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sábado, 14 de setembro de 2013

Valdivia sai do jogo de olho roxo: 'Se dou cotovelada, STJD aparece'


Alan Kardec foi expulso após levar um carrinho com os dois pés altos, empurrão e pisão quando estava no chão do goleiro Matheus e uma cusparada de Willians, mas quem saiu irritado do jogo com o América-MG foi Valdivia. Com olho roxo e boca inchada, o meia, que já foi punido neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), cobrou rigor também aos adversários.

"Quando sou eu que recebo cotovelada, ninguém fala nada, passa despercebido. Quando eu dou, STJD aparece, alguns setores da imprensa ficam falando... A prova do que recebi hoje está aqui. Fazer o quê? Quando sou eu não tem problema", chiou o chileno, que caminhou aos vestiários colocando gelo no olho esquerdo e nos lábios.

O camisa 10 disse ter recebido uma cotovelada que o árbitro Claudio Mercante Junior, da Federação Pernambucana de Futebol, não viu. Mas o jogador fez questão de mostrar que estava com o olho esquerdo bem fechado e a boca inchada, relatando como foi prejudicado em choque neste sábado. "O que não pode é falar que foi sem querer. É muito fácil bater e depois falar que foi sem querer. E prefiro não falar do juiz, porque depois eu sou punido pelo STJD."
Gazeta Press
Valdivia reclama com o árbitro: jogo teve polêmica e até cusparada
Valdivia reclama com o árbitro: jogo teve polêmica e até cusparada
O desabafo do jogador mais caro do elenco palmeirense tem como origem a mais recente punição que ele recebeu. Valdivia disse ter pedido para levar o terceiro amarelo em jogo contra o Paraná, para ficar suspenso de partida na qual já seria desfalque por estar com a seleção chilena. Por conta de seu ato, o STJD lhe impôs gancho de duas rodadas na Série B, que também não fez diferença porque ele estava com o Chile de novo.

Em relação ao árbitro deste sábado, o camisa 10 se irritou com o lance que gerou a maior confusão do jogo: Márcio Araújo recebeu falta, pediu pênalti, apesar da dúvida se ela ocorrer dentro ou fora da área, e, na sequência, Alan Kardec se desentendeu com o goleiro Matheus, com ambos sendo expulsos.

"Quando você faz uma tabela e o adversário fica na sua frente, ele está te impedindo de avançar. É pênalti. Mas ele falou que deu vantagem. Como, se a bola ficou com eles?", indignou-se o chileno, que não viu o cuspe de Willians no centroavante, que recebeu também um carrinho com os dois pés altos, um empurrão e um pisão do goleiro Matheus quando já estava no chão, o que iniciou o entrevero que envolveu até reservas dos dois times.

"Falei para o juiz que é muito fácil. Lá fora, quando dá problema, o juiz costuma conversar. Mas aqui é mais simples dar vermelho para os dois. Tem que ter mais consciência disso, mas é mais simples dar vermelho para todos", reclamou.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Inter frustra mais uma vez a torcida e fica no empate com o Vitória

O Inter tem uma folha salarial de aproximadamente R$ 9 milhões, craques de países vizinhos e uma comissão técnica de seleção. Entre os seus torcedores, não resta dúvida: o time pode mais.
Depois de uma fraca campanha dentro de casa no primeiro turno, quando igualou praticamente o seu pior desempenho desde 2006, a equipe levou um susto, chegou a se recuperar, mas começou o returno do Brasileiro com um frustrante empate em 2 a 2 com o Vitória. O paraguaio Luis Cáceres abriu o placar nos minutos iniciais para os baianos e viu o argentino Andrés D'Alessandro marcar duas vezes para virar a partida ainda na etapa inicial. Cáceres mais uma vez deixou tudo igual no segundo tempo.
O prejuízo poderia ter sido maior para os comandados de Dunga. Logo após o gol de Cáceres no final do jogo, Renato Cajá fez bela jogada na entrada da área e quase colocou os visitantes novamente à frente. Na sequência, os donos da casa voltaram a pressionar sem maior perigo.
Com a ausência do Beira Rio como principal desculpa pelo desempenho do clube no campeonato, o Inter tem decepcionado até aqui no estádio do Vale, em Novo Hamburgo. Nos cinco confrontos anteriores, ganhou somente uma vez, empatou três e perdeu uma.
O Vitória, que vinha de cinco reveses no torneio, se dá por contente com o ponto conseguido fora de casa. Os baianos venceram somente uma partida longe de Salvador, na segunda rodada, diante do Náutico, na Arena Pernambuco.
O recém-chegado Ney Franco ainda está atrás de seu primeiro triunfo com a equipe do Barradão. Ele teve de superar uma série de desfalques nesta quarta-feira para escalar o seu time no interior gaúcho - dentre outros, ficaram de fora Maxi Biancucchi, com dores musculares, o argentino Escudero, suspenso, e o goleiro Deola, lesionado. Fabrício, que ficou de fora por cartão vermelho, e Forlán, servindo a seleção uruguaia, foram as baixas de Dunga.
Com o resultado em Novo Hamburgo, o Inter segue na quinta posição, com 31 pontos, e fica a quatro de entrar no G4. O Vitória, que já brigou na parte de cima, se encontra na parte intermediária da tabela, com 24 pontos, na 13ª colocação.
O rubro-negro baiano recebe na próxima rodada o lanteninha Náutico, no Barradão, no domingo. O colorado segue com a sua maratona e viaja para enfrentar o Criciúma no estádio Heriberto Hülse, no mesmo dia.
O jogo - Mesmo desgastado pela forte sequência de jogos - jogou terça diante do Santos, o Inter partiu para cima do Vitória nos primeiros minutos, com boas chegadas de Leandro Damião e Otávio. No entanto, o time gaúcho sofreu um duro golpe logo aos oito minutos. Após receber bom lançamento de Ayrton, Cáceres entrou livre e encobriu Alisson, fazendo um golaço para abrir o placar no estádio do Vale.
Enquanto o colorado encontrava dificuldades para furar a defesa baiana, o Vitória esbanjava perigo nos contragolpes. Num deles, Marquinhos cruzou e Kleber chegou para salvar o time da casa. Aos 17, uma grande chance com Renato Cajá, que entortou Ygor, invadiu a área e chutou para espalmada providencial de Alisson. O Inter enfim levou perigo aos 21: Otávio fez boa jogada pela esquerda e chutou para boa defesa de Wilson.
D'Alessandro, então, entrou em ação. Aos 26, argentino cobrou falta com perfeição e decretou o 1 a 1. Dois minutos depois, Leandro Damião escapou pela direita e cruzou para a chegada de D'Ale, que girou, bateu no cantinho e virou o jogo. Foi o sétimo gol do argentino, que marcou os últimos quatro gols colorados no Brasileirão.
Assustado, o Vitória sentiu o golpe e só chegou de novo com perigo aos 35, em cabeçada de Dinei bem defendida por Alisson. Aos 41, grande chance: Cáceres recebeu na área, matou no peito e emendou um sem pulo que raspou o poste, quase marcando o seu segundo golaço no jogo. Na jogada seguinte, o goleiro colorado se atrapalhou e quase entregou o ouro para Renato Cajá. O Inter deu o troco aos 44, em chute de Leandro Damião que raspou a trave.
No segundo tempo, foi o Inter que tomou a iniciativa. Aos três minutos, Scocco fez boa jogada e cruzou, mas Victor Ramos salvou o Vitória. Aos seis, foi Josimar quem chegou com perigo, mandando de primeira por cima do gol. A partida, porém, seguiu equilibrada, e aos poucos o time baiano foi se soltando em busca do empate. Aos 19, Marquinhos levou perigo em chute da entrada da área.
Pouco depois, o Inter perdeu o goleiro Alisson, lesionado, e Muriel entrou em seu lugar. Aos 27, quatro minutos depois de entrar em campo, o novo goleiro do Inter já sofreu gol: a zaga colorada afastou cruzamento feito para a área nos pés de Cáceres, que mandou de primeira e fez seu segundo golaço da noite: 2 a 2.
Mesmo cansado pela forte sequência de jogos dos últimos dias, o Internacional ainda teve fôlego para chegar ao ataque nos minutos finais. Aos 40, após boa troca de passes, Otávio deu de peito e Scocco girou mandando por cima.
No minuto seguinte, Alex raspou o travessão em belo chute de fora da área. Aos 42, Felipe Lima respondeu para o Vitória: entrou livre pela direita e perdeu grande chance, chutando para fora na saída de Muriel. Alex ainda obrigou Wilson a uma boa defesa aos 47, mas o jogo acabou mesmo no 2 a 2.
FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 x 2 VITÓRIA
Local: Estádio do Vale, em Novo Hamburgo (RS)
Data: 12 de setembro de 2013, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: André Luiz Freitas Castro (GO)
Assistentes: Janette Mara Arcanjo (MG) e João Patrício de Araújo (GO)
Público: 4.456 pagantes
Renda: R$ 119.360,00
Cartões amarelos: Índio e Gabriel (Internacional); Michel (Vitória)
Gols:
INTERNACIONAL: D'Alessandro, aos 26 e aos 28 minutos do primeiro tempo
VITÓRIA: Cáceres, aos oito minutos do primeiro tempo e aos 27 minutos do segundo tempo
INTERNACIONAL: Alisson (Muriel); Gabriel, Índio, Juan e Kleber; Ygor (Josimar), Willians, Otávio e D'Alessandro; Scocco e Leandro Damião (Alex)
Técnico: Dunga
VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Michel, Neto Coruja (Felipe Lima), Cáceres e Renato Cajá; Marquinhos e Dinei
Técnico: Ney Franco

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3x Jô: Atacante faz hat-trick em 17 minutos, e Atlético-MG atropela o Coritiba


17 minutos. Tempo suficiente para marcar três gols e liquidar uma partida. Duvida? Então pergunte a Jô. O atacante iniciou, ampliou e sacramentou a vitória do Atlético-MG por 3 a 0 sobre o Coritiba, nesta quinta-feira, no Independência, em 17 minutos.
O primeiro saiu aos 22 da primeira etapa. Fernandinho fez jogada individual e cruzou rasteiro. Jô, então, abriu o placar. Três minutos mais tarde, para os mais desatentos, o lance parecia replay. Mas não era. Lançamento de Ronaldinho Gaúcho, cruzamento rasteiro de Fernandinho e...gol de Jô.
Já no final do primeiro tempo, aos 39, desta vez foi o próprio Jô que recebeu lançamento, viu Vanderlei adiantado e simplesmente encobriu o goleiro do time paranaense. Nada mal para quem, 48 horas antes, esteve em campo com a camisa da seleção brasileira em Boston (Estados Unidos) e até fez gol na vitória sobre Portugal.
A "noite mágica" de Jô rendeu ao Atlético seis posições, agora é o décimo na tabela, com 25 pontos. Já o Coritiba, que nada pôde fazer para conter o atacante, permanece em oitavo, mas estaciona nos 28 pontos.
Depois de 69 minutos, aos 24 da etapa final, Jô deixou o campo para o lugar de Alecsandro. Sem problemas. Afinal, é melhor poupar o atacante para que, quem sabe, ele volte a se inspirar no próximo domingo, quando o Atlético-MG vai até Porto Alegre enfrentar o Grêmio. Já o Coritiba joga no mesmo dia, recebendo o Bahia, no estádio Couto Pereira.
O jogo
Atuando em casa e precisando da vitória para deixar a zona de rebaixamento, o Atlético-MG iniciou o duelo contra o Coritiba com uma postura bastante agressiva, em busca do gol. Fernandinho e Luan foram bastante acionados pelos lados do campo, com Jô centralizado e Ronaldinho organizando o meio-campo.
Este foi o desenho tático do Atlético-MG e foi responsável pelas principais jogadas ofensivas do time mineiro. Já o Coritiba se preocupou em primeiro lugar em não sofrer o gol, com isso, as linhas de marcação se apresentaram bem compactadas, reduzindo os espaços da equipe mineira. O contra-ataque foi a estratégia usada para tentar surpreender os donos da casa.
Isso quase aconteceu aos dez minutos, quando o time paranaense encaixou uma boa jogada com Robinho, que deu assistência para Bill, que finalizou no canto de Victor, que fez grande defesa, evitando a abertura do marcador. Apesar desta chance, foi o Atlético-MG que criou as melhores chances de gol, dominando a posse de bola usando os lados do campo.
O grande problema do Atlético-MG foi o excesso de passes errados, que resultou na diminuição do poder ofensivo. Já o Coritiba sentiu as ausências de jogadores importantes, caso principalmente do maestro Alex, que foi poupado do duelo no Horto. Sem o craque, os visitantes não tiveram inspiração, assistindo passivamente o domínio alvinegro.
A insistência do Atlético-MG foi premiada aos 23, quando melhorou o passe e Fernandinho arrancou pela esquerda e cruzou na medida para o avante Jô, que balançou a rede no Independência, desencantando no Brasileiro. Inspirado pela passagem na seleção brasileira, Jô voltou a brilhar dois minutos depois, aproveitando mais uma bela jogada de Fernandinho e fuzilando o goleiro Vanderlei para dilatar o placar e levar a torcida à loucura no Horto.
Iluminado, Jô queria mostrar todo seu repertório, e aos 39, voltou a deixar sua marca, marcando o terceiro gol dele e do Atlético-MG na partida. Marcos Rocha acertou lançamento preciso para o matador alvinegro, que usou a categoria para tocar por cobertura, na saída do goleiro do time paranaense, praticamente liquidando a fatura no primeiro tempo.
Apesar da boa vantagem obtida nos 45 minutos iniciais, o Atlético-MG não quis saber de acomodação, e continuou com as rédeas da partida na etapa final. Aos poucos, o Atlético-MG foi diminuindo o ritmo intenso imprimido durante todo o tempo, mas nem assim, o Coritiba conseguiu criar grandes oportunidades contra o goleiro Victor.
Desgastado com os jogos defendendo o Brasil, Jô foi substituído na parte final do jogo por Alecsandro. O avante deixou o campo ovacionado pela torcida. Com seu principal atacante fora do jogo, os atleticanos passaram a controlar o jogo, mas criando chances de ampliar que não foram aproveitadas.
FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 3 X 0 CORITIBA


Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de setembro de 2013 (quinta-feira)
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: Pierre, Fernandinho, Josué, Neto Berola e Alecsandro (Atlético-MG); Willian, Escudero e Lincoln (Coritiba)
Gols: 
ATLÉTICO-MG: Jô, aos 22, aos 25 e aos 39 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Josué, Ronaldinho e Luan (Dátolo); Fernandinho (Neto Berola) e Jô (Alecsandro)
Técnico: Cuca

CORITIBA: Vanderlei; Vinícius (Gil), Luccas Claro, Chico e Escudero; Willian, Uelliton, Robinho e Lincoln; Vitor Júnior (Zé Rafael) e Bill (Jânio)
Técnico: Marquinhos Santos

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Em casa, Flamengo bate 'cansado' Santos e salta cinco posições na tabela


Flamengo e Santos estrearam no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2013 com objetivos diferentes. Com 28 pontos, o time visitante mirava o G4. E os mandantes, com apenas 22, buscavam fugir da zona de rebaixamento. Melhor para o Flamengo, que venceu por 2 a 1, chegou aos 25 pontos e ganhou fôlego na tabela. Agora, o time está em 11o lugar. Já o Santos permaneceu com os mesmos 28 pontos e é o oitavo. 
Em uma verdadeira maratona de três jogos em menos de uma semana, o técnico Claudinei Oliveira manteve apenas cinco jogadores do time que vencera o Internacional na última terça-feira: Aranha, Cicinho, Gustavo Henrique, Alison, Cícero e Thiago Ribeiro. Com fôlego renovado.
No Flamengo, Mano Menezes voltou a modificar o time e barrou Luiz Antonio e Rafinha, em relação à equipe que perdeu para o Cruzeiro no último domingo. Paulinho e Carlos Eduardo assumiram as vagas de titulares.
O duelo no Maracanã também ficou marcado como o reencontro entre o meia Renato Abreu e a torcida do Flamengo. Uma torcida organizada chegou a levar uma faixa com os dizeres: 'Obrigado, Renato'. Demitido do clube no dia 17 de junho, ele agradeceu ao carinho da torcida.
Na próxima rodada, o Flamengo vai até Campinas enfrentar a Ponte Preta, enquanto o Santos recebe o Botafogo na Vila Belmiro.
O jogo
A partida do Maracanã começou de forma bem truncada, com os times estudando um ao outro. Em casa, coube ao Flamengo tomar a iniciativa e agredir o adversário. Aos sete minutos, Elias achou Gabriel entre a zaga santista, mas o camisa 10 rubro-negro se enrolou com a bola e chutou para fora. Aos 11 minutos, pelo lado direito, Paulinho foi rápido, invadiu a área, deu um corte seco em Durval e, de frente para Aranha, bateu forte por cima do ângulo esquerdo.
Apesar da ótima chance perdida, a torcida do Flamengo acordou e passou a apoiar o time com maior barulho. O Santos, retraído, apenas tentou um chute com Renê Júnior, que passou bem acima do gol, aos 14 minutos. Com a superioridade na partida, não tardou ao Flamengo abrir o placar. Aos 19 minutos, Léo Moura avançou pela direita, tocou para Hernane, no meio da área. O Brocador tentou dar mais de um toque na bola e até driblou Aranha, mas perdeu o domínio. Na sobra, Léo Moura bateu para o gol vazio e fez o Maracanã ecoar o grito de gol. 1 a 0.
Ao Santos não coube outra alternativa a não ser tentar o ataque. Aos 24 minutos, Cícero, o jogador mais lúcido do time, avançou pelo lado direito e, na área, bateu forte, de direita, por cima do gol de Paulo Victor. Aos 31 minutos, Thiago Ribeiro fez boa jogada pelo lado esquerdo, driblou Wallace com facilidade, mas acabou travado na hora do chute por Gabriel.
Com maior posse de bola, o Flamengo tentava ampliar o placar diante dos gritos de Mano Menezes na área técnica. E quase conseguiu aos 41 minutos, quando Cáceres foi para o lado esquerdo, driblou um adversário e cruzou rasteiro. Hernane tentou de letra e furou. Paulinho tentou chegar e não conseguiu. E o primeiro tempo terminou com uma cobrança de falta de Renato Abreu na arquibancada. Ironicamente, a torcida gritou seu nome. Ainda assim, o meia agradeceu.
No segundo tempo, os times voltaram sem alterações. O Flamengo continuou com mais posse, mas pecava tecnicamente. Até que aos dez minutos, em bola roubada, Paulinho avançou pela direita e lançou Carlos Eduardo. O meia-atacante, muito xingado pela arquibancada, cruzou na medida para Hernane, com um toque só, escorar para o gol. Flamengo 2 a 0. E o Brocador, com o sexto gol na competição, pediu aos torcedores carinho com Carlos Eduardo. Não deu nem tempo.
Logo na saída de bola, o Santos rumou ao ataque e contou com uma ajuda rubro-negra. Everton Costa, até então desaparecido, deu um corte para o lado direito na grande área e foi derrubado por um carrinho de Samir. Pênalti claro que Cícero converteu no canto esquerdo de Paulo Victor aos 12 minutos. 2 a 1.
Com o time cansado pela maratona, Claudinei Oliveira fez duas substituições. Saíram de campo Everton Costa e Alison para as entradas de Willian José e Gabriel, dois atacantes. O Santos passou a pressionar mais o Flamengo no campo adversário. Mas desta forma abria espaços para contra-ataques. Puxados por Paulinho e Carlos Eduardo, no entanto, eles paravam nos pés adversários.
Mano, então, foi obrigado a mexer. Com dores na coxa esquerda, Léo Moura, principal opção ofensiva do time no jogo, acabou sacado para a entrada de Luiz Antonio. Aos 36 minutos, Thiago Ribeiro chutou de fora da área, a bola quicou e quase enganou Paulo Victor, mas acabou do lado de fora. Aos 38 minutos, uma chance incrível. Hernane tocou para Carlos Eduardo na grande área. O camisa 20 deu um chapeu no adversário e tocou para Paulinho. De frente para o goleiro, o atacante bateu para fora e deixou desesperados os torcedores na arquibancada.
Aos 46 minutos, Luiz Antonio cobrou falta com perigo e Aranha espalmou para escanteio. Mas os rubro-negros desejavam apenas o fim dos acréscimos. Enfim, Sandro Meira Ricci apitou. 
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2X1 SANTOS
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 12 de setembro de 2013
Horário: 21 horas
Árbitro: Sandro Meira Ricci (PE)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Carlos Eduardo, Cáceres e Elias (FLA) e Gabriel (SAN)
Renda e público: R$ 669.520,00 / 16.203 pagantes / 20.780 / 1.552 cadeiras cativas /2.799 gratuidades
Gols: Léo Moura (FLA), aos 19 minutos do primeiro tempo; Hernane (FLA), aos dez minutos, e Cícero (SAN), aos 12 minutos do segundo tempo.

FLAMENGO: Paulo Victor, Léo Moura (Luiz Antonio), Wallace, Samir e André Santos; Cáceres, Elias, Gabriel (Rafinha) e Paulinho (João Paulo); Carlos Eduardo e Hernane.
Técnico: Mano Menezes
SANTOS: Aranha; Cicinho, Gustavo Henrique, Durval e Mena (Emerson); Renê Júnior, Alison (Gabriel), Cícero e Renato Abreu; Thiago Ribeiro e Everton Costa (Willian José).
Técnico: Claudinei Oliveira

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São-paulinos fazem festa para Muricy e veem vitória sobre a Ponte

Um bom público foi ao Morumbi para gritar o nome de Muricy Ramalho, nesta quinta-feira e de presente ganhou uma vitória do São Paulo. Na volta de Muricy ao clube que chama de sua casa depois de quatro anos, o Tricolor bateu a Ponte Preta por 1 a 0, gol de Luis Fabiano e ganhou fôlego no Campeonato Brasileiro depois de perder para Criciúma e Coritiba. Foi a sétima derrota consecutiva dos campineiros, assim como o São Paulo, na zona de rebaixamento.

O time da casa cansou de perder gols no primeiro tempo e deixou seu torcedor preocupado no intervalo. Logo na volta do vestiário, contudo, Luis Fabiano recebeu ótima enfiada de Ganso e marcou pela quinta vez na Série A.

O gol foi do atacante que é ídolo da torcida, mas quem saiu ovacionado do jogo foi mesmo Muricy, tricampeão brasileiro no Morumbi entre 2006 e 2008.

O Tricolor ainda não sai da zona de rebaixamento com o resultado. É o 18° colocado, com 21 pontos, dois a menos que o Vitória, primeira equipe fora do Z-4. A Ponte vem logo atrás, com 15 pontos. Às 16h do próximo domingo, horário de Brasília, as duas equipes enfrentarão times do Rio de Janeiro. A Ponte recebe o Flamengo, enquanto o São Paulo visita o Vasco, em São Januário, sem Denilson, expulso nesta quinta e suspenso e sem Wellington, com problema digestivo.

Caso o Vitória perca do Náutico - lanterna -, em casa, também no domingo, a Portuguesa, em 17° lugar, com 22 pontos, não vença o Fluminense, sábado, no Maracanã e o São Paulo vença o Vasco, a equipe da capital paulista sairá dessa parte incômoda da tabela.

O jogo

Muricy Ramalho negou do dia da sua apresentação até minutos antes do jogo que escalaria a equipe assim, mas o que se viu no gramado foi um São Paulo com três zagueiros, como nos velhos tempo do treinador no Morumbi, com Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Antônio Carlos. Caramelo ocupou a vaga que seria de Paulo Miranda na lateral-direita, e Welliton substituiu Aloisio, desfalque de última hora por amigdalite. O 3-5-2 não significou um time menos ofensivo. Os donos da casa dominaram completamente o primeiro tempo e não souberam aproveitar a fraqueza do adversário. Foram 13 arremates somente nos 45 minutos iniciais.

A Ponte falhou no ataque, e armou contra-ataque para o São Paulo aos oito minutos. Welliton chutou forte de dentro da área, e Roberto espalmou para escanteio. Aos 17, Roberto fez outra bela defesa em cabeçada de Antônio Carlos. Quatro minutos depois, foi Luis Fabiano quem exigiu do goleiro ponte-pretano ao finalizar de primeira cruzamento rasteiro de Caramelo.

Welliton foi acionado por Ganso aos 24 e quase na pequena área mandou a bola por cima do travessão. Luis Fabiano ainda perdeu mais um. Exagerou nos dribles em frente à área e foi bloqueado por Ferron. Robertou jogou outro chute para escanteio, de Denilson, antes do intervalo. Mas quem chegou por último ao ataque foi o time de Campinas. Em um raro momento de organização do ataque visitante, Chiquinho cruzou, e Willian cabeceou rente à trave esquerda de Rogério.

O gol tricolor finalmente saiu aos dois minutos da etapa final. Ganso dominou de costas para a defesa e deu ótimo passe para Luis Fabiano ‘cutucar' para a rede. ‘Entregue' em campo, a Ponte até assustou em chute de Artur dentro da pequena área no travessão, fruto de bate-rebate após cruzamento. Rildo também cabeceou à queima-roupa para defesa de Rogério. Aparentando cansaço, o São Paulo voltou a levar perigo aos 28 minutos. Luis Fabiano recebeu mais uma assistência de Ganso e chutou forte. Roberto, de novo ele, rebateu.
A Ponte se lançou para o ataque nos minutos finais e levou bastante perigo. No lance mais claro, Reinaldo quase fez contra aos 44. Denilson foi expulso tentando matar contra-ataque aos 46 e aumentou a apreensão. Mas os são-paulinos saíram do Morumbi aliviados.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

São-paulinos esgotam ingressos para reestreia de Muricy nesta quinta


Foram vendidos todos os 43 mil bilhetes colocados à venda para a partida contra a Ponte Preta, no Morumbi, que abre o returno do Brasileirão


A volta do técnico Muricy Ramalho levará um grande público ao Morumbi na quinta-feira, data da partida contra a Ponte Preta, às 21h, pelo Campeonato Brasileiro. Os 43 mil ingressos colocados à venda pela diretoria do São Paulo se esgotaram no início da tarde desta quarta-feira.
O curioso é que a venda teve um aumento espantoso a partir do momento em que o nome do novo treinador foi confirmado. Até segunda-feira, o clube contabilizava pouco mais de mil bilhetes comercializados. O duelo contra a equipe campineira é de vital importância para o time, que está na zona de rebaixamento do torneio e vem de derrotas para Criciúma, em casa, e Coritiba, no Paraná.
O Tricolor, aliás, vem conseguindo bons públicos no Morumbi desde que a diretoria diminuiu os preços dos ingressos. A melhor marca neste período aconteceu contra o Fluminense, pelo Brasileirão. Estiveram no estádio 55.256 pessoas. O recorde da temporada aconteceu contra o Atlético-MG, pelas oitavas de final da Taça Libertadores, quando 57.401 pessoas compareceram.
Torcida do São Paulo (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo FC)



















Fonte: Globoesporte.com

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Neymar devolve deslealdade com show e Brasil vence

Neymar antes se "escondia" diante de rivais europeus de primeira linha, como Portugal. Neymar antes sofria para enfrentar marcação dura, como tentaram os portugueses em Boston, nesta terça-feira. Neymar antes perdia a cabeça quando era parado com faltas violentas e recebia cotoveladas desleais, como fez o zagueiro Bruno Alves.
Mas Neymar agora é um craque pronto. E agora o Brasil deixou de ser o time que parecia caminhar para ser uma zebra no Mundial que será disputado na sua casa, em 2014.
Com um recital de seu camisa 10, incluindo um golaço e participação nos outros dois gols da equipe, a seleção venceu Portugal na cidade americana por 3 a 1. Isso diante de 62 mil pessoas, praticamente a média dos jogos do Brasil em solo americano desde 2007.
A vitória garante o Brasil à frente de Portugal na próxima edição do ranking da Fifa, o que não acontecia desde julho do ano passado. Hoje, o time nacional ocupa a nona posição, dois postos abaixo da equipe lusa.
O Brasil só não repetiu o time que goleou a Austrália no último sábado, em Brasília, porque Marcelo, machucado, deu lugar a Maxwell na lateral esquerda. Mesmo recuperado de contusão, Oscar foi poupado no início do jogo. Assim, Felipão manteve Ramires no meio-campo e Bernard no ataque na vaga do também lesionado Hulk.
E novamente a seleção começou pressionando a saída de bola do rival. Só que o confronto não tinha nada de amistoso. Logo aos 7min, João Pereira fez falta violenta em Neymar e levou o amarelo. Como já havia previsto a imprensa espanhola, o zagueiro Pepe, de nacionalidade portuguesa e brasileira, começou a se estranhar com Neymar.
E teve sucesso ao cavar um cartão amarelo para o atacante do Barcelona, num lance em que o juiz viu um encontrão de Neymar com o goleiro que nada teve de desleal.
Com o jogo quente, Portugal teve a primeira grande chance de abrir o placar, com uma cabeçada de Raul Meireles que acertou a trave esquerda de Júlio César. E com uma falha gritante do lateral Maicon os europeus abriram o placar. Aos 17min, o jogador da Roma atrasou mal, com a cabeça, bola para o goleiro Júlio César. A bola caiu no pé do mesmo Meireles, que desta vez não desperdiçou a oportunidade e fez 1 a 0.
O clima quente dentro do gramado foi transportado para as arquibancadas. Num fato raro para os padrões americanos no esporte, uma briga entre torcedores aconteceu bem atrás do gol defendido por Júlio César. A deslealdade portuguesa prosseguiu em um pisão de Bruno Alves em Bernard quando a bola já estava indo para escanteio.
E a deslealdade lusa foi punida quase imediatamente. Na cobrança do escanteio, feita por Neymar, Thiago Silva subiu muito para cabecear e empatar o jogo, aos 24min.
O mesmo Bruno Alves deixou o cotovelo para acertar Neymar, aos 29min, e mais uma vez nem cartão amarelo levou. E novamente sua falta de fair play foi castigada.
Aos 35min, Neymar recebeu a bola pouco depois da linha de meio de campo. Arrancou com ela bem protegido até a entrada da área, deixando Pepe para trás com imensa facilidade para chutar cruzado e marcar o segundo do Brasil
No intervalo, Pepe foi substituído. E Neymar ganhou mais libertadade para criar, e o Brasil não demorou para amplicar. Logo aos 4min da segunda etapa, ele começou a jogada que resultou no terceiro gol do time de Felipão. A bola foi lançada para Maxwell, que cruzou rasteiro para Jô ampliar o placar.
Aos 15min, Felipão fez a primeira troca. Sacou Ramires e promoveu a volta de Oscar. Na véspera do jogo, o treinador havia dito que iria testar os dois juntos em algum momento.
Sem Cristiano Ronaldo, machucado, e mostrando desgaste físico e problemas para se adaptar ao fuso horário de seis horas em relação à maior parte da Europa, Portugal pouco ameaçava. E o Brasil também diminuiu o ritmo, e o placar não foi mais alterado.
Não antes sem Neymar aplicar uma série de dribles em Ruben Amorim, que novamente apelou e chutou o brasileiro, que logo depois foi aplaudido de pé ao ser substituído por Lucas.
A seleção volta a campo agora em outubro, para dois amistosos na Asia, contra a Zâmbia, na China, e Coreia do Sul, na casa do rival.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 3X1 PORTUGAL
Data: Terça-feira, 10 de setembro de 2013
Local: Gillette Stadium, em Boston (EUA)
Árbitro: Juan Guzman (EUA)
Público: 62.310
Cartões Amarelos: Neymar e Ramires (BRA); João Pereira (POR)
Gol: Raul Meireles, aos 17min. Thiago Silva, aos 24, Neymar aos 34min do primeiro tempo; Jô, aos 4min do segundo tempo
Brasil: Júlio César; Maicon, David Luiz, Thiago Silva e Maxwell; Luiz Gustavo, Paulinho (Henrique) e Ramíres (Oscar); Neymar (Lucas), Jô (Alexandre Pato) e Bernard (Hernanes)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Portugal:Raul Patrício; João Pereira (Helder Postiga), Bruno Alves, Pepe (Luis Neto) e Fábio Coentrão (Antunes); Miguel Veloso, João Moutinho (Ruben Amorim), Raul Meireles e Vieirinha (Lica); Nani e Nélson Oliveira
Técnico: Paulo Bento

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Uruguai confirma 'ressurreição', frustra Colômbia e cola no Equador por vaga direta

O Uruguai definitivamente ressurgiu nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2014. Pressionado e ameaçado de não vir ao Brasil no ano que vem, o time celeste confirmou a reação na noite desta terça-feira e entrou na briga pela última vaga direta ao Mundial. Atuando no Estádio Centenário, em Montevidéu, a equipe bicampeã mundial derrotou a Colômbia pelo placar de 2 a 0 e encostou no quarto colocado Equador.
A terceira vitória consecutiva nas Eliminatórias (Venezuela, Peru e, agora, Colômbia) deixa o Uruguai com 22 pontos, mesmo número somado pelos equatorianos, que tropeçaram nesta terça ao ficarem no empate por 1 a 1 com a já eliminada Bolívia, em La Paz. A Celeste permanece em quinto somente por conta do saldo de gols (0 contra 4 do rival direto pela vaga).
A derrota no místico Centenário frustrou os planos colombianos. Com somente um empate, a equipe de Falcao, James Rodríguez e companhia carimbaria o passaporte para o Mundial no Brasil. O revés mantém a seleção de José Pekerman com 26 pontos, na segunda posição. A vaga, entretanto, não está ameaçada.
Depois do duro compromisso em Montevidéu, a Colômbia retorna a campo pelas Eliminatórias somente no dia 10 de outubro, quando receberá o terceiro colocado Chile, que, de folga do qualificatório, empatou por 2 a 2 com a campeã mundial Espanha. O Uruguai, por outro lado, terá uma decisão: encarará o rival direto pela vaga Equador, na altitude de Quito.
Reuters
Cavani corre para comemorar a abertura do placar no Centenário
Cavani corre para comemorar a abertura do placar 
Necessitando de apenas um empate para ir ao Mundial, a Colômbia tratou de adotar uma estratégia cautelosa para encarar o Uruguai no Centenário. Bem postada defensivamente, a equipe de José Pekerman rapidamente assumiu o controle do jogo e ameaçou nos contra-ataques. Em dois lances, James Rodríguez, que exigiu boa defesa de Muslera, e Falcao García assustaram o público da casa.
Enquanto a Colômbia buscava levar o jogo em seu ritmo, o Uruguai encontrou muitas dificuldades para superar a defesa adversária. A grande chance da Celeste ocorreu de bola parada. Aos 40min, Luís Suárez cobrou falta da ponta esquerda e exigiu a intervenção do goleiro David Ospina.
Para responder ao primeiro tempo decepcionante, o Uruguai logo nos segundos iniciais criou a melhor oportunidade da partida. Walter Gargano recebeu com liberdade na intermediária e lançou na medida para Edinson Cavani. O atacante do PSG tirou o zagueiro com estilo e arrematou firme. Ospina, inspirado, desviou e viu a bola explodir na trave.
Mais versátil ofensivamente durante a etapa complementar, o Uruguai acabou recompensado aos 33min. O lateral Maxi Pereira recebeu pela direita e cruzou na medida para Cavani desviar de cabeça no contrapé de Ospina. A festa empolgou a Celeste, que decretou o importante triunfo aos 37min, com o gol anotado por Christian Stuani, atacante do Espanyol.

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Santos vence, freia embalo do Internacional e entra de vez na briga pelo G-4

O Santos conquistou uma vitória maiúscula na noite desta terça-feira. Atuando no Estádio do Vale, no Sul, em duelo atrasado da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time paulista derrotou o Internacional por 2 a 1 e entrou de vez na briga por um lugar no G-4. De quebra, a equipe de Claudinei Oliveira freia o embalo do Internacional, adversário direto na tabela e que vinha de duas vitórias consecutivas - sobre Corinthians e Ponte Preta.
O primeiro gol do jogo saiu aos 27 minutos do primeiro tempo. Leandrinho cobrou escanteio da direita, Cícero desviou e a bola sobrou para Thiago Ribeiro, que só empurrou para o fundo da rede. Na segunda etapa, aos 22 minutos, o experiente Renato Abreu cobrou falta, a bola bateu na barreira e enganou o goleiro Alisson: 2 a 0.
Pouco depois, porém, o Inter esboçou uma reação. Aos 31 minutos, D'Alessandro cobrou pênalti rasteiro, no canto direito de Aranha, que caiu para o outro lado. Mas a reação da equipe gaúcha não foi adiante. O time da casa ainda teve Fabrício expulso.
Com a derrota, o Inter perde a chance de encostar no G-4, estacionando nos 30 pontos, em 6º lugar. O Santos, com a vitória, sobe para 28, na 7ª posição. Em meio a uma verdadeira maratona de jogos, os dois times voltam a campo nesta quinta-feira. O Colorado recebe o Vitória no Vale, enquanto o Santos visita o Flamengo, no Maracanã.
O jogo
A primeira etapa foi bastante movimentada. O Inter dominou, mas quem teve a primeira chance foi o Santos. Logo aos três minutos, Giva recebeu dentro da área, passou por Juan e chutou para grande defesa do goleiro Alisson. O Colorado respondeu de imediato: Leandro Damião abriu bom passe para Scocco, que chutou levando perigo para Aranha.
Aos 13 minutos, novamente boa jogada de Scocco. Após um arremate seu, a bola sobrou para D'Alessandro, que chutou com muito perigo. Aranha, já vencido, só deu golpe de vista, e a bola saiu pela linha de fundo. Pressionado, o Santos ainda se viu com problemas de lesão: aos 21, Alan Santos saiu de maca e Renê Júnior o substituiu.
A situação para o time paulista começou a melhorar aos 27: Leandrinho cobrou escanteio, Cícero desviou de cabeça no primeiro pau e encontrou o toque de Thiago Ribeiro no segundo: 1 a 0. Ainda assim, os problemas de contusão persistiam: aos 31, Claudinei Oliveira se viu forçado a trocar pela segunda vez só no primeiro tempo, retirando o lesionado Giva para a entrada de Everton Costa, ex-jogador do Inter.
O Colorado volta a carga em busca do empate antes do intervalo. Aos 36, Scocco levou perigo em bom chute. Thiago Ribeiro respondeu em situação semelhante aos 38, mas três minutos depois o Santos só foi salvo por um milagre de Aranha, que impediu um golaço de Otávio após tabela deste com D'Alessandro. No fim, foi D'Ale quem obrigou o goleiro do Santos a uma defesa para impedir o empate.
O Inter seguiu pressionando na volta do segundo tempo. A primeira grande chance veio aos oito minutos: como no jogo contra a Ponte Preta, D'Alessandro cobrou falta na cabeça de Juan, mas a zaga conseguiu afastar após a escorada do beque colorado. Dunga então abriu o time, tirando o lateral Jackson para a entrada de Alex, substituindo Scocco por Caio, que só não marcou aos 12 minutos porque Aranha saiu de forma salvadora do gol.
A pressão não arrefecia. Aos 17, Ygor fez boa jogada e cruzou na área. A bola passou por todo mundo e Fabrício chegou chutando com perigo. Mas a noite era mesmo do Santos: Renato Abreu entrou em campo no lugar de Leandrinho aos 21 minutos. Em seu primeiro toque na bola, cobrou falta que desviou na barreira e enganou Alisson: 2 a 0.
O Inter sentiu o gol, e o Santos veio para cima em busca do terceiro gol. Aos 26, Renato Abreu novamente chutou de longe e levou perigo. A seguir, Alisson fez grande defesa em tentativa de cabeça de Gustavo Henrique. Aos 29, o Colorado voltou para o jogo, quando Alison fez pênalti ao tocar com a mão na bola dentro da área. D'Alessandro bateu e deslocou Aranha, descontando o placar.
Empolgado, o Colorado veio com tudo para cima em busca do empate. Aos 34, Cicinho errou um recuo e fez com que Damião entrasse livre na área. O goleiro Aranha saiu bem do gol e fez mais um milagre. No minuto seguinte, D'Alessandro fez cruzamento para a área e Rafael Moura subiu sozinho, tocando de ombro para fora.
Aos 41, o Colorado perdeu o lateral Fabrício, expulso após reclamar com veemência da arbitragem após cometer falta em Cícero. Nos acréscimos, o Colorado insistiu em bolas alçadas para a área, mas não obteve sucesso. A grande chance esteve nos pés de Caio, aos 46, que chutou por cima mesmo estando livre na pequena área. Aos 47, quase o terceiro do Santos: Thiago Ribeiro fez grande jogada e tocou para Cícero, que acertou a trave de Alisson.
FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 1 x 2 SANTOS
Local: Estádio do Vale, em Novo Hamburgo (RS)
Data: 10 de setembro de 2013, terça-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Bruno Boschilla (PR) e Wagner de Almeida Santos (RJ)
Cartão amarelo: Willians (Internacional); Cicinho, Alison e Edu Dracena (Santos)
Expulsão: Fabrício (Internacional)
Gols:
INTERNACIONAL: D'Alessandro, de pênalti, aos 30 minutos do segundo tempo
SANTOS: Thiago Ribeiro, aos 27 minutos do primeiro tempo; Renato Abreu, aos 21 minutos do segundo tempo
INTERNACIONAL: Alisson; Jackson (Alex), Alan, Juan e Fabrício; Ygor, Willians, Otávio (Rafael Moura) e D'Alessandro; Scocco (Caio) e Leandro Damião
Técnico: Dunga
SANTOS: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Emerson; Alison, Alan Santos (Renê Júnior), Cícero e Leandrinho (Renato Abreu); Giva (Everton Costa) e Thiago Ribeiro
Técnico: Claudinei Oliveira

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Na volta de Valdivia, Palmeiras vence o ASA e embala mais uma vez na Série B

A conta do Palmeiras não é das mais difíceis: a meta é fazer os mesmos 42 pontos do primeiro turno e, assim, ao fim do campeonato, se sagrar campeão.
Depois de quatro jogos de jejum, o time alviverde repetiu a dose do último sábado e voltou a ganhar nesta terça-feira, contra o ASA, diante das cerca de nove mil pessoas que foram ao Pacaembu acompanhar a vitória de 3 a 0. A esperança do técnico Gilson Kleina é que a equipe possa embalar novamente e aumentar a vantagem que hoje é de 15 pontos para o América-MG, quinto colocado.
Ao contrário da partida disputada em Arapiraca, em maio - foram três gols em 42 minutos -, o Palmeiras enfrentou dificuldade para se livrar da marcação dos visitantes e contou com um gol de Alan Kardec em jogava individual, no fim da etapa inicial, para abrir o placar. Ele havia perdido pênalti minutos antes. Wesley e Serginho completaram no segundo tempo.
Ao todo, Kleina teve oito desfalques para receber os alagoanos, sendo forçado a improvisar mais uma vez Wendel na lateral direita, recuar Wesley para fazer companhia a Márcio Araújo e manter Felipe Menezes na armação.
Liberado pela seleção chilena do amistoso contra a Espanha, realizado nesta terça-feira e que acabou empatado em 2 a 2, Valdivia voltou antes do previsto e foi relacionado para o jogo. Ele entrou em campo no segundo tempo e acertou até o travessão.
Com o resultado no Pacaembu, o Palmeiras chega aos 48 pontos e abre cinco de vantagem sobre a vice-líder Chapecoense, que perdeu mais cedo para o Oeste. O ASA segue na briga contra a degola, com 23 pontos, apenas um à frente de São Caetano e América-RN, que abrem o Z4.
Na próxima rodada, a equipe de Arapiraca recebe o Joinville diante de seus torcedores, na sexta-feira. No dia seguinte, o alviverde paulista visita o América-MG em Belo Horizonte, na Arena Independência.
O jogo
O ASA não dava espaço ao Palmeiras. Com uma marcação homem a homem, o time sufocava a armação alviverde - desfalcada de Mendieta, suspenso, e Valdivia, que voltava de lesão - e abria espaço para que apenas os atletas que vinham da defesa saíssem com a bola. A estratégia funcionou durante boa parte do primeiro tempo.
Principal articulador dos donos da casa, Felipe Menezes não conseguia se desvencilhar da parede alagoana e, assim, deixava a criação a cargo de nomes como o zagueiro Vilson, que subiu por diversas vezes, arriscando de fora da área e tentando até tabelar.
Não vinha dando certo.
Os comandados de Kleina até ameaçaram em arremates à distância, mas precisou que Márcio Araújo surgisse no meio da defesa do ASA e cavasse pênalti para que o Palmeiras chegasse aos 33 minutos. O artilheiro Alan Kardec pegou a bola e bateu bem, rasteiro e no canto. O goleiro Gilson, no entanto, foi ainda melhor que ele e voou para colocar o chute pela linha de fundo.
A frustração do pequeno público do Pacaembu durou apenas três minutos. Wesley tocou para Kardec na meia-lua, o atacante segurou e bateu cruzado. O chute entrou mansamente no canto oposto de Gilson.
Na volta do vestiário, o Palmeiras não precisou de mais do que quatro minutos para ampliar. Depois de cruzamento, Wendel apareceu do lado esquerdo, tabelou com Alan Kardec na entrada da área e recebeu na frente. Ele mandou no meio e encontrou Wesley, sozinho, para fazer o segundo.
Com o jogo morno, Serginho, que entrou no lugar de Vinícius, fez linda combinação com Kardec, arrancou com liberdade e teve o trabalho de apenas colocar por cima na saída de Gilson para fechar em 3 a 0, aos 34 minutos, uma partida que se desenhava mais complicada.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 X 0 ASA
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 10 de setembro de 2013, terça-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)
Assistentes: Carolina Romanholi Melo (CE) e Rafael Trombeta (PR)
Cartões amarelos: Leandro (Palmeiras). Gilson, Tiago Garça, Glaybson, Reinaldo (ASA)
GOLS: PALMEIRAS: Alan Kardec, aos 35 minutos do primeiro tempo. Wesley, aos 4, e Serginho, aos 34 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, Vilson, Tiago Alves (André Luiz) e Wendel; Márcio Araújo, Wesley e Felipe Menezes (Valdivia); Vinicius (Serginho), Leandro e Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina
ASA: Gilson; Maicon, Tiago Garça, Fabiano e Chiquinho Baiano; Glaybson (Kleiton Domingues), Milton Júnior (Reinaldo), Djair e Didira (Tallyson); Wanderson e Lúcio Maranhão
Técnico: Leandro Campos

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Após menos de dois meses, Autuori é demitido do São Paulo; Muricy é o novo técnico

Paulo Autuori não é mais o técnico do São Paulo. Em virtude da péssima campanha no Campeonato Brasileiro, o treinador, campeão mundial em 2005 pelo clube tricolor, deixou o cargo no final da tarde desta segunda-feira, um dia depois da derrota por 2 a 0 para o Coritiba, no Couto Pereira.
O São Paulo agiu rapidamente e já sabe quem comandará o clube do Morumbi nos próximos meses - o tempo de contrato ainda não foi revelado. Trata-se de Muricy Ramalho, desempregado desde que deixou o Santos nesta temporada.
Curiosamente, na última sexta-feira, em entrevista à rádio Energia 97, Muricy disse que foi bom não ter ido para o São Paulo na época em que seu nome foi especulado, mas Autuori acabou sendo contratado. Também disse que não se daria bem com algumas pessoas do clube.
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  • Autuori no São Paulo: na média, um ponto a cada quatro disputados; relembre passagem do técnico
Contratado para reerguer o São Paulo no Campeonato Brasileiro, Autuori falhou neste pequeno período em que dirigiu novamente o time tricolor. O campeão mundial somou 10 derrotas, quatro empates e apenas três vitórias - diante de Benfica, pela Copa Eusébio, Fluminense e Náutico.
Agora no papel de 'salvador', Muricy Ramalho chega ao São Paulo depois um contestado trabalho no Santos. Apesar do título da Libertadores de 2011, o novo técnico são-paulino não conseguiu encontrar um padrão de jogo nos últimos tempos, apelando durante grande parte dos jogos à individualidade de Neymar, agora atleta do Barcelona.
Em sua última passagem pelo clube do Morumbi, Muricy conquistou três títulos seguidos do Brasileiro: 2006, 2007 e 2008. Ele é o quarto técnico que comandou mais partidas pelo São Paulo, com 360. Foram 194 vitórias, 100 empates e 66 derrotas, com aproveitamento de 63%.
Confira a nota oficial divulgada pelo São Paulo sobre a troca:
Na tarde desta segunda-feira (09), o São Paulo Futebol Clube decidiu substituir Paulo Autuori, que ocupava o cargo de Treinador da equipe de futebol desde o dia 11 de junho de 2013. Nesse período, Paulo Autuori conquistou a Eusébio Cup ao vencer o SL Benfica em Lisboa - Portugal.
O São Paulo Futebol Clube agradece pelo excelente trabalho realizado por Paulo Autuori e pelos profissionais de sua equipe, que nessa segunda passagem pelo Morumbi somente ratificaram o caráter e a qualificação profissional que os levaram a marcar uma página especial na História do Clube ao conquistar a Copa Libertadores e o Campeonato Mundial de Clubes no ano de 2005.
Para o lugar de Paulo Autuori, o São Paulo Futebol Clube contratou outro nome de peso em sua História, o Tricampeão Brasileiro Muricy Ramalho, que retorna ao clube após 5 anos.
Muricy Ramalho já iniciará seu trabalho no treinamento de amanhã, e dirigirá o time na partida da próxima quinta-feira (12) contra a Ponte Preta, no Estádio do Morumbi.

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