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quinta-feira, 28 de março de 2013

Com falha de goleiro, Grêmio é surpreendido por Cruzeiro e perde a 1ª com os titulares no Gaúcho


Sem se destacar ofensivamente e com falhas defensivas, o time titular do Grêmio perdeu pela primeira vez no Campeonato Gaúcho. A equipe recebeu o Cruzeiro e foi surpreendida por 2 a 1, nesta quinta-feira, pela quarta rodada da Taça Farroupilha – o segundo turno do Estadual. Este foi o sexto revés dos tricolores, que, nas outras cinco vezes, tinham caído com um time composto por reservas.

Assim, o Grêmio perde o 100% de aproveitamento no returno e também a liderança do grupo B. Afinal, estaciona nos nove pontos e fica na segunda colocação, um ponto atrás do Passo Fundo. Já o Cruzeiro soma os seus três primeiros pontos, mas segue na lanterna da mesma chave.

Os visitantes saíram em vantagem com um gol de Jô após falha do goleiro reserva Marcelo Gröhe. O time da casa então empatou com Wellinton, mas, logo ficou atrás novamente. Em cobrança de escanteio, a marcação vacilou, e Reinaldo deu números finais ao confronto. 

Outra notícia ruim para a torcida do time tricolor ficou por conta da lesão do goleiro Dida, que sentiu dores musculares na coxa esquerda e foi substituído no intervalo.

Pela próxima rodada do Campeonato Gaúcho, o Grêmio visitará o Passo Fundo no domingo, às 16h (de Brasília). No mesmo dia, o Cruzeiro jogará contra o Pelotas, fora de casa, às 19h.

O jogo

Como virou rotina nos últimos jogos, o Grêmio entrou em campo com uma formação contendo três atacantes. Mas, isso não evitou que o time mandante levasse pouco perigo à meta adversária. Sem inspiração, a equipe tinha o domínio territorial e pouco criava. 

A melhor chance dos comandados de Vanderlei Luxemburgo veio em um cabeceio de Cris. Os visitantes, por sua vez, tiveram as melhores oportunidades da etapa inicial.

Na volta do intervalo, o Grêmio seguia sem brilhar e ainda sofreu um gol. Aos 14 minutos, Werley fez a cobertura em lançamento longo, Marcelo Gröhe saiu mal do gol, trombou com o zagueiro e soltou a bola. Assim, Jô só precisou tocar para o fundo da meta vazia.

Em desvantagem, a equipe da casa se lançou ao ataque e conseguiu o empate oito minutos mais tarde. Fernando cobrou escanteio na área, e Wellinton, no segundo poste, completou para a rede após desvio no meio do caminho.

Embalado, o time tricolor parecia embalado para conseguir a virada, mas não foi isso que aconteceu. Aos 28, Reinaldo aproveitou erro na marcação adversária, cabeceou após cobrança de escanteio e definiu a vitória do Cruzeiro, a primeira da equipe no segundo turno.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 X 2 CRUZEIRO-RS

Local: 
Arena Grêmio, em Porto Alegre
Data: 28 de março de 2013, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcio Cristiano Brum Coruja
Assistentes: José Eduardo Calza e Alexandre Antonio Kleiniche(RS)
Cartões amarelos: André Santos, Pará (Grêmio), Alberto, Marcelo Santos, Faísca, Jô (Cruzeiro-RS)
GOLS: Grêmio: Wellinton, aos 22 minutos do segundo tempo
Cruzeiro-RS: Jô, aos 14 minutos do segundo tempo, e Reinaldo, aos 28 minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Dida (Marcelo Grohe); Pará, Cris, Werley e André Santos; Fernando, Souza (Marco Antônio) e Zé Roberto; Kleber, Welliton e Barcos (Willian José)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO-RS: Fabio; Reinaldo, Claudio, Leo Carioca (Rogério) e Marcelo Santos; Alberto, Almir, Faísca e Jean Paulo (Maxwall); Jô e Jean
Técnico: Ben Hur Pereira

Neymar e Montillo voltam, mas Santos só empata com Mogi Mirim



Tidos como indispensáveis pelo técnico Muricy Ramalho, Neymar e Montillo voltaram ao Santos nesta quarta-feira, mas não evitaram o tropeço do time da Vila Belmiro em seu próprio estádio. O Mogi Mirim surpreendeu e arrancou um empate por 2 a 2 na casa do adversário.
Cícero e Giva marcaram para o Santos, e Henrique e Wagninho fizeram os gols dos visitantes, que ficaram duas vezes atrás no placar, mas se recuperaram na partida da 15ª rodada do Campeonato Paulista. 
Neymar e o argentino Montillo ficaram ausentes das duas partidas anteriores do time - vitória sobre o Mirassol e empate com o Palmeiras - por compromissos com suas seleções.

Terceiro colocado do Estadual, com 29 pontos, o Santos enfrenta na próxima rodada o Oeste, domingo que vem, fora de casa. Dono de ótima campanha na competição, o Mogi vem logo atrás, em quarto, com 27 pontos e pega o São Caetano, fora, também no domingo.
O Santos começou a partida pressionando e chegou com perigo ao gol adversário, logo aos quatro minutos. Arouca iniciou a jogada, Giva tentou o arremate e foi bloqueado, com a bola voltando para o volante, que dentro da grande área, bateu de perna esquerda para boa defesa de Daniel.
Bem armado em campo, o Mogi Mirim conseguiu amenizar a pressão santista e, também, ameaçou o gol de Rafael. Aos 21, Val arriscou um chute forte, de fora da área, com a bola passando próxima a meta defendida pelo camisa 1 do Peixe.
Dois minutos depois, os alvinegros voltaram a criar uma boa chance. Neymar encontrou Léo, dentro da área, mas o experiente lateral-esquerdo, após fintar o seu marcador, pegou fraco na bola, de pé direito, facilitando a defesa do arqueiro do Sapão.
Antes do intervalo, o Santos conseguiu furar o forte sistema defensivo do Mogi e abriu o placar. Aos 42, Arouca cruzou pela direita para Neymar, mesmo pressionado pela zaga, ajeitar para Cícero, que entrava na grande área e emendou de perna esquerda, superando Daniel: 1 a 0 para o Peixe.
Na volta para a etapa complementar, os santistas foram surpreendidos pelo Mogi Mirim. Aos quatro, João Paulo cobrou falta pela direita, Lucas Fonseca desviou a bola e Henrique completou para as redes, sem chance de defesa para Rafael, empatando o jogo para os visitantes.
Com o gol de empate do Sapão, o time praiano voltou a carga e retomou a pressão. Aos 12, Bruno Peres cruzou da direita, Neymar tentou dominar, Lucas Fonseca afastou parcialmente e a bola sobrou para Montillo finalizar. O chute foi desviado pela zaga do Mogi, exigindo boa defesa de Daniel, que mandou a bola para escanteio e salvou a sua equipe de sofrer o segundo gol na Vila.
Os visitantes responderam, aos 20, quando Wagner cobrou escanteio fechado e Rafael se deslocou para conseguir o desvio. Os alvinegros quase levaram um gol olímpico. No minuto seguinte, Wagner foi substituído por Carlos Alberto.
No entanto, o Santos não deixou o Mogi Mirim crescer na partida e tratou de passar a frente no marcador novamente. Aos 22, Cícero deixou o jovem Giva livre, para tocar na saída de Daniel e anotar o segundo do Peixe no confronto.
Dois minutos após o gol, o técnico Muricy Ramalho foi obrigado a sacar Léo, que com dores no tornozelo, deu lugar a Guilherme Santos.
Os santistas quase ampliaram a vantagem em cobrança de falta de Neymar, aos 30. Com categoria, a Joia deslocou a bola de Daniel, mas o seu chute acertou o travessão, em grande oportunidade da sua equipe para chegar ao terceiro gol no duelo.
Em desvantagem, o Sapão viu o técnico Dado Cavalcanti trocar Roni por Wagninho, aos 33. Um minuto mais tarde, Wagninho recebeu pela ponta direita, dentro da grande área, e soltou a bomba, vencendo Rafael e igualando mais uma vez o placar: 2 a 2.
Nos minutos finais, com o empate, o treinador do Mogi Mirim sacou o meia Roger Gaúcho, colocando o volante Juninho para reforçar a marcação no setor de meio-campo.
Aos 43, o Alvinegro Praiano quase chegou à vitória, com Neymar. Após cruzamento de Giva, o craque do Santos dominou no peito e tentou uma bicicleta. Roniery travou o arremate e evitou o que poderia ser o gol da vitória do Peixe.
Giva, aos 47, também desperdiçou uma grande chance para decidir a partida, mas Daniel salvou o Sapão, que saiu da Vila Belmiro com um ponto.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 2 MOGI MIRIM

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 28 de março de 2013 (quinta-feira)
Horário: 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Assistentes: Alberto Poletto Masseira e Maria Núbia Ferreira Leite
Cartões amarelos: Henrique, Tiago Alves e Roniery (Mogi Mirim)
Gols: SANTOS: Cícero, aos 42 minutos do primeiro tempo e Giva, aos 22 minutos do segundo tempo MOGI MIRIM: Henrique, aos 4 e Wagninho, aos 34 minutos do segundo tempo
SANTOS: Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena, Durval e Léo (Guilherme Santos); Renê Júnior, Arouca, Cícero e Montillo; Giva e Neymar
Técnico: Muricy Ramalho
MOGI MIRIM: Daniel; Roniery, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Magal, Val, Roni (Wagninho) e Roger Gaúcho (Juninho); Wagner (Carlos Alberto) e Henrique
Técnico: Dado Cavalcanti

quarta-feira, 27 de março de 2013

Com time misto, Inter só empata com São José e vê sequência de vitórias acabar


A sequência de vitórias do Internacional foi interrompida. Nesta quarta-feira, a equipe visitou o São José no gramado sintético do estádio Passo D’Areia e ficou em um empate sem gols, pela quarta rodada da Taça Farroupilha – o segundo turno do Campeonato Gaúcho.

O clube colorado vinha de seis triunfos consecutivos – algo que não conseguia havia três anos – e poderia estender a sequência. No entanto, se a série de 100% de aproveitamento caiu, o mesmo não se pode dizer da invencibilidade do clube, que já não perde há dez confrontos, sendo oito vitórias e dois empates. O último revés ocorreu diante do Lajeadense, em 6 de fevereiro.

Agora, a equipe colorada chega a dez pontos no returno e lidera o grupo B ao lado de Veranópolis e Juventude, que também empataram nesta rodada. Já o São José completa o nono duelo sem ganhar (seis derrotas e três igualdades), mas ao menos soma o seu primeiro ponto na Taça Farroupilha. 

Procurando preservar alguns de seus principais jogadores (D’Alessandro, Rodrigo Moledo e Juan) a fim de evitar lesões no gramado sintético e sem contar com o lesionado Fred, o treinador Dunga escalou uma equipe mista. 

Mesmo sem ter força máxima, o time colorado atacou mais ao longo da primeira etapa, mas não conseguiu tirar o zero do placar. Na volta do intervalo, a equipe colorada também não brilhou e acabou ficando na igualdade.

Pela próxima rodada do Campeonato Gaúcho, os comandados de Dunga receberão o Esportivo, no sábado, às 21h (de Brasília). Um dia depois, o São José jogará em casa diante do Canoas, às 16h.

O jogo - O Internacional deu indícios de que não sofreria com o gramado sintético e iniciou o duelo pressionando o São José. Logo aos oito minutos, o argentino Dátolo alçou a bola para dentro da área, e Gilberto testou muito perto da meta de Vitor. A investida, porém, foi a única que realmente ameaçou os donos da casa e não serviu para empolgar o time comandado pelo tetracampeão Dunga.

A partida seguiu em ritmo monótono, e ambas as equipes abusavam dos erros de passe no meio-campo. O clube colorado tinha seu estilo de jogo prejudicado pela velocidade com que a bola corria e adotava uma cautela excessiva para não expor os atletas a problemas físicos. Ciente do temor adversário, o São José soube se organizar para evitar qualquer investida e até ameaçou o goleiro Muriel, em desvio de Luizinho, aos 30 minutos.

Com o início do segundo tempo, as duas equipes procuraram no banco de reservas a solução para os seus problemas. Os técnicos abusaram das substituições e tornaram as bolas paradas uma prioridade para os jogadores. O atacante Gilberto foi quem melhor atendeu ao conselho do comandante e obrigou Vitor a espalmar uma forte cobrança de falta, aos seis minutos.

A sequência do que se viu foi uma repetição dos erros da etapa inicial e uma larga vantagem mantida pelos defensores de ambos os lados. O Inter abdicou do ataque após a metade do segundo tempo e apenas administrou o empate para sair de campo com um ponto na conta. Já o São José se conformou com o resultado diante de um dos favoritos ao título e evitou qualquer exposição na frente.

FICHA TÉCNICA
SÃO JOSÉ 0 x 0 INTER

Local: 
Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre-RS
Data: 27 de março de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Júlio César dos Santos e Lúcio Beiersdorf (ambos do RS)
Cartões Amarelos: Gustavo, Diego Rocha, Goiano e Cléber Oliveira (São José); Alan (Inter)

SÃO JOSÉ: Vitor; Tiago Matos, Gustavo, Everton e Diego Rocha; Bruno Martins, Maycon (Goiano), Hugo (Aldayr) e Cléber Oliveira; Henrique e Luizinho (Lucas Gaúcho)
Técnico: Agenor Piccinin

INTER: Muriel; Gabriel, Alan, Romário e Fabrício; Airton, Josimar, Dátolo e Vitor Júnior; Gilberto (Caio) e Leandro Damião
Técnico: Dunga

Antes de volta de titulares e clássico com São Paulo, Corinthians empata com Penapolense



Como já havia acontecido em outras oportunidades neste Campeonato Paulista - contra XV de Piracicaba, Palmeiras e Paulista -, o Corinthians saiu na frente, mas cedeu o empate, o oitavo em 15 partidas na competição. Nesta quarta-feira, no Pacaembu, o adversário foi o Penapolense. Heleno fez contra para o Corinthians nos primeiros minutos da etapa inicial, e Silvinho igualou no segundo tempo.

No domingo, o time do técnico Tite, quase todo reserva nesta quarta, terá quase todos seus titulares de volta para enfrentar o rival São Paulo. Paulinho e Alexandre Pato, fora das últimas partidas por lesão e Cássio, Alessandro, Gil, Ralf e Danilo, poupados contra o Penapolense, voltam no final de semana.

No Campeonato Brasileiro do ano passado o Corinthians perdeu as duas partidas que fez contra o São Paulo. No Paulistão, venceu o rival por 1 a 0, gol de Danilo. As três partidas aconteceram no Pacaembu. O último clássico entre as equipes no Morumbi aconteceu no Brasileirão de 2011, empate por 0 a 0. 

O resultado desta quarta não foi o esperado, mas o Corinthians conseguiu ganhar uma posição na tabela: passou o Botafogo-SP e pulou de sexto para quinto, com 25 pontos. O Penapolense, que no sábado recebe o Mirassol, também está na zona de classificação para as quartas de final, com 21 pontos. 

O jogo

Um só chute no gol de Marcelo acertou o Corinthians ao longo de todo o primeiro tempo. E não foi nele que abriu o placar. Logo aos três minutos, uma cobrança rápida de falta permitiu a Emerson encarar a marcação na ponta esquerda e cruzar. Heleno, de cabeça, marcou contra.
Diferentemente do que se poderia imaginar, o lance não abriu o caminho para os donos da casa. Eles trocavam bons passes, especialmente quando a jogada começava pela direita, com Jorge Henrique, mas não achavam espaço para finalizações limpas.
A segunda chance surgiu de uma falta sofrida e batida por Jorge na ponta direita. Liel dividiu com Guerrero e contou com Marcelo para não marcar o segundo gol contra do jogo, que se tornava perigoso para o Timão quando Guaru conseguia faltas perto da área.
Os cruzamentos e as jogadas pelos lados criavam dificuldade pela óbvia falta de ritmo de Chicão. Paulo André, de cabeça, trabalhou bem e manteve a vantagem mínima alvinegra. Do outro lado, após ótima jogada de Romarinho da esquerda, Guilherme acabou errando o alvo na última chance da etapa inicial.
Após o intervalo, o ritmo se manteve, com o Corinthians prendendo bastante a bola e se ressentindo da falta de um articulador, já que Jorge, Emerson e Romarinho eram os “meias” na linha de suporte ao centroavante Guerrero. Nas chances que se apresentaram, um chute do peruano na área e uma falta batida por Chicão na meia-lua, a pontaria não foi boa.
O Penapolense teve a oportunidade do empate em um contra-ataque mal cortado por Edenílson. Fernando aproveitou o vacilo, foi preciso no passe e deixou Silvinho na cara de Julio Cesar, que não conseguiu evitar o empate, já na marca dos 30 minutos.
Na busca pela vitória na parte final, o Timão voltou a esbarrar na falta de um organizador. Jorge Henrique deu um chute de pé esquerdo perigoso, e Paulo André quase balançou a rede de cabeça no último lance, mas, pela oitava vez, o Alvinegro viu um placar em igualdade ao fim dos 90 minutos.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 PENAPOLENSE

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 27 de março de 2013 (quarta-feira)
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Adriano de Assis Miranda
Assistentes: Fausto Augusto Viana Moretti e Risser Jarussi Corrêa
Público: 12.866 pagantes
Renda: R$ 357.042,66
Cartões amarelos: Fábio Santos, Guilherme e Guilherme Andrade (Corinthians); Jailton, Luís Felipe, Biro e Geuvânio (Penapolense)
Gols:
Corinthians: Heleno (contra), aos três minutos do primeiro tempo
Penapolense: Silvinho, aos 30 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Guilherme Andrade e Guilherme (Giovanni); Jorge Henrique (Willian Arão), Romarinho e Emerson; Guerrero
Técnico: Tite
PENAPOLENSE: Marcelo; Luís Felipe, Jailton, Biro e Rodrigo Biro; Heleno, Liel (Neto), Fernando e Guaru (Sérgio Mota); Silvinho e Val Baiano (Geuvânio)
Técnico: Pintado

Luis Fabiano volta a sorrir, São Paulo bate Paulista e é o 1º garantido nas quartas de final


O São Paulo é o primeiro clube a garantir classificação para as quartas de final da Campeonato Paulista. A equipe tricolor visitou o Paulista no estádio Jaime Cintra e venceu por 2 a 0, nesta quarta-feira, pela 15ª rodada do Estadual, e confirmou a vaga na fase final da competição com quatro jogos de antecedência. 

O grande responsável pelo triunfo foi Luis Fabiano, que marcou os dois gols da partida e mostrou ter recuperado a alegria - Ademilson ainda deixou o dele no fim, mas, impedido, teve o tento anulado. Além disso, ele chegou a oito bolas na rede no Paulista, o que o deixa na condição de vice-artilheiro, com apenas um gol a menos que William.

Na última partida, ele havia marcado na vitória sobre o Bragantino, mas, abatido pela suspensão de quatro jogos que recebeu da Conmebol na Libertadores e com a sensação de estar sendo ‘minado’, ele não tinha comemorado. Após a polêmica levantada, o camisa 9 voltou a se destacar e mostrou, agora, estar de bem com a vida.

Agora, a equipe tricolor chega a 35 pontos, soma sua quarta vitória consecutiva e lidera o Estadual. Já o Paulista estaciona nos 17 pontos e fica na parte intermediária da tabela.

O São Paulo entrou em campo com uma formação recheada de reservas. Luis Fabiano e Rogério Ceni foram os únicos que vinham jogando normalmente e atuaram nesta quarta. Além deles, o recém-recuperados de contusões Rhodolfo, Cortez e Paulo Miranda também estiveram entre os 11 iniciais. Quem também começou o confronto foi o zagueiro Lúcio, que tinha perdido espaço no elenco após reclamar de uma substituição.

A ideia de poupar alguns atletas é justificada pelo calendário. No próximo domingo, a equipe tricolor fará clássico com o Corinthians, às 16h (de Brasília). Quatro dias depois, irá até La Paz, onde enfrentará o The Strongest em duelo decisivo, que poderá deixar os paulistas perto ou distante de uma vaga às oitavas de final da Libertadores. Já o Paulista voltará a campo no sábado, quando receberá o Bragantino, às 16h, pelo Estadual.

O jogo

Apesar de muita posse de bola, a eficiência era pouca. O São Paulo controlava a partida sem ameaçar de fato o adversário, que jogava muito atrás. A primeira chance razoável surgiu em jogada de Paulo Miranda, que invadiu a área após boa tabela pelo lado direito, mas chutou por cima do travessão, aos 14 minutos do primeiro tempo.

O zagueiro (ou lateral direito, como vem jogando desde o semestre passado) foi também quem ofereceu ao Paulista lance que assustou Rogério Ceni. Ele saiu jogando mal e entregou a bola a Cassiano Boldini, que arriscou fora da área e só não surpreendeu o goleiro porque o tiro desviou em Rhodolfo e saiu para escanteio.

Aos 26 minutos, o placar saiu do zero. Wallyson dominou com categoria a bola no peito, chegou à linha de fundo e atrasou para Luis Fabiano. Bem posicionado, livre da marcação, o centroavante deu apenas um toque para balançar a rede e comemorar com os demais companheiros.

Atrás no marcador, a equipe da casa se viu forçada a deixar mais o campo de defesa, embora sem levar muito perigo ao ataque. A última tentativa mais clara foi aos 30 minutos, quando Cassiano Boldini desarmou Cortez na lateral e tocou a Marcelo Macedo, que rolou para Chiquinho chutar de fora da área e ver Ceni espalmar a bola no canto esquerdo.

O goleiro são-paulino, cujo centésimo gol na carreira fazia aniversário de dois anos nesta quarta-feira, fez ainda mais duas difíceis defesas até o fim. Em falta cobrada por Rodolfo Testoni de muito longe, aos 35 minutos do segundo tempo, ele deu um leve tapa na bola antes que ela tocasse a trave direita e saísse para escanteio. A outra, logo em seguida, no canto direito baixo.

Antes de tudo isso, porém, Ceni já havia comemorado outro gol de Luis Fabiano: passados só três minutos do intervalo, o atacante subiu bastante para completar cruzamento de Fabrício e definir a classificação antecipada às quartas de final.

FICHA TÉCNICA
PAULISTA 0 X 2 SÃO PAULO

Local: 
Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí (SP)
Data: 27 de março de 2013 (quarta-feira)
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Assistentes: Danilo Simon Manis e Maiza Teles Paiva
Cartão amarelo: Douglas (São Paulo)
Gols: Luis Fabiano, aos 26 minutos do primeiro tempo e aos três minutos do segundo tempo

PAULISTA: Richard; Thales (Hudson), Dráusio, Lázaro e Rodolfo Testoni; Matheus, Kasado, Chiquinho e Renato; Cassiano Bodini (Flávio) e Marcelo Macedo (Alfredo)
Técnico: Giba

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda (João Schmidt), Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Fabrício e Cañete (Aloísio); Douglas, Luis Fabiano e Wallyson (Ademilson)
Técnico: Ney Franco

Suárez é flagrado agredindo zagueiro chileno e pode ser suspenso


Tão talentoso quanto polêmico, Luis Suárez se envolveu em mais um episódio controverso. Durante a partida do Uruguai contra o Chile, em Santiago, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, na terça-feira, o atacante deu um soco no rosto de Gonzalo Jara e poderá ser punido por isso.

No lance em questão, que ocorreu aos 35 minutos do primeiro tempo, quando os chilenos venciam por 2 a 0 (acabariam com um triunfo por 2 a 0), o jogador do Liverpool tentava fugir da marcação do adversário que o segurava, até que agrediu o atleta. Como nem o árbitro e nem os auxiliares viram o lance, Suárez, a princípio, passou impune.
Reprodução/ESPN
Suárez é flagrado agredindo zagueiro chileno e pode ser suspenso
Suárez acertou soco no rosto de Jara
A Fifa já soltou um comunicado declarando que a arbitragem do confronto, liderada pelo argentino Nestor Pittana, tem um dia para enviar o relatório da partida, para que, então, uma punição seja discutida. “Nós seguimos coletando todos as informações pós-jogo, sendo que os oficiais têm 24 horas para envia-las. Baseada nestes dados, a Fifa irá proceder de acordo.”

De qualquer forma, o atacante já está fora da próxima partida do Uruguai. Isto porque estava pendurado e recebeu o cartão amarelo durante a derrota para os chilenos. Assim, terá que cumprir suspensão no confronto com a Venezuela, fora de casa, em junho.


Com três gols do jovem Michael, Fluminense vence o Macaé em São Januário e vira líder


Substituto de Fred, o jovem atacante Michael brilhou, fez três gols, e o Fluminense venceu o Macaé, por 3 a 1, nesta quarta-feira à noite, em São Januário, pela Taça Rio. O jogo seria disputado no Engenhão, mas foi transferido às pressas de local, após a interdição do principal estádio do Rio de Janeiro por causa de problemas na cobertura.

A vitória do Fluminense, que colocou o time na liderança do grupo B no segundo turno do Carioca, foi mais uma vez acompanhada por um péssimo público no campeonato. Apenas 703 pagantes (1.793 torcedores presentes) estiveram presentes no estádio do Vasco.

Com o resultado positivo, o Tricolor agora soma sete pontos em três jogos disputados e está provisoriamente na primeira colocação. No entanto, o Resende ainda entra em campo nesta rodada, visita o Duque de Caxias nesta quinta e pode retomar a ponta da tabela.

Michael, de 20 anos, foi titular na vaga de Fred, que voltou da seleção brasileira nesta quarta-feira e foi poupado da partida. O jovem atacante balançou as redes três vezes no primeiro tempo, depois que Douglas Assis tinha aberto o placar para o Macaé. Já o meia-atacante Rhayner, que não marca um gol há mais de dois anos ou 81 jogos, perdeu um pênalti, o segundo desperdiçado por ele este ano pelo Flu.
 Sem poder contar com Fred e Wellington Nem, dupla de ataque titular, Abel optou pelos jovens Marcos Júnior e Michael, deixando Rafael Sóbis e Samuel no banco de reservas.
A nova formação encontrava muita dificuldade para penetrar a defesa do Macaé e só aos oito minutos conseguiu criar a primeira jogada de perigo. Após lateral cobrado por Carlinhos, a defesa adversária se confundiu e a bola quase sobrou para Rhayner, mas o goleiro Luis Henrique chegou primeiro e impediu que o ex-jogador do Náutico quebrasse o incômodo jejum.
Aos 14 minutos, o Macaé que pouco tinha feito ofensivamente, acabou marcando o primeiro gol. Jean saiu jogando errado e a bola ficou com Norton, que rolou para Douglas Assis arriscar de longe e colocar no ângulo esquerdo de Diego Cavalieri.
Depois de sofrer o gol, o time tricolor passou a acelerar o ritmo da partida, buscando o empate, principalmente com investidas de Rhayner, marcado com faltas pela zaga do Macaé.
O Flu acabou chegando ao empate aos 22 minutos. Douglas Assis errou ao tocar para Márcio Goiano que foi desarmado por Michael. O atacante arrancou em velocidade e tocou na saída do goleiro Luis Henrique.
O time dirigido por Abel Braga ficou empolgado e passou a pressionar em busca do segundo gol, o que acabou acontecendo aos 26 minutos, novamente com Michael, que escorou um passe perfeito de Wagner e colocou no canto direito de Luis Henrique.
Aos 44 minutos, com o Macaé desnorteado, o jovem voltou a marcar. Wagner, outra vez, tocou de calcanhar para Michael, que bateu forte, da entrada da área, no canto direito de Luis Henrique.
Os dois times voltaram sem mudanças para o segundo tempo. Logo aos dois minutos, Rhayner fez boa jogada individual, driblou Douglas Assis e chutou cruzado. O goleiro Luis Henrique defendeu parcialmente e Marcos Júnior tentou aproveitar o rebote, mas bateu por cima, perdendo uma grande oportunidade para ampliar o marcador.
A equipe dirigida por Abel Braga seguiu pressionando em busca de mais um gol e, aos cinco minutos, Marcos Júnior investiu pela esquerda e chutou cruzado, mas a bola saiu. Aos oito minutos, foi a vez do lateral Carlinhos partir para dentro da área e tentar a conclusão, mas foi desarmado por Diego na hora de concluir.
O técnico do Macaé alterou sua equipe numa tentativa de torná-la mais ofensiva, mas foi o Fluminense que quase marcou o quarto gol, aos 15 minutos. Após cruzamento, Rhayner tentou uma bicicleta, a bola saiu prensada e acabou nos pés de Leandro Euzébio que bateu para fora.
Com as modificações feitas pelo treinador, o Macaé se tornou um pouco mais agressivo e chegou a criar chances para marcar. Aos 21 minutos, após cobrança de escanteio, Anderson Costa cabeceia e Cavalieri fez grande defesa. No minuto seguinte foi a vez de Jones, que fez boa jogada pela direita e chutou. Diego Cavalieri se atrapalhou, mas conseguiu evitar que a bola entrasse.
Aos 30 minutos, Rhayner invadiu pela esquerda e foi derrubado por Diego Macedo. O árbitro marcou pênalti e a torcida pediu que o próprio meia fizesse a cobrança para quebrar o jejum de 81 jogos sem gols. O jogador bateu e perdeu, mandando a bola por cima do travessão. Foi a segunda penalidade perdida pelo ex-jogador do Náutico no Campeonato Carioca.
O Fluminense seguiu mandando na partida e, aos 36 minutos, Wagner recebeu de Rhayner e, mesmo fora da área, tentou encobrir o goleiro do Macaé, mas a bola acabou saindo.
Nos minutos finais, com Samuel no lugar de Michael, o Fluminense seguiu procurando o quarto gol, e aos 45, Rafael Sobis fez boa jogada na área, mas concluiu para fora, no último lance de emoção.

Palmeiras toma 6 gols no 1° tempo e sofre goleada vergonhosa do Mirassol


O Palmeiras viveu nesta quarta-feira mais uma noite que entrará de forma trágica para a história quase centenária do clube. Em menos de 45 minutos do jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Paulista, no Interior do estado, o time de Palestra Itália conseguiu levar seis gols do modesto Mirassol, que briga contra o rebaixamento na competição e acabou derrotado por 6 a 2.

Em 99 anos de vida o Palmeiras nunca havia sofrido tantos gols em apenas um tempo.
Caio e Ronny ainda diminuíram para a equipe da Capital, que em 11 minutos já perdia por 3 a 0, mas até ensaiou uma reação. Em um novo ‘apagão’ de sua defesa, porém, os comandados de Gilson Kleina deixaram o adversário disparar outra vez na frente. O técnico, aliás, deixa o jogo com rumores de demissão.

A última vez em que o Palmeiras tinha levado seis gols foi nas quartas de final da Copa do Brasil de 2011, para o Coritiba. Para um time pequeno o Alviverde não perdia de seis desde 1962, quando levou outro 6 x 2, da Ferroviária.

Apesar do feito histórico o Mirassol segue perto das últimas colocações do Paulistão, em 13° lugar, com 15 pontos. O Palmeiras está em sétimo, ainda na zona de classificação para as quartas de final, com 25 pontos. O Alviverde tentará se levantar após a vergonhosa goleada diante do Linense, sábado que vem, em casa. No mesmo dia o Mirassol recebe o Penapolense.

Gazeta Press
Jogadores do Mirassol comemoram na vitória sobre o Palmeiras
Jogadores do Mirassol comemoram na vitória sobre Palmeiras
O jogo

A partida em Mirassol já começou de forma improvável. Com menos de 40 segundo de jogo o jovem zagueiro Marcos Vinícius, que fazia sua estreia como profissional, cabeceou contra a própria rede cruzamento de André Luis da direita.
Aos nove, Caion recebeu bola com tranquilidade na entrada da área após toque de calcanhar de Leomir e chutou no canto direito de Fernando Prass: 2 a 0. Aos 11, Caion ganhou na corrida de Márcio Araújo em contra-ataque e saiu na cara de Prass para tocar por cima do goleiro e fazer o terceiro dos donos da casa.
Ronny entrou em campo com 18 minutos de partida no lugar do volante Charles e iniciou a tentativa de reação palmeirense. Quatro minutos depois o meio campista contratado neste ano do Figueirense já cruzava com perfeição para Caio cabecear e diminuir a desvantagem. Foi o primeiro gol do atacante, outro revelado pelo Palmeiras, como profissional. Aos 30, Ronney girou em cima do marcador e de fora da área arriscou. A bola saiu forte e rasteira e morreu no canto esquerdo do goleiro Gustavo.
Antes do final do primeiro tempo, porém, o time de Palestra Itália receberia uma ‘ducha de água fria’: com o golaço de falta de Leomir, aos 39 minutos e com o belo gol de Medina, que aos 43 ganhou de Juninho pelo alto. O golpe final foi o gol de Camilo, mais um em contra-ataque nas costas da desmantelada defesa rival.

Nenhuma das equipes marcou no segundo tempo, e a partida terminou com o vergonhoso 6 a 2 contra o Palmeiras.

Filho de Romário faz 1º gol como profissional em vitória do Brasiliense

O deputado federal Romário tem motivos de sobra para comemorar nesta quarta-feira. Após anotar mil gols em sua carreira e se tornar ídolo do Vasco, o Baixinho viu o seu filho Romarinho, de 19 anos, anotar o seu primeiro gol como jogador profissional. O atleta entrou em campo para defender o Brasiliense, nesta quarta-feira, e contribuiu para a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo-DF, na Boca do Jacaré, pelo Estadual.
A partida teve pleno domínio do Brasiliense e começou com dois gols marcados pelo atacante Washington, ex-Palmeiras. Aos 26 minutos do segundo tempo, Romarinho foi acionado por Thiago Crispin e tocou no canto direito do goleiro. O tento foi muito festejado pelo elenco e fez com que o jovem fosse ovacionado nas arquibancadas da Boca do Jacaré.

“Eu estava ansioso, querendo fazer logo esse gol. Alguém cruzou lá, a bola chegou para mim, e eu fiz”, afirmou Romarinho, em entrevista concedida à TV Brasiliense. O gol do filho do Baixinho também serviu para manter a hegemonia do Jacaré no segundo turno do Estadual. O clube aparece com 100% de aproveitamento e já contabiliza seis pontos no Grupo A.

Na estreia de Paulo Autuori, Vasco não sai do zero com Olaria e entra em situação desesperadora na Taça Rio


A quarta-feira começou cheia de esperanças, mas terminou com mais uma decepção para o Vasco. Após duas derrotas consecutivas nas rodadas iniciais da Taça Rio, o time não saiu do 0 a 0 com o Olaria, na partida que marcou a estreia do téncico Paulo Autuori, em Moça Bonita.

Com o resultado, o Vasco conquistou seu primeiro ponto e subiu para a 6ª colocação do grupo A, uma situação extremamente complicada para buscar à classificação às semifinais do segundo turno do Estadual. O próximo compromisso da equipe é o clássico contra o Botafogo, adiado para a próxima quarta-feira (3/4), no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O horário da partida ainda não foi confirmado.

O Olaria, por outro lado, segue na 3º colocação da chave A, agora com 5 pontos conquistados. O próxio adversário da equipe azul e branca é a partida é o Friburguense, em partida marcada para começar às 16h (de Brasília) deste domingo (31), no estádio Eduardo Guinle.

Pressionado pelos resultados recentes, o Vasco sabia que precisava de uma vitória em Moça Bonita. Mas o início da partida já deixou claro que o time de São Januário não teria dificuldades, e o Olaria assustou em cabeçada de Zé Carlos aos 15 minutos.

O Vasco, que havia até sido superior nos instantes iniciais de jogo, começou a ter dificuldades, sobretudo com as investidas de Eric pela ponta direita. Aos 21, o camisa 7 fez ótima jogada individual e cruzou com perigo, mas Alessandro pegou firme.

A parada técnica trouxe um momento melhor para o Cruzmaltino, que voltou a ter mais controle territorial e assustou em cobrança de falta perigosa de Wendel aos 23. Aos 24, foi a vez de Dedé aparecer bem em um lance de bola parada, tocando de calcanhar para defesa firme de Moreno.

O grande lance do primeiro tempo, no entanto, veio apenas no minuto final. O Olaria chegou tocando a bola pelo meio, e, após falha feia de Renato Silva na entrada da área, o camisa 10 Zé Carlos chutou colocado de pé esquerdo. A bola passou muito perto do ângulo esquerdo de Alessandro, arrancando gritos de "uh" da modesta torcida azul e branca em Moça Bonita.

Na volta dos vestiários, o jogo esquentou. Logo aos 4 minutos, Carlos Alberto faz linda jogada pela direita e rolou para trás para Éder Luís. O camisa 7, no entanto, pegou muito em baixo da bola e acertou o travessão de Moreno, perdendo uma chance incrível.

Aos 7, veio a resposta do Olaria. Vitor cobrou falta forte pela direita e Alessandro defendeu parcialmente. Zé Carlos chegou de trás para completar para o gol, mas pegou mal e a bola sobrou novamente com Alessandro, para alívio vascaíno em Moça Bonita.

O Vasco, tendo o tempo como inimigo, aumentava o ritmo em busca da vitória. Elsinho tentou, Carlos Alberto tentou, Nei tentou... mas as finalizações, e a própria construção das jogadas, não saíram com o capricho esperado, e a tarde terminou mais uma vez com sabor amargo para uma torcida que compareceu em número razoável a Moça Bonita e apoiou a equipe durante a maior parte dos 90 minutos. 

No fim, no entanto, o placar em branco trouxe duas consequências inevitáveis: gritos de "vergonha" da arquibancada, e a certeza de que muito tem de ser feito para reverter o quadro complicado em São Januário.

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