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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Rooney dá show, faz gol histórico, e United vence Leverkusen em início de nova era


O Manchester United não tem mais Alex Ferguson, mas continua com Wayne Rooney. No primeiro jogo de Champions League sem seu mais famoso treinador em 27 anos, o clube inglês teve o atacante inspirado. Foram dois gols, um passe e até uma chance incrível perdida na vitória por 4 a 2 sobre o Bayer Leverkusen, pela primeira rodada do Grupo A
O segundo gol de Rooney na partida foi também o 200º do atacante pelo Manchester United. O clube em que ele se tornou estrela. O clube que ele quis deixar antes do início da temporada.
Com o resultado, o United assume a liderança do grupo A ao lado do Shakhtar Donetsk, que venceu a Real Sociedad por 2 a 0, em San Sebastian. United e Shakhtar têm três pontos cada.
O treinador David Moyes surpreendeu na escalação do United e deu chances a Kagawa, que vinha reclamando da reserva, e ao recém-contratado Fellaini. O ataque titular foi formado por Wayne Rooney e Robin Van Persie.
As opções do treinador não demoraram a fazer efeito. No meio, Fellaini e Kagawa ajudavam o clube inglês a envolver a equipe alemã. O gol parecia uma questão de paciência. Foram 21 minutos até a rede balançar.
Getty
Van Persie marcou um gol; depois levou amarelo por simulação
Van Persie marcou um gol; depois levou amarelo por simulação
Após jogada de Van Persie pela esquerda, a bola passou por Fellaini e chegou a Evra. O lateral foi até a linha de fundo e cruzou para o meio da área. Rooney bateu de primeira, e a bola ainda quicou antes de entrar no gol defendido por Leno.
Mesmo com a vantagem, o United continuou dominando a partida, sufocando o adversário e criando boas chances. O segundo gol quase saiu aos 37, quando Reinartz antecipou-se à conclusão de Valencia; aos 42, quando Rooney cobrou falta perto do gol; e aos 44, quando Kagawa recebeu lançamento de Valencia pela direita, matou no peito e teve seu chute desviado para escanteio.
A primeira etapa acabou com o Manchester United aplaudido e com o Bayer Leverkusen perdido em campo. Os alemães tiveram apenas 39% de posse de bola e não levaram perigo ao gol de David de Gea - a desvantagem de um gol saiu barata.
Dominado nos primeiros 45 minutos, o Bayer voltou para o segundo tempo criando uma boa chance de marcar. Kiessling recebeu de costas para o gol e arriscou, mas De Gea defendeu com segurança.
Aos 8 minutos, Wayne Rooney teve a chance de ampliar, deixando o United muito perto da vitória. Mas, depois de se aproveitou de um tropeço de Spahic na entrada da área, roubou a bola do zagueiro, passou pelo goleiro Bernd Leno e teve duas opções - chutar para o gol vazio ou cruzar para Van Persie. O inglês não fez nenhuma das duas, perdendo uma oportunidade espetacular.
A falha foi punida no minuto seguinte. Após bola rebatida na área, Son tocou para Rolfes que bateu de primeira, com efeito. A bola entrou no canto direito do goleiro De Gea. Um golaço, e o placar de 1 a 1 que era ótimo para os alemães.
Mas foram apenas seis minutos de festa. Aos 14, Valencia fez grande jogada pela direita e cruzou para o meio da área. Van Persie, de voleio, colocou o United novamente em vantagem no placar.
O Bayer Leverkusen, então, foi ao ataque buscar um empate que parecia possível. Mas o clube alemão acabou vulnerável.
E, desta vez, Rooney não perdoou. Aos 25 minutos, o atacante aproveitou-se de uma confusão dentro da área adversária para concluir e fazer história com 200 gols pelo clube. Oito minutos depois, Rooney puxou contra ataque e lançou para Valencia, outro que fez grande partida. O equatoriano chutou cruzado para fazer o quarto.
O Leverkusen ainda descontou aos 43, com Toprak, após confusão na área do United. Mas já não havia tempo para o clube alemão empatar. Nem para apagar a grande partida de Rooney

Brasileiro brilha no Shakhtar -
 O Shakhtar Donetsk conseguiu um ótimo resultado ao vencer a Real Sociedad por 2 a 0, em San Sebastian, na Espanha. Os dois gols da partida foram marcados pelo brasileiro Alex Teixeira, ex-Vasco.
O primeiro gol da partida saiu aos 20 minutos da segunda etapa, quando Teixeira aproveitou-se do passe de outro brasileiro, Douglas Costa, para chutar cruzado e abrir o placar.
Aos 42, ele apareceu novamente. Ele recebeu pela esquerda e chutou forte, da entrada da área, marcando um belo gol.

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Real começa nova busca pela 10ª Champions fazendo 6 na Turquia


O Real Madrid iniciou bem mais uma caminhada por um objetivo que virou obsessão, o décimo troféu da Champions League. Sob a forte pressão da torcida do Galatasaray, em Istambul, os espanhóis aguentaram firme no primeiro tempo e acabaram goleando por 6 a 1, gols de Isco, Benzema, duas vezes e Cristiano Ronaldo, três vezes.
 Desde 2002, quando venceu a Champions pela última vez, o Real busca o décimo título do torneio mais importante do futebol europeu sem chegar nem mesmo à final. Baseando-se nas últimas edições da Champions, o resultado desta terça-feira não representa muita coisa. Nas seis temporadas anteriores os merengues também começaram a competição ganhando. 

Real e Galatasaray voltam a campo pela Champions no dia 2 de outubro, os espanhóis contra o Copenhagen, em casa e os turcos contra a Juventus, na Itália. Também nesta terça, na Dinamarca, Copenhagen e Juventus empataram por 1 a 1.

No próximo domingo, o Real recebe o Getafe pelo Campeonato Espanhol, para tentar alcançar Barcelona e Atlético de Madrid, na ponta, com 12 pontos, dois a mais que o time de Madri. O Galatasaray faz clássico com o Besiktas, líder do Campeonato Turco, fora de casa. O Galatasaray é o sétimo colocado da liga com seis pontos em quatro jogos, mesmo número de partidas e seis pontos a menos que o Besiktas.
O Real Madrid sofreu uma baixa importante logo no início da partida. Baixa mais simbólica do que técnica. Casillas, ídolo do time, mas fora do time titular havia oito meses por uma lesão na mão esquerda e por problemas de relacionamento com o ex-técnico do Real, José Mourinho, teve que deixar o campo em seu retorno após chocar o lado esquerdo das costelas com o companheiro Sergio Ramos.

Diego López reassumiu sua vaga e foi bem. O goleiro salvou o gol dos donos da casa aos 29 minutos espalmando cabeçada do brasileiro Felipe Melo. O Galatasaray era melhor na partida, mas os espanhóis saíram na frente em uma jogada genial de duas de suas estrelas.

Aos 33, Di Maria fez belo lançamento de trás do meio-de campo, e o jovem Isco, contratado nesta temporada do Málaga, dominou com perfeição entre dois marcadores antes de tocar no canto direito do uruguaio Muslera. O goleiro do Galatasaray ainda impediu o segundo em chute cruzado de Cristiano Ronaldo dentro da área pouco antes do intervalo.

Na volta para a etapa final, Yilmaz ainda desperdiçou boa chance de empatar ao cabecear bola com liberdade para fora, pouco antes de os visitantes ampliarem. Aos nove minutos, Felipe Melo recuou de cabeça e pegou a defesa desprevenida. Benzema saiu cara a cara e chutou na saída de Muslera. Sete minutos depois, Di Maria cruzou da direita, Isco tocou para o meio, e Cristiano Ronaldo tocou para a rede.

O português contou com a sorte quando fez 4 a 0 na pequena área após rebote de falta. Ronaldo também soube servir e cruzou na medida aos 36 para Benzema marcar. O gol de honra do Galatasaray saiu aos 39, com Bulut, desviando cruzamento da direita. Ronaldo fez o sexto, um golaço, nos acréscimos.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Se Brasileiro fosse um 'Rio-SP', São Paulo seria líder


Se o Campeonato Brasileiro tivesse apenas partidas entres os clubes de São Paulo contra os do Rio de Janeiro, o São Paulo dividiria a liderança com o Botafogo (em pontos, mas com um saldo de gols maior), melhor time do eixo na classificação real da competição.

O time alvinegro carioca é o vice-líder do Brasileiro, com 42 pontos em 21 jogos. Já o clube tricolor paulista acabou de sair da zona de rebaixamento, mas, mesmo assim, ocupa apenas a 16ª colocação, com 24 pontos conquistados.

As duas equipes, porém, somam 11 pontos no "Rio x São Paulo" com os melhores aproveitamentos. Ambos têm cinco partidas contra os rivais do outro estado (só contando os grandes), com três vitórias e dois empates. A classificação não leva em conta os jogos entre dois times paulistas, nem entre equipes cariocas.
Contra cariocas, o São Paulo tem um aproveitamento de 73%, performance que se repetida em toda competição colocaria o clube do Morumbi na liderança. Diante das demais equipes, o desepenho são-paulino despenca para 27%.

Já o Fluminense, atual campeão brasileiro, hoje estaria "rebaixado", com apenas um ponto somado depois de um empate e duas derrotas.

Veja a classificação do "Campeonato Rio x São Paulo": 

1 -  São Paulo: 11 pontos
2 x 1 Fluminense
5 x 1 Vasco
2 x 0 Vasco
0 x 0 Botafogo
0 x 0 Flamengo

1 - Botafogo: 11 pontos
1 x 0 Corinthians
2 x 1 Santos
2 x 1 Santos
0 x 0 São Paulo
1 x 1 Corinthians

3 - Corinthians: 6 pontos
4 x 0 Flamengo
1 x 1 Botafogo
1 x 1 Vasco
0 x 0 Fluminense

4 - Flamengo: 5 pontos
2 x 1 Santos
0 x 0 São Paulo
0 x 0 Santos
0 x 4 Corinthians

4 - Santos: 5 pontos
2 x 0 Fluminense
1 x 1 Vasco
0 x 0 Flamengo
1 x 2 Botafogo
1 x 2 Botafogo
1 x 2 Flamengo

6 - Vasco: 2 pontos
1 x 1 Corinthians
1 x 1 Santos
0 x 2 São Paulo
1 x 5 São Paulo

7 - Fluminense: 1 ponto
0 x 0 Corinthians
0 x 2 Santos
1 x 2 São Paulo

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domingo, 15 de setembro de 2013

Alex marca golaço no fim e salva Coritiba de derrota para o Bahia

Alex novamente apareceu para salvar o Coritiba em uma partida do Campeonato Brasileiro. Com um gol de puxeta do camisa 10 nos acréscimos da partida, o clube alvinegro empatou por 2 a 2 com o Bahia, no Couto Pereira, e evitou o segundo revés seguido na Série A.
A equipe baiana abriu o placar aos 19 minutos da primeira etapa, com Wallyson, que aproveitou vacilo da defesa para receber na área e bater para o fundo das redes. Depois do intervalo, aos oito minutos, William Barbio passou pela defesa para chutar e fazer o segundo.
O Coritiba, entretanto, reagiu. Júlio César, aos 19 minutos, subiu com Titi na área e contou com gol contra para descontar. Alex, aos 48 minutos, com um golaço de puxeta, deixou tudo igual.
Na próxima rodada, o Coritiba enfrenta o Goiás, quarta-feira, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Já o Bahia o volta a campo na quinta-feira, quando recebe o Internacional, na Fonte Nova, em Salvador.
O jogoA equipe alviverde tentava impor seu ritmo desde o apito inicial, mas enfrentava uma marcação forte por parte do tricolor. Aos quatro minutos, Diogo abriu espaço e arriscou o chute, fácil para Marcelo Lomba, que segurou com tranquilidade. Como já está se tornado rotina no Coxa, aos 10 minutos, Uelliton sentiu uma lesão muscular e foi substituído pelo argentino Bottinelli.
Alex teve a primeira oportunidade para aparecer na partida, aos 15 minutos, em cobrança de falta que a defesa baiana afastou sem maiores problemas. Porém, a resposta foi fatal. Em sua primeira chegada ao ataque, aos 19 minutos, o Bahia abriu o placar, com Wallyson, que aproveitou cruzamento de William Barbio e falha de Vinícius na área para bater para o fundo das redes.
O jejum do Bahia de quatro jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro chegou ao fim na tarde deste domingo. O encerramento da incômoda situação teve como palco o Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Mesmo atuando fora de casa, a equipe do técnico Cristóvão Borges derrotou o Coritiba pelo placar de 2 a 1, com grande atuação de William Barbio, e se reabilitou na competição.
Pressionado e ouvindo o coro de ‘burro' da torcida, o técnico Marquinhos Santos sacou Diogo para a entrada de Iberbia. Aos 28 minutos, William, na cara do gol, se marcação, chutou pela linha de fundo e perdeu grande chance para ampliar. Bottinelli não ficou atrás e perdeu gol em condições semelhantes, aos 35 minutos. Aos 45 minutos, Júlio César cobrou falta e Lomba defendeu em dois tempos.
Para a etapa final, o Bahia voltou com Fahel no lugar de Angulo. Aos cinco minutos, Gil arriscou de longe e Lomba teve trabalho para segura. Mas, aos oito minutos, William Barbio tirou Chico da jogada e ficou com espaço aberto para chutar e fazer o segundo gol. Ironicamente, a torcida coxa-branca comemorou o lance. Aos 12 minutos, Alex cobrou falta no canto do goleiro e a bola passou raspando a trave.
O Coritiba errava demais, especialmente na última bola, e sequer conseguia descontar no placar. Aos 16 minutos, Júlio César deixou Vinícius de frente para o crime, o jogador conseguiu bater para fora. Até que, aos 19 minutos, Júlio César, que sofria pressão da torcida, subiu com Titi e aproveitou cruzamento para testar e marcar.
O time alviverde tentava pressionar para pelo menos buscar um ponto. Aos 29 minutos, Robinho cobrou falta no meio da área e Lucas Fonseca afastou o perigo. Aos 37 minutos, Wallyson se atrapalhou com a bola, entregou para Chico, que desviou para defesa de Lomba. Confusão na entrada da área baiana, aos 44 minutos, a bola sobrou com Alex e o chute saiu fraco. Aos 48 minutos, com uma bela virada na área, Alex salvou mais uma vez o Coxa.
FICHA TÉCNICA
CORITIBA 2 X 2 BAHIA
Local: Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 15 de setembro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sa (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Jackson L Massarra dos Santos (RJ)
Cartões amarelos:Júlio César, Robinho, Vitor Junior (Coritiba); Titi (Bahia)
Gols:
CORITIBA: Júlio César, aos 19 minutos e Alex, aos 48 minutos do segundo tempo
BAHIA: Wallyson, aos 19 minutos do primeiro tempo e William Barbio, aos 07 minutos do segundo tempo
CORITIBA: Vanderlei; Vinícius (Jânio), Luccas Claro, Chico e Diogo (Iberbia); Gil, Uelliton (Bottinelli), Robinho e Alex; Vitor Júnior e Julio César
Técnico:Marquinhos Santos
BAHIA: Marcelo Lomba; Ângulo (Fahel), Lucas Fonseca, Titi e Raul; Fabrício Lusa, Hélder, Feijão e William Barbio; Wallyson e Obina (Souza)
Técnico: Cristóvão Borges

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Flamengo arranca empate com a Ponte no fim e segue na briga contra o Z4

O Flamengo sonhava em chegar pela primeira vez no campeonato a duas vitórias seguidas.
Não foi possível. Mesmo assim, não dá para dizer que o saldo tenha sido negativo para o time rubro-negro. Mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Samir no início do segundo tempo, a equipe conseguiu reagir e arrancou empate em 1 a 1 com a Ponte Preta neste domingo, no Moisés Lucarelli. O veterano André Santos foi o responsável por assegurar o ponto fora de casa. O lateral Artur havia aberto o placar para os donos da casa.
Na briga contra o rebaixamento, a Macaca pode dizer que rompeu a sequência de sete derrotas consecutivas no campeonato. O clube trabalha com dez vitórias nos 18 compromissos restantes para se salvar da Série B.
Com o resultado no interior de São Paulo, a Ponte alcança 16 pontos e segue na vice-lanterna, à frente apenas do Náutico, que vem sete atrás. O Flamengo fica com 26, na 12ª posição, e não pode vacilar na briga para fugir da zona da degola.
O duelo marcou o reencontro entre Jorginho e o time da Gávea. O tetracampeão mundial comandou a equipe rubro-negra nas quatro primeiras rodadas - dois empates e duas derrotas - e foi demitido após perder para o Náutico por 1 a 0, no dia 6 de junho. Ele não sabe o que é vitória em suas cinco primeiras partidas no Moisés Lucarelli.
Para incentivar ainda mais o time, a diretoria campineira fez promoção nos ingressos e pôs o preço a no máximo R$ 5.
Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Atlético-PR no Maracanã, na quinta-feira. A sensação do campeonato tenta se recuperar após perder a invencibilidade de 13 jogos e vem de três partidas sem vencer. A Ponte segue dentro de casa e tem parada difícil diante do Corinthians na quarta-feira.
O jogo - Ao todo, Mano Menezes teve quatro desfalques para enfrentar a Ponte Preta neste domingo. O goleiro Felipe, com dores no tornozelo, Chicão e Leonardo Moura, também com problemas físicos, e Elias, suspenso, ficaram todos de fora no Moisés Lucarelli.
O ex-comandante da seleção carregava, ainda assim, a expectativa de poder aumentar o calvário alvinegro e chegar pela primeira vez no campeonato a duas vitórias seguidas.
A sequência representaria um alívio para o treinador, que, em mais de três meses na Gávea, não conseguiu a perseguida folga na tabela para se livrar da ameaça de rebaixamento e segue em busca de um padrão de jogo. A nota positiva é que ao menos Carlos Eduardo, principal reforço do time na temporada, começou a dar mostras de reação nas últimas rodadas.
Mesmo atravessando melhor momento, o rubro-negro carioca tomou sufoco no primeiro tempo, sobretudo, nas bolas de longa distância.
Aos 12 minutos, o ex-vascaíno Felipe Bastos bateu falta com efeito e tirou tinta da trave de Paulo Victor. Em seguida, o veterano Adrianinho resolveu arriscar da intermediária e forçou o reserva do Fla a mais uma vez se esticar para empurrar para escanteio.
Só dava a Ponte em campo. Depois de cobrança de escanteio, Baraka desviou no primeiro pau e viu a bola cruzar toda a área, levando perigo aos cariocas. Chiquinho também atirou de longe e passou perto. A resposta dos comandados de Mano veio somente aos 41 minutos, em cobrança de falta de João Paulo que subiu demais.
Na volta dos vestiários, o Flamengo veio com outra atitude, trocando passes e invadindo mais o campo da Macaca. Hernanes teve boa chance após excelente combinação com João Paulo e chute à esquerda do goleiro Roberto.
Quando a equipe crescia no jogo, o garoto Samir deu uma ducha de água fria e foi expulso aos 19 minutos ao receber o segundo cartão amarelo por falta violenta em Willian quando o centroavante tentava arrancar no meio-campo.
Ficou ainda pior aos 22: Willian, novamente, carregou a bola, tocou para Chiquinho, que inverteu para a direita e encontrou Artur entrando sozinho. O lateral-direito dominou e afundou o pé para mandar no ângulo e fazer 1 a 0 para a Ponte.
O Flamengo não se deixou abalar pela desvantagem numérica e seguiu pressionando os donos da casa. Em cruzamento de Rafinha, Paulinho correu em diagonal para o meio da área e, não fosse pelo corte providencial de César, poderia ter igualado o placar.
O empate veio aos 42 minutos. André Santos recebeu bola na linha de fundo e cortou para dentro para bater firme. O arremate desviou em dois atletas e traiu Roberto, que saía para o outro lado. 1 a 1 no Moisés Lucarelli.
O zagueiro César, da Ponte, ainda foi expulso nos acréscimos da etapa complementar por entrada criminosa.
FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 1 X 1 FLAMENGO
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Data: 15 de setembro de 2013 (domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Marcio Eustaquio Santiago (MG) e Neuza Ines Back (SC)
Cartão Amarelo: Felipe Bastos(PP); Samir(Fla)
Cartão Vermelho: César (PP) e Samir(Fla)
Gols:
PONTE PRETA: Artur aos 22 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: André Santos, aos 42 minutos do segundo tempo
PONTE PRETA: Roberto, Artur, César, Ferron e Uendel; Baraka, Fellipe Bastos(Fernando Bob) e Adrianinho(Luis Ramirez); Adaílton(Rildo), Chiquinho e William
Técnico: Jorginho
FLAMENGO: Paulo Victor; Paulinho, Wallace, Samir e André Santos; Diego Silva(João Paulo), Cáceres, Luiz Antonio, Gabriel(Rafinha) e Carlos Eduardo; Hernane(Marcos González)
Técnico: Mano Menezes

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São Paulo vence segunda com Muricy, deixa Z-4 após nove rodadas e 'afunda' Vasco

No segundo jogo desde a volta de Muricy Ramalho, o São Paulo venceu o Vasco por 2 a 0, em São Januário, e segue 100% sob o comando do treinador. A fórmula foi uma velha conhecida: a bola parada, mais especificamente os escanteios cobrados por Jadson, que encontraram as cabeças de Rodrigo Caio e Antônio Carlos, o segundo contando com a falha do goleiro Diogo Silva.
Com o resultado, o Tricolor deixou a zona de rebaixamento após nove rodadas nas quatro piores colocações do Campeonato Brasileiro. O time hoje é o 15º colocado, com 24 pontos conquistados. O próximo compromisso é a partida contra o Atlético-MG, às 21h50 (de Brasília) da próxima quarta-feira, no Morumbi.
Quem assumiu o lugar do São Paulo na zona de rebaixamento foi, justamente, o Vasco, que agora ocupa a 17ª colocação, com 24 pontos. Após um bom início com o técnico Dorival Júnior, o Cruzmaltino já soma três jogos sem vitória. O próximo compromisso é a partida contra o Vitória, às 19h30 desta quarta, novamente em São Januário.
O jogo
Muricy Ramalho voltou ao São Paulo, e com ele a forte marcação que levou o Tricolor paulista à conquista do tricampeonato brasileiro entre 2006 e 2008. O resultado foi um primeiro tempo de poucas oportunidades, e com preponderância de lances de bola parada.
E foi exatamente assim que o São Paulo inaugurou o marcador em São Januário. Após levar alguns sustos em lances de efeito do jovem meia-atacante Marlone, o Tricolor teve cobrança de escanteio pela esquerda. Jadson cobrou fechado, e Rodrigo Caio subiu para cabecear no ângulo direito de Diogo Silva, sem defesa.
Veio o intervalo, e o técnico Dorival Júnior, precisando da vitória, substituiu o volante Abuda e o atacante Willie pelo meia Dakson e pelo atacante Reginaldo.
Na volta dos vestiários, mais lances de bola parada. Logo no primeiro minuto, Jadson cobrou novo escanteio pela esquerda e encontrou Antônio Carlos, que quase surpreendeu Diogo Silva.
O Vasco respondeu na mesma moeda, e quase empatou em cabeçada de Dakson. No minuto seguinte, Juninho serviu Reginaldo, que finalizou para boa defesa de Rogério Ceni, com os pés.
O Vasco cresceu, e voltou a criar chances com Marlone e Juninho, de falta. Mas o São Paulo deu o golpe mais duro, e ampliou o marcador justo quando parecia que podia se perder no jogo. A fórmula? Mais uma vez, o escanteio cobrado por Jadson, que encontrou Antônio Carlos após saída em falso de Diogo Silva para fazer 2 a 0.
O Vasco partiu para cima nos minutos finais e tentou com Tenorio e Juninho, mas não foi capaz de furar a defesa do São Paulo, agora ainda mais fechada para garantir a vitória. O Tricolor, por sua vez, ainda criou com Aloísio, em contra-ataque.
No fim das contas, ficou por isso: 2 a 0 São Paulo, que segue 100% e parece estar se encontrando com o técnico Muricy Ramalho. O Vasco, por sua vez, acende de vez o sinal amarelo, e busca uma reação imediata para evitar uma luta contra o rebaixamento que parecia uma realidade distante há algumas rodadas.


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sábado, 14 de setembro de 2013

Valdivia sai do jogo de olho roxo: 'Se dou cotovelada, STJD aparece'


Alan Kardec foi expulso após levar um carrinho com os dois pés altos, empurrão e pisão quando estava no chão do goleiro Matheus e uma cusparada de Willians, mas quem saiu irritado do jogo com o América-MG foi Valdivia. Com olho roxo e boca inchada, o meia, que já foi punido neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), cobrou rigor também aos adversários.

"Quando sou eu que recebo cotovelada, ninguém fala nada, passa despercebido. Quando eu dou, STJD aparece, alguns setores da imprensa ficam falando... A prova do que recebi hoje está aqui. Fazer o quê? Quando sou eu não tem problema", chiou o chileno, que caminhou aos vestiários colocando gelo no olho esquerdo e nos lábios.

O camisa 10 disse ter recebido uma cotovelada que o árbitro Claudio Mercante Junior, da Federação Pernambucana de Futebol, não viu. Mas o jogador fez questão de mostrar que estava com o olho esquerdo bem fechado e a boca inchada, relatando como foi prejudicado em choque neste sábado. "O que não pode é falar que foi sem querer. É muito fácil bater e depois falar que foi sem querer. E prefiro não falar do juiz, porque depois eu sou punido pelo STJD."
Gazeta Press
Valdivia reclama com o árbitro: jogo teve polêmica e até cusparada
Valdivia reclama com o árbitro: jogo teve polêmica e até cusparada
O desabafo do jogador mais caro do elenco palmeirense tem como origem a mais recente punição que ele recebeu. Valdivia disse ter pedido para levar o terceiro amarelo em jogo contra o Paraná, para ficar suspenso de partida na qual já seria desfalque por estar com a seleção chilena. Por conta de seu ato, o STJD lhe impôs gancho de duas rodadas na Série B, que também não fez diferença porque ele estava com o Chile de novo.

Em relação ao árbitro deste sábado, o camisa 10 se irritou com o lance que gerou a maior confusão do jogo: Márcio Araújo recebeu falta, pediu pênalti, apesar da dúvida se ela ocorrer dentro ou fora da área, e, na sequência, Alan Kardec se desentendeu com o goleiro Matheus, com ambos sendo expulsos.

"Quando você faz uma tabela e o adversário fica na sua frente, ele está te impedindo de avançar. É pênalti. Mas ele falou que deu vantagem. Como, se a bola ficou com eles?", indignou-se o chileno, que não viu o cuspe de Willians no centroavante, que recebeu também um carrinho com os dois pés altos, um empurrão e um pisão do goleiro Matheus quando já estava no chão, o que iniciou o entrevero que envolveu até reservas dos dois times.

"Falei para o juiz que é muito fácil. Lá fora, quando dá problema, o juiz costuma conversar. Mas aqui é mais simples dar vermelho para os dois. Tem que ter mais consciência disso, mas é mais simples dar vermelho para todos", reclamou.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Inter frustra mais uma vez a torcida e fica no empate com o Vitória

O Inter tem uma folha salarial de aproximadamente R$ 9 milhões, craques de países vizinhos e uma comissão técnica de seleção. Entre os seus torcedores, não resta dúvida: o time pode mais.
Depois de uma fraca campanha dentro de casa no primeiro turno, quando igualou praticamente o seu pior desempenho desde 2006, a equipe levou um susto, chegou a se recuperar, mas começou o returno do Brasileiro com um frustrante empate em 2 a 2 com o Vitória. O paraguaio Luis Cáceres abriu o placar nos minutos iniciais para os baianos e viu o argentino Andrés D'Alessandro marcar duas vezes para virar a partida ainda na etapa inicial. Cáceres mais uma vez deixou tudo igual no segundo tempo.
O prejuízo poderia ter sido maior para os comandados de Dunga. Logo após o gol de Cáceres no final do jogo, Renato Cajá fez bela jogada na entrada da área e quase colocou os visitantes novamente à frente. Na sequência, os donos da casa voltaram a pressionar sem maior perigo.
Com a ausência do Beira Rio como principal desculpa pelo desempenho do clube no campeonato, o Inter tem decepcionado até aqui no estádio do Vale, em Novo Hamburgo. Nos cinco confrontos anteriores, ganhou somente uma vez, empatou três e perdeu uma.
O Vitória, que vinha de cinco reveses no torneio, se dá por contente com o ponto conseguido fora de casa. Os baianos venceram somente uma partida longe de Salvador, na segunda rodada, diante do Náutico, na Arena Pernambuco.
O recém-chegado Ney Franco ainda está atrás de seu primeiro triunfo com a equipe do Barradão. Ele teve de superar uma série de desfalques nesta quarta-feira para escalar o seu time no interior gaúcho - dentre outros, ficaram de fora Maxi Biancucchi, com dores musculares, o argentino Escudero, suspenso, e o goleiro Deola, lesionado. Fabrício, que ficou de fora por cartão vermelho, e Forlán, servindo a seleção uruguaia, foram as baixas de Dunga.
Com o resultado em Novo Hamburgo, o Inter segue na quinta posição, com 31 pontos, e fica a quatro de entrar no G4. O Vitória, que já brigou na parte de cima, se encontra na parte intermediária da tabela, com 24 pontos, na 13ª colocação.
O rubro-negro baiano recebe na próxima rodada o lanteninha Náutico, no Barradão, no domingo. O colorado segue com a sua maratona e viaja para enfrentar o Criciúma no estádio Heriberto Hülse, no mesmo dia.
O jogo - Mesmo desgastado pela forte sequência de jogos - jogou terça diante do Santos, o Inter partiu para cima do Vitória nos primeiros minutos, com boas chegadas de Leandro Damião e Otávio. No entanto, o time gaúcho sofreu um duro golpe logo aos oito minutos. Após receber bom lançamento de Ayrton, Cáceres entrou livre e encobriu Alisson, fazendo um golaço para abrir o placar no estádio do Vale.
Enquanto o colorado encontrava dificuldades para furar a defesa baiana, o Vitória esbanjava perigo nos contragolpes. Num deles, Marquinhos cruzou e Kleber chegou para salvar o time da casa. Aos 17, uma grande chance com Renato Cajá, que entortou Ygor, invadiu a área e chutou para espalmada providencial de Alisson. O Inter enfim levou perigo aos 21: Otávio fez boa jogada pela esquerda e chutou para boa defesa de Wilson.
D'Alessandro, então, entrou em ação. Aos 26, argentino cobrou falta com perfeição e decretou o 1 a 1. Dois minutos depois, Leandro Damião escapou pela direita e cruzou para a chegada de D'Ale, que girou, bateu no cantinho e virou o jogo. Foi o sétimo gol do argentino, que marcou os últimos quatro gols colorados no Brasileirão.
Assustado, o Vitória sentiu o golpe e só chegou de novo com perigo aos 35, em cabeçada de Dinei bem defendida por Alisson. Aos 41, grande chance: Cáceres recebeu na área, matou no peito e emendou um sem pulo que raspou o poste, quase marcando o seu segundo golaço no jogo. Na jogada seguinte, o goleiro colorado se atrapalhou e quase entregou o ouro para Renato Cajá. O Inter deu o troco aos 44, em chute de Leandro Damião que raspou a trave.
No segundo tempo, foi o Inter que tomou a iniciativa. Aos três minutos, Scocco fez boa jogada e cruzou, mas Victor Ramos salvou o Vitória. Aos seis, foi Josimar quem chegou com perigo, mandando de primeira por cima do gol. A partida, porém, seguiu equilibrada, e aos poucos o time baiano foi se soltando em busca do empate. Aos 19, Marquinhos levou perigo em chute da entrada da área.
Pouco depois, o Inter perdeu o goleiro Alisson, lesionado, e Muriel entrou em seu lugar. Aos 27, quatro minutos depois de entrar em campo, o novo goleiro do Inter já sofreu gol: a zaga colorada afastou cruzamento feito para a área nos pés de Cáceres, que mandou de primeira e fez seu segundo golaço da noite: 2 a 2.
Mesmo cansado pela forte sequência de jogos dos últimos dias, o Internacional ainda teve fôlego para chegar ao ataque nos minutos finais. Aos 40, após boa troca de passes, Otávio deu de peito e Scocco girou mandando por cima.
No minuto seguinte, Alex raspou o travessão em belo chute de fora da área. Aos 42, Felipe Lima respondeu para o Vitória: entrou livre pela direita e perdeu grande chance, chutando para fora na saída de Muriel. Alex ainda obrigou Wilson a uma boa defesa aos 47, mas o jogo acabou mesmo no 2 a 2.
FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 x 2 VITÓRIA
Local: Estádio do Vale, em Novo Hamburgo (RS)
Data: 12 de setembro de 2013, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: André Luiz Freitas Castro (GO)
Assistentes: Janette Mara Arcanjo (MG) e João Patrício de Araújo (GO)
Público: 4.456 pagantes
Renda: R$ 119.360,00
Cartões amarelos: Índio e Gabriel (Internacional); Michel (Vitória)
Gols:
INTERNACIONAL: D'Alessandro, aos 26 e aos 28 minutos do primeiro tempo
VITÓRIA: Cáceres, aos oito minutos do primeiro tempo e aos 27 minutos do segundo tempo
INTERNACIONAL: Alisson (Muriel); Gabriel, Índio, Juan e Kleber; Ygor (Josimar), Willians, Otávio e D'Alessandro; Scocco e Leandro Damião (Alex)
Técnico: Dunga
VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Michel, Neto Coruja (Felipe Lima), Cáceres e Renato Cajá; Marquinhos e Dinei
Técnico: Ney Franco

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3x Jô: Atacante faz hat-trick em 17 minutos, e Atlético-MG atropela o Coritiba


17 minutos. Tempo suficiente para marcar três gols e liquidar uma partida. Duvida? Então pergunte a Jô. O atacante iniciou, ampliou e sacramentou a vitória do Atlético-MG por 3 a 0 sobre o Coritiba, nesta quinta-feira, no Independência, em 17 minutos.
O primeiro saiu aos 22 da primeira etapa. Fernandinho fez jogada individual e cruzou rasteiro. Jô, então, abriu o placar. Três minutos mais tarde, para os mais desatentos, o lance parecia replay. Mas não era. Lançamento de Ronaldinho Gaúcho, cruzamento rasteiro de Fernandinho e...gol de Jô.
Já no final do primeiro tempo, aos 39, desta vez foi o próprio Jô que recebeu lançamento, viu Vanderlei adiantado e simplesmente encobriu o goleiro do time paranaense. Nada mal para quem, 48 horas antes, esteve em campo com a camisa da seleção brasileira em Boston (Estados Unidos) e até fez gol na vitória sobre Portugal.
A "noite mágica" de Jô rendeu ao Atlético seis posições, agora é o décimo na tabela, com 25 pontos. Já o Coritiba, que nada pôde fazer para conter o atacante, permanece em oitavo, mas estaciona nos 28 pontos.
Depois de 69 minutos, aos 24 da etapa final, Jô deixou o campo para o lugar de Alecsandro. Sem problemas. Afinal, é melhor poupar o atacante para que, quem sabe, ele volte a se inspirar no próximo domingo, quando o Atlético-MG vai até Porto Alegre enfrentar o Grêmio. Já o Coritiba joga no mesmo dia, recebendo o Bahia, no estádio Couto Pereira.
O jogo
Atuando em casa e precisando da vitória para deixar a zona de rebaixamento, o Atlético-MG iniciou o duelo contra o Coritiba com uma postura bastante agressiva, em busca do gol. Fernandinho e Luan foram bastante acionados pelos lados do campo, com Jô centralizado e Ronaldinho organizando o meio-campo.
Este foi o desenho tático do Atlético-MG e foi responsável pelas principais jogadas ofensivas do time mineiro. Já o Coritiba se preocupou em primeiro lugar em não sofrer o gol, com isso, as linhas de marcação se apresentaram bem compactadas, reduzindo os espaços da equipe mineira. O contra-ataque foi a estratégia usada para tentar surpreender os donos da casa.
Isso quase aconteceu aos dez minutos, quando o time paranaense encaixou uma boa jogada com Robinho, que deu assistência para Bill, que finalizou no canto de Victor, que fez grande defesa, evitando a abertura do marcador. Apesar desta chance, foi o Atlético-MG que criou as melhores chances de gol, dominando a posse de bola usando os lados do campo.
O grande problema do Atlético-MG foi o excesso de passes errados, que resultou na diminuição do poder ofensivo. Já o Coritiba sentiu as ausências de jogadores importantes, caso principalmente do maestro Alex, que foi poupado do duelo no Horto. Sem o craque, os visitantes não tiveram inspiração, assistindo passivamente o domínio alvinegro.
A insistência do Atlético-MG foi premiada aos 23, quando melhorou o passe e Fernandinho arrancou pela esquerda e cruzou na medida para o avante Jô, que balançou a rede no Independência, desencantando no Brasileiro. Inspirado pela passagem na seleção brasileira, Jô voltou a brilhar dois minutos depois, aproveitando mais uma bela jogada de Fernandinho e fuzilando o goleiro Vanderlei para dilatar o placar e levar a torcida à loucura no Horto.
Iluminado, Jô queria mostrar todo seu repertório, e aos 39, voltou a deixar sua marca, marcando o terceiro gol dele e do Atlético-MG na partida. Marcos Rocha acertou lançamento preciso para o matador alvinegro, que usou a categoria para tocar por cobertura, na saída do goleiro do time paranaense, praticamente liquidando a fatura no primeiro tempo.
Apesar da boa vantagem obtida nos 45 minutos iniciais, o Atlético-MG não quis saber de acomodação, e continuou com as rédeas da partida na etapa final. Aos poucos, o Atlético-MG foi diminuindo o ritmo intenso imprimido durante todo o tempo, mas nem assim, o Coritiba conseguiu criar grandes oportunidades contra o goleiro Victor.
Desgastado com os jogos defendendo o Brasil, Jô foi substituído na parte final do jogo por Alecsandro. O avante deixou o campo ovacionado pela torcida. Com seu principal atacante fora do jogo, os atleticanos passaram a controlar o jogo, mas criando chances de ampliar que não foram aproveitadas.
FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 3 X 0 CORITIBA


Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 12 de setembro de 2013 (quinta-feira)
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e José Antônio Chaves Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: Pierre, Fernandinho, Josué, Neto Berola e Alecsandro (Atlético-MG); Willian, Escudero e Lincoln (Coritiba)
Gols: 
ATLÉTICO-MG: Jô, aos 22, aos 25 e aos 39 minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre, Josué, Ronaldinho e Luan (Dátolo); Fernandinho (Neto Berola) e Jô (Alecsandro)
Técnico: Cuca

CORITIBA: Vanderlei; Vinícius (Gil), Luccas Claro, Chico e Escudero; Willian, Uelliton, Robinho e Lincoln; Vitor Júnior (Zé Rafael) e Bill (Jânio)
Técnico: Marquinhos Santos

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Em casa, Flamengo bate 'cansado' Santos e salta cinco posições na tabela


Flamengo e Santos estrearam no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2013 com objetivos diferentes. Com 28 pontos, o time visitante mirava o G4. E os mandantes, com apenas 22, buscavam fugir da zona de rebaixamento. Melhor para o Flamengo, que venceu por 2 a 1, chegou aos 25 pontos e ganhou fôlego na tabela. Agora, o time está em 11o lugar. Já o Santos permaneceu com os mesmos 28 pontos e é o oitavo. 
Em uma verdadeira maratona de três jogos em menos de uma semana, o técnico Claudinei Oliveira manteve apenas cinco jogadores do time que vencera o Internacional na última terça-feira: Aranha, Cicinho, Gustavo Henrique, Alison, Cícero e Thiago Ribeiro. Com fôlego renovado.
No Flamengo, Mano Menezes voltou a modificar o time e barrou Luiz Antonio e Rafinha, em relação à equipe que perdeu para o Cruzeiro no último domingo. Paulinho e Carlos Eduardo assumiram as vagas de titulares.
O duelo no Maracanã também ficou marcado como o reencontro entre o meia Renato Abreu e a torcida do Flamengo. Uma torcida organizada chegou a levar uma faixa com os dizeres: 'Obrigado, Renato'. Demitido do clube no dia 17 de junho, ele agradeceu ao carinho da torcida.
Na próxima rodada, o Flamengo vai até Campinas enfrentar a Ponte Preta, enquanto o Santos recebe o Botafogo na Vila Belmiro.
O jogo
A partida do Maracanã começou de forma bem truncada, com os times estudando um ao outro. Em casa, coube ao Flamengo tomar a iniciativa e agredir o adversário. Aos sete minutos, Elias achou Gabriel entre a zaga santista, mas o camisa 10 rubro-negro se enrolou com a bola e chutou para fora. Aos 11 minutos, pelo lado direito, Paulinho foi rápido, invadiu a área, deu um corte seco em Durval e, de frente para Aranha, bateu forte por cima do ângulo esquerdo.
Apesar da ótima chance perdida, a torcida do Flamengo acordou e passou a apoiar o time com maior barulho. O Santos, retraído, apenas tentou um chute com Renê Júnior, que passou bem acima do gol, aos 14 minutos. Com a superioridade na partida, não tardou ao Flamengo abrir o placar. Aos 19 minutos, Léo Moura avançou pela direita, tocou para Hernane, no meio da área. O Brocador tentou dar mais de um toque na bola e até driblou Aranha, mas perdeu o domínio. Na sobra, Léo Moura bateu para o gol vazio e fez o Maracanã ecoar o grito de gol. 1 a 0.
Ao Santos não coube outra alternativa a não ser tentar o ataque. Aos 24 minutos, Cícero, o jogador mais lúcido do time, avançou pelo lado direito e, na área, bateu forte, de direita, por cima do gol de Paulo Victor. Aos 31 minutos, Thiago Ribeiro fez boa jogada pelo lado esquerdo, driblou Wallace com facilidade, mas acabou travado na hora do chute por Gabriel.
Com maior posse de bola, o Flamengo tentava ampliar o placar diante dos gritos de Mano Menezes na área técnica. E quase conseguiu aos 41 minutos, quando Cáceres foi para o lado esquerdo, driblou um adversário e cruzou rasteiro. Hernane tentou de letra e furou. Paulinho tentou chegar e não conseguiu. E o primeiro tempo terminou com uma cobrança de falta de Renato Abreu na arquibancada. Ironicamente, a torcida gritou seu nome. Ainda assim, o meia agradeceu.
No segundo tempo, os times voltaram sem alterações. O Flamengo continuou com mais posse, mas pecava tecnicamente. Até que aos dez minutos, em bola roubada, Paulinho avançou pela direita e lançou Carlos Eduardo. O meia-atacante, muito xingado pela arquibancada, cruzou na medida para Hernane, com um toque só, escorar para o gol. Flamengo 2 a 0. E o Brocador, com o sexto gol na competição, pediu aos torcedores carinho com Carlos Eduardo. Não deu nem tempo.
Logo na saída de bola, o Santos rumou ao ataque e contou com uma ajuda rubro-negra. Everton Costa, até então desaparecido, deu um corte para o lado direito na grande área e foi derrubado por um carrinho de Samir. Pênalti claro que Cícero converteu no canto esquerdo de Paulo Victor aos 12 minutos. 2 a 1.
Com o time cansado pela maratona, Claudinei Oliveira fez duas substituições. Saíram de campo Everton Costa e Alison para as entradas de Willian José e Gabriel, dois atacantes. O Santos passou a pressionar mais o Flamengo no campo adversário. Mas desta forma abria espaços para contra-ataques. Puxados por Paulinho e Carlos Eduardo, no entanto, eles paravam nos pés adversários.
Mano, então, foi obrigado a mexer. Com dores na coxa esquerda, Léo Moura, principal opção ofensiva do time no jogo, acabou sacado para a entrada de Luiz Antonio. Aos 36 minutos, Thiago Ribeiro chutou de fora da área, a bola quicou e quase enganou Paulo Victor, mas acabou do lado de fora. Aos 38 minutos, uma chance incrível. Hernane tocou para Carlos Eduardo na grande área. O camisa 20 deu um chapeu no adversário e tocou para Paulinho. De frente para o goleiro, o atacante bateu para fora e deixou desesperados os torcedores na arquibancada.
Aos 46 minutos, Luiz Antonio cobrou falta com perigo e Aranha espalmou para escanteio. Mas os rubro-negros desejavam apenas o fim dos acréscimos. Enfim, Sandro Meira Ricci apitou. 
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2X1 SANTOS
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 12 de setembro de 2013
Horário: 21 horas
Árbitro: Sandro Meira Ricci (PE)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Carlos Eduardo, Cáceres e Elias (FLA) e Gabriel (SAN)
Renda e público: R$ 669.520,00 / 16.203 pagantes / 20.780 / 1.552 cadeiras cativas /2.799 gratuidades
Gols: Léo Moura (FLA), aos 19 minutos do primeiro tempo; Hernane (FLA), aos dez minutos, e Cícero (SAN), aos 12 minutos do segundo tempo.

FLAMENGO: Paulo Victor, Léo Moura (Luiz Antonio), Wallace, Samir e André Santos; Cáceres, Elias, Gabriel (Rafinha) e Paulinho (João Paulo); Carlos Eduardo e Hernane.
Técnico: Mano Menezes
SANTOS: Aranha; Cicinho, Gustavo Henrique, Durval e Mena (Emerson); Renê Júnior, Alison (Gabriel), Cícero e Renato Abreu; Thiago Ribeiro e Everton Costa (Willian José).
Técnico: Claudinei Oliveira

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São-paulinos fazem festa para Muricy e veem vitória sobre a Ponte

Um bom público foi ao Morumbi para gritar o nome de Muricy Ramalho, nesta quinta-feira e de presente ganhou uma vitória do São Paulo. Na volta de Muricy ao clube que chama de sua casa depois de quatro anos, o Tricolor bateu a Ponte Preta por 1 a 0, gol de Luis Fabiano e ganhou fôlego no Campeonato Brasileiro depois de perder para Criciúma e Coritiba. Foi a sétima derrota consecutiva dos campineiros, assim como o São Paulo, na zona de rebaixamento.

O time da casa cansou de perder gols no primeiro tempo e deixou seu torcedor preocupado no intervalo. Logo na volta do vestiário, contudo, Luis Fabiano recebeu ótima enfiada de Ganso e marcou pela quinta vez na Série A.

O gol foi do atacante que é ídolo da torcida, mas quem saiu ovacionado do jogo foi mesmo Muricy, tricampeão brasileiro no Morumbi entre 2006 e 2008.

O Tricolor ainda não sai da zona de rebaixamento com o resultado. É o 18° colocado, com 21 pontos, dois a menos que o Vitória, primeira equipe fora do Z-4. A Ponte vem logo atrás, com 15 pontos. Às 16h do próximo domingo, horário de Brasília, as duas equipes enfrentarão times do Rio de Janeiro. A Ponte recebe o Flamengo, enquanto o São Paulo visita o Vasco, em São Januário, sem Denilson, expulso nesta quinta e suspenso e sem Wellington, com problema digestivo.

Caso o Vitória perca do Náutico - lanterna -, em casa, também no domingo, a Portuguesa, em 17° lugar, com 22 pontos, não vença o Fluminense, sábado, no Maracanã e o São Paulo vença o Vasco, a equipe da capital paulista sairá dessa parte incômoda da tabela.

O jogo

Muricy Ramalho negou do dia da sua apresentação até minutos antes do jogo que escalaria a equipe assim, mas o que se viu no gramado foi um São Paulo com três zagueiros, como nos velhos tempo do treinador no Morumbi, com Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Antônio Carlos. Caramelo ocupou a vaga que seria de Paulo Miranda na lateral-direita, e Welliton substituiu Aloisio, desfalque de última hora por amigdalite. O 3-5-2 não significou um time menos ofensivo. Os donos da casa dominaram completamente o primeiro tempo e não souberam aproveitar a fraqueza do adversário. Foram 13 arremates somente nos 45 minutos iniciais.

A Ponte falhou no ataque, e armou contra-ataque para o São Paulo aos oito minutos. Welliton chutou forte de dentro da área, e Roberto espalmou para escanteio. Aos 17, Roberto fez outra bela defesa em cabeçada de Antônio Carlos. Quatro minutos depois, foi Luis Fabiano quem exigiu do goleiro ponte-pretano ao finalizar de primeira cruzamento rasteiro de Caramelo.

Welliton foi acionado por Ganso aos 24 e quase na pequena área mandou a bola por cima do travessão. Luis Fabiano ainda perdeu mais um. Exagerou nos dribles em frente à área e foi bloqueado por Ferron. Robertou jogou outro chute para escanteio, de Denilson, antes do intervalo. Mas quem chegou por último ao ataque foi o time de Campinas. Em um raro momento de organização do ataque visitante, Chiquinho cruzou, e Willian cabeceou rente à trave esquerda de Rogério.

O gol tricolor finalmente saiu aos dois minutos da etapa final. Ganso dominou de costas para a defesa e deu ótimo passe para Luis Fabiano ‘cutucar' para a rede. ‘Entregue' em campo, a Ponte até assustou em chute de Artur dentro da pequena área no travessão, fruto de bate-rebate após cruzamento. Rildo também cabeceou à queima-roupa para defesa de Rogério. Aparentando cansaço, o São Paulo voltou a levar perigo aos 28 minutos. Luis Fabiano recebeu mais uma assistência de Ganso e chutou forte. Roberto, de novo ele, rebateu.
A Ponte se lançou para o ataque nos minutos finais e levou bastante perigo. No lance mais claro, Reinaldo quase fez contra aos 44. Denilson foi expulso tentando matar contra-ataque aos 46 e aumentou a apreensão. Mas os são-paulinos saíram do Morumbi aliviados.

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