O zagueiro César, da Ponte, ainda foi expulso nos acréscimos da etapa complementar por entrada criminosa.
FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 1 X 1 FLAMENGO
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 15 de setembro de 2013 (domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Marcio Eustaquio Santiago (MG) e Neuza Ines Back (SC)
Cartão Amarelo: Felipe Bastos(PP); Samir(Fla)
Cartão Vermelho: César (PP) e Samir(Fla)
Gols:
PONTE PRETA: Artur aos 22 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: André Santos, aos 42 minutos do segundo tempo
PONTE PRETA: Roberto, Artur, César, Ferron e Uendel; Baraka, Fellipe Bastos(Fernando Bob) e Adrianinho(Luis Ramirez); Adaílton(Rildo), Chiquinho e William
Técnico: Jorginho
FLAMENGO: Paulo Victor; Paulinho, Wallace, Samir e André Santos; Diego Silva(João Paulo), Cáceres, Luiz Antonio, Gabriel(Rafinha) e Carlos Eduardo; Hernane(Marcos González)
Técnico: Mano Menezes

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São Paulo vence segunda com Muricy, deixa Z-4 após nove rodadas e 'afunda' Vasco

No segundo jogo desde a volta de Muricy Ramalho, o São Paulo venceu o Vasco por 2 a 0, em São Januário, e segue 100% sob o comando do treinador. A fórmula foi uma velha conhecida: a bola parada, mais especificamente os escanteios cobrados por Jadson, que encontraram as cabeças de Rodrigo Caio e Antônio Carlos, o segundo contando com a falha do goleiro Diogo Silva.
Com o resultado, o Tricolor deixou a zona de rebaixamento após nove rodadas nas quatro piores colocações do Campeonato Brasileiro. O time hoje é o 15º colocado, com 24 pontos conquistados. O próximo compromisso é a partida contra o Atlético-MG, às 21h50 (de Brasília) da próxima quarta-feira, no Morumbi.
Quem assumiu o lugar do São Paulo na zona de rebaixamento foi, justamente, o Vasco, que agora ocupa a 17ª colocação, com 24 pontos. Após um bom início com o técnico Dorival Júnior, o Cruzmaltino já soma três jogos sem vitória. O próximo compromisso é a partida contra o Vitória, às 19h30 desta quarta, novamente em São Januário.
O jogo
Muricy Ramalho voltou ao São Paulo, e com ele a forte marcação que levou o Tricolor paulista à conquista do tricampeonato brasileiro entre 2006 e 2008. O resultado foi um primeiro tempo de poucas oportunidades, e com preponderância de lances de bola parada.
E foi exatamente assim que o São Paulo inaugurou o marcador em São Januário. Após levar alguns sustos em lances de efeito do jovem meia-atacante Marlone, o Tricolor teve cobrança de escanteio pela esquerda. Jadson cobrou fechado, e Rodrigo Caio subiu para cabecear no ângulo direito de Diogo Silva, sem defesa.
Veio o intervalo, e o técnico Dorival Júnior, precisando da vitória, substituiu o volante Abuda e o atacante Willie pelo meia Dakson e pelo atacante Reginaldo.
Na volta dos vestiários, mais lances de bola parada. Logo no primeiro minuto, Jadson cobrou novo escanteio pela esquerda e encontrou Antônio Carlos, que quase surpreendeu Diogo Silva.
O Vasco respondeu na mesma moeda, e quase empatou em cabeçada de Dakson. No minuto seguinte, Juninho serviu Reginaldo, que finalizou para boa defesa de Rogério Ceni, com os pés.
O Vasco cresceu, e voltou a criar chances com Marlone e Juninho, de falta. Mas o São Paulo deu o golpe mais duro, e ampliou o marcador justo quando parecia que podia se perder no jogo. A fórmula? Mais uma vez, o escanteio cobrado por Jadson, que encontrou Antônio Carlos após saída em falso de Diogo Silva para fazer 2 a 0.
O Vasco partiu para cima nos minutos finais e tentou com Tenorio e Juninho, mas não foi capaz de furar a defesa do São Paulo, agora ainda mais fechada para garantir a vitória. O Tricolor, por sua vez, ainda criou com Aloísio, em contra-ataque.
No fim das contas, ficou por isso: 2 a 0 São Paulo, que segue 100% e parece estar se encontrando com o técnico Muricy Ramalho. O Vasco, por sua vez, acende de vez o sinal amarelo, e busca uma reação imediata para evitar uma luta contra o rebaixamento que parecia uma realidade distante há algumas rodadas.


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sábado, 14 de setembro de 2013

Valdivia sai do jogo de olho roxo: 'Se dou cotovelada, STJD aparece'


Alan Kardec foi expulso após levar um carrinho com os dois pés altos, empurrão e pisão quando estava no chão do goleiro Matheus e uma cusparada de Willians, mas quem saiu irritado do jogo com o América-MG foi Valdivia. Com olho roxo e boca inchada, o meia, que já foi punido neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), cobrou rigor também aos adversários.

"Quando sou eu que recebo cotovelada, ninguém fala nada, passa despercebido. Quando eu dou, STJD aparece, alguns setores da imprensa ficam falando... A prova do que recebi hoje está aqui. Fazer o quê? Quando sou eu não tem problema", chiou o chileno, que caminhou aos vestiários colocando gelo no olho esquerdo e nos lábios.

O camisa 10 disse ter recebido uma cotovelada que o árbitro Claudio Mercante Junior, da Federação Pernambucana de Futebol, não viu. Mas o jogador fez questão de mostrar que estava com o olho esquerdo bem fechado e a boca inchada, relatando como foi prejudicado em choque neste sábado. "O que não pode é falar que foi sem querer. É muito fácil bater e depois falar que foi sem querer. E prefiro não falar do juiz, porque depois eu sou punido pelo STJD."
Gazeta Press
Valdivia reclama com o árbitro: jogo teve polêmica e até cusparada
Valdivia reclama com o árbitro: jogo teve polêmica e até cusparada
O desabafo do jogador mais caro do elenco palmeirense tem como origem a mais recente punição que ele recebeu. Valdivia disse ter pedido para levar o terceiro amarelo em jogo contra o Paraná, para ficar suspenso de partida na qual já seria desfalque por estar com a seleção chilena. Por conta de seu ato, o STJD lhe impôs gancho de duas rodadas na Série B, que também não fez diferença porque ele estava com o Chile de novo.

Em relação ao árbitro deste sábado, o camisa 10 se irritou com o lance que gerou a maior confusão do jogo: Márcio Araújo recebeu falta, pediu pênalti, apesar da dúvida se ela ocorrer dentro ou fora da área, e, na sequência, Alan Kardec se desentendeu com o goleiro Matheus, com ambos sendo expulsos.

"Quando você faz uma tabela e o adversário fica na sua frente, ele está te impedindo de avançar. É pênalti. Mas ele falou que deu vantagem. Como, se a bola ficou com eles?", indignou-se o chileno, que não viu o cuspe de Willians no centroavante, que recebeu também um carrinho com os dois pés altos, um empurrão e um pisão do goleiro Matheus quando já estava no chão, o que iniciou o entrevero que envolveu até reservas dos dois times.

"Falei para o juiz que é muito fácil. Lá fora, quando dá problema, o juiz costuma conversar. Mas aqui é mais simples dar vermelho para os dois. Tem que ter mais consciência disso, mas é mais simples dar vermelho para todos", reclamou.

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