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terça-feira, 25 de junho de 2013

Santos aceita proposta de R$ 23 milhões, e Felipe Anderson é o novo reforço da Lazio

Felipe Anderson é o novo jogador da Lazio. Na noite desta terça-feira, a venda do jogador para o clube italiano foi confirmada por R$ 23 milhões, cerca de 7,7 milhões de euros. O Santos dividirá o lucro com um fundo de investimentos, já que cada parte detinha 50% dos direitos do meia.

O entrave antes da negociação ser concretizada estava no prazo de parcelamento, mas o grupo aceitar o valor, de cerca de R$ 4 milhões em um ano e meio. O clube alvinegro ainda ficará com 25% em uma futura venda do atleta.

Felipe Anderson tinha contrato com o Santos até o fim de 2016, mas já havia despertado interesse do clube italiano desde o ano passado.

Rafael

A terça-feira ficou marcada pela venda de Felipe Anderson, mas outro jogador pode deixar o clube ainda nesta semana. O goleiro Rafael pode concretizar o acordo com o Napoli, também da Itália, e deixar o Santos. Caso o arqueiro realmente saía, o substituto imediato no gol será o experiente Aranha. 

Postado por Juarez Alves
Sigam-me no Twitter: @Juarez_Sports

Fonte: ESPN

Fred 'come quieto' para finalmente deslanchar na seleção e ser o 9 da Copa

Fred está de volta a Belo Horizonte, aonde na próxima quarta-feira disputa contra o Uruguai uma vaga na final da Copa das Confederações, em um momento chave de sua carreira. Seleção brasileira não é uma novidade para o atacante. Pelo contrário, ele estreou com a camisa pentacampeã do mundo há oito anos, ainda aos 21. Mas desta vez Fred parece estar mais próximo do que nunca de se firmar como o 9 verde-amarelo.
"Não imaginaria que ele pudesse chegar a tanto. Imaginava que ele poderia jogar em um time profissional, mas não com tamanha proporção", diz Hamilton, técnico de Fred no América-MG, clube no qual o jogador foi revelado, em 2003.
O tamanho do sucesso pode ter surpreendido o professor, mas nunca faltou ambição para o garoto de Teófilo Otoni, cidade do nordeste de Minas Gerais.
"Sempre foi um cara diferente na maneira de pensar, de agir. O que ele faz hoje fazia nos juniores: gol de bicicleta, gols difíceis, de pé esquerdo, de fora da área, de primeira", lembra o treinador do América.
Foi a ousadia de Fred que o tornou conhecido nacionalmente. Na Copa São Paulo de juniores de 2003, ele se transformou no autor do gol mais rápido do mundo ao acertar um chute do meio-campo no pontapé inicial da partida contra o Vila Nova-GO, com apenas três segundos de partida.
Getty
Festa do Fred e da seleção. Brasil 4 x 2 Itália
Festa do Fred e da seleção. Brasil 4 x 2 Itália
No ano seguinte, o atacante já havia sido contratado pelo Cruzeiro, aonde não conseguiu ser campeão, mas ainda assim virou ídolo. Foi embora para o Lyon, em 2005, por 15 milhões de euros.
Em 2005 também começou a trajetória de Fred pela seleção. A carreira do então jovem talento parecia ser meteórica: convocado à Copa do Mundo de 2006, deixou sua marca durante a competição, contra a Austrália, mesmo sendo reserva. Voltou a ser lembrado em 2007, com o técnico Dunga, para a Copa América. Mas não agradou.
Fred só teria uma nova chance com Mano Menezes, quatro anos depois, agora já com a camisa do Fluminense. Mesmo tendo salvado o Brasil em certos momentos na Copa América de 2011, o atacante novamente foi esquecido. Mano não estava interessado em um centroavante de ofício.
A sorte do mineiro de Teófilo Otoni mudou com a chegada de Luiz Felipe Scolari ao comando da equipe canarinho. Felipão, sim, queria um 9 para seu time, e Fred prontamente se qualificou para a vaga. Em oito partidas com o treinador na seleção, ele já marcou seis gols.
Até a vitória do último sábado, sobre a Itália, pela última rodada da fase de grupos da Copa das Confederações, Fred não marcava havia três jogos, enquanto seu reserva, Jô, tinha feito gols nas duas primeiras partidas da Copa das Confederações. Mas Felipão bancou Fred.
"Combinei com o Fred que ele iria jogar até o final do jogo, mesmo que estivesse tropeçando em cima da bola. Ele tem me dado tudo que espero de um jogador dessa posição. Dei confiança a ele, e fez dois gols", disse o técnico após os 4 a 2 sobre a Itália.
"Não tenho dúvida, se não houver nenhuma contusão que venha a atrapalhá-lo vai ser o camisa 9 da seleção na Copa do Mundo de 2014", opina Hamilton.
Com a confiança do velho e do atual treinador, Fred se firma cada vez mais como o homem gol da seleção no Mundial do Brasil.

São Paulo anuncia contratação do lateral-esquerdo Clemente Rodríguez, ex-Boca Juniors

Getty

Clemente Rodríguez comemora gol pelo Boca Juniors; lateral foi anunciado como novo reforço do São Paulo
 
O São Paulo anunciou na madrugada desta terça-feira um novo reforço: é o lateral-esquerdo Clemente Rodríguez, que está de saída do Boca Juniors. O jogador de 31 anos assinou com o clube tricolor por dois anos e chegará ao Morumbi na próxima semana - o contrato com o time xeneize termina domingo.

Clemente Rodríguez estava em sua terceira passagem por La Bombonera, onde foi revelado (2000-2004, 2007 e 2010-2013). O defensor também atuou por Spartak Moscou, da Rússia, Espanyol, da Espanha, e Estudiantes, também argentino.

Pelo Boca, o lateral conquistou quatro títulos do Argentino, três da Libertadores da América e um Mundial de Clubes. Ele faz parte da seleção argentina desde 2004, pela qual ganhou os Jogos Olímpicos de Atenas no mesmo ano e também foi à Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.

Getty
Clemente Rodríguez é o novo reforço do São Paulo
Clemente Rodríguez é o novo reforço do São Paulo
 
"Ele tinha desejo grande de jogar no Brasil, e a escolha pelo São Paulo facilitou muito. Já vínhamos observando e estávamos na expectativa do término do contrato. Temos grande esperança que vá nos ajudar. É uma figura importante na lateral-esquerda", afirmou o diretor de futebol são-paulino, Adalberto Baptista, ao site oficial do clube.

Agora, o time do Morumbi tem quatro opções para a ala esquerda: além do argentino, Juan, Reinaldo, recém-contratado do Sport, e Thiago Carleto, que sofreu grave lesão no joelho direito e só deve voltar a jogar em 2014. Cortez, titular em 2012, está afastado e deve ser negociado.

"É uma grande oportunidade na carreira em defender um clube da grandeza do São Paulo. Minha história no Boca foi com títulos, e agora espero construir um novo ciclo vitorioso dentro do São Paulo", disse Clemente Rodríguez, presente na final da Libertadores em 2012, quando perdeu para o Corinthians, mas também nas oitavas deste ano, tirando o arquirrival tricolor da competição.

Fonte: ESPN 

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domingo, 23 de junho de 2013

Espanha supera marcação pressão e vaias, bate Nigéria e pega Itália na semifinal

Getty

Espanha até sofreu com a marcação pressão da Nigéria, mas terminou com vitória tranquila: 3 a 0
A Espanha sofreu, mas venceu mais uma neste domingo. Diante da Nigéria, a seleção espanhola enfrentou novamente as vaias e teve pela frente uma dura marcação sob pressão. Nada, porém, que evitasse o triunfo: 3 a 0, com dois gols de Jordi Alba e um de Fernando Torres. O resultado confirma o primeiro lugar do grupo e o confronto diante da Itália na semifinal da Copa das Confederações.

Precisando vencer de qualquer jeito para ter chances de ir à semifinal, a Nigéria arriscou na estratégia e resolveu marcar a saída de bola espanhola. O técnico Stephen Keshi colocou cinco jogadores para fazer a pressão. E, apesar de um ou outro lançamento bem conectado pela Espanha, a estratégia deu certo.

A Espanha conseguiu manter o tradicional jogo de troca de passes, mas não conseguiu manter uma posse de bola tão absurda. Ao menos enquanto a Nigéria teve pernas para acompanhar na marcação.
A esperada vitória confirma a Espanha no primeiro lugar do grupo B, com três vitórias em três jogos. Com isso, a seleção de Vicente del Bosque enfrenta agora a Itália na semifinal da Copa das Confederações. O jogo acontece na próxima quinta-feira, em Fortaleza mesmo.

Já a Nigéria acaba eliminada com apenas três pontos ganhos. A outra semifinal da competição acontece na quarta-feira, entre Brasil e Uruguai, em Minas Gerais.
Com os duelos definidos, a Copa das Confederações terá o primeiro confronto entre uma seleção europeia e uma sul-americana na final da competição. Isso desde 1997, quando a competição passou a ser organizada pela Fifa. Em 1995, quando ainda se chamava Copa Rei Fahd, Dinamarca e Argentina decidiram o torneio.

O jogo

A Espanha começou sendo vaiada novamente, mas não demorou a arrancar suspiros do público cearense. Logo aos 2 minutos, Iniesta fez linda jogada pela esquerda, deu um drible humilhante em Ambrose e tentou o chute cruzado. Enyema evitou o golaço.

Mas a Nigéria não aguentaria por muito tempo. Logo no lance seguinte, a Espanha retomou rapidamente a posse de bola e saiu trocando passes ainda no campo de defesa. Já no ataque, Iniesta achou Alba. O lateral-esquerdo entrou em diagonal na área, passou por toda a defesa nigeriana e tocou na saída do goleiro para abrir o placar.

A Nigéria avançou a marcação e conseguiu assustar a Espanha aos 10 minutos. Mikel tabelou com Akpala e deixou o companheiro com espaço. A zaga tentou o corte, mas a bola voltou para o mesmo Mikel. O meio-campista tentou cortar para o chute, mas Sergio Ramos apareceu muito bem para desviar para escanteio.

Na cobrança, porém, quase a Espanha marcou. A zaga afastou o perigo, e Pedro puxou o contra-ataque muito rápido. O atacante conseguiu entrar na área e tentou o corte, mas acabou se enroscando com o zagueiro e caiu pedindo pênalti. O lance foi bastante duvidoso, mas o juiz mandou seguir.

A Espanha seguiu trocando passes, mas foi incomodada pela Nigéria. Aos 19, Mba achou espaço de fora da área e bateu para defesa difícil de Valdés. Três minutos depois, uma cobrança de falta dentro da área obrigou o goleiro espanhol a sair pelo alto e dividir com os atacantes nigerianos duas vezes.

A marcação pressão, porém, quase custou caro para os africanos. Aos 25 minutos, depois de muita troca de passe, Sergio Ramos fez um longo lançamento e deixou Soldado na cara do gol. O centroavante bateu firme, mas em cima de Enyema, que fez bela defesa.

Aos 28, a Nigéria achou espaço pela primeira vez pelo alto. Ambrose cruzou da direita e achou Akpala no meio dos zagueiros espanhóis. O atacante mandou para o gol de cabeça, mas a finalização acabou indo sem muita força nas mãos de Valdes.

Dois minutos depois, mais uma chance desperdiçada por Soldado. O centroavante voltou a receber livre, de frente para o gol, desta vez pela direita e após passe de Pedro. Soldado tentou o chute rasteiro, mas mandou em cima de Enyeama.

Aos 39, a Espanha colocou a Nigéria na roda. Depois de trocar passes por mais de dois minutos, Pedro achou Soldado livre pela direita. O centroavante colocou na área para Fábregas, que só tinha o trabalho de tirar do goleiro. O meio-campista, porém, tirou demais e acabou acertando a trave.

A Nigéria respondeu rápido mais uma vez. Na jogada seguinte, Akpala cruzou rasteiro da direita na medida para Ideye. O atacante, porém, se complicou todo com a bola e não conseguiu finalizar. A Espanha ainda chegou com perigo em cabeçada de Sergio Ramos no último lance, mas o placar terminou mesmo em 1 a 0 no primeiro tempo.

A etapa final começou da mesma forma, com a Nigéria incomodando bastante. Logo aos 5 minutos, Musa cruzou da direita, a bola passou por todo mundo, e Ideye ficou com o gol aberto para empatar o jogo, mas acabou passando do lance e não conseguiu finalizar.

A Espanha colocou a bola no chão de novo e acalmou os ânimos. Aos poucos, chegou ao segundo gol. E com o dedo do técnico Vicente Del Bosque. Aos 16 minutos, David Silva, que havia acabado de entrar, achou Pedro pela esquerda. O atacante cruzou e achou Fernando Torres, que também havia acabado de entrar, sozinho. O artilheiro da Copa das Confederações não desperdiçou e mandou para o fundo do gol de cabeça.

Quatro minutos depois, porém, ele desperdiçaria uma boa chance. Após lançamento, Torres matou bonito no peito e ficou na cara do gol, mas encheu o pé e mandou muito longe.

A Espanha tirou o pé, e a Nigéria ainda criou boas chances, mas pecou na falta de habilidade. Aos 28 minutos, Gambo Muhammad ficou sozinho, na cara de Victor Valdés, mas acabou finalizando muito mal, pela esquerda do gol. Depois, o time africano ainda arriscou alguns chutes de fora da área, mas nada que assustasse os espanhóis.

No fim, ainda houve tempo para o golpe final. Após cobrança de falta, Jordi Alba puxou contra-ataque ainda antes da linha do meio de campo e ficou sozinho no campo de ataque. O lateral mostrou muita calma e ainda deixou o goleiro Enyema sentado no chão antes de empurrar para o gol vazio.

FICHA TÉCNICA:
NIGÉRIA 0 X 3 ESPANHA


Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Data: 23 de junho de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (El Salvador)
Assistentes: William Torres e Juan Zumba (ambos de El Salvador)
GOLS: ESPANHA: Jordi Alba, aos 3 minutos do primeiro tempo e aos 43 minutos do segundo tempo. Fernando Torres, aos 16 minutos do segundo tempo
NIGÉRIA: Enyeama; Ambrose, Oboabona, Omeruo (Egwuekwe) e Echiejile; Mba (Ogu), Ogude e Mikel; Ideye, Akpala (Gambo) e Musa
Técnico: Stephen Keshi
ESPANHA: Valdes; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Iniesta, Xavi e Fábregas (David Silva); Pedro (David Villa) e Soldado (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque



Fonte: ESPN

Depois de apanhar de Recife, Uruguai jogar para golear Taiti e ir à semi

Se o jogo fosse Uruguai x Recife, a derrota da Celeste seria por goleada. Treinos adiados, cancelados, chuva, grama ruim, trânsito, estrada de barro e até um elevador quebrado foram os obstáculos dos bicampeões mundiais na capital pernambucana durante a Copa das Confederações.
Mas, depois de apanhar da cidade, sede da estreia contra a Espanha, há uma semana, o Uruguai terá a chance de descontar a "surra" que levou em solo pernambucano. Azar do Taiti, adversário deste domingo, às 16 horas, na Arena Pernambuco, pelo grupo B do torneio.
Getty
Goleiro Roche levou dez da Espanha, mas vibrou com pênalti errado de Torres
Goleiro Roche deve ser poupado 
Amadores, os taitianos levaram 6 a 1 da Nigéria e 10 a 0 dos espanhóis. Diante do Uruguai, a expectativa é de nova goleada. Para os uruguaios, quanto maior a lavada, maiores as chances de classificação sem a dependência do resultado de Espanha x Nigéria, que duelam em Fortaleza.
O Uruguai soma três pontos no grupo B da Copa das Confederações, mesmo número da Nigéria. Se vencer o Taiti, a Celeste só fica fora da semifinal se a Nigéria ganhar da Espanha, e ainda assim, apenas se ambas ficarem à sua frente no saldo de gols.
Os nigerianos têm saldo quatro, e os espanhóis, 11. O Uruguai não tem saldo, e por isso precisa construí-lo contra o Taiti. Mas o discurso dos sul-americanos é de respeito ao adversário.
"A lógica é que a Espanha vença a Nigéria e nós vençamos o Taiti, mas temos de respeitá-los. Não vamos pensar em goleada e esquecer do resto. O primeiro objetivo é vencer o jogo. Se as coisas não saírem como esperamos, toda a responsabilidade é minha", afirmou o técnico Oscar Tabárez.
O comandante taitiano Eddy Etaeta tem um objetivo bem diferente. "É claro que viemos para cá sabendo que iríamos perder os jogos, mas aprendemos muito. Espero que a gente se porte melhor na defesa, levando poucos gols e marcando pelo menos um", afirmou o técnico.
Odisseia - Os problemas do Uruguai em Recife começaram já no primeiro dia da estada da Celeste na cidade, a quinta-feira da semana passada. Devido às chuvas, o gramado do Arruda, que seria o centro de treinamentos da equipe, ficou sem condições, o que obrigou a transferência do treinamento para o CT do Sport.
Só que as dificuldades de acesso ao local, aliadas ao trânsito da cidade naquele dia, fizeram os uruguaios desistirem a atividade em campo; eles apenas fizeram musculação em uma academia de Boa Viagem.
No dia seguinte, o Uruguai finalmente treinou no CT do Sport, levando quase três horas entre ida e volta, incluindo uma estrada enlameada para alcançar o local. Diego Lugano, zagueiro e capitão da equipe, disse que o time não estava pedindo muito. "A gente só quer um campinho para treinar."
Getty
Óscar Tabárez, técnico do Uruguai, evitou falar em goleada
Óscar Tabárez, técnico do Uruguai, evitou falar em goleada
Na véspera do jogo contra a Espanha, cansados, os jogadores optaram por descansar em vez de fazer o treino de reconhecimento da Arena Pernambuco. A partida contra a campeã do mundo, há uma semana, não ajudou a melhorar a relação do time com a cidade: derrota por 2 a 1, com amplo domínio espanhol.
O Uruguai foi para Salvador enfrentar a Nigéria, e os problemas de Recife na Copa das Confederações pareciam ter sido amenizados. Mas foi só a equipe voltar à cidade que a história de má sorte também retornou. No sábado, três jogadores ficaram presos no elevador do hotel por meia hora. O episódio, aliado ao trânsito intenso das festas de São João, atrasou o treinamento do time na Arena Pernambuco.
Histórico - Com 16 gols sofridos e apenas um marcado, o Taiti já tem a pior campanha da história da Copa das Confederações e uma das piores da história de torneios organizados pela Fifa, o que inclui também a Copa do Mundo. Apenas a Coreia do Sul, no Mundial da Suíça, em 1954, fez pior: levou 16 gols em dois jogos, sem marcar nenhum, com média de 8 sofridos.
Curiosamente, a outra seleção que teve média de oito gols sofridos em um torneio da Fifa foi a Bolívia, na Copa do Mundo de 1950, pelas mãos do Uruguai. Em seu único jogo na competição, no estádio Independência, em Belo Horizonte, os bolivianos perderam por 8 a 0. Uma goleada nas mesmas proporções garante os uruguaios na semifinal da Copa das Confederações.
O treinador Eddy Etaeta não parece preocupado com a possibilidade de levar mais uma goleada. Tanto que deve levar a campo um time misto, para, segundo ele, "dar a chance de que todos os jogadores possam participar desta experiência única".

FICHA TÉCNICA
URUGUAI X TAITI
Local: Arena Pernambuco, no Recife (PE)
Data: 23 de junho de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (Portugal)
Assistentes: Bertino Miranda e José Trigo (ambos de Portugal)
URUGUAI: Muslera; Aguirregaray, Coates, Godín e Cáceres; Eguren, Pérez, Lodeiro e Ramírez; Forlán e Hernández
Técnico: Óscar Tabárez
TAITI: Merial; Ludivion, Vallar e Jonathan Tehau; Lemaire, Bourebare, Caroine e Aitamai; Vahirua, Chong-Hue e Alvin Tehau
Técnico: Eddy Etaeta

sábado, 22 de junho de 2013

Defesa entrega, mas ataque brilha, e Brasil ganha jogo eletrizante

Getty

Enquanto o goleiro italiano Buffon lamenta, os brasileiros festejam um dos gols na vitória por 4 a 2  

Um ataque que dá gosto, e uma defesa que voltou a dar desgosto. Foi assim o último jogo da seleção na primeira fase da Copa das Confederações.

Em um jogo emocionante, o time de Felipão venceu a Itália, em Salvador, por 4 a 2, e passou às semifinais da competição com 100% de aproveitamento.

Neste domingo, o time de Felipão conhece seu próximo adversário, com Uruguai e Nigéria como os mais cotados. Já os italianos provavelmente terão a temida Espanha pela frente.

No jogo do Brasil com menos problemas causado pelas manifestações que varrem o país, os quase 50 mil torcedores quem foram à Fonte Nova vibraram com quebras de tabu, reviravoltas e belos gols.
Assistiram também uma seleção cada vez mais azeitada no ataque, mas que mostrou uma fragilidade defensiva, mesmo contra uma Itália desfalcada de Pirlo e De Rossi, seus principais articuladores de jogadas,
Como havia acontecido contra o México, em Fortaleza, o jogo começou com atmosfera perfeita para a seleção, depois que os baianos continuaram a cantar o hino nacional depois que a versão encurtada da Fifa parou de tocar na Fonte Nova.

E o time começou sufocando a Itália. No primeiro minuto, Hulk já exigiu defesa difícil de Buffon. Mas a Itália não é Japão, e com pouco tempo conseguiu esfriar a pressão brasileira.
Aos 8min, David Luiz fez falta boba e violenta, no campo adversário, em Balotelli e levou o cartão amarelo. Pior aconteceu seis minutos depois, quando o zagueiro do Chelsea, que já havia sofrido uma fratura no nariz contra o Japão, jogou a bola para fora e foi ao chão reclamando de contusão. Mas ficou só no susto nesta hora e ele continuou em campo.

O Brasil mais batia do que jogava. Com 20 minutos do primeiro tempo, já eram dez faltas cometidas, contra apenas três dos italianos. E o segundo amarelo do jogo foi para outro atleta do time anfitrião: Neymar.
Com sucesso na missão de esfriar o jogo, a Itália sofreu com contusões. E com 30 minutos precisou fazer duas substituições, com as entradas de Maggio e Giaccherini nas vagas, respectivamente, de Abate e Montolivo.
Mas Felipão também precisou mudar. David Luiz acabou não resistindo e precisou ser substituído. A torcida baiana ficou eufórica com o substituto _Dante nasceu no Estado.
Em um de seus primeiros lances, Dante furou feio numa bola lançada para Balotelli. Mas logo depois ele se recuperou com um enorme lucro.

Aos 46min, Neymar bateu falta pela esquerda, Fred ganhou da zaga e cabeceou. A bola foi espalmada por Buffon, mas o rebote acabou com Dante, que chutou cruzado para fazer o primeiro gol do jogo.
Antes do fim do primeiro tempo, o Brasil ainda teve tempo de levar outro amarelo, para Luiz Gustavo, que brecou contra-ataque dos italianos com falta.

O segundo tempo começou e logo a Itália empatou com um jogador que também entrou durante a partida. Aos 6min, depois de tiro de meta cobrado por Buffon, Balotelli fez belo passe para Giachherini, que avançou pela esquerda e chutou rasteiro para marcar.

O Brasil não havia sofrido gols nos últimos três jogos que disputou.
Mas durou pouco a igualdade, com Neymar quebrando tabus. Aos 9min, em falta cavada por ele e contestada pelos italianos, o atacante, com um chute no ângulo, fez o segundo do Brasil. O jogador do Barcelona não havia marcado nos oito jogos anteriores da seleção contra rivais europeus. E o Brasil não fazia um gol de falta há quase dois anos.

Era o dia para acabar com "secas". E, aos 21min, foi a vez de Fred, depois de lançamento primoroso de Marcelo, bater Buffon e fazer seu primeiro gol em quatro jogos.
Mais irritado do que o normal, Neymar foi substituído por Felipão, já que o número 10 tinha cartão amarelo e poderia ser expulso e ficar fora das semifinais. Quem entrou foi Bernard, que o treinador, impressionado com ele nos treinos, queria testar.

E o atleticano não deu sorte. Aos 26min, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Chiellini chutar rasteiro e diminuir a vantagem dos brasileiros, que reclamaram do juiz alegando que ele havia apitado antes da bola entrar.

Temendo o empate, Felipão fechou o time, colocando o volante Fernando no lugar do atacante Hulk. Mas a defesa continuava uma peneira. Aos 35min, Maggio subiu sozinho e acertou o travessão. Logo depois Balotelli quase empata.

Mas, se esta Itália sabe jogar, mostra também que desaprendeu a marcar. Aos 42min, Marcelo chutou, Buffon deu outro rebote e Fred, sozinho, fechou o placar.

Foi a senha para a torcida, em lua de mel com o time, começar a gritar olé.
A seleção tem previsto um treino neste domingo ainda em Salvador. No meio da tarde, parte para Belo Horizonte, onde decide a vaga para a final da Copa das Conrederações.

FICHA TÉCNICA:
 

BRASIL 4 X 2 ITÁLIA
Data: Sábado, 22 de junho de 2013
Local: Fonte Nova, em Salvador
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Público: 48.874
Cartões Amarelos: David Luiz, Neymar, Luiz Gustavo (BRA); Marchisio (ITA)
Gols: Dante, aos 46min do primeiro tempo; Giaccherini, aos 6min, Neymar, aos 10min, Fred aos 21min e aos 42min, Chiellini, aos 26min do segundo tempo
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago SIlva, David Luiz (Dante) e Marcelo; Luiz Gustavo, Hernanes e Oscar; Neymar (Bernard), Fred e Hulk (Fernando)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Itália: Buffon; Abate (Maggio), Bonucci, Chiellini e De Sciglio; Montolivo (Giaccherini), Aquilani, Candreva, Marchisio e Diamanti (El Shaarawy); Balotelli
Técnico: Cesare Prandelli
que parecia enterrada.

Por Paulo Cobos e Lucas Borges, de Salvador para o ESPN.com.br

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Classificada, seleção diz não temer a Espanha: 'Somos o Brasil'

Por Lucas Borges e Paulo Cobos, de Brasília (DF), para o ESPN.com.br
Getty

Xavi, maestro do meio-campo espanhol, contra o Uruguai
 
A vitória desta quarta-feira sobre o México classificou a seleção brasileira às semifinais da Copa das Confederações e já é possível vislumbrar qual será o adversário na fase decisiva da competição - a Itália venceu o Japão e levou a outra vaga do grupo A.

O rival pode ser nada menos que a Espanha, atual bicampeão europeia e campeã do mundo.
Os espanhóis deram um passo importante até a classificação ao vencer o Uruguai na estreia por 2 a 1. Na segunda rodada, contra o Taiti, no Rio de Janeiro, a vitória é quase certa. Azarões no torneio, os campeões da Oceania perderam de 6 a 1 da Nigéria no primeiro jogo. Nigéria e Uruguai fazem o outro confronto da segunda rodada do grupo B também nesta quinta, em Salvador.

 
EFE
Neymar comemora 1° gol contra o México
Neymar comemora 1° gol contra o México
 
Um enfrentamento entre a ‘Fúria' e o Brasil logo nas semis depende da posição que cada um terminar no grupo - o primeiro colocado de uma chave enfrenta o segundo de outra. Com um empate no próximo sábado, contra a Itália, em Salvador, a equipe da casa terminará na liderança.
Mas os jogadores da seleção brasileira garantem não se preocupar com isso. Segundo eles, o adversário não importa, e o Brasil tem condição e obrigação de derrotar quem vier pela frente, inclusive a temida Espanha.

"Ninguém é cego. Todos sabem que a Espanha é uma das melhores seleções do mundo. Mas o Brasil é o Brasil e tem que ser respeitado", disse o atacante Hulk. "A Espanha é uma equipe forte, mas somos a seleção brasileira. Jogamos em casa e temos que ganhar todos os jogos", afirmou o meio campista Hernanes.

"Se tiver que acontecer vai acontecer. Tudo tem seu momento, se tiver que ser na final, no Maracanã, vai ser, se for nas semis, tudo bem. Confio na minha seleção. Estamos prontos para tudo", opinou o zagueiro Thiago Silva.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

'Inspirado' por manifestantes, Neymar dá vitória ao Brasil sobre o México

Os protestos que transformaram o Brasil e a Copa das Confederações em um caos despertaram Neymar. Horas depois de postar numa rede social sua indignação com o que está acontecendo no seu país, e dizendo que isso faria ele entrar em campo "inspirado", o atacante teve sua melhor atuação com a camisa da seleção brasileira.
Ele fez o gol da vitória, deu o passe para o segundo e comandou o time nacional no triunfo sobre o México por 2 a 0, em Fortaleza, pela segunda rodada da Copa das Confederações.
"Também quero um Brasil mais seguro, mais saudável e mais HONESTO", escreveu Neymar, com a palavra honesto em letras maiúsculas mesmo.
Getty
Neymar dá arrancada e deixa rivais para trás na partida
Neymar dá arrancada e deixa rivais para trás na partida
A equipe nacional, assim, garantiu uma vaga nas semifinais, uma vez que a Itália derrotou o Japão por 4 a 3. Os mexicanos, assim como os japoneses, com duas derrotas, estão eliminados.
Antes da bola rolar, o Castelão, que custou quase R$ 600 milhões, viu seu sistema de som falhar e tornar quase impossível ouvir os hinos dos dois países. Mas o público, para orgulho de Felipão, cantou o hino brasileiro a plenos pulmões.
Atmosfera perfeita para o Brasil começar bem. E foi o que aconteceu, com Neymar e Marcelo inspirados pelo lado esquerdo do ataque. Aos 4 minutos, Oscar marcou, mas estava impedido e o gol foi anulado pelo juiz inglês Howard Webb.
O México só ameaçava no contra-ataque, e logo no seu primeiro chute, Júlio César, como aconteceu contra o Japão, mostrou insegurança.
Mas a pressão brasileira não demorou para dar resultado. Aos 9 minutos, Daniel Alves avançou pela direita e cruzou. A zaga mexicana cortou, mas o rebote sobrou para Neymar, que de sem pulo bateu forte com a perna esquerda para abrir o placar. Foi o segundo gol do jogador do Barcelona na Copa das Confederações.
A seleção jogava a melhor partida da segunda era Felipão. O goleiro mexicano Corona sofria para não levar o segundo gol. Neymar dava show, como aos 23 minutos, quando driblou dois e chutou forte: a bola passou só um pouco acima do travessão.
Mas o segundo gol não saia, e o calor da capital cearense parece ter cansado o Brasil, que depois dos 30 minutos diminuiu o ritmo.
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Mier tenta cabeçada: México foi ameaçador a parti da meta do segundo tempo
Mier tenta cabeçada: México ameaçou na segunda etapa
Se brilhava no ataque, o lateral esquerdo Marcelo era facilmente envolvido pelos mexicanos, e era por esse setor que o rival brasileiro criava suas melhores chances.
O Brasil ainda jogou boa parte dos minutos finais da primeira etapa com um homem a menos, já que David Luiz sofreu um corte no rosto e precisou de longos minutos até que os médicos conseguissem estancar o sangue.
E o que era um massacre no início se transformou em um jogo equilibrado. Segundo as estatísticas da Fifa, o Brasil teve 51% da posse de bola contra 49% do México.
O segundo tempo começou com o barulho das bombas que a polícia lançava para brecar os manifestantes do lado de fora do Castelão. E com outro barulho que começa a virar rotina nesta Copa das Confederações: o pedido da torcida pela entrada de Lucas.
Neymar novamente começou de forma infernal, driblando, chutando e assumindo a responsabilidade de lever o time nas costas.
Com Oscar acontecia o contrário. Novamente apagado, ele foi o primeiro a ser substituído. Aos 17 minutos, Hernanes entrou no seu lugar. Felipão ainda colocou Jô e Lucas, mas só Neymar jogava bem de verdade
E não foi fácil segurar a vitória até o apito final, com o México, que ganhou só um dos dez jogos que havia disputado em 2013, pressionando.
Mas a genialidade de Neymar apareceu antes do jogo terminar. Ele fez jogada espetacular pela esquerda, se livrou de dois zagueiros e tocou para Jô fazer o segundo. O ex-santista foi ovacionado.
A seleção encerra sua participação na primeira fase no próximo sábado, em Salvador, contra a Itália, na briga pela liderança da chave. No mesmo dia, o México pega o Japão.
FICHA TÉCNICA:.
BRASIL 2 X 0 MÉXICO
Data: Quarta-feira, 19 de junho de 2013
Local: Castelão, em Fortaleza
Árbitro: Howard Webb (ING)
Público: 50.733
Cartões Amarelos: Guardado, Herrera e Rodríguez (MEX); Thiago Silva e Daniel Alves (BRA)
Gols: Neymar, aos 9min do primeiro tempo; Jô, aos 48min do segundo tempo
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago SIlva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Neymar, Fred (Jô) e Hulk (Lucas)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
México: Corona; Flores (Herrera), Moreno, Rodríguez e Salcido; Meier, Torrado (Jimenez), Guardado, Torres e Giovani dos Santos; Hernández
Técnico: José Manuel de la Torre
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Fonte: ESPN

Itália é vaiada e sofre, mas vence o Japão, que dá olé

A Itália sofreu, foi vaiada e não brilhou. O Japão deu show, ouviu a torcida em Recife gritar 'olé', encantou o público. A Itália venceu criticada; o Japão perdeu ovacionado. Itália 4 x 3 Japão. A Arena Pernambuco viu um jogo histórico, o melhor até agora da Copa das Confederações.
Um jogo de dois treinadores italianos, que poderia ter sido uma aula de catenaccio, de jogo defensivo, de futebol feio. Mas foi movimentado, repleto de boas jogadas ofensivas, e, também, de falhas da defesa.
Os japoneses fizeram 30 minutos primorosos no primeiro tempo e outros 20 no segundo. A Itália fez quatro gols. No fim da partida, os torcedores gritaram "Japão, Japão". Era o reconhecimento à luta dos japoneses. O empate talvez fosse um resultado mais justo. Mas não há justiça no futebol.
O Japão está fora da Copa das Confederações. Com duas derroas e zero ponto, o time agora enfrenta o México, no sábado, em Belo Horizonte, apenas para cumprir tabela. A Itália, com seis pontos, enfrenta o Brasil, em Salvador, na luta pelo primeiro lugar na chave.
Reuters
...e mandou para o alvo
O gol de Balotelli, de pênalti, foi o terceiro da Itália na partida
O jogo
O treinador da Itália, Cesare Prandelli, começou a partida com duas mudanças em relação à vitória por 2 a 1 sobre o México, no sábado. O lateral-direito Abate deu lugar a Maggio, e Marchisio saiu para a entrada de Aquilani.
A escalação só foi confirmada nesta quarta-feira, porque Prandelli não queria dar armas a Alberto Zaccheroni, com receio de que o treinador da seleção japonesa, também italiano, pudesse armar uma equipe que neutralizasse as ações da Azzurra.
O mistério não adiantou. Bem postados em campo, trocando passes com calma e errando pouco, os japoneses dominaram o início da partida. A Itália, tão experiente em decisões, estava assustada - o Japão marcava a saída de bola e levava perigo.
O primeiro gol da partida poderia ter saído aos 5 minutos, quando Maeda cabeceou na linha da pequena área, e o Buffon fez ótima defesa; ou aos 7, no chute de Endo, aos 16, quando Buffon pulou bem para defender um chuta de Kagawa, de fora da área.
Reuters
Italianos reclamaram bastante após a marcação do pênalti
Italianos reclamaram bastante após a marcação do pênalti
O Japão era melhor, mas o lance que ocasionou o primeiro gol foi um pênalti inexistente. Após falha de De Siglio em um recuo de bola, Buffon dividiu com Okazaki - o árbitro argentino Diego Abal assinalou a falta dentro da área. Na cobrança da penalidade, Honda fez 1 a 0.
A Itália parecia perdida em campo e, logo aos 30 minutos, Prandelli mostrou que a estratégia para o jogo não havia funcionado: ele tirou Aquilani, uma das novidades da equipe, para colocar Giovinco.
Aos 33 minutos, a defesa italiana falhou novamente. Após uma cruzamento na área, a bola passou por entre Chielini e Montolivo. Kagawa, em posição legal, pegou de virada, de primeira, marcando um belo gol.
Reuters
Destaque da seleção asiática, Kagawa comemora após marcar
Destaque da seleção asiática, Kagawa comemora após marcar

O Japão vencia por 2 a 0. E a torcida na Arena Pernambuco gritava Olé. Um grito muito maior do que o ouvido na vitória da Espanha sobre o Uruguai, no domingo. O Japão ganhava o jogo e a torcida brasileira.
A reação italiana demorou, mas aconteceu. Perdendo por diferença de dois gols, os tetracampeões finalmente entraram na partida. Aos 41 minutos, em cobrança de escanteio, Pirlo cruzou na cabeça de De Rossi, que desviou sem chances para o goleiro Kawashima. Aos 45, Balotelli - até então adormecido na partida - tocou de cabeça para Giacherini, que chutou na trave.
A pressão italiana do fim da primeira etapa repetiu-se no início do segundo tempo. Jogando com seus meio-campistas avançados e marcando a saída de bola, a equipe de Cesare Prandelli acuava os japoneses, à procura de uma chance para empatar.
Getty
Giaccherini se aproveitou de falha de Yoshida, fez boa jogada individual, chutou cruzado...
Giaccherini se aproveitou de falha de Yoshida e cruzou
A chance não demorou. Aos 4 minutos, Yoshida tentou proteger a bola na linha de fundo, mas acabou perdendo a posse para Giaccherini, que cruzou para o meio da área. Uchida tentou afastar e marcou contra.
O gol deu ainda mais ânimo aos italianos, ao passo que os japoneses pareciam assustados. Aos 6, Giovinco chutou de fora da área, a bola bateu nas pernas e depois no braço de Hasebe, e o árbitro argentino Diego Abal marcou pênalti. Na cobrança, Balotelli colocou a Itália à frente.
Os italianos tomaram o controle do placar, mas perderam o controle do jogo. E o Japão voltou ao ataque, embora não criasse muitas chances. Nem precisou de tantas. Aos 24 minutos, Endo cobrou falta na área, e Okazaki antecipou-se a Montolivo para concluir de cabeça, fazendo 3 a 3.
Dois minutos depois, Honda quase marcou um golaço. Depois de se livrar de três italianos, ele chutou para ótima defesa de Buffon. Aos 30, foi a vez de Hasebe criar grande oportunidade - o chute da entrada da área, de primeira, passou por sobre o gol.

O Japão voltava a mandar no jogo. E, aos 37 minutos, protagonizou um lance inacreditável: Okazaki, frente a frente com Buffon, chutou na trave; no rebote, Kagawa concluiu de cabeça. A bola bateu no travessão.

A Arena Pernambuco pulsava aos gritos de Olé para os japoneses.

Mas quem gritou, no fim, foi a Itália. Aos 40 minutos, Marchisio recebeu passe pela esquerda e tocou para Giovinco, livre e com o gol vazio, fazer o quarto dos italianos.

Valente, o Japão buscou o empate e até balançou a rede com Yoshida, mas ele estava impedido. No fim, a torcida gritou pelo Japão novamente. Era o reconhecimento a um time bravo, valente e que jogou de igual para igual com a tetracampeã do mundo.
FICHA TÉCNICA:
ITÁLIA 4 x 3 JAPÃO
Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE)
Data: 19 de junho de 2013, quarta-feira
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Diego Abal (Argentina)
Assistentes: Juan Pablo Belatti e Hernan Maidana (Argentina)
Cartões amarelos: Buffon e De Rossi (Itália); Hasebe (Japão)
Gols: 
ITÁLIA: De Rossi, aos 40 minutos do primeiro tempo; Uchida, contra, aos quatro, e Balotelli, aos sete, e Giovinco aos 40 minutos do segundo tempo
JAPÃO: Honda, aos 21, e Kagawa, aos 32 minutos do primeiro tempo; Okazaki, aos 23 minutos do segundo tempo
ITÁLIA: Buffon; Maggio (Abate), Chiellini, Barzagli e De Sciglio; Pirlo, De Rossi, Montolivo, Giaccherini (Marchisio) e Aquilani (Giovinco); Balotelli
Técnico: Cesare Prandelli
JAPÃO: Kawashima; Uchida (Sakai), Yoshida, Konno e Nagatomo; Hasebe (Nakamura), Endo, Kagawa e Honda; Okazaki e Maeda (Havenaar)
Técnico: Alberto Zaccheroni
Reuters
...Uchida desviou contra a própria meta e fez o gol. Itália 2 x 2 Japão
Uchida desaba após marcar o gol contra que empatou o duelo por 2 a 2
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Fonte: ESPN

terça-feira, 18 de junho de 2013

Quando o jogo vale, Brasil virou ainda mais freguês do México

Por Paulo Cobos e Lucas Borges, de Fortaleza para o ESPN.com.br
 
Getty
Jogadores do México comemoram a vitória sobre o Brasil na Olimpíada de Londres
Jogadores do México comemoram a vitória sobre o Brasil na final da Olimpíada de Londres
 
Se Felipão teme o retrospecto geral recente do Brasil contra o México, ele deve se preocupar ainda mais com o jogo de quarta-feira, em Fortaleza, pela segunda rodada da Copa das Confederações.
O jogo vale três pontos, e nessa situação o México, antigo saco de pancadas, é ainda mais carrasco da seleção brasileira nos últimos anos.

Nos últimos sete jogos oficiais entre os dois países, sem contar competições com limite de idade, como Olimpíada ou Jogos Pan-Americanos, foram seis vitórias mexicanas e uma só dos brasileiros, que ainda perderam a decisão dos Jogos de Londres, no ano passado, para a seleção alviverde.

Essa série começou justamente na Copa das Confederações. Em 1999, jogando em casa, o México ganhou de 4 a 3 da seleção brasileira que tinha Vanderlei Luxemburgo como técnico.

Antes dessa partida, haviam acontecido oito confrontos oficiais entre Brasil e México. E a supremacia nacional era quase total, com sete vitórias e só um empate.

"Não tenho o México entalado na garganta. Essa coisa de revanche não passa pela minha cabeça", diz o lateral-esquerdo Marcelo sobre a freguesia contra os mexicanos.
Em amistosos, até que o Brasil vai um pouco melhor. Nos últimos três realizados entre os dois países, foram duas vitórias brasileiras e uma dos mexicanos.

Edição: Blog do Adeylson Sousa

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Flamengo e Renato Abreu rescindem contrato amigavelmente

Meia de 35 anos deve assinar com o Bahia para o restante do Brasileiro


O Flamengo confirmou nesta segunda-feira, por meio do seu site oficial, a rescisão de contrato com o meia Renato Abreu, de 35 anos. O vínculo do jogador com o clube venceria no final do ano.
Com a camisa do Fla, Renato Abreu faturou um Campeonato Carioca e uma Copa do Brasil. "A diretoria rubro-negra agradece a Renato pelos serviços prestados e deseja ao atleta sucesso na continuidade de sua carreira", diz trecho da nota divulgada pelo site do Rubro-Negro.
Pouco utililizado por Jorginho neste Brasileiro, Renato Abreu pode estar assinando com o Bahia nos próximos dias.

Nigéria abusa das gracinhas e toma gol histórico, mas goleia fácil o Taiti

O duelo era desigual. De um lado, a Nigéria e sua tradicional força física. Do outro, o Taiti e seu futebol amador. Como não poderia deixar de ser, uma grande goleada. Mesmo abusando das gracinhas e tomando um inesperado gol, a seleção nigeriana estreou com o pé direito na Copa das Confederações: 6 a 1 sobre os taitianos.
Jonathan Tehau foi o responsável pelo histórico gol do Taiti, mas também acabou marcando um gol contra. Oduamadi, três vezes, e Echiejile, mais duas vezes, definiram o placar da goleada.
Com a vitória, a Nigéria assume a liderança do grupo B por conta do saldo de gols. A Espanha também venceu seu jogo de estreia, diante do Uruguai, mas por 2 a 1.
A bola volta a rolar na próxima quinta-feira para o grupo B. O Taiti vai até o Rio de Janeiro, onde enfrentará a poderosa seleção da Espanha às 16 horas. Já a Nigéria viaja até Salvador, onde vai enfrentar o Uruguai às 19 horas.
O jogo
O primeiro gol nigeriano saiu muito rápido. Quando o povo mineiro começava a esquentar a torcida pelo Taiti, com direito até a gritos de ‘olé', uma jogada completamente estranha abriu o placar logo aos quatro minutos. Echiejile chutou de longe, a bola desviou em dois jogadores e matou completamente o goleiro Xavier Samin no lance.
Getty
Atletas do Taiti comemoram gol do Taiti contra a Nigéria
Atletas do Taiti comemoram gol do Taiti contra a Nigéria
Cinco minutos depois, o segundo gol. A defesa taitiana saiu jogando completamente errado e deu a bola nos pés de Oduamadi. O nigeriano ainda passou como quis por dois zagueiros antes de deslocar o goleiro.
Aos 15, Musa ficou sozinho na área, mas fez mais graça que o necessário, tentou driblar o goleiro e perdeu gol feito. Mesmo na base da brincadeira, a Nigéria fez o terceiro. Contando com grande ajuda do goleiro taitiano. Samin foi agarrar um cruzamento rasteiro, mas deixou a bola escapar nos pés de Oduamadi, que apenas completou para o gol vazio.
Quatro minutos depois, a Nigéria perdeu mais um gol feito. E de novo por falta de seriedade. Ujah chegou sozinho na cara do goleiro, mas tentou o drible e acabou desarmado. Aos 38, foi a vez de Mba perder um gol feito, escorregando em frente a Samin.
O Taiti aproveitou a distração adversária e chegou duas vezes com perigo. Uma aos 33, quando o nigeriano Omeruo desviou cruzamento que encontraria Alvin Tehau sozinho dentro da área. A segunda veio aos 42. Após cruzamento de Aitamai, Chong Huechegou livre, mas não conseguiu a cabeçada.
Assustada, a Nigéria apertou um pouco o ritmo e definiu o placar. Aos 22, o mesmo Jonathan Tehau acabou marcando contra. Após nova jogada de Oduamadi, a zaga taitiana tentou cortar, mas errou feio e acabou balançando as próprias redes.
O segundo tempo começou no mesmo ritmo, com a Nigéria preguiçosa. O castigo veio aos nove minutos. Cobrança de escanteio pela esquerda, e Jonathan Tehau subiu mais que todo mundo na segunda trave para mandar para a rede. O primeiro gol da história do Taiti em um torneio internacional. Para delírio da torcida mineira.
Aos 31 minutos, a Nigéria chegou ao quinto gol. Ideye foi lançado sozinho pela ponta direita, chegou até a linha de fundo e cruzou. No meio da área, Oduamadi apenas completou. Foi o terceiro deles na partida. O golpe final veio aos 34 minutos. Após pressão na saída de jogo, a bola sobrou para Echiejile encher o pé e marcar o sexto e último gol nigeriano.
FICHA TÉCNICA
TAITI 1 X 6 NIGÉRIA
Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 17 de junho de 2013, segunda-feira
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (El Salvador)
Assistentes: William Torres e Juan Zumba (ambos do El Salvador)
Cartão amarelo: Omeruo (Nigéria)
Gols:
TAITI: Jonathan Tehau, aos nove minutos do segundo tempo
NIGÉRIA: Echiejile, aos cinco, e Oduamadi, aos nove e aos 26 minutos do primeiro tempo; Jonathan Tehau (contra), aos 24, Oduamadi, aos 31, e Echiejile, aos 35 minutos do segundo tempo
TAITI: Samin; Ludivion, Vallar (Faatiarau) e Jonathan Tehau; Simon (Lemaire), Bourebare, Caroine e Aitamai; Vahirua (Atani), Chong-Hue e Alvin Tehau
Técnico: Eddy Etaeta
NIGÉRIA: Enyeama; Ambrose, Oboabona, Omeruo (Egwuekwe) e Echiejile; Ogude, Obi Mikel e Mba (Ogu); Oduamadi, Musa e Ujah (Ideye)
Técnico: Stephen Keshi

Postado por Juarez Alves
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Fonte: ESPN
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