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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sozinho, Cristiano Ronaldo desencanta, mas não evita adeus de Portugal com vitória sobre Gana

Aos cinco minutos, Cristiano Ronaldo desce pela direita, ameaça cruzar e surpreende ao mandar direto para o gol. O goleiro Fatawu Dauda até esboça uma reação, mas não resta alternativa senão ficar na torcida para que a bola não entrasse nas redes. Ela não entrou: ficou no travessão.
De certa forma, o lance sintetiza o que foi essa Copa para o craque do Real Madrid.
Sempre que buscou um companheiro ao lado, o melhor jogador do mundo viu um oásis de talento - agravado pelas lesões que, nesta quinta-feira, provocaram cinco desfalques. Não explica totalmente, mas é um caminho para se compreender por que Portugal não conseguiu o milagre esperado no Estádio Nacional, em Brasília, venceu uma Gana afundada em crise por apenas 2 a 1 e se despediu sob vaias do Mundial.
Os comandados de Paulo Bento ao menos conseguiram evitar com a vitória aquela que poderia ser a pior campanha da história do time, superando as eliminações de 1986 e 2002.
Os portugueses saíram na frente ainda no primeiro tempo, aos 31 minutos, em cruzamento de Miguel Veloso e infelicidade do zagueiro ganês John Boye, que, ao tentar cortar, mandou para trás contra as próprias redes. Na volta do intervalo, aos 12, Asamoah lançou de três dedos na área para Gyan deixar tudo igual. Ronaldo aproveitou falha da defesa africana para garantir os três pontos.
Poderia ter sido diferente.
GETTY
Cristiano Ronaldo conversa com criança antes do hino
Cristiano Ronaldo conversa com criança antes do hino
Somente nos 45 minutos iniciais, Cristiano Ronaldo, sozinho, conseguiu criar três excelentes chances - além do chute no travessão, uma cabeçada parada à queima-roupa em defesa fantástica de Dauda e uma cobrança de falta também interceptada em dois tempos pelo goleiro.
Ao contrário do que se esperava, não foi um jogo de somente uma equipe - mesmo após todas as confusões que envolveram a seleção ganesa e a chegada em Brasília da premiação de US$ 3 milhões (R$ 6,7 milhões) pela classificação para o Mundial, as desavenças internas com Muntari e Boateng e o cenário de desolação depois dos primeiros resultados.
Os africanos chegavam, sobretudo, com Harrison Afful pela direita nos primeiros minutos.
Recuperada da bola na trave aos cinco, foi assim que Gana respondeu em seguida em chute bloqueado do lateral dentro da área.
Praticamente na sequência, Portugal respondeu em contra-ataque e falta de Badu em cima de João Moutinho na meia-lua. Cristiano Ronaldo se apresentou para a cobrança, mas chutou fraco demais, facilitando a vida de Dauda, que, ainda assim, preferiu não encaixar a bola.
Aos 17 minutos, a melhor chance dos comandados de Paulo Bento na etapa inicial. Em uma rara descida pela direita, João Pereira se apresenta e cruza bem para Ronaldo. O craque cabeceia com força, mas encontra novamente com Dauda bem posicionado para mandar para escanteio. O camisa 16 de Gana não se contém na comemoração e vibra com a torcida, arrancando aplausos.
Gana não se continha atrás. Em cobrança de falta de Atsu, Asamoah Gyan apareceu pela primeira vez para cabecear com perigo.
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Asamoah Gyan fez o gol de Gana
Asamoah Gyan fez o gol de Gana
Portugal, enfim, tirou o zero do placar aos 33. João Moutinho dominou na intermediária, fez cinco embaixadinhas e abriu com Miguel Veloso na esquerda. O volante que também faz o papel de lateral cruzou à meia altura e viu John Boye se atrapalhar todo e fazer contra a própria meta.
Na volta dos vestiários, Gana veio ainda mais agressiva e conseguiu levar perigo com Gyan, em chute da entrada da área que passou perto.Ruben Amorin e Ronaldo do lado português e Atsu do lado ganês ainda tentaram mudar o placar antes do intervalo, porém, não conseguiram.
O atacante, que se tornou contra a Alemanha o primeiro africano a balançar as redes em três Mundiais diferentes, não passou batido também no Estádio Nacional. Aos 12 minutos, para o desespero de Cristiando Ronaldo e companhia, ele deixou tudo igual aproveitando cruzamento de três dedos do excelente Kwadwo Asamoah para cabecear e empatar em 1 a 1 o confronto.
Waris, que substituía Botateng, ainda teve excelente oportunidade em bola na área de Gyan, mas mandou para fora.
Aos 35 minutos, Mensah e Dauda se atrapalham na retaguarda dos africanos, Cristiano Ronaldo aproveita e põe os portugueses novamente em vantagem. Nessa altura, não valia mais de nada.
Com a vitória magra, Portugal chega aos quatro pontos, empata com os Estados Unidos, mas perde a segunda vaga no saldo de gols. A Alemanha, que venceu os americanos por 1 a 0 na Arena Pernambuco, no Recife, avança em primeiro lugar com nove pontos e 100% de aproveitamento. Gana fica com a lanterna, com apenas um somado.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Muller faz mais um e Alemanha vence EUA, mas ambos vão para as oitavas da Copa

Não foi o "jogo de compadres" que muitos esperavam. Em uma partida quente, com diversos carrinhos, discussões e empurrões, a Alemanha venceu os Estados Unidos por 1 a 0 nesta quinta-feira, na Arena Pernambuco, pela última rodada do grupo G da Copa do Mundo. Com o resultado, os europeus avançam na 1ª colocação da chave, com 7 pontos, enquanto os americanos passam em 2º, graças à vitória de Portugal sobre Gana.


O autor do único do gol da partida foi Thomas Muller, no início do segundo tempo. Foi o 4º gol do atacante no Mundial do Brasil, o que o coloca entre os artilheiros do torneio, ao lado de Neymar e Lionel Messi. O jovem atacante do Bayern de Munique também segue com outra marca impressionante: 9 gols em nove jogos de Copa. Tudo com apenas 24 anos.
No primeiro tempo, os alemães começaram com sua tradicional blitz, trocando passes rápidos e cruzando bolas na área a todo momento. A pressão absurda durou 10 minutos, e a impressão é de que a meta americana seria vazada a qualquer momemento. Graças ao goleiro Howard e ao zagueiro Gonzalez, porém, os americanos resistiram.
Depois disso, o US Team passou a marcar mais forte e chegou até mesmo a controlar o jogo nos 20 minutos finais, principalmente graças à atuação de Bradley, um leão no meio-campo. Sem tanta inspiração nas finalizações para os dois lados, no entanto, a priemira etapa ficou mesmo no 0 a 0.
Na segunda etapa, a Alemanha voltou novamente voando, e dessa vez alto demais para os EUA aguentarem. Logo aos 5 minutos, Mertesacker cabeceou na área, Howard defendeu bem, mas deu rebote para Muller, que bateu colocado para estufar as redes.
REUTERS
Schweinsteiger (à dir.) fala com Dempsey: os dois times discutiram após o fim do primeiro tempo
Jogo quente: atletas discutiram muito em campo
Mesmo desanimados pelo gol, os americanos não se renderam, e tentam continuar infiltrando a área adversária. O goleiro Neuer, porém, era apenas um espectador de luxo na partida, já que nem teve que sujar o uniforme para fazer nenhuma defesa mais arrojada.
Joachim Low respondeu colocando o veloz Gotze no lugar de Schweinsteiger, buscando os contra-ataques, mas seu ataque também estava sem grande inspiração, mesmo com Klose demonstrando muita vontade de buscar mais um gol, que lhe tornaria o maior artilheiro da história das Copas. Com isso, o placar seguiu inalterado até o apito final.
Ao final da partida, os alemães celebraram seu segundo triunfo na competição, que lhes coloca mais uma vez como favoritos na busca pelo tetra mundial. Mesmo derrotado, até mesmo os americanos comemoraram, já que esta é a primeira vez na história que a seleção de futebol do país vai às oitavas em duas Copas seguidas.
Nas oitavas, a Alemanha enfrenta o 2º colocado do grupo H (provavelmente Argélia, Rússia ou Coreia do Sul), enquanto os EUA encaram o líder da chave, que deve ser a Bélgica.
FICHA TÉCNICA:
ESTADOS UNIDOS 0 x 1 ALEMANHA
Copa do Mundo 2014 - Grupo G - 3º rodada
Local: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata-PE
Data: 26 de junho de 2014, quinta-feira
Horário: 13h (horário de Brasília)
Público: 41.876 torcedores
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Assistentes: Abdukhamidullo Rasulov (UZB) e Bakhadyr Kochkarov (QUI)
Cartões amarelos: Gonzalez e Beckerman (EUA); Howedes (ALE)
GOL
ALEMANHA: Muller, aos 5 minutos do segundo tempo
ESTADOS UNIDOS: Howard; Johnson, Gonzalez, Besler e Beasley; Beckerman, Jones, Zusi (Yedlin), Bradley e Davis (Bedoya); Dempsey Técnico: Jürgen Klinsmann
ALEMANHA: Neuer, Boateng, Mertesacker, Hummels e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger (Gotze), Kroos, Ozil (Schurrle) e Podolski (Klose); Müller Técnico: Joachim Low
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Brasil x Chile é também pressa x paciência na Copa

Dizer que Brasil e Chile, rivais nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, no próximo sábado, em Belo Horizonte, têm estilos parecidos é uma grande mentira.
Pelo menos na forma como cada time cria suas jogadas ofensivas. O time de Luiz Felipe Scolari é um dos mais "apressados' do Mundial. Já a equipe comandada pelo argentino Jorge Sampaoli é a rei da paciência.
Isso fica evidente com o cruzamento do número de passes trocados com as chances de gol criadas por cada equipe, segundo as estatísticas oficiais da Fifa.
O Brasil finaliza uma vez, na média, a cada 32,5 passes trocados. É a oitava menor proporção de toda a Copa do Mundo, e não chega à metade da marca chilena.
O time andino finaliza para o gol, na média, uma vez a cada 72 trocas de bola, disparado o recorde do torneio. O segundo colocado é a Itália, com uma proporção de 60 passes para cada conclusão tentada no Mundial.
Rápido, o Brasil é o time que mais finaliza, ao lado da Costa do Marfim, com 47 chances criadas. Já com sua "embromação", o Chile tem a segunda menor média de finalizações da Copa, só atrás do frágil Irã, com 8,3 chutes a gol por partida.
Os dois times se enfrentam no sábado, às 13h, com transmissão ao vivo da ESPN Brasil e do Watch ESPN. O ESPN.com.br também faz o tempo real do confronto.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Neymar não larga a bola: corrida com 'embaixadinha'

Para os poucos que podem ver os treinos da seleção brasileira na Granja Comary, Neymar também dá espetáculo. Depois de cobranças inusitadas de pênalti e escanteio, o camisa 10 inovou até no que deveria ser um treino físico em Teresópolis.
Depois de ficarem na academia fazendo um trabalho regenerativo, os titulares de Felipão só foram a campo para uma leve corrida no treino marcado para adaptar o time ao horário (13h) do jogo contra o Chile, no sábado,
Neymar foi o último a iniciar o trabalho. Em duplas ou trios, seus companheiros trotavam levemente. Bem diferente do craque da companhia.
PVC, após treino da seleção: 'Minha impressão é que Fernandinho ganhou a posição'
Foram três voltas em torno do gramado, duas no principal e uma no auxiliar. E, na maior parte do tempo, Neymar fez a corrida controlando a bola, fazendo embaixadinhas. Na maior sequência, correu por pelo menos 100 metros fazendo isso.
Quando passou diante do condomínio em que torcedores se aglomeram para ver a seleção treinar, Neymar, que até agora marcou quatro dos sete gols da seleção na Copa, levou os fãs ao delíro com seu controle de bola.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Messi faz dois, se iguala a Neymar, Argentina sua para vencer a Nigéria e garante 1º lugar


Lionel Messi é o cara. O camisa 10 e capitão voltou a salvar a Argentina, marcou dois gols e foi fundamental para a vitória suada por 3 a 2 diante da Nigéria, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Mas pode chamar de pedaço albiceleste.
A torcida que lotou o estádio do Internacional era predominantemente em favor dos sul-americanos, numa invasão à capital do Rio Grande do Sul que marcará a história das Copas do Mundo. Cantando e provocando os brasileiros, os argentinos deram um show à parte e viram nova atuação de gala de Messi.
Logo aos 2 minutos de partida, ele aproveitou rebote e abriu o placar. Pouco depois, a Nigéria igualou com Musa. A emoção tomou conta novamente do Beira-Rio antes do intervalo, quando Messi balançou as redes em cobrança de falta, se igualando a Neymar na artilharia da Copa com quatro gols. O camisa 10 ainda conseguiu uma sequência semelhante à de Diego Maradona ao fazer quatro tentos consecutivas para a Argentina em um Mundial ('El Pibe' obteve a façanha em 1986).
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Rojo faz a festa após cabecear para o fundo do alvo
Rojo faz a festa após anotar o seu gol
Mas a volta do intervalo foi quente: Musa, outra vez, igualou para a Nigéria e botou fogo. No entanto, Rojo, de joelho, fez o gol que garantiu a vitória argentina.
A nota preocupante para os argentinos foi a saída de Aguero ainda aos 37 do primeiro tempo.
Com o resultado, a seleção bicampeã mundial chegou a nove pontos e garantiu a liderança do grupo F. A Nigéria, mesmo com a derrota, se classificou para as oitavas de final com quatro pontos, porque o Irã caiu para a Bósnia.
Assim, a Argentina vai agora para São Paulo enfrentar na próxima fase o segundo colocado da chave E (Suíça ou Equador) em 1º de julho, enquanto a seleção africana deve pegar a França no dia anterior em Brasília.
O jogo
Foram os cinco primeiros minutos mais elétricos da Copa do Mundo. O Beira-Rio pintado de azul e branco logo teve sua recompensa pela festa: aos 2, Mascherano deu lindo lançamento para Di María invadir e chutar; o goleiro Enyeama defendeu, mas a bola bateu na trave, e no rebote Lionel Messi estufou as redes para fazer 1 a 0. Este é o terceiro gol do craque argentino na Copa do Mundo.
A torcida nem tinha saído do transe direito quando os nigerianos igualaram o placar. Em contra-ataque, aos 4, Babatunde rolou para Musa, pela esqueda da área, fintar Zabaleta e tocar no canto esquerdo de Romero, que poderia ter ido melhor.
Que começo!
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Musa é abraçado por Yobo após fazer um belo gol
Musa é abraçado por Yobo após fazer um belo gol
Aos 8, quase Higuaín marcou o segundo argentino: ele recebeu passe rasteiro em profundidade, chegou a driblar Enyeama, mas chutou fora.
Então, a partida perdeu em intensidade. Uma nova chance foi criada apenas aos 24 minutos, quando o quarteto ofensivo argentino jogou, mas o cruzamento/chute de Di María não encontrou o gol e nem Messi, que tentou um carrinho. Na sequência, Odemwingie arriscou de fora da área, e a bola passou sobre o travessão.
Aos 29, Di María novamente apareceu em chute de fora, cruzado, e Enyeama colocou para escanteio. Na jogada seguinte, Messi cruzou para Rojo, que reclamou de puxão na área de Yobo e cabeceou à direita do gol.
A Argentina, porém, sofreu um golpe aos 37: Aguero sentiu uma lesão e precisou deixar o jogo. Lavezzi entrou em seu lugar. Seis minutos depois, o duelo de 2010 voltou a ter seu capítulo neste ano. Em cobrança de falta, Messi mandou a bola no ângulo esquerdo, mas Enyeama chegou a temoi e mandou para escanteio.
Três minutos depois, o argentino venceu: em nova falta pela direita, a canhota de Messi foi no mesmo lugar, mas desta vez o nigeriano não chegou. 2 a 1 para a Argentina, quarto gol do camisa 10, se igualando a Neymar na artilharia da Copa.
Mas a Nigéria não quis saber de ficar muito tempo atrás no placar de novo e apenas dois minutos depois da volta do intervalo igualou. Musa tabelou com Babatunde, invadiu a área e, mesmo marcado por dois, balançou as redes outra vez.
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Messi comemora ao abrir o placar logo no início do jogo
Messi comemora ao abrir o placar logo no início do jogo
Só que a partida continuou maluca, e a Argentina retomou a dianteira no placar aos 5. Primeiramente, Di María chutou e Enyeama mandou para escanteio. Na cobrança, Rojo apareceu livre dentro da área para bater com joelho direito e fazer o terceiro.
A torcida foi ao delírio e começou a gritar "olé" já aos 14 da etapa final. Foi quando Messi quase chegou ao hat-trick: após cruzamento de Rojo, o atacante se esticou, mas quando chutando do lado esquerdo de Enyeama.
Aos 21, o capitão argentino foi substituído por Ricky Álvarez, e a festa foi feita no Beira-Rio com reverência ao ídolo. O duelo, porém, continuou empolgante.
Higuaín e Lavezzi perderam ótimas chances para a Argentina, enquanto Musa e Emenike quase igualaram o placar outra vez. Mas a vitória foi albviceleste.
FICHA TÉCNICA
NIGÉRIA 2X3 ARGENTINA
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 25 de junho, quarta-feira
Horário: 13h (de Brasília)
Público: 43.285 pessoas
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos ITA)
Cartões amarelos: Omeruo e Oshaniwa (Nigéria)
Gols: Nigéria - Musa, aos 4 do primeiro tempo e aos 2 do segundo tempo; Argentina - Messi, aos 2 e aos 47 do primeiro tempo, e Rojo, aos 5 do segundo tempo
NIGÉRIA: Enyeama; Ambrose, Yobo, Oshaniwa e Omeruo; Obi Mikel, Onazi, Musa e Babatunde (Uchebo); Odemwingie (Nwofor) e Emenike. Técnico: Stephen Keshi
ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Fernández, Garay e Rojo; Gago, Mascherano, Di María, Aguero (Lavezzi) e Messi (Ricky Álvarez); Higuaín (Biglia). Técnico: Alejandro Sabella.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

No jogo que ninguém queria ver, Bósnia vence a 1ª em Copas, mas se despede junto com o Irã

Entre os 48 jogos da primeira fase da Copa do Mundo, era talvez o que oferecesse menos atrativos. A tese é confirmada pela baixa procura de ingressos e os lugares vazios que sobraram na Arena Fonte Nova, nesta quarta-feira, em Salvador. Quem se arriscou, viu a primeira vitória da história da Bósnia em um Mundial, 3 a 1 sobre o Irã.
É verdade que o feito pouco valeu, já que a única seleção estreante de 2014 já estava eliminada, após duas derrotas nos primeiros jogos da Copa. Mas o placar serviu para acabar com o sonho do Irã, que dependia apenas de um triunfo para avançar, também pela primeira vez em sua história, a uma oitavas de final de Mundial.
Com o resultado, a Bósnia fechou sua participação no grupo F em terceiro lugar, com três pontos, atrás das classificadas Argentina e Nigéria. Os iranianos permaneceram com apenas um ponto e se despediram da Copa com a pior campanha da chave, tendo marcado apenas um golzinho, o desta quarta, com Ghoochannejhad .
O placar, ao menos, honrou a fama de estádio dos gols nesta Copa do Mundo. Agora, já são 21 gols feitos em Salvador em apenas quatro partidas, uma média superior a cinco por jogo até aqui. 
Um dos responsáveis por mais uma tarde de gols na Fonte Nova foi Dzeko, principal estrela da Bósnia, que, enfim, desencantou e marcou seu primeiro gol no Mundial. Pjanic e Vrsajevic fizeram os outros tentos europeus.
REUTERS
Sobraram lugares vagos na Arena Fonte Nova nesta quarta
Sobraram lugares vagos na Arena Fonte Nova nesta 4ª
O jogo só poderia valer classificação para o Irã, mas parecia que era o contrário. A não ser pela reclamação de pênalti - inexistente - de Safi, os primeiro minutos de jogo foram todos da Bósnia. Na melhor chance, aos oito de partida, Dzeko cabeceou nas mãos do goleiro Haghighi.
A recompensa pela superioridade veio aos 23 minutos, quando a Bósnia puxou contra-ataque e a bola chegou aos pés de Dzeko, que, fora da área, evitou a marcação de um iraniano, ajeitou para a perna esquerda e finalizou rasteiro. A bola ainda bateu na trave esquerda de Haghighi antes de entrar.
No lance seguinte à saída de bola após o gol, o Irã, enfim, ameaçõu e quase empatou a partida. Dentro da área, Shojaei recebeu cruzamento rasteiro vindo da direita, dominou e finalizou. A bola bateu no travessão e, no rebote, em posição de impedimento, Reza Ghoochannejhad arrematou mal.
Os iranianos assustaram novamente aos 30 minutos. Após cruzamento da direita, Dejagah desviou de cabeça e Ghoochannejhad, novamente em posição de impedimento, finalizou em cima do goleiro Begovic, antes de ver o lance anulado pela arbitragem.
Referência da seleção bósnia, Dzeko protagonizou o lance que quase originou o segundo gol dos europeus, aos 41 minutos. O jogador do Manchester City deu passe em profundidade para Vrsajevic, que entrou na área livre na área mas errou ao tentar o chute cruzado.
REUTERS
No fim, restou aos iranianos lamentar a derrota e a desclassificação
No fim, restou aos iranianos lamentar o fim do sonho, com derrota e desclassificação
Já o erro do zagueiro iraniano Hosseini na saída de bola, aos 14 minutos do segundo tempo, não foi perdoado. Dzeko recuperou a bola para a Bósnia e passou para Ibisevic, que viu o deslocamente de Pjanic e colocou o companheiro na cara do gol. Em posição duvidosa, o jogador da Roma tocou com categoria na saída de Haghighi e fez 2 a 0.
Apesar de ter adotado postura ofensiva desde o início do segundo tempo, o Irã só conseguiu ameaçar realmente o gol adversário aos 35 minutos. Principal jogador iraniano, o atacante Reza Ghoochannejhad dominou na área, puxou para a esquerda e finalizou. Desviada pelo goleiro Bogovic, a bola passou perto.
Pouco depois, aos 36, o mesmo Reza Ghoochannejhad foi o autor do primeiro gol iraniano na Copa. Com o gol aberto, o jogador só teve o trabalho de completar cruzamento de Hosseini.
No lance seguinte, porém, a Bósnia deu a resposta e afastou qualquer possibilidade de ser surpreendida nos momentos finais do jogo. Em rápido contra-ataque, Vrsajevic recebeu livre, entrou na área e chutou cruzado. A bola bateu na trave direita de Haghighi e morreu nas redes: 3 a 1 e fim de Copa para as duas seleções.
FICHA TÉCNICA 
BÓSNIA E HERZEGOVINA 3 X 1 IRÃ
Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA) 
Data: 25 de junho de 2014 (Quarta-feira) 
Horário: 13 horas (de Brasília) 
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (Espanha) 
Assistentes: Roberto Alonso Fernández (Espanha) e Juan Yuste (Espanha)
Cartões amarelos: Besic (Bósnia e Herzegovina) e Ansari Fard (Irã)
Gols: BÓSNIA E HERZEGOVINA: Dzeko, aos 23 minutos do primeiro tempo, Pjanic, aos 14 minutos do segundo, e Vrsajevic, aos 37 minutos do segundo tempo; IRÃ: Reza Ghoochannejhad, aos 36 minutos do segundo tempo
BÓSNIA E HERZEGOVINA: Asmir Begovic, Vrsajevic, Toni Sunjic, Emir Spahic e Kolasinac; Muhamed Besic, Miralem Pjanic, Hadzic (Vranjes) e Susic (Salihovic); Edin Dzeko (Visca) e Ibisevic
Técnico: Safet Susic
IRÃ: Alireza Haghighi; Pejman Montazeri, Jalal Hosseini, Amirhossein Sadeghi e Mehrdad Pooladi; Andranik Timotian, Javad Nekounam, Masoud Shojaei (Heydari), Ehsan Haji Safi (Alireza Jahan Bakhsh) e Ashkan Dejagah (Ansari Fard); Reza Ghoochannejhad 
Técnico: Carlos Queiroz
Um grande abraço.
Fonte: ESPN
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