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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Contrariado, Gobbi confirma fim da 'era Mano' e detona 'fogo-amigo' no Corinthians


Mano Menezes tem apenas mais sete jogos como técnico do Corinthians. Em entrevista exclusiva aos canais ESPN, o presidente Mário Gobbi confirmou que o treinador deixará a equipe ao final do Campeonato Brasileiro, ao fim também de seu mandato a frente do clube alvinegro.
O Corinthians iniciará a temporada 2015 sem um técnico definido e assim ficará, ao menos, até fevereiro. "Assume por 30 dias a equipe técnica. Edu (gerente de futebol), Alessandro (ex-lateral e coordenador técnico), Fabio Carille (auxiliar técnico) e Sylvinho (também auxiliar)", disse Gobbi.
Um novo nome para o comando técnico do Corinthians só será anunciado com a eleição do novo presidente do clube, no dia 1º de fevereiro. Roberto de Andrade é o candidato da situação e concorrerá contra Paulo Garcia e Ilmar Schiavenato. O nome de Tite é um dos favoritos para os três.
Ainda que admita a troca como certa, Gobbi crê que esse não é o melhor caminho. "Toda vez que eu falo do Mano, o prejudico. Gera uma ciumeira... Se não gostasse do Mano, não o contrataria. Por mim, ele continuava. Nos últimos anos, o Corinthians teve dois técnicos e ganhou tudo. Essa é a fórmula".
A "ciumeira" dos bastidores que Gobbi cita também é apontada por ele como o principal problema enfrentado durante os anos em que foi presidente do Corinthians. "Isso tem em todo lugar, mas o fogo-amigo aqui é muito pesado, muito forte... Bem baixo, baixo mesmo", resume o dirigente.
Voltando ao início de ano sem técnico, Gobbi não vê problema. "É uma transição pequena de 30 dias, ninguém vai morrer... Imagina que queriam que eu demitisse o Mano há 20 dias. Agora, estão falando de 30 dias de janeiro, que é pré-temporada. Tenha a santa paciência", esbravejou.
"O Corinthians tem profissionais muito bem pagos, competentes para comandar os 30 dias de pré-temporada até que o presidente, no dia 1º de fevereiro, seja eleito e assuma ele a responsabilidade do novo técnico", acrescentou, ressaltando que, ainda assim, o planejamento não será afetado.
"O que o torcedor do Corinthians tem que saber é que planejamento de 2015 está absolutamente montado, pronto. É um trabalho constante de observação do que devemos trazer na hora oportuna. O que vamos trazer é surpresa, é cedo, não é hora de falar disso", encerrou o atual presidente.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

sábado, 25 de outubro de 2014

Super Ronaldo, Messi-Neymar, Suárez... Dez atrações de um jogo histórico

Um jogo histórico antes de começar. A definição pode parecer exagerada, mas é perfeitamente adequada para o Clásico entre Real Madrid e Barcelona, neste sábado, às 14 horas (horário brasileiro de verão), no Santiago Bernabéu.
A partida reunirá tantos atrativos que é fácil listar uma dezena deles. E talvez a lista ainda fique incompleta.
ESPN.com.br reuniu em dez tópicos as principais atrações do maior duelo do futebol na atualidade. Dez histórias que, depois de 90 minutos, podem se transformar. Afinal, um clássico pode mudar a qualquer momento.
O recorde

Lionel Messi já é o maior artilheiro do clássico, com 21 gols marcados - três deles no último duelo no Santiago Bernabéu, quando o Barcelona venceu por 4 a 3.
Mas, neste sábado, o argentino pode alcançar uma marca ainda mais impressionante. Com 250 gols, ele está a apenas um de se igualar a Telmo Zarra, lendário atacante do Athletic Bilbao.
Aos 27 anos, Messi pode escrever mais uma página em sua história de recordes, justamente no estádio do maior rival. Será que o Bernabéu aplaudirá o argentino, como já fez com Maradona e Ronaldinho?
ARTE ESPN, POR THOMAS POLISTCHUK
Messi coleciona golaços no Campeonato Espanhol; confira os mais bonitos
Messi pode se igualar a Telmo Zarra
O artilheiro
Depois de terminar a temporada passada jogando no sacrifício e, ainda assim, ser peça fundamental na conquista da décima Champions League da história do Real Madrid, Cristiano Ronaldo começou a temporada em ritmo alucinante.
O português marcou incríveis 15 vezes nas oito primeiras partidas da Liga Espanhola - o melhor início de todos os tempos de um jogador na história da competição.
Na Champions League, ele marcou outras três vezes; uma a cada partida, nas vitórias contra Basel, Ludogorets e Liverpool. A sequência goleadora só aumenta, e marcas que pareciam impossíveis, com alcançar os 50 gols de Messi na Liga 2011-12, começam a aparecer no horizonte.
Para coroar um início de temporada praticamente perfeito, falta apenas uma coisa para Ronaldo: marcar contra o maior rival.
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Cristiano Ronaldo igualou Messi como o jogador que marcou em mais estádios diferentes na Champions: 22
Cristiano Ronaldo já anotou 18 gols, considerando Espanhol e Champions
A dupla

Messi e Neymar. Quando o brasileiro foi contratado pelo Barcelona, em junho do ano passado, a expectativa para o funcionamento da parceria era gigantesca.
Mas Neymar e Messi tiveram uma temporada sem muito brilho, ambos lesionaram-se mais de uma vez, e, no fim das contas, o primeiro ano foi apenas de aprendizagem.
Na segunda temporada em que atuam juntos, os dos já mostraram que a história será diferente. Neymar tem 10 gols, cinco deles com passes do companheiro; Messi somaoutros 9, com 11 assistências, tornou-se o melhor passador do time.
Nos últimos cinco jogos, os dois marcaram pelo menos uma vez cada. Caso a sequência aumente no Bernabéu, o Barcelona ficará mais perto da vitória.
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Neymar e Messi vivem grande fase juntos no Barça
Neymar e Messi vivem grande fase juntos no Barça
A linha

É possível escalar um meio-campo sem nenhum volante típico de marcação?
Quando Toni Kroos e James Rodríguez chegaram ao Real Madrid, credenciados por ótimos desempenhos na Copa do Mundo, a pergunta foi feita à exaustão para o técnico Carlo Ancelotti.
Depois de 11 jogos na temporada até agora, a resposta tem sido positiva. Com a saída de Xabi Alonso, Luka Modric passou a jogar mais recuado, e Kroos também se adaptou bem ao novo estilo de jogo.
James, depois de um início sem muito brilho, tem aparecido cada vez melhor. Contra o Barcelona, a linha de meio-campistas pode dar a resposta definitiva em seu primeiro grande teste.
GETTY IMAGES
Kroos tem se sentido à vontade no meio de campo do Real
Kroos tem se sentido à vontade no meio de campo do Real
O estreante

Foram quatro meses de uma espera que, para Luis Suárez, pareceu muito maior. Mas, neste sábado, o uruguaio finalmente voltará a disputar uma partida oficial.
O técnico Luis Enrique, como sempre, faz mistério e não confirma o time titular. Mas, em sua última entrevista antes do jogo, adiantou que o camisa 9 fará sua estreia, ainda que não jogue o tempo todo.
"Ele jogará alguns minutos. Quantos? Essa é a pergunta do milhão. Mas alguns minutos ele jogará, com certeza", afirmou o treinador.
Pode ser um ínicio de um ataque histórico. O ex-jogador Ruben Sosa, craque uruguaio dos anos 1980, fez uma analogia curiosa. "Suárez, Neymar e Messi serão como o Triângulo das Bermudas: destruirão tudo que passar por eles".
REUTERS
Luis Suárez durante treino do Barcelona na semana do clássico com o Rea Madrid
Luis Suárez, enfim, poderá atuar com a camisa azul-grená
O imbatível

Já são 8 jogos, 720 minutos, sem que o Barcelona tenha sido vazado na Liga Espanhola. Neste período, a defesa mudou a formação uma série de vezes - obedecendo às rotações do técnico Luis Enrique.
Mas, em todas as partidas, o chileno Claudio Bravo estava presente. Ele não toma gols desde o amistoso com o Napoli, em agosto. Na ocasião, em sua estreia pelo clube, ele falhou e viu o Barcelona perder por 1 a 0.
O erro poderia dar um indício de insegurança do arqueiro, mas aconteceu justamente o contrário. Bravo agigantou-se, ganhou a chance de jogar com uma lesão de Ter Stegen e firmou-se como o goleiro do time Liga, enquanto a alemão ficou com a posição na Champions.
Contra o Real, o desafio de não levar será maior do que nunca. Mas o técnico Luis Enrique prefere não colocar pressão sobre o jogador. "O desafio é vencer. Se vencermos levando gols, não tem problema".
Ainda assim, o confronto entre o goleiro que não leva gols e o atacante que não se cansa de fazê-los é outra atração do duelo.
GETTY
Bravo ainda não foi vazado no Campeonato Espanhol
Bravo ainda não foi vazado no Campeonato Espanhol
As polêmicas

Semana de clássico, tradicionalmente, é semana de polêmica. No domingo, um vídeo em que Messi supostamente se recusava a sair de campo contra o Eibar foi amplamente divulgado na internet. No dia seguinte, Luis Enrique teve de responder a três perguntas sobre o tema; disse que tufo não passava de um factoide.
Veio a quarta-feira, o Real Madrid ganhou do Liverpool, e Cristiano Ronaldo criticou o calendário. "Teremos um dia a menos para nos preparar para o clássico. Esse jogo poderia ser no domingo", disse o português. Iniesta rebateu: "O calendário é esse que está aí, não adianta reclamar", disse.
Ainda na quarta, Carlo Ancelotti colocou mais lenha na fogueira, retomando o assunto das substituições. "Eu, quando vou substituir Cristiano Ronaldo, faço sem perguntar", disse, num misto de brincadeira e provocação a Luis Enrique.
O técnico do Barcelona não mordeu a isca. "Gosto do Ancelotti, ele me cai muito bem", afirmou. Mas o comandante admitiu que as polêmicas fazem parte, sim, do Clásico. "Os clássicos precisam ser quentes, divertidos, dar alegria aos torcedores".
Por fim, a outra grande polêmica da semana: caso Messi supere o recorde de Telmo Zarra, deveria receber uma homenagem em pleno Bernabéu? Aí, o lateral Arbeloa foi quem provocou. "Homenagear Messi? Deveriam fazer uma homenagem a Cristiano Ronaldo, que é o melhor do mundo".
REUTERS
Técnico Carlo Ancelotti na entrevista coletiva pré-Real Madrid x Barcelona
Técnico Carlo Ancelotti entrou no assunto das substituições
A política

Não bastassem todas as questões esportivas - sejam dentro ou fora de campo - esta edição do Superclássico carrega uma questão política muito forte.
Três séculos depois de ter sido anexada pela Espanha, na Primeira Guerra da Sucessão Espanhola, a Catalunha vê eclodirem manifestações pelo direito de votar pela independência.
A consulta popular requisitada pelos catalães seria no dia 9 de novembro e votaria pela separação da comunidade do restante do país. Mas a votação é considerada inconstitucional pelo Governo Espanhol, e a situação política da região é delicada.
O Barcelona tentou, durante muito tempo, ficar afastado das questões políticas, mas no dia 10 deste mês publicou uma carta dizendo-se a favor do "direito de decidir".
Os ânimos entre Barcelona e Madri estão agitados politicamente. Um tempero a mais no clássico deste sábado.
GETTY
A questão política tem envolvido o clássico
A questão política tem envolvido o clássico 

O campeonato

Oito rodadas já se foram e o Barcelona lidera a Liga Espanhola com 22 pontos. O clube catalão é o único invicto e tem uma vantagem de 4 sobre o Real Madrid.
É certo que, qualquer que seja o resultado, a equipe comandada por Luis Enrique deixará o Santiago Bernabéu como líder, mas o técnico e os jogadores preferem não pensar assim.
Afinal, uma vitória do Barcelona levaria a vantagem para 7 pontos. Uma margem que, mesmo em um estágio tão inicial da Liga, pode colocar pressão sobre os rivais.
Por outro lado, o Real Madrid vê na partida a chance de reduzir a diferença para apenas um ponto. E, tirando a invencibilidade do adversário, passar a pressioná-lo rodada a rodada. Depois do sábado, ainda restarão 29 jogos.
Mas o ritmo da disputa da Liga passa pelo resultado do Clássico.
Em entrevista exclusiva, técnico da Espanha analisa clássico Real x Barcelona: 'posse de bola x arranques'
O retorno

A cena se repete em praticamente todos os jogos do Barcelona no Camp Nou: em algum momento da partida, a torcida começa a gritar o nome de Luis Enrique.
O reconhecimento é ao trabalho do treinador, mas também à história que ele teve como jogador no Barcelona. Uma história que começou com um rompimento atribulado com o Real Madrid.
Luis Enrique defendeu a equipe da capital entre 1991 e 1996. Sem um acordo para renovar o contrato, transferiu-se para o maior rival, onde ficou até 2004. Ídolo no Barcelona, ele passou a ser atacado pela torcida do Real Madrid - e nunca fez questão de ter um bom relacionamento com o adversário.
Agora, Luis Enrique está de volta ao Santiago Bernabéu, para bater de frente como clube com o qual sempre esteve em pé de guerra. "Estou tranquilo. Na temporada passada fui até lá com o Celta. Agora, pelo menos, o ‘carinho' estará repartido com o restante da equipe".
O "carinho" do Bernabéu para Luis Enrique deve ser uma grandes cenas do Clásico. Mais uma, em um jogo no qual atrações não faltam.
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Luis Enrique durante treino: óculos escuros, muitas caretas e mania de fazer mistério
Luis Enrique durante treino: óculos escuros, muitas caretas e mania de fazer mistério
FICHA TÉCNICA

Real Madrid x Barcelona
Sábado, 25 de outubro de 2014, 14 horas (horário brasileiro de verão)
Estádio Santiago Bernabéu, Madri (Espanha)
Árbitro: Jesus Gil Manzano

Real Madrid: Casillas; Carvajal, Sergio Ramos, Pepe e Marcelo; Kroos, Modric, James Rodríguez e Isco (Khedira); Cristiano Ronaldo e Benzema. Técnico: Carlo Ancelotti

Barcelona: Bravo; Daniel Alves, Piqué, Mathieu e Jordi Alba; Mascherano (Busquets), Rakitic (Xavi) e Iniesta; Pedro (Suárez), Neymar e Messi.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

domingo, 14 de setembro de 2014

Alex brilha, Inter vence Botafogo e faz as pazes com a torcida

Teve sofrimento, alívio e, de certa forma, pazes com a torcida. O Internacional venceu o Botafogo neste domingo por 2 a 0 no Beira-Rio, em jogo válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Alex, em uma bomba de fora da área, e Eduardo Sasha, de cabeça, marcaram para o time gaúcho.

O Inter, que vinha de duas derrotas no torneio nacional, se firma na terceira colocação e chega a 37 pontos. O clube está a cinco do vice-líder São Paulo e a nove do Cruzeiro, primeiro colocado. O Botafogo, por sua vez, chega a três derrotas consecutivas e é o 15º, com 22 pontos, apenas dois acima da zona de rebaixamento.
No jogo, o Botafogo começou melhor, mas levou o técnico Vagner Mancini ao desespero: Wallyson, duas vezes, e Zeballos, perderam oportunidades preciosas para abrir o placar fora de casa. O Inter, precisava de uma jogada fora do normal para aliviar a pressão que os botafoguenses, de certa forma, colocavam. E ela veio.
Aos 40 minutos do primeiro tempo, Alex apareceu na esquerda e soltou uma bomba de fora da área: 1 a 0 Inter. Na comemoração, o atleta fez questão de correr para abraçar alguns torcedores na arquibancada. Mais simbólico, impossível.
No segundo tempo, o clube gaúcho aumentou aos 13 minutos. Alex cobrou escanteio da esquerda e Eduardo Sasha subiu para cabecear e ampliar para 2 a 0.
Na próxima rodada, na quarta-feira, o Inter enfrentará o Sport às 21h, na Arena Pernambuco. No mesmo dia, mas às 22h, o Botafogo recebe o Bahia no Maracanã.
FICHA TÉCNICA 
INTERNACIONAL 2 X 0 BOTAFOGO
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 14 de setembro de 2014 (Domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)
Cartões Amarelos: Alan Ruschel e Matheus Bertotto (Inter); Rogério, Bolívar e Sidney (Botafogo)
Gols: INTERNACIONAL: Alex, aos 40 minutos do primeiro tempo; Eduardo Sasha, aos 13 minutos do segundo tempo
INTERNACIONAL: Muriel (Dida), Diogo, Paulão, Ernando e Alan Ruschel; Wellington, Aránguiz, D'Alessandro (Matheus Bertotto) e Alex; Jorge Henrique (Eduardo Sasha)e Wellington Paulista
Técnico: Abel Braga
BOTAFOGO: Jefferson, Dankler, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar; Rodrigo Souto (Ferreyra), Gabriel, Cachito Ramirez e Pablo Zeballos (Sidney); Wallyson (Yuri Mamute) e Rogério
Técnico: Vagner Mancini
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

No reencontro com Mano, gol irregular dá vitória ao Fla sobre o Corinthians

Houve de tudo um pouco no Maracanã. Xingamentos a Mano Menezes, pênalti perdido e pressão da torcida rubro-negra. Mas, com um gol irregular de Wallace, em impedimento, o Flamengo venceu o Corinthians por 1 a 0, e voltou ao 10º lugar do Brasileiro, com 28 pontos, pondo fim à sequência de derrotas - já eram duas seguidas. Já o Corinthians, mesmo com a derrota, permaneceu em quarto lugar, com 36 pontos.
jogo marcou o reencontro da torcida rubro-negra com Mano Menezes no Maracanã, um ano depois de o técnico ter pedido demissão do clube. Tão logo seu nome apareceu no telão do estádio, antes da partida, ele foi recebido com uma sonora vaia, seguida de xingamentos. Já o volante Elias também reencontrou a torcida, mas o comportamento foi neutro. Nem elogios, nem xingamentos.
Na próxima rodada, o Flamengo vai até o Pacaembu encarar o Palmeiras, quarta-feira, às 21h50. Já o Corinthians recebe a Chapecoense, também quarta, na Arena Corinthians.
O jogo
Mano Menezes à parte no Maracanã, o Flamengo usou a velha tática de deixar o jogo elétrico em seu início. Tão logo soou o apito inicial, Everton pegou a bola e disparou pela esquerda como se avisasse: será por aqui e nesse ritmo. O Corinthians não entendeu.
Um tanto quanto desligado, o time de Mano entregou o campo ao Flamengo, aceitando de forma até passiva a pressão. Por duas ou três vezes, Everton tabelou com João Paulo e chegou pelo setor, chutando de longe, passando rente à trave de Cássio.
Aos 21 minutos, o Corinthians ainda não havia assustado e quase sofreu o gol. Em lance pela esquerda, Eduardo da Silva recebeu cruzamento na pequena área e cabeceou forte, no chão, mas Cássio fez boa defesa e salvou o Corinthians de sofrer o primeiro gol.
Na arquibancada, o duelo era bonito. A torcida corintiana, em bom número, gritava e fazia barulho. Mas, fora de casa, era duro competir com a rubro-negra, que logo abafava em um grito uníssono no Maracanã. A briga era boa e bonita enquanto a bola rolava. Com a pressão inicial do Fla sem dar em gol, o Corinthians buscou sair mais de seu campo.
Aos poucos, o meio de campo passou a trocar mais passes e roubar bolas. Mas o primeiro lance de perigo corintiano chegou aos 34 minutos, quando Renato Augusto aproveitou passe errado de Léo Moura, lançaou Elias pelo meio, que avançou e chutou, para fácil defesa de Paulo Victor. O jogo era movimentado, mas sem chances claríssimas. E com um Flamengo superior, o primeiro tempo chegou ao fim.
Na volta para a segunda etapa, Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes decidiram não modificar as equipes. O Flamengo continuou da mesma maneira, com ataque pela esquerda. A explicação era óbvia: Everton passava como queria por Fagner.
Por ali, aos 13 minutos, um derrubou o outro e Canteros cobrou falta raspando a trave de Cássio. O lance esquentou demais a arquibancada do Maracanã e a torcida rubro-negra explodiu, engolindo os corintianos que tentavam, em vão, fazer barulho. Mas no lance seguinte a Fiel quase comemorou. Guerrero fez bela jogada na entrada da área e lançou Luciano, que tocou na saída de Paulo Victor, mas perdeu gol feito. A bola foi para fora.
O Maracanã pulsava, a torcida explodia e mandava o Flamengo à frente da mesma maneira. Aos 19 minutos, Canteros roubou bola e tocou para Márcio Araújo, que mandou uma bomba de fora da área. Cássio mandou para escanteio. Na cobrança, Léo Moura lançou na área, Eduardo da Silva, impedido, tocou na bola e a bola sobrou para Wallace, também em condição ilegal, fuzilar a rede de Cássio. A arbitragem nada assinalou e o Maracanã explodiu em alegria. Flamengo 1 a 0.
Ilegalidade à parte, o placar refletia o que se via em campo. O Flamengo muito mais vibrante, elétrico e bafejado pela massa na arquibancada. O Corinthians, desnorteado, tentava apenas se conter. Mas lá ia Everton pelo lado esquerdo, disparando, aos 23 minutos, para ficar frente a frente com Cássio e cruzar para a área, mas ninguém completou para o gol.
Mano Menezes, desesperado à beira do gramado, dava instruções para o Corinthians lançar-se ao ataque. Tirou Luciano e pôs Romero em campo. Tentava pressionar o Flamengo, mas o time vivia apenas de bolas lançadas na área. A marcação rubro-negra e a pressão da arquibancada dificultava.
Diante disso, o Flamengo dominava amplamente. Luxemburgo sacou Canteros, Márcio Araújo e Elton e colocou Amaral, Luiz Antonio e Elton. O time ficou mais vivo em campo. Aos 36 minutos, Eduardo da Silva recebeu bola pela direita, rolou para o meio e Everton tentou o chute. A bola bateu no braço de Fagner e o árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, Eduardo da Silva cobrou mal, à meia-altura, no canto esquerdo de Cássio, que voou para fazer a defesa. No rebote, Elton isolou.
Mas o Flamengo continuava superior. Minutos depois, Luiz Antonio achou Eduardo da Silva livre no meio do ataque, mas frente a frente com Cássio ele acabou desarmado e perdeu ótima chance. A partir daí, o Corinthians tentou alçar bolas na área novamente até o apito final de Sandro Meira Ricci. E, sorridentes, os rubro-negros voltaram a vencer após duas derrotas. 
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1X0 CORINTHIANS
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 14 de setembro de 2014
Horário: 16h 
Árbitro: Sandro Meira Ricci (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Elan Vieira de Souza (PE)
Cartões amarelos: Cáceres e Márcio Araújo (FLA) e Fagner (COR)
Público e renda: 32.400 pagantes / 36.905 presentes / R$ 1.449.317,50 / 1.053 cativas / 3.452 gratuidades
Gol: Wallace (FLA), aos 19 minutos do segundo tempo.
FLAMENGO: Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Cáceres, Canteros (Amaral) e Márcio Araújo (Luiz Antonio); Everton, Alecsandro (Elton) e Eduardo da Silva
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf (Malcom) e Elias, Renato Augusto e Lodeiro (Jadson); Luciano (Romero) e Guerrero
Técnico: Mano Menezes
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

São Paulo ganha jogo eletrizante com Cruzeiro e desafia mineiros pelo título brasileiro

O São Paulo mostrou neste domingo, em um Morumbi lotado, suas credenciais para brigar pelo troféu do Campeonato Brasileiro de 2014. O Tricolor jogou de igual para igual com o líder e atual campeão Cruzeiro em uma partida com emoção do primeiro ao último minuto, foi superior nas conclusões e venceu por 2 a 0, gols de Rogério Ceni, de pênalti e de Alan Kardec.
A diferença para os mineiros, que até quatro rodadas era de nove pontos, agora é de apenas quatro.
Os problemas defensivos diagnosticados ao longo da competição na equipe são-paulina não apareceram neste domingo. Quando o adversário chegou, parou em um inspirado Rogério Ceni. Na frente, o quarteto Ganso, Kaká, Kardec e Pato novamente se mostrou entrosado.
Foram 16 finalizações tricolores ao longo da partida, oito certas, contra uma média do time neste Brasileirão de 11,2 finalizações por partida, 4,7 certas. O Cruzeiro, líder do quesito na competição, ficou abaixo de sua média de 13,9 finalizações por jogo, 6,1 finalizações certas, mas também produziu bastante, com 11 finalizações, duas certas.
O Tricolor volta a campo pela Série A na próxima quarta-feira que vem, contra o Coritiba, que luta contra o rebaixamento, fora de casa, no Couto Pereira. No mesmo dia, o Cruzeiro recebe o Atlético-PR, no meio da tabela, no Mineirão
O jogo
Não foi possível desviar a atenção do espetáculo no Morumbi.
Éverton Ribeiro inaugurou a série de jogadas ofensivas com chute perigoso de longe, aos seis minutos. Na sequência, o São Paulo respondeu com Pato, que fez fila e rolou para Alan Kardec. O camisa 14 chutou fraco, na mão de Fábio. Ganso e Alisson assustaram em arremates por cima do travessão. Tolói teve chance de marcar aos 16, livre, na pequena área, ao receber cruzamento de Ganso, mas cabeceou torto.
Pato arranca para o São Paulo na partida contra o Cruzeiro no Morumbi
Marcelo Moreno por pouco não fez o seu encobrindo Rogério Ceni. Aos 28, Ricardo Goulart chutou cruzado do lado direito após contra-ataque, e Ceni salvou com defesaça. Naturalmente, o Cruzeiro passou a colocar a bola no chão e ditar o ritmo da partida.
Mas um pênalti aos 33 minutos mudou o rumo do jogo. Kardec tocou para Pato, que tocou para Ganso, que foi derrubado por Dedé, que já tinha amarelo, mas não foi expulso. Rogério cobrou no meio e tirou um zero do placar. Nos acréscimos da etapa inicial, Fábio evitou o que seria o segundo gol tricolor, em chute à queima roupa de Kaká, bem servido por Kardec.
Logo na volta do intervalo, Alan Kardec cabeceou mal para o chão, mas deu sorte, a bola sobrou limpa para ele dentro da área. A finalização a seguir foi para fora. No ritmo do primeiro tempo, lá e cá, Éverton Ribeiro saiu cara a cara com Ceni após bobeada da zaga paulista e exigiu belíssima defesa do goleiro.
Marcelo Moreno podia ter empatado aos 14. O boliviano recebeu passe de Ricardo Goulart no bico da pequena área e bateu pra fora. Fábio foi ágil para espalmar ‘bomba' de Edson Silva instantes depois.
Aos 25, não deu pra parar Kardec, que cabeceou e no próprio rebote afundou a rede adversária. O Cruzeiro se lançou à frente para tentar empatar e o que se viu então foi uma enxurrada de chances de gol. Para o São Paulo, que não ampliou. Nem era preciso. A atuação da equipe de Muricy Ramalho foi irretocável, premiada pelos gritos de ‘olé' da torcida.
FICHA TÉCNICA 
SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) 
Data: 14 de setembro de 2014, domingo 
Horário: 16 horas (Brasília) 
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS) 
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e José Antônio Chave Filho (RS) 
Cartões amarelos: Kaká, Alan Kardec, Álvaro Pereira (São Paulo). Dedé, Ricardo Goulart (Cruzeiro)
Gols: SÃO PAULO: Rogério Ceni, aos 35 minutos do primeiro tempo. Alan Kardec, aos 26 minutos do segundo tempo
Público: 58.627 torcedores
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Auro, Edson Silva, Rafael Toloi e Álvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká; Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec 
Técnico: Muricy Ramalho
CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Léo, Dedé (Manoel) e Ceará; Nilton, Lucas Silva (Dagoberto), Everton Ribeiro e Alisson; Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Marcelo Moreno 
Técnico: Marcelo Oliveira
Um grande abraço.
Fonte: ESPN
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