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domingo, 10 de novembro de 2013

Sem 'cavadinha', Pato acerta pênalti, Corinthians vence e empurra Fluminense para o Z-4

Em mais um jogo marcado por protestos de parte da torcida contra alguns jogadores, o time paulista conseguiu somar três pontos na partida contra o Fluminense, na noite deste domingo, em Araraquara. O gol saiu dos pés de Pato, em cobrança de pênalti, aos 45 minutos do segundo tempo. A vitória por um a zero levou a equipe do técnico Tite aos 45 pontos, afastando o rebaixamento, e empurrou o clube carioca para a zona da degola.
A derrota do tricolor das Laranjeiras foi ainda pior por causa do empate entre Vasco e Santos. Com um ponto a mais, o rival conseguiu sair do Z-4. Preocupada com a permanência do clube na Série A, a diretoria tricolor levou o elenco para o interior de São Paulo, em Atibaia, para os treinos que antecederam o duelo na Fonte Luminosa, mas não funcionou. A equipe tem, nesta reta final, mais cinco decisões na luta contra a queda. Já são nove jogos seguidos sem ganhar.
Ainda no primeiro tempo, um homem que estava na arquibancada, no lado corintiano, arremessou dois copinhos de água dentro do campo, em direção a Romarinho, quando o jogador cobrava um escanteio, sob os olhares do presidente Mario Gobbi, que acompanhou a equipe no duelo. Revoltados, outros torcedores retiraram o rapaz de dentro do estádio e a PM o encaminhou para uma delegacia. No jogo contra a Portuguesa, em Campo Grande (MS), um caso parecido rendeu a perda de um mando para a equipe do Parque São Jorge.
O jogo
Logo aos 2 minutos do primeiro tempo, o Corinthians teve uma chance incrível de abrir o placar. Com um cruzamento açucarado de Guilherme para o meio da área, Douglas subiu sozinho para cabecear, mas não acertou o alvo e a bola saiu pelo lado esquerdo do gol de Diego Cavalieri. Aos 10, o Fluminense teve a sua oportunidade: Wagner arriscou de fora da área e a bola passou perto da trave esquerda do gol de Walter.
O jogo voltou a ficar emocionante quando o cronômetro marcou 30 minutos. Edenilson cruzou para a área, Renato Augusto teve tempo de matar no peito e encher o pé, mas viu mais uma vez uma ótima defesa do goleiro adversário, que espalmou para o escanteio. Nesse momento, Vanderlei Luxemburgo já havia feito a sua primeira substituição, por conta de uma lesão muscular de Diguinho, que deu lugar para Valencia. O último lance de perigo na primeira etapa foi do lado do clube das Laranjeiras, com a tentativa de Gum, de cabeça, mas a bola passou por cima do travessão.
Na volta para o segundo tempo, com times iguais, a primeira chance foi do lado do Fluminense. Aos 4 minutos, Wagner disparou pela direita e fez o cruzamento para a área, nos pés de Marcelinho, mas Walter chegou a tempo para segurar a bola e impedir a finalização do atacante.
Aos 10, os dois técnicos decidiram mudar a equipe. Tite colocou Rodriguinho no lugar de Douglas, e Luxemburgo tirou Wagner para a entrada de Igor Julião. Pouco depois, sob muitas vaias da torcida corintiana, Pato foi chamado para substituir Renato Augusto. Os comandantes corintiano e tricolor ainda tentaram Diego Macedo no lugar de Guilherme e Biro Biro no lugar de Marcelinho, respectivamente, em suas últimas alterações.
Mesmo com as substituições,a segunda etapa não embalou. O jogo ficou truncado no meio do campo, com pouco perigo para os goleiros. O melhor momento foi aos 40 minutos, em um lance de Pato. Em um cruzamento na medida, o número 7 tentou de cabeça, mas a bola saiu pelo lado direito do gol do Fluminense.
O que ninguém esperava era que o vilão da Copa do Brasil teria a oportunidade de se redimir com os corintianos. Aos 45 minutos, Pato caiu dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Ele mesmo pediu para bater e, sem 'cavadinha', garantiu a vitória do time do Parque São Jorge. 
Além dos copinhos de água, diversos torcedores levaram faixas para demonstrar suas insatisfações com alguns jogadores da equipe de Tite e pedindo mudanças para a diretoria. Os principais alvos são Alexandre Pato, Romarinho e Emerson Sheik. 'Pato volta para a Europa' e 'Fora Romarinho baladeiro' foram algumas das mensagens transmitidas nesta noite de domingo, em Araraquara, nas redondezas do estádio da Fonte Luminosa.
O jogo contra o Fluminense foi o quinto e último do Corinthians longe de São Paulo, por causa das punições sofridas pelo STJD. O time enfrenta o Coritiba, na quarta-feira, no Couto Pereira, e, no próximo domingo, o clube paulista volta para a casa, e conta com o apoio de sua torcida no Pacaembu, para a partida contra o Vasco.
O clube carioca tem os dois próximos jogos no Maracanã, contra o Náutico, no meio da semana, e depois pega o São Paulo, no outro fim de semana.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Messi se machuca, e Neymar e Fábregas comandam goleada do Barcelona

O Barcelona de Lionel Messi foi, neste domingo, o Barcelona de Fábregas, de Valdés, de Pedro, de Bartra... E de Neymar.
Sem o argentino, machucado desde os 20 minutos de jogo, o brasileiro foi um dos comandantes da equipe na vitória por 4 a 1 sobre o Real Betis, em Sevilha, e ajudou a transformar um jogo que chegou a estar complicado em mais três pontos para o clube catalão em sua campanha quase perfeita no Campeonato Espanhol.
Com o resultado, o Barcelona chega a 37 pontos em 13 partidas na Liga, abrindo três de vantagem para o Atlético de Madri, que não foi além de um empate com o Villarreal.
Neymar, mais uma vez, fez boa partida. O brasileiro marcou o primeiro gol do duelo e poderia ter feito pelo menos mais dois, não fossem as boas intervenções do goleiro argentino Guillermo Sala. E Neymar também apanhou, sobretudo do lateral alemão Steinhofer, seu principal marcador.
Tanto que, aos 28 da segunda etapa, Tata Martino preservou o camisa 11, que foi substituído por Cristian Tello.
Mas o brasileiro não foi o único fator da vitória. Em um duelo complicado no início das duas etapas, brilharam Victor Valdés - com duas defesas fundamentais - e Marc Bartra, mostrando muita confiança ao lado de Puyol. Fábregas, com dois gols e uma assistência, e Pedro, autor de outro gol, também aproveitaram bem as chances que tiveram.
Para enfrentar o lanterna da Liga, o treinador Tata Martino mexeu em seis posições da equipe que venceu o Milan por 3 a 1, na quarta-feira, pela Champions League. Na defesa, Puyol, Bartra e Montoya substituíram Piqué, Mascherano e Adriano.
No meio, Song entrou na vaga de Busquets, e Fábregas começou no lugar de Iniesta. O ataque começou com Pedro no lugar de Alexis. Foram mantidos o goleiro Valdés, Daniel Alves na lateral-direita, Xavi no meio-campo, Neymar e Messi no ataque.
A partida começou com um bom ritmo, mas sem grandes oportunidades de gol. Aos 11 minutos, Neymar teve boa chance quando avançou pela esquerda e buscou Messi pelo meio; o passe saiu errado, e a bola não chegou ao argentino.
Getty
Fábregas e Pedro também marcaram na goleada do Barcelona
Fábregas e Pedro também marcaram na goleada do Barcelona
Último colocado na classificação, o Betis não parecia ser um time que faz campanha tão ruim. Pelo contrário, a equipe andaluza criou as duas primeiras grandes oportunidades da partida, mas parou em Victor Valdés. Aos 16, o goleiro saiu bem para bloquear um chute de Molina; aos 17, fez uma defesa espetacular em cabeçada de Juan Carlos.
O Barcelona não conseguia se impor e, aos 20 minutos, perdeu Lionel Messi.
O argentino sentiu uma lesão e teve de deixar o jogo dando lugar a Andrés Iniesta. Era a hora de Neymar ser protagonista.
O camisa 11 tinha de assumir a responsabilidade de comandar o ataque, e foi isso o que ele fez. Aos 24 minutos, o ex-santista teve ótima oportunidade após cruzamento de Daniel Alves pela direita. A conclusão saiu ruim e parou nas mãos do goleiro Sara.
Mas, aos 35, o brasileiro não perdoou. Após grande lançamento de Song, Fábregas tocou para o atacante, sozinho na área, concluir para o gol vazio.
No minuto seguinte, foi a vez de Pedro marcar. O camisa 7 arrancou desde o campo de defesa e correu 60 metros até ficar cara a cara com Sara; na saída do goleiro, ele não perdoou e fez 2 a 0.
O Barcelona, que começara a partida sem conseguir se impor, praticamente decidiu o confronto em dois minutos. O terceiro poderia ter saído aos 44, mas Pedro foi travado por Figueras e não conseguiu concluir após passe de Neymar.
A segunda etapa começou com o Betis melhor, e a equipe de Sevilha poderia ter diminuído não fossem duas intervenções fundamentais de Bartra. O zagueiro reserva travou dois chutes que tinham a direção do gol. A pressão continuou, e, aos 6 minutos, Nono acertou a trave do gol de Valdés.
O Bétis tinha boas chances, como no primeiro tempo, mas não marcava. O Barcelona, então, aproveitou. Neymar teve duas ótimas chances aos 14 minutos, mas parou em boas defesas do goleiro Sara.
Aos 18 minutos, Fábregas não perdoou. Após lançamento de Iniesta, Montoya tocou para o meio da área e o camisa 4, que atuava como um falso centroavante, tocou de carrinho para fazer o terceiro gol, definindo de vez uma partida que ainda era perigosa.
O "falso 9" ainda teve tempo de ser um 9 de verdade quando, aos 34, fez de cabeça o quarto gol do Barcelona, completando de cabeça um cruzamento de Daniel Alves pela lateral direita.

O Betis ainda marcou seu gol de honra nos acréscimos, com Molina, em cobrança de pênalti.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Atlético-PR passeia contra São Paulo e adia festa do Cruzeiro

Mil quilômetros. Em tempos de internet e comunicação praticamente instantânea, a informação de ponto chega ao outro em segundos (até menos). O ocorrido em Curitiba, no Paraná, serviu para adiar uma grande comemoração programada para Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O grande responsável por frustrar a festa, armada para o final da tarde deste domingo no Mineirão, foi o Atlético Paranaense, que derrotou o São Paulo pelo placar de 3 a 0, no Estádio Durival de Brito, e impediu o tricampeonato brasileiro do Cruzeiro, que, ainda mais próximo da taça, bateu o Grêmio.
O Atlético Paranaense construiu sua vitória aproveitando o espaço e a fraca marcação dos comandados de Muricy Ramalho. Assim, Marcelo, aos 12min, e Luiz Alberto, aos 26min, balançaram as redes no primeiro tempo, enquanto Ederson reforçou sua condição de artilheiro da competição ao marcar seu 17º gol, aos 12 minutos da etapa final.
O resultado positivo deixou o Atlético-PR com 58 pontos, 13 a menos do que o líder da competição; restam apenas 15 em disputa para cada equipe. Um empate dos paranaenses na próxima quarta-feira, em duelo marcado para as 21h (de Brasília), contra o Criciúma, fora de casa, já garante o título para o Cruzeiro, que joga no mesmo dia, às 21h50, contra o Vitória no Barradão.
Enquanto o Atlético segue firme no grupo de classificação para a Libertadores de 2014, o São Paulo, firme no meio da tabela e pensando cada vez mais no bicampeonato da Sul-Americana, volta a jogar pelo Brasileiro também na quarta-feira, recebendo o Flamengo às 21h50, em Itu, cumprindo punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O jogo
Para enfrentar o time de segunda melhor campanha no Brasileiro, Muricy Ramalho resolveu fazer o que os técnicos chamam de "espelho": armou o São Paulo taticamente de forma bastante similar à do Atlético-PR, em um 4-4-2 com um meia pensador e outro que se movimenta e atacantes que se movimentam constantemente.
Na comparação dos times, a maior diferença estava na postura do lateral esquerdo. Enquanto Juninho se limitava a marcar, Reinaldo era uma das principais forças ofensivas paulistas, tanto que, nos primeiros minutos, deu bastante trabalho ao adversário. Mas a cobertura em suas costas, sob responsabilidade de Denilson, era frágil, o que se tornou decisivo na partida.
As deficiências defensivas do clube do Morumbi ficaram ainda mais expostas pelo estilo de jogo rápido dos curitibanos. Paulo Miranda e Denilson não sabiam como parar a movimentação de Everton e Ederson, e Marcelo desfilava como queria na grande área, já que Antônio Carlos e Rodrigo Caio o procuravam à toa.
Aos cinco minutos, o panorama ficou claro quando Marcelo, na direita, ajeitou para Everton rolar e Ederson, desmarcado, isolar a bola. Aos 12, aconteceu o que era questão de tempo: o gol atleticano. Ederson cruzou da esquerda para Marcelo, sem ninguém próximo dele, dominar no peito e soltar a bomba. Rogério Ceni nem pulou, só mexendo o braço quando a bola já balançava as suas redes.
Como prova de sua utilidade ofensiva, Reinaldo criou a maior oportunidade de empate para o São Paulo no confronto, aos 17 minutos, quando foi à linha de fundo e rolou na pequena área para Aloisio. Agarrado por Luiz Alberto, o atacante girou e, com Ademilson livre e de frente para o gol, preferiu finalizar sem ângulo, para fora, deixando Ademilson em desespero pela opção do atacante.
Do outro lado, não faltava solidariedade ao Atlético-PR. Nem espaço para abusar de sua velocidade. Nas raras vezes em que tinha a bola, Denilson levava poucos segundos para ser desarmado, expondo ainda mais seus colegas. Marcelo fez das costas de Reinaldo uma avenida que ele aproveitou bem.
Em meio à pressão, Paulo Miranda conseguiu afastar de cabeça, aos 26 minutos. O escanteio do time mandante era, ao menos, uma oportunidade para o São Paulo se organizar defensivamente. Mas o posicionamento na bola parada que Muricy Ramalho sempre apontou como um trunfo seu não funcionou: Luiz Alberto subiu na primeira trave para testar com força e aumentar o marcador.
A dificuldade de parar a velocidade adversária era tanta que o terceiro gol só não saiu aos 28 do primeiro tempo porque Paulo Miranda conseguiu se antecipar a Ederson, alvo de passe após mais uma jogada de Marcelo desmarcado. Vítima da correria atleticana, o clube tricolor fez o goleiro Weverton trabalhar apenas em chute de Maicon, poucos minutos antes do intervalo.
Para o segundo tempo, Muricy abriu mão de imitar a tática do Atlético e trocou o prejudicial Denilson pela velocidade de Osvaldo. A movimentação de Ganso em busca da bola era o único incômodo dos donos da casa.
Já o Atlético sabia bem como se aproveitar da defesa paulista, e tratou de anular qualquer chance de empate rapidamente. Aos 12 minutos, Marcelo voltou a aparecer em velocidade na grande área pela direita, com tempo e espaço para levantar a cabeça e tocar com precisão para a bola passar por Rogério Ceni e encontrar os pés de Ederson antes de balançar as redes.
A partir da definição da vitória por 3 a 0, Vagner Mancini resolveu dar descanso ao time vice-líder do Brasileiro e finalista da Copa do Brasil. O São Paulo, também de olho na Sul-americana, pouco pôde fazer. Foi mais de meia hora de toque de bola em vão do time tricolor e de respiração de alegria do Atlético-PR, ainda aspirante ao título brasileiro.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO- PR 3 X 0 SÃO PAULO
Estádio: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 10 de novembro de 2013, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Público: 12.754 pagantes
Renda: R$ 223.960,00
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Márcio Eustáquio (Fifa-MG) e Nadine Schramm (SC)
Cartões amarelos: Everton, Ederson e Manoel (Atlético-PR); Paulo Miranda (São Paulo)
Gols: 
ATLÉTICO-PR: Marcelo, aos 12, e Luiz Alberto, aos 26 minutos do primeiro tempo; Ederson, aos 12 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Bruno Silva (Deivid), João Paulo, Everton e Paulo Baier; Marcelo (Dellatorre) e Ederson (Ciro)
Técnico: Vagner Mancini
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson (Osvaldo), Maicon (Wellington), Douglas e Ganso; Ademilson e Aloísio (Welliton)
Técnico: Muricy Ramalho
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Cruzeiro faz sua parte, dá show contra o Grêmio, mas tem festa do título adiada

Respira, Dagoberto!
O atacante entrou no gramado do Mineirão, neste domingo, acompanhado pelos filhos e, ao procurar a sua esposa para entregá-los de volta, perdeu aquela que poderia ter sido a foto do título. Não será. A festa estava toda pronta para isso. No telão, antes do confronto com o Grêmio, a cada instante era atualizado o público que chegou a 58.113. No intervalo entre as parciais, antigos ídolos eram mostrados no estádio e aplaudidos, incluindo o agora adversário Dida.
A contagem regressiva para o tricampeonato brasileiro tinha tudo para se encerrar hoje. A torcida fez a sua parte e lotou o Gigante da Pampulha. Borges, o artilheiros das decisões, mais uma vez surgiu - e como surgiu! Fez um golaço, viu Willian aumentar e garantir a vitória de 3 a 0 sobre o Grêmio no segundo tempo.
Seria suficiente para dar início à comemoração pelo título. Faltou o Atlético-PR - deixar de - fazer a sua parte. Os vice-líderes cumpriram o seu papel diante do São Paulo, venceram por 3 a 0 no Durival de Britto e mantiveram por pelo menos mais uma rodada o grito de campeão celeste na garganta.
O Cruzeiro viajará agora para enfrentar o Vitória e pode ter de fazer a sua festa na quarta-feira, em Salvador. Na rodada seguinte, a equipe segue longe de Belo Horizonte por causa da perda de mando e receberá a Ponte Preta em Uberlândia, interior mineiro. Somente em seu penúltimo compromisso, retornará ao Mineirão contra o Bahia.
O gol que poderia ter sido o do título saiu após levantamento de Everton Ribeiro na área, desvio de cabeça de Dagoberto e um sem pulo de Borges, sozinho. Golaço. Um gol à altura da campanha cruzeirense - que poderia ter sido coroada com cinco rodadas de antecedência neste fim de semana, um recorde. Ainda deu tempo de Willian pegar sobra de bola alçada e bater colocado de esquerda para aumentar. Ricardo Goulart fechou o placar.
Gazeta Press
O mascote cruzeirense faz a festa antes da partida
O mascote cruzeirense faz a festa antes da partida

Para enfrentar o Grêmio, o time comandado por Marcelo Oliveira contou com o reforço de última hora de Nilton, que havia deixado o treino de sábado com dores no joelho direito. Mesmo sendo dúvida, ele partiu para o estádio no ônibus da delegação e, no desembarque, confirmou a sua escalação "na base da superação".
O Grêmio, que não vence há sete jogos - sendo que, em seis deles, não balançou nem mesmo as redes -, teve de segurar a pressão dos donos da casa nos primeiros minutos e quase viu Egídio abrir o placar com apenas seis minutos, após tabelinha com Everton Ribeiro e chute cruzado que levou perigo ao gol defendido por Dida. Na sequência, Dagoberto tentou chute, a zaga desviou e por pouco não traiu o goleiro veterano. Em outro lance, o atacante cruzou, a defesa tricolor se atrapalhou e a bola passou rente à trave.
Depois do gol do Cruzeiro marcado por Borges de voleio aos 33 minutos, o Grêmio ainda ameaçou com Sousa e Rhodolfo e Fábio fez duas belas defesas nos chutes. Na saída para o intervalo, a equipe reclamou bastante da arbitragem.
Ao voltar do vestiário, o time celeste manteve o ritmo, porém, sem a mesma agressividade e se complicando ainda com a forte marcação dos gaúchos. O bate-boca com o ex-atleta do clube, Kleber Gladiador, era constante. A falta de concentração se refletiu no aumento da posse de bola adversária. Em jogada de Pará, Barcos recebeu passe, cortou Egídio e acertou a trave aos 27 minutos. Em seguida, o centroavante argentino novamente clareou e Fábio fez excelente defesa.
Substituto de Dagoberto, Willian, então, apareceu para aliviar a pressão gremista e acertou sobra de lateral cobrado com Ceará para ampliar. Ricardo Goulart ainda deixou o seu.
Com o resultado, o Cruzeiro chega a 69 pontos e mantém a distância de 13 à frente do Atlético-PR, segundo colocado. O Grêmio tem 55 e segue na terceira posição com os tropeços de Botafogo e Goiás.
Na próxima rodada, na quarta-feira, a equipe mineira visita o Vitória no estádio Barradão sem o seu principal armador, Everton Ribeiro, e Ceará, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. No mesmo dia, o Grêmio recebe o ameaçado pelo rebaixamento Vasco na Arena.
Um grande abraço.

Fonte: ESPN

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Heroica, Ponte vence Vélez na Argentina e encara São Paulo na semifinal da Sul-Americana


A noite de quinta-feira foi histórica para a Ponte Preta. Em partida dramática, a equipe do interior paulista derrotou Vélez Sarsfield, por 2 a 0, em pleno estádio José Amalfitani, em Buenos Aires e avançou às semifinais da Copa Sul-Americana. O meia Elias e volante Fernando Bob marcaram os gols do clube alvinegro.

Com o resultado, o Brasil já tem um finalista garantido na decisão do torneio continental. A Ponte Preta enfrentará o São Paulo, que passou pelo Atlético Nacional, da Colômbia. O primeiro jogo acontece na próxima quarta-feira, no Morumbi.

A Ponte Preta jamais conquistou um título de grande expressão nos seus 113 anos. Além disso, está em uma situação bastante complicada no Campeonato Brasileiro, O time de Campinas está na 18ª posição, dentro da zona de rebaixamento, com 34 pontos, dois a menos que o Fluminense, primeiro time fora do Z-4.
Os dois times fizeram um primeiro tempo com baixa qualidade técnica e com poucas chances de gol. A Ponte, bem organizada dentro de campo, conseguiu segurar a pressão inicial do adversário e jogou de igual para igual em território argentino.

A equipe brasileira teve praticamente uma única oportunidade na etapa inicial aos 27. No lance de bola parada, Elias levantou na área e Artur cabeceou. O goleiro Sosa fez grande defesa espalmando para escanteio.

O Vélez Sarsfield deu a resposta quatro minutos depois. Em cruzamento, Roberto saiu mal do gol e Rescaldani subiu livre de marcação, mas cabeceou à esquerda do gol do clube paulista.

Apesar da maior posse de bola, a equipe argentina não conseguiu superar a boa organização tática dos comandados do treinador Jorginho.

O segundo tempo começou com o Vélez em cima, arriscando de fora da área. Entretanto, foram os brasileiros que abriram o placar.
Reuters
Ponte Preta obteve um resultado histórico na noite desta quinta-feira: eliminou o Vélez fora de casa
Elias comemora o primeiro gol da Ponte Preta nesta quinta
Logo aos três minutos, em rápido contra-ataque, Elias recebeu de Rildo e teve calma para tocar na saída de Sosa e marcar um dos gols mais importantes da história da Ponte Preta, para delírio dos torcedores alvinegros presentes no estádio José Amalftani.
Após o gol, o confronto virou ataque contra defesa. O Vélez tomou conta do jogo e exerceu total pressão nos adversários. Aos seis, Allione cruzou, Lucas Pratto ajeitou de cabeça e a bola passou por toda a área da Ponte. Dois minutos depois, Cubero finalizou e o zagueiro César afastou em cima da linha.
Aos 17, em outro cruzamento, o goleiro Roberto subiu com Rescaldini, mas a bola passou entre eles e saiu pela linha de fundo, assustando todos a equipe do interior paulista.

O Vélez quase chegou ao gol de empate aos 30 minutos. Insúa cobrou falta pelo alto e Roberto, no ângulo esquerdo, fez boa intervenção. Logo na sequência, Papa levantou mais uma bola na área e Copete cabeceou com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo.

O time argentino só levava perigo nos lances de bola área. Em mais um cruzamento, Copete tentou o cabeceio, mas pegou mal para defesa tranquila de Roberto.

Os donos da casa levaram muito perigo aos 37. Papa levantou na área, Lucas Pratto ajeitou de peito e Cabral finalizou fraco, sem problemas para o camisa 1 da clube paulista.

Os minutos finais se tornaram dramático. Com os 11 jogadores no campo de defesa, a Ponte se segurou do jeito que podia e também contou com a sorte. Em bate e rebate, o defensor César tenta travar desvio de Sebá Domínguez, a bola sobe e explode na trave.

A Ponte Preta liquidou a partida no último minuto. Em mais um contra-ataque, Fernando Bob marcou um golaço para silenciar a torcida argentina. O volante recebeu passe de Leonardo, deu um chapéu no goleiro e completou de cabeça para o fundo das redes.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

FPF veta 'dedo-duros' para o próximo Paulistão

A Federação Paulista de Futebol decidiu proibir a comunicação entre membros da comissão técnica no banco de reservas com pessoas de fora durante os jogos. A medida, que começa a valer em 2014, foi tomada por recomendação da Fifa, para evitar que 'dedo-duros' contem detalhes dos lances que estão acontecendo dentro de campo.
Com um fone no ouvido e o celular na cintura, treinadores recebem informações de colegas que assistem ao jogo com visão privilegiada, sobre o desempenho de um jogador, mudança de posicionamento da equipe e até mesmo sugestões de substituições. Mas não para por aí. Quem está longe dos gramados também comenta possíveis erros da arbitragem, como um impedimento mal marcado, um pênalti não dado ou uma falta mais dura sem advertência.
"Não pode haver nenhuma comunicação da área técnica com alguém de fora, que seja na tribuna ou qualquer outro lugar, passando informações para o técnico ou auxiliar técnico das equipes. A Fifa está recomendando isso e nós vamos aplicar essa regulamentação para o ano que vem, pois em 2013 não teve", afirmou o chefe do Departamento de Segurança da FPF, Coronel Marcos Marinho, aoESPN.com.br.
Além da fiscalização no banco de reservas, a FPF vai aumentar o cuidados com os demais envolvidos na partida. No início deste ano, o árbitro do clássico entre São Paulo e Palmeiras no Morumbi, Leandro Bizzo, relatou na súmula da partida que um dos gandulas que trabalhavam no estádio estava usando um equipamento eletrônico no ouvido. O caso não chegou a ser levado em frente, já que o garoto foi questionado por Marinho durante o intervalo e viu que se tratava apenas de um 'radinho comum'.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Weverton pega tudo, Atlético-PR segura o Grêmio e vai à decisão inédita da Copa do Brasil

Pela primeira vez na história do clube, o Atlético-PR está na decisão da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira, o clube rubro-negro segurou o Grêmio, na Arena, em 0 a 0, e, por ter vencido a partida de ida por 1 a 0, se classificou às finais da segunda maior competição nacional.

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Para alcançar a decisão, o Atlético-PR contou com atuação memorável do goleiro Weverton. O ataque gremista parou nas defesas espetaculares do arqueiro. O camisa 1 foi o grande destaque da partida com, no mínimo, cinco intervenções complicadas, para o desespero dos torcedores gaúchos.

Em busca do título inédito, o Atlético-PR enfrenta o Flamengo, que derrotou o Goiás, no Maracanã. O sorteio ficou definido que o primeiro jogo será no dia 20 de novembro, na Vila Capanema, em Curitiba. O duelo decisivo acontecerá uma semana depois, dia 27, no Maracanã.

Com o resultado, o treinador Vagner Mancini confirma o bom trabalho que vem realizando na temporada, em que a equipe está na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Além disso, o treinador buscará o bicampeonato da Copa do Brasil. Em 2005, Mancini foi campeão da competição com o Paulista, de Jundiaí (SP), em cima de um clube carioca, o Fluminense.
O jogo
O Grêmio esbarrou no bom sistema defensivo do Atlético-PR na primeira etapa. Com Kleber e Barcos no ataque, e Zé Roberto de meia, o time do técnico Renato Gaúcho quase não criou oportunidades durante os 45 minutos iniciais.
Com dificuldade para chegar à área adversária, as melhores oportunidades foram em chutes longa distância. Do outro lado, a equipe comandada por Vagner Mancini segurou de maneira tranquila o ímpeto dos gremistas no início da partida.

O Grêmio ensaiou uma pressão quando o árbitro apitou o começo do confronto. Aos quatro minutos, Kleber arriscou de fora da área, mas o chute saiu fraco, à esquerda da meta defendida por Weverton. Aos 12, Pará cruzou e Kleber, de novo, tentou um peixinho, mas não pegou bem na bola para defesa segura do goleiro adversário.

A partir de então, o Atlético-PR equilibrou o duelo. O jogo ficou bastante truncado, com muita marcação no meio de campo e com vários passes errados, total de 25.

O time do Paraná não criou nenhuma chance clara de gol. As melhores jogadas foram em escanteios e bolas lançadas à área pelo capitão Paulo Baier.
Com pouco espaço para jogar, o Grêmio passou a arriscar finalizações de longa distância. E quase marcou, duas vezes. Aos 40, Barcos ganhou em lance individual e chutou forte de esquerda para grande defesa de Weverton, que espalmou para escanteio. Dois minutos depois, Alex Telles arrematou de longe e obrigou o goleiro rival a fazer mais uma grande intervenção.

A segunda etapa começou parecida com a anterior. Logo no primeiro minuto, Zé Roberto chutou da entrada da área. A bola passou perto do poste direito do gol do Atlético-PR. O lance levantou a torcida gremista. Após dez minutos de jogo truncado, Kleber cruzou rasteiro, a bola passou na frente do gol e ninguém do Grêmio apareceu para finalizar.

O clube gaúcho cresceu na partida e passou a pressionar o Atlético-PR. Aos 12, Pará tocou para Kléber que, de frente para o gol, chutou para fora. Um minuto depois, o camisa 30 limpou a marcação e bateu em cima do defensor adversário. A bola ficou tranquila para a defesa de Weverton.

Aos 17, aconteceu o lance mais polêmico da partida. Zé Roberto cabeceou para dentro da área, Barcos subiu com Luis Alberto, e a bola chega em Ramiro, que finalizou para dentro do gol. Contudo, o árbitro havia marcado falta duvidosa de Barcos em cima do zagueiro rubro-negro.

O técnico Renato Gaúcho fez a primeira substituição do jogo aos 20 minutos. Entrou Elano, saiu o paraguaio Riveros.
O Atlético-PR quase abriu o placar na metade do segundo tempo. Paulo Baier cruzou e a bola passou pelo atacante Marcelo, dentro da pequena área.

Em busca de mais ofensividade, Renato Gaúcho colocou o chileno Vargas e sacou o meia Zé Roberto.

Aos 29, quase gol do Grêmio. Ramiro pegou de primeira e a bola explodiu no travessão de Weverton. O Grêmio voltou a crescer na partida e obrigou o treinador Vagner Mancini a fazer duas alterações na equipe. Saíram Éderson e Paulo Baier, e entraram Delltorre e João Paulo.
O goleiro Weverton salvou novamente o Atlético-PR. Barcos chutou forte de esquerda obrigando o arqueiro a espalmar por cima do gol. Para conter a pressão do Grêmio, Vagner Mancini colocou o zagueiro Renato Chaves no lugar de Everton.

Os dez minutos finais foram dramáticos. Era ataque contra defesa. O Grêmio buscava o gol de todas as maneiras e o Atlético-PR se segurava do jeito que dava, com praticamente todos os jogadores dentro da área.
Aos 41, Kleber perdeu grande oportunidade. Em cruzamento, o atacante, livre de marcação, cabeceou sem força, sem perigo para Weverton.

Quando o ataque do Grêmio conseguiu vencer o goleiro, o zagueiro Luis Alberto apareceu para salvar em cima da linha. Barcos tocou por cima de Weverton, a bola ia entrando, mas o defensor evitou o gol gremista, aos 43.

O Atlético-PR se recuou inteiro. No desespero, o time tricolor tentou jogadas de bola área. Porém, sem organização, facilitou para a zaga do time visitante segurar a pressão e avançar à decisão.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 0 x 0 ATLÉTICO-PR
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 6 de novembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Cartões amarelos: Zé Roberto e Kleber (Grêmio); Juninho, Léo, Manoel e Luiz Alberto (Atlético-PR)

GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro (Yuri Mamute), Riveros (Elano) e Zé Roberto (Vargas); Kleber e Barcos
Técnico: Renato Gaúcho

ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Zezinho, Everton (Renato) e Paulo Baier (João Paulo); Marcelo e Ederson (Dellatorre)
Técnico: Vagner Mancini
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Flamengo vira sobre o Goiás, deita e rola no Maracanã e vai à final da Copa do Brasil

Pela sexta vez, o Flamengo está em uma final da Copa do Brasil. Depois de levar um susto no início da partida, com um gol de Eduardo Sasha, o Rubro-Negro virou a partida para 2 a 1 no Maracanã, gols de Hernane e Elias, venceu o Goiás e carimbou a classificação. Após o apito do árbitro, a cena histórica: jogadores rubro-negros deitaram e rolaram no gramado do Maracanã para responder à provocação do atacante Walter. 
No lado rubro-negro, desfalque apenas do goleiro Felipe, operado no joelho esquerdo. De restante, Jayme de Almeida colocou o time com a escalação que tem mandado a campo desde que assumiu o comando da equipe.
Já o Goiás, sem Walter e William Matheus, lesionados, e Hugo, suspenso, optou por entrar com três volantes e apenas um atacante em campo.
Pela frente, os times voltam a se enfrentar no Campeonato Brasileiro, domingo, também no Maracanã. Já os rubro-negros voltam a entrar em campo pela Copa do Brasil no dia 20 de novembro, na primeira final diante do Atlético-PR, que eliminou o Grêmio.
O jogo
Antes da partida, chamou a atenção a torcida rubro-negra ao gritar o nome de Davi, filho de Elias que estava internado com pneumonia. O camisa 8 agradeceu com acenos, mas depois viria a maior retribuição. Não deu nem tempo de o time da casa aproveitar com tranquilidade a vantagem construída no Serra Dourada.
Com apenas quatro minutos, Elias fez falta em Vítor pelo lado direito da grande área. Davi levantou a bola na área e Eduardo Sasha, esperto, se antecipou à zaga e cabeceou no canto esquerdo superior de Paulo Victor. 1 a 0.
Eufórica e cantante ao extremo, a torcida rubro-negra que lotava a arquibancada sentiu o baque por alguns segundos. Rapidamente, passou a entoar gritos para mandar o Flamengo à frente. Ainda atônito com o gol, o time de Jayme de Almeida mostrava desorganização.
Aos poucos, a bola deixou de queimar nos pés rubro-negros e o time tratou de tentar reequilibrar as forças no placar. Carlos Eduardo primeiro cruzou na área, mas a defesa rebateu. O Goiás se segurava e o Flamengo insistia. Aos 13 minutos, água mole em pedra dura....
Elias partiu com a bola na intermediária e tocou para Hernane, que devolveu de primeira. O volante tentou chutar a bola, mas acabou travado. Na sobra, ele tocou para Hernane, que foi além de seu estilo: deu dois toques na bola. Um para ajeitá-la e o outro para tocá-la, de forma suave, por cima de Renan. Bola na rede, tudo igual no Maracanã. 1 a 1.
O gol deu ainda mais motivação para a sinergia entre arquibancada e time. O Flamengo se empolgou, partiu para cima disposto a carimbar a classificação para final de uma vez por todas. Entre um contra-ataque e outro, o Flamengo pecava pela definição, só rondando a área goiana. Aos 24 minutos, Elias resolveu. De forma até inesperada, ele recebeu de costas, na entrada da grande área, girou e bateu no capricho. A bola voou até o canto esquerdo de Renan, estufando a rede. Golaço. Flamengo 2 a 1. Na arquibancada, novamente, ecoou o nome de Davi. Elias, emocionado, agradeceu. 
A virada obrigou o Goiás a buscar mais o ataque. Mas com um Eduardo Sasha solitário no ataque a tarefa ficava difícil. Com a vida dos zagueiros rubro-negros facilitada, o Flamengo insistia em testar Renan. Aos 38 minutos, Paulinho recebeu boa bola de Amaral, cortou a zaga e chutou, com perigo. Mas o primeiro tempo terminou sem maiores surpresas e com vantagem rubro-negra.
Na segunda etapa, o técnico Enderson Moreira tirou Roni para dar um parceiro de ataque a Eduardo Sasha: Wellignton Júnior. Mas foi o Flamengo que iniciou o jogo com mais perigo. Aos três minutos, Léo Moura cruzou no capricho para Hernane, mas o Brocador mandou por cima do gol.
Aos dez minutos, um lance polêmico. Léo Moura e Elias tabelaram pelo lado direito. O volante recebeu a bola, deu um corte para dentro da área e rolou na medida para Hernane, que completou para o gol. O auxiliar Carlos Berkenbrock assinalou impedimento de forma incorreta e o gol acabou anulado.
A torcida do Flamengo, irritada, hostilizou o árbitro e o Goiás tentou dar a resposta para ainda buscar a classificação. Aos 14 e aos 18 minutos, Júnior Viçosa e Renan Oliveira assustaram a torcida da casa com chutes ao gol que passaram perto da trave de Paulo Victor. Em seguida, Jayme de Almeida tirou Carlos Eduardo e colocou Diego Silva em campo. A torcida vaiou o camisa 20 e se inflamou. A partir daí, ela atraiu para si a festa da partida.
O jogo ficou um tanto quanto truncado, com o Flamengo parando mais jogadas com falta para gastar o tempo e buscar um contra-ataque. Com o jogo cada vez mais truncado, as chances apareceram. O time teve enorme chance para ampliar aos 39 minutos, quando Hernane tocou bola açucarada para Paulinho, na grande área. Mas, de frente para Renan, Paulinho isolou.
No fim, o próprio Paulinho assustou a torcida ao sentir a coxa esquerda e sair de campo na maca. Mas, para a torcida rubro-negra, tudo era festa. De gol perdido a contusão. O Flamengo, depois de sete anos, está de volta à final da Copa do Brasil.
FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 2 X 1 GOIÁS
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de novembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP)
Público e renda: 49.421 pagantes / 56.224 presentes / R$ 3.375.410,00 / 3.536 gratuidades / 2.440 cativas
Cartões amarelos: Luiz Antonio, Léo Moura e Carlos Eduardo (FLA)
Gols: Eduardo Sasha (GOI), aos quatro minutos, Hernane (FLA), aos 13 minutos e Elias (FLA), aos 24 minutos do primeiro tempo.
FLAMENGO: Paulo Victor; Leonardo Moura, Chicão, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antonio, Elias e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho (González) e Hernane
Técnico: Jayme de Almeida
GOIÁS: Renan; Vitor, Ernando, Rodrigo e Mário Sérgio; Amaral, David, Thiago Mendes, Roni (Wellington Júnior) e Renan Oliveira; Eduardo Sasha (Júnior Viçosa).
Técnico: Enderson Moreira.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

São Paulo segura empate na Colômbia e fica a 4 jogos do bi da Sul-Americana e da vaga na Libertadores


Quatro jogos separam o São Paulo do bicampeonato da Copa Sul-Americana e consequentemente, da vaga para a Libertadores de 2014. O Tricolor segurou um empate por 0 a 0 com o Atlético Nacional-COL, nesta quarta-feira, em Medellín e avançou às semifinais. Na ida, no Morumbi, o time brasileiro venceu por 3 a 2 com um gol de cabeça de Antônio Carlos no finalzinho do segundo tempo.

Desde o início da partida, Muricy Ramalho postou seu time na Colômbia na defesa, jogando por uma bola. Com bom toque, o Atlético, finalista da copa e da liga do seu país, envolveu o São Paulo, mas não chegou a sufocá-lo.

O adversário tricolor na próxima fase está indefinido. Caso a Ponte Preta elimine o Vélez Sarsfield, nesta quinta, na Argentina - no Brasil as equipes empataram por 0 a 0 -, será forçado o duelo entre os brasileiros. Caso contrário, o São Paulo pega o vencedor de Libertad-PAR x Itaguí-COL. No primeiro jogo, no Paraguai, o Libertad venceu por 2 a 0. A volta acontece também nesta quinta. 

Invicto há mais de dois meses e há dez partidas, o São Paulo defende a ótima fase neste domingo, no Campeonato Brasileiro, contra o Atlético-PR. O duelo acontece em Coritiba. As semis da Sul-Americana serão disputadas nos dias 21 e 28 de novembro.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO NACIONAL-COL 0 X 0 SÃO PAULO


Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia)
Data: 6 de novembro de 2013 (quarta-feira)
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Enrique Osses (CHI)
Assistentes: Carlos Astroza (CHI) e Sergio Román (CHI)
Cartões amarelos: Valencia (Atlético Nacional); Antônio Carlos, Wellington, Luis Fabiano (São Paulo)

ATLÉTICO NACIONAL: Armani; Peralta, Henríquez e Murillo; Medina, Mejía, Cárdenas e Valencia (Díaz); Bernal (Guisao), Duque (Ángel) e Uribe
Técnico: Juan Carlos Osorio

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Reinaldo; Denilson, Maicon, Douglas e Jadson (Wellington); Aloísio (Welliton) e Luis Fabiano (Ademilson)
Técnico: Muricy Ramalho

Um grande abraço.

Fonte: ESPN
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