Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog

Marcadores


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cruzeiro é campeão, por 'goleada', do Campeonato Brasileiro

Dez anos. Dez anos se passaram, e o cruzeirense, enfim, ecoou o grito de ‘é campeão!'. Desta vez, sem o Mineirão lotado daquela tarde de 30 de novembro, quando uma vitória por 2 a 1 sobre o Paysandu garantiu o segundo título nacional. O terceiro, por sua vez, veio até sem a necessidade do resultado, já que em meio ao jogo contra o Vitória, em Salvador, Marcelo Oliveira e companhia souberam da notícia mais esperada das últimas semanas: o Cruzeiro é oficialmente o campeão nacional de 2013.
Campeonato Brasileiro 2013. Campeonato Brasileiro 2003. Taça Brasil 1966. A galeria de três títulos nacionais acabou confirmada na noite desta quarta-feira por volta das 23h, mas não na capital baiana, e sim em Criciúma, com quase 3.000 quilômetros de distância. A vitória do clube catarinense sobre o Atlético-PR por 2 a 1, no Heriberto Hulse, assegurou a taça.
A notícia se confirmou no intervalo da partida no Barradão. Os últimos 45 minutos, então, foram mera formalidade. Contudo, já sacramentado como um dos campeões que menos desperdiçaram oportunidades na história dos pontos corridos, o Cruzeiro presenteou a torcida em Salvador com a 23ª vitória na Série A: 3 a 1 sobre o Vitória, gols de Willian, Júlio Baptista e Ricardo Goulart.
O Cruzeiro, na volta dos vestiários, já era o campeão brasileiro de 2013, independentemente do resultado fora de casa; encerrando um ano glorioso para Minas Gerais no futebol nacional - iniciado com o título da Libertadores do Atlético-MG e concluído com a Série A cruzeirense.
Gazeta Press
Willian abriu o placar para o Cruzeiro em Salvador
Willian abriu o placar para o Cruzeiro em Salvador
Assim como o arquirrival na competição sul-americana, que apresentou um jogo ofensivo com Ronaldinho, Bernard e Jô, o Cruzeiro se destacou no Campeonato Brasileiro pelo poderio ofensivo. O time será o primeiro desde o São Paulo de 2006 a se consagrar campeão com o melhor ataque da competição. Setenta e dois gols, ninguém balançou tanto as redes quanto o time de Marcelo Oliveira.
Enquanto se preparava para retornar dos vestiários, o elenco cruzeirense não escondia a ansiedade pelo término da partida no Heriberto Hulse. Palmas, abraços e sorrisos se espalhavam entre os jogadores. A comemoração, contudo, veio um minuto antes do reinício do segundo tempo. Confirmado o fim de jogo em Santa Catarina, a festa começou no gramado, enquanto os jogadores do Vitória esperavam o reinício da partida.
A campanha irreparável torna o Cruzeiro 2013, dono de como o campeão mais antecipado da história dos pontos ao lado do consistente São Paulo de 2007. Os dois clubes alcançaram a taça na 34ª rodada, com quatro partidas de antecipação. Marca que sentencia a eficiência da equipe de Marcelo Oliveira, agora merecidamente registrada nos livros sobre o futebol brasileiro.
Gazeta Press
Torcida do Cruzeiro comemorou o terceiro título nacional ainda no intervalo da partida no Barradão
Torcida do Cruzeiro comemorou o terceiro título nacional ainda no intervalo da partida no Barradão
Agora, o ex-jogador nascido no Atlético-MG coloca o antigo rival no topo, e ‘terá o direito' de assinar a sua própria grife de técnico; algo supervalorizado no Brasil. Enquanto Marcelo comemora o título, outros nomes consagradíssimos assistem pela televisão a efetivação de mais um nome no grupo dos inquestionáveis.Em um dos capítulos deste terceiro título nacional, o autor destacará Marcelo Oliveira. Mesmo sem a grife de muitos concorrentes, o treinador, que até chegar ao Cruzeiro se destacava por dois vices na Copa do Brasil pelo Coritiba, se colocou no grupo dos principais treinadores do país nesta quarta-feira.
O jogo
O Cruzeiro entrou em campo como (quase) tricampeão brasileiro. Ao menos esse era o ponto de vista da torcida visitante no Barradão, que recepcionou o time azul com uma festa digna de título. Como o Vitória também estava empolgado, os jogadores só puderam realmente cruzar os braços - em protesto orquestrado pelo Bom Senso FC - durante o minuto de silêncio concedido pelo árbitro Paulo Godoy Bezerra.
Quando a partida começou, o Vitória fez questão de estabelecer a correria. O time da casa aproveitou o fato de o Cruzeiro já se sentir campeão para pressionar o adversário nos primeiros minutos de partida. Para vazar o goleiro Fábio, contudo, restava Escudero, Marquinhos e Dinei ajustarem a pontaria em suas séries de finalizações.
O volante Leandro Guerreiro até colaborou para o Vitória abrir o placar. Aos 23 minutos, por exemplo, ele recuou mal uma bola, que foi parar nos pés de Marquinhos, livre de marcação. O Cruzeiro só não tomou o gol porque Fábio fez grande defesa na conclusão do atacante. Pouco depois, em nova falha de Leandro, Escudero arriscou de fora da área e mandou por cima da meta.
As inúmeras oportunidades criadas pelo Vitória não significavam que o Cruzeiro apenas assistia à partida. Nos momentos em que atacava, a equipe visitante mostrava que poderia ser letal. Como em um voleio do centroavante Borges, que passou rente à trave. O jogador chegou a se levantar do gramado com um sorriso no rosto, pronto para comemorar.
Mas o Vitória ainda era mais presente no setor ofensivo. Aos 30, Dinei teve a chance de estufar a rede da marca do pênalti. Depois da bela ajeitada de bola de Juan, o centroavante encheu o pé com gosto, porém acertou a placa de publicidade. Para os torcedores rubro-negros, o gol parecia questão de tempo.
E realmente foi. Só que contra o Vitória. Aos 36, Dagoberto fez bom domínio de bola após lançamento longo e acionou Willian, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro Wilson para deixar o Cruzeiro ainda mais próximo da conquista do Campeonato Brasileiro.
Os jogadores do time mineiro nem precisariam esperar o jogo com o Vitória acabar, no entanto, para ratificar o título. No intervalo, eles se reuniram no vestiário para assistir aos minutos finais do triunfo do Criciúma sobre o Atlético-PR. Subiram (ou pularam, tamanha era a alegria) no gramado já como campeões. "Estou muito alegre, mas precisamos pensar no jogo, pois tomamos um sufoco no primeiro tempo", priorizou o comandante Marcelo Oliveira.
Seria difícil, contudo, fazer o Cruzeiro encarar o jogo com a mesma seriedade do Vitória. Apesar de ter voltado a campo com o jovem Everton no lugar de Egídio, vaiado no primeiro tempo por causa de sua passagem apagada pelo clube baiano. Do outro lado, Ney Franco reforçou o seu ataque com William Henrique na vaga de Renato Cajá.
Como era de se esperar, o Vitória tomou a iniciativa de tentar acuar o campeão brasileiro no segundo tempo. William Henrique criou uma oportunidade logo em sua primeira participação no confronto. Aos cinco minutos, o gol. Em uma nova saída de bola errada do Cruzeiro, Dinei recebeu do jogador que havia acabado de entrar, dividiu com Fábio e conferiu.
O gol do Vitória fez alguns torcedores do Cruzeiro, mesmo com o título, exibirem feições preocupadas no setor visitante do Barradão. A agonia com o desempenho da equipe campeã duraria pouco. Aos 25 minutos, quando os donos da casa reclamavam de impedimento, Dagoberto avançou sozinho pela esquerda e rolou para Júlio Baptista empurrar para a rede.
Ainda houve tempo para mais. Aos 35, Ricardo Goulart recebeu assistência de Willian e bateu colocado para sacramentar o resultado positivo sobre o Vitória. Àquela altura, a torcida rubro-negra já deixava as arquibancadas do Barradão, enquanto os cruzeirenses se sentiam donos da casa. Até mesmo Marcelo Oliveira e os seus reservas deixaram de ver a partida para comemorar nos minutos finais.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Faixa mais forte do Bom Senso fica apenas para o 'horário nobre'


O protesto do Bom Senso FC na 34ª rodada do Brasileiro, além dos braços cruzados, teve faixas na entrada em campo dos jogadores. E o modelo mais "provador" foi exibido apenas em duas das três partidas exibidas às 21h50 (as que tiveram transmissão na TV aberta)
Divulgação
Bom Senso FC exibirá faixa antes das partidas da 34ª rodada do Campeomato Brasileiro
Bom Senso FC exibirá faixa antes das partidas da 34ª rodada do Campeomato Brasileiro
Nos outros jogos da rodada, os jogadores exibiram faixas apenas sem críticas direcionadas. Foi estampada a frase "por um futebol melhor para todos".
Já nos jogos entre Coritiba x Corinthians e São Paulo x Flamengo o principal alvo dos protestos foi lembrado, em material antecipado pela ESPN. Nesses confrontos, os atletas entraram em campo com faixa com a seguinte frase: "Amigos da CBF: E o bom senso?"
O novo protesto do grupo dessa vez tem pauta bem definida, como apurou a ESPN. Veja as três principais reivindicações do Bom Senso FC.
- Calendário: atividades para toda a temporada para clubes pequenos; grandes priorizando principais competições, fim de jogos em datas Fifa, pré-temporada adequada
- Controle das dívidas dos clubes, para que os salários de jogadores e demais colaboradores sejam pagos em dia
- Criação de uma comissão fixa para discutir questões técnicas do futebol
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pikachu marca, Paysandu vence e adia novamente o título do Palmeiras

O Palmeiras poderia ter conquistado o título da Série B nesta terça-feira antes mesmo de entrar em campo. No entanto, a Chapecoense derrotou o Paraná Clube por 1 a 0 e adiou a festa palmeirense. Assim, a equipe de Gilson Kleina precisava de ao menos um empate diante do Paysandu, em Belém, para levantar a taça. Mas os planos da equipe paulista acabaram frustrados novamente. Graças a um gol do lateral Yago Pikachu, o Paysandu alegrou a sua torcida, que compareceu em bom número no estádio Magueirão, ao superar o Palmeiras por 1 a 0.

O único gol da partida aconteceu aos 13 minutos do segundo tempo. Depois de bela trama ofensiva, Heliton recebeu ótimo passe enfiado na área e rolou no meio para Yago Pikachu só completar para o gol de Fábio, que substituiu o experiente Fernando Prass. No decorrer da partida, o Paysandu conseguiu segurar o magro e importante triunfo, mesmo passando alguns sustos. Aos 41 minutos, por exemplo, o Palmeiras chegou a acertar uma bola na trave.
Com a derrota em Belém, o Palmeiras permanece com 73 pontos, oito a mais que a vice-líder Chapecoense. A equipe de Santa Catarina continua com chances de conquistar a taça, uma vez que faltam três rodadas para o término da Série B. Já o Paysandu respira na luta contra o rebaixamento. A equipe soma 39 pontos, na 17ª colocação, próxima de sair do Z-4. O ABC, que está na 16ª posição, tem os mesmos 39 pontos.
Na próxima rodada da Série B do Brasileiro, o Paysandu visita o Icasa, na sexta-feira, no Romeirão. Já o Palmeiras tentará confirmar o título jogando em casa, no sábado, no Pacaembu, contra o Boa Esporte.
O jogo
Gilson Kleina surpreendeu ao promover a estreia profissional do goleiro Fábio exatamente em uma das partidas mais importantes do time no ano. Mas a presença de Fernando Prass no banco não é a explicação para mais um desempenho nada empolgante do dono da melhor campanha da Série B do Brasileiro neste ano.
O técnico gostou da formação com três zagueiros na vitória sobre o Joinville, no sábado, e a manteve, independentemente da postura do Paysandu. André Luiz, Henrique e Marcelo Oliveira ainda tinham a proteção de Eguren, Márcio Araújo e também do ala Wendel, que mais parecia um lateral. Tudo para segurar o ímpeto do Paysandu.
Apesar de ter o veterano centroavante Marcelo Nicácio, o Paysandu apostava em um estilo de jogo rápido, inclusive com Nicácio pelos lados. A intensa movimentação acuou o Palmeiras no começo do confronto e Fábio, já aos seis minutos, executou com dificuldade a primeira defesa da carreira em cabeçada de Raul.
Felipe Menezes, titular por conta das lesões de Wesley e Mendieta e da presença de Valdivia na seleção chilena, mostrava, mais uma vez, que não tinha condições de ser o responsável na armação das jogadas. Mesmo no campo de defesa, dava dribles inúteis e perdia quase todos os passes que tentava, irritando Gilson Kleina.
Na marra, principalmente na correria de Márcio Araújo, o Palmeiras conseguiu adiantar um pouco o seu jogo para tirar o adversário de sua intermediária, mas faltava qualidade para Juninho levar a bola até Alan Kardec ou Ananias, atacantes que passaram quase todo o primeiro tempo como se fossem espectadores.
À medida que avançava, contudo, o Palmeiras ficava mais exposto na defesa, tanto que André Luiz levou cartão para conter os rápidos contra-ataques adversários. Em um deles, o estreante Fábio virou herói ao defender com as pernas um arremate de Marcelo Nicácio, aos 31 minutos.
Só nos 15 minutos finais de primeiro tempo o Palmeiras deu mostras de que poderia controlar a partida, tocando a bola com tranquilidade e até criando boa oportunidade com Juninho, que soltou a bomba na grande área e parou nas mãos do goleiro Matheus. Antes do intervalo, Ananias ainda isolou ao concluir a única triangulação ofensiva de qualidade do time.
O período de descanso antes do segundo tempo, contudo, foi mal utilizado pelo líder da Série B. E muito bem aproveitado pelo Paysandu, que soube exercer uma pressão mais efetiva mesmo aos 41 segundos, em bola que Marcelo Nicácio apareceu livre na grande área e chutou muito longe do gol. Mas o aviso estava dado.
O Paysandu foi além da intermediária, fazendo da grande área do Palmeiras um setor propício para tocar a bola como quisesse. Assim, aos 13 minutos, com Henrique como espectador na pequena área, Djalma rolou para Pikachu só escorar com o pé para o gol vazio, embora o goleiro Fábio tenha sido o único a realmente se mexer para evitar que a rede fosse balançada.
Kleina só resolveu mexer no esquema depois de ter sofrido gol, já que parecia satisfeito com o 0 a 0 diante de um time que segue na zona de rebaixamento. Abriu mão dos três zagueiros sacando André Luiz para apostar na movimentação de Serginho. Na prática, não foi além de abrir mais espaços para o contra-ataque paraense.
Sem saber o que fazer, o técnico transformou Márcio Araújo em lateral direito ao tirar Wendel e colocar o lateral esquerdo Fernandinho como meia e, no desespero, tirou o inútil Ananias para apostar na altura do centroavante Caio. Mas nada era capaz de salvar a sofrível atuação palmeirense no Pará.
FICHA TÉCNICA:
PAYSANDU 1 X 0 PALMEIRAS
Local: estádio do Mangueirão, em Belém (PA)
Data: 12 de novembro de 2013, terça-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Marcos da Silva Brigido (CE) e Elan Vieira de Souza (PE)
Cartões amarelos: Marcelo Nicácio, Vanderson e Jailton (Paysandu); André Luiz (Palmeiras)
Cartão vermelho: Henrique (Palmeiras)
Gol:
PAYSANDU: Yago Pikachu, aos 13 minutos do segundo tempo
PAYSANDU: Matheus; Pikachu, Fábio Sanches, Leonardo e Pablo; Zé Antônio, Vanderson, Djalma e Diego Barboza (Jailton); Héliton (Aleílson) e Marcelo Nicácio (Careca)
Técnico: Vagner Benazzi
PALMEIRAS: Fábio; André Luiz (Serginho), Henrique e Marcelo Oliveira; Wendel (Fernandinho), Eguren, Márcio Araújo, Felipe Menezes e Juninho; Ananias (Caio) e Alan Kardec
Técnico: Gilson Kleina
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Diego Costa sofre ruptura muscular e é cortado de amistosos da Espanha

O atacante brasileiro Diego Costa, que foi convocado na última semana pela seleção da Espanha, não poderá mais atuar nos amistosos contra África do Sul e Guiné Equatorial. Ele sofreu uma ruptura muscular na coxa direita e foi desconvocado pelo treinador Vicente Del Bosque.
Antes do corte, Diego foi examinado por dois médicos: José María Villalón, do Atlético de Madri, e Óscar Luis Celada, da seleção. Como ambos constataram uma ruptura fibrilar de grau 2 na coxa do atleta, o atleta acabou sendo descartado pela "Fúria".

Getty
Fabregas lamenta chance desperdiçada durante o empate sem gols com o Osasuna
Fabregas, do Barcelona, também foi cortado
Para o lugar do jogador nascido em Lagarto, no Sergipe, Del Bosque espanhol chamou Llorente, da Juventus. O ex-atacante do Athletic Bilbao vem sofrendo para conseguir uma vaga de titular na "Velha Senhora", mas foi lembrado após marcar contra o Real Madrid, pela Uefa Champions League.
Além de Diego Costa, Fábregas também foi cortado da seleção, após sentir uma lesão no joelho durante a vitória de 4 a 1 do Barcelona sobre o Betis. Para o lugar dele foi convocado Bartra, zagueiro, também do Barcelona, que nunca havia sido chamado para a equipe principal da Roja.
A Espanha enfrenta Guiné Equatorial no próximo dia 19, às 19h (horário de Brasília), pegando a África do Sul três dias depois, às 17h.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

domingo, 10 de novembro de 2013

Vasco arranca empate com Santos no Maracanã lotado e deixa Z-4 após sete rodadas

Vasco e Santos protagonizaram um jogo cheio de emoções diante de mais de 56 mil torcedores no Maracanã, e empataram em 2 a 2. O clube paulista chegou a abrir 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com Bruno Peres e Gustavo Henrique. Mas o Cruzmaltino reagiu com Edmilson e André, e selou a igualdade já aos 32 minutos do segundo tempo.
O resultado tirou o Vasco da zona de rebaixamento após sete rodadas e exatos 34 dias amargando as quatro últimas colocações. O time carioca chegou a 37 pontos, e ultrapassou o rival Fluminense após a derrota para o Corinthians. Na próxima quarta-feira, o Cruzmaltino encara o Grêmio, às 19h30 (de Brasília), em Porto Alegre.
O Santos, por sua vez, segue na metade da tabela. O clube é o 9º colocado, com 45 pontos, e voltou a ultrapassar o Flamengo. O próximo compromisso é a partida contra o Bahia, às 19h30 da próxima quinta-feira, no Pacaembu.
O jogo
Com casa cheia e motivação em alta para deixar a zona de rebaixamento, o Vasco começou o jogo da única forma que poderia: partindo para cima. O Santos, em situação bem mais cômoda na tabela, jamais escondeu a proposta de explorar os contra-ataques. O resultado foi um jogo bastante movimentado no Maracanã.
O primeiro momento de destaque, no entanto, não foi um gol ou uma boa oportunidade. Foi a lesão do meia Juninho, que levou a mão à coxa direita após cobrar uma falta na marca de 7 minutos e foi substituído por Jhon Cley.
Gazeta Press
Bruno Peres (4) recebe o abraço dos companheiros após abrir o placar no Maracanã
Bruno Peres (4) comemora após abrir o placar no Maracanã
Mau presságio para a torcida vascaína, que observou ainda mais ressabiada quando Arouca deixou Willian José absolutamente livre no contra-ataque. Mas o centroavante santista errou o arremate, e a bola passou à direita do gol defendido por Alessandro, com muito perigo.
A situação complicou-se um pouco mais quando Reginaldo também sentiu problema muscular e caiu no gramado. O camisa 91 até se esforçou para permanece em campo, mas foi substituído por André, alterando o esquema tático vascaíno do 4-2-3-1 para um 4-4-2.
O Santos, assim como fizera quando Juninho deixou o campo de maca, aproveitou o momento e, desta vez, chegou à abertura do placar. Aos 22 minutos, Bruno Peres carregou com liberdade pela intermediária e acertou lindo chute de canhota, no ângulo de Alessandro.
Quatro minutos depois, mais um golpe. Montillo cobrou falta pela esquerda e Gustavo Henrique, livre à frente da linha de impedimento vascaína, cabeceou para ampliar a vantagem santista.
Gazeta Press
Edmílson e Fagner comemoram o primeiro gol do Vasco no Maracanã
Edmílson e Fagner comemoram o primeiro gol do Vasco
As primeiras vaias ecoaram pelo Maracanã, intercaladas por cânticos de "o Vasco é o time da virada! O Vasco é o time do amor" de outra porção da arquibancada. Mas a resposta foi imediata: um minuto depois do gol de Gustavo Henrique, Fagner levantou para a área, Edmilson tentou ajeitar de cabeça para o meio e aproveitou o rebote para acertar o ângulo de Aranha: mais um bonito gol, e 2 a 1 no placar.
O Maracanã voltou a explodir como nos minutos iniciais do jogo, e o Vasco chegou próximo de empatar com André. Mas o Santos logo conseguiu "travar" o adversário, e conseguiu diversos contra-ataques perigosos na reta final do primeiro tempo. Montillo obrigou Alessandro a fazer grande defesa, e Fagner quase marcou contra após cruzamento de Geuvânio antes do apito do árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio.
Veio a segunda etapa, e a tônica se manteve: ataque vascaíno, contra-ataque santista. Arouca, um verdadeiro "carrapato" na marcação, e Marlone, com muita velocidade e jogadas individuais para abrir a defesa visitante, também seguiram se destacando nos dois lados.
O camisa 30 vascaíno foi justamente o responsável pela primeira grande oportunidade dos donos da casa nos 45 minutos finais. Após assistir a uma chance desperdiçada por Geuvânio, Marlone recebeu pela direita, cortou a marcação e finalizou de canhota, buscando o ângulo. Mas Aranha voou e fez defesa espetacular com a ponta dos dedos para impedir o empate dos donos da casa.
O jogo foi esquentando, e ambos os lados seguiram encontrando oportunidades, no "abafa" ou no contra-ataque. Montillo e Willian José forçaram Alessandro a operar mais duas defesas. André, Jhon Cley e Fagner também tentaram, mas pararam na própria falta de pontaria e na zaga santista. 
Até que, enfim, os mais de 55 mil vascaínos que sofriam junto com o time no Maracanã puderam soltar o grito, na marca de 32 minutos. André recebeu de Edmilson na área, girou e chutou cruzado, rasteiro. A bola viajou mansamente, e ainda acertou a trave de Aranha antes de deixar tudo igual no Maracanã.
Ficou por isso: 2 a 2, resultado que tira o Vasco da zona de rebaixamento após mais de um mês de amargura, e mantém o Santos na porção intermediária da tabela de classificação.
FICHA TÉCNICA
VASCO 2 X 2 SANTOS
Local: Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 10 de novembro de 2013, domingo
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: André e Yotún (Vasco); Willian José e Geuvânio (Santos)
Gols: Vasco - Edmilson, aos 28 minutos da primeira etapa, e André, aos 32 do segundo tempo; Santos - Bruno Peres, aos 24, e Gustavo Henrique, aos 27 minutos do primeiro tempo
VASCO: Alessandro; Fagner, Jomar, Cris e Yotún; Abuda, Pedro Ken, Juninho Pernambucano (Jhon Cley, depois Bernardo) e Marlone; Reginaldo (André) e Edmilson.
Técnico: Adilson Batista.
SANTOS: Aranha; Bruno Peres, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Willian José (Alan Santos).
Técnico: Claudinei Oliveira.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Sem 'cavadinha', Pato acerta pênalti, Corinthians vence e empurra Fluminense para o Z-4

Em mais um jogo marcado por protestos de parte da torcida contra alguns jogadores, o time paulista conseguiu somar três pontos na partida contra o Fluminense, na noite deste domingo, em Araraquara. O gol saiu dos pés de Pato, em cobrança de pênalti, aos 45 minutos do segundo tempo. A vitória por um a zero levou a equipe do técnico Tite aos 45 pontos, afastando o rebaixamento, e empurrou o clube carioca para a zona da degola.
A derrota do tricolor das Laranjeiras foi ainda pior por causa do empate entre Vasco e Santos. Com um ponto a mais, o rival conseguiu sair do Z-4. Preocupada com a permanência do clube na Série A, a diretoria tricolor levou o elenco para o interior de São Paulo, em Atibaia, para os treinos que antecederam o duelo na Fonte Luminosa, mas não funcionou. A equipe tem, nesta reta final, mais cinco decisões na luta contra a queda. Já são nove jogos seguidos sem ganhar.
Ainda no primeiro tempo, um homem que estava na arquibancada, no lado corintiano, arremessou dois copinhos de água dentro do campo, em direção a Romarinho, quando o jogador cobrava um escanteio, sob os olhares do presidente Mario Gobbi, que acompanhou a equipe no duelo. Revoltados, outros torcedores retiraram o rapaz de dentro do estádio e a PM o encaminhou para uma delegacia. No jogo contra a Portuguesa, em Campo Grande (MS), um caso parecido rendeu a perda de um mando para a equipe do Parque São Jorge.
O jogo
Logo aos 2 minutos do primeiro tempo, o Corinthians teve uma chance incrível de abrir o placar. Com um cruzamento açucarado de Guilherme para o meio da área, Douglas subiu sozinho para cabecear, mas não acertou o alvo e a bola saiu pelo lado esquerdo do gol de Diego Cavalieri. Aos 10, o Fluminense teve a sua oportunidade: Wagner arriscou de fora da área e a bola passou perto da trave esquerda do gol de Walter.
O jogo voltou a ficar emocionante quando o cronômetro marcou 30 minutos. Edenilson cruzou para a área, Renato Augusto teve tempo de matar no peito e encher o pé, mas viu mais uma vez uma ótima defesa do goleiro adversário, que espalmou para o escanteio. Nesse momento, Vanderlei Luxemburgo já havia feito a sua primeira substituição, por conta de uma lesão muscular de Diguinho, que deu lugar para Valencia. O último lance de perigo na primeira etapa foi do lado do clube das Laranjeiras, com a tentativa de Gum, de cabeça, mas a bola passou por cima do travessão.
Na volta para o segundo tempo, com times iguais, a primeira chance foi do lado do Fluminense. Aos 4 minutos, Wagner disparou pela direita e fez o cruzamento para a área, nos pés de Marcelinho, mas Walter chegou a tempo para segurar a bola e impedir a finalização do atacante.
Aos 10, os dois técnicos decidiram mudar a equipe. Tite colocou Rodriguinho no lugar de Douglas, e Luxemburgo tirou Wagner para a entrada de Igor Julião. Pouco depois, sob muitas vaias da torcida corintiana, Pato foi chamado para substituir Renato Augusto. Os comandantes corintiano e tricolor ainda tentaram Diego Macedo no lugar de Guilherme e Biro Biro no lugar de Marcelinho, respectivamente, em suas últimas alterações.
Mesmo com as substituições,a segunda etapa não embalou. O jogo ficou truncado no meio do campo, com pouco perigo para os goleiros. O melhor momento foi aos 40 minutos, em um lance de Pato. Em um cruzamento na medida, o número 7 tentou de cabeça, mas a bola saiu pelo lado direito do gol do Fluminense.
O que ninguém esperava era que o vilão da Copa do Brasil teria a oportunidade de se redimir com os corintianos. Aos 45 minutos, Pato caiu dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Ele mesmo pediu para bater e, sem 'cavadinha', garantiu a vitória do time do Parque São Jorge. 
Além dos copinhos de água, diversos torcedores levaram faixas para demonstrar suas insatisfações com alguns jogadores da equipe de Tite e pedindo mudanças para a diretoria. Os principais alvos são Alexandre Pato, Romarinho e Emerson Sheik. 'Pato volta para a Europa' e 'Fora Romarinho baladeiro' foram algumas das mensagens transmitidas nesta noite de domingo, em Araraquara, nas redondezas do estádio da Fonte Luminosa.
O jogo contra o Fluminense foi o quinto e último do Corinthians longe de São Paulo, por causa das punições sofridas pelo STJD. O time enfrenta o Coritiba, na quarta-feira, no Couto Pereira, e, no próximo domingo, o clube paulista volta para a casa, e conta com o apoio de sua torcida no Pacaembu, para a partida contra o Vasco.
O clube carioca tem os dois próximos jogos no Maracanã, contra o Náutico, no meio da semana, e depois pega o São Paulo, no outro fim de semana.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Messi se machuca, e Neymar e Fábregas comandam goleada do Barcelona

O Barcelona de Lionel Messi foi, neste domingo, o Barcelona de Fábregas, de Valdés, de Pedro, de Bartra... E de Neymar.
Sem o argentino, machucado desde os 20 minutos de jogo, o brasileiro foi um dos comandantes da equipe na vitória por 4 a 1 sobre o Real Betis, em Sevilha, e ajudou a transformar um jogo que chegou a estar complicado em mais três pontos para o clube catalão em sua campanha quase perfeita no Campeonato Espanhol.
Com o resultado, o Barcelona chega a 37 pontos em 13 partidas na Liga, abrindo três de vantagem para o Atlético de Madri, que não foi além de um empate com o Villarreal.
Neymar, mais uma vez, fez boa partida. O brasileiro marcou o primeiro gol do duelo e poderia ter feito pelo menos mais dois, não fossem as boas intervenções do goleiro argentino Guillermo Sala. E Neymar também apanhou, sobretudo do lateral alemão Steinhofer, seu principal marcador.
Tanto que, aos 28 da segunda etapa, Tata Martino preservou o camisa 11, que foi substituído por Cristian Tello.
Mas o brasileiro não foi o único fator da vitória. Em um duelo complicado no início das duas etapas, brilharam Victor Valdés - com duas defesas fundamentais - e Marc Bartra, mostrando muita confiança ao lado de Puyol. Fábregas, com dois gols e uma assistência, e Pedro, autor de outro gol, também aproveitaram bem as chances que tiveram.
Para enfrentar o lanterna da Liga, o treinador Tata Martino mexeu em seis posições da equipe que venceu o Milan por 3 a 1, na quarta-feira, pela Champions League. Na defesa, Puyol, Bartra e Montoya substituíram Piqué, Mascherano e Adriano.
No meio, Song entrou na vaga de Busquets, e Fábregas começou no lugar de Iniesta. O ataque começou com Pedro no lugar de Alexis. Foram mantidos o goleiro Valdés, Daniel Alves na lateral-direita, Xavi no meio-campo, Neymar e Messi no ataque.
A partida começou com um bom ritmo, mas sem grandes oportunidades de gol. Aos 11 minutos, Neymar teve boa chance quando avançou pela esquerda e buscou Messi pelo meio; o passe saiu errado, e a bola não chegou ao argentino.
Getty
Fábregas e Pedro também marcaram na goleada do Barcelona
Fábregas e Pedro também marcaram na goleada do Barcelona
Último colocado na classificação, o Betis não parecia ser um time que faz campanha tão ruim. Pelo contrário, a equipe andaluza criou as duas primeiras grandes oportunidades da partida, mas parou em Victor Valdés. Aos 16, o goleiro saiu bem para bloquear um chute de Molina; aos 17, fez uma defesa espetacular em cabeçada de Juan Carlos.
O Barcelona não conseguia se impor e, aos 20 minutos, perdeu Lionel Messi.
O argentino sentiu uma lesão e teve de deixar o jogo dando lugar a Andrés Iniesta. Era a hora de Neymar ser protagonista.
O camisa 11 tinha de assumir a responsabilidade de comandar o ataque, e foi isso o que ele fez. Aos 24 minutos, o ex-santista teve ótima oportunidade após cruzamento de Daniel Alves pela direita. A conclusão saiu ruim e parou nas mãos do goleiro Sara.
Mas, aos 35, o brasileiro não perdoou. Após grande lançamento de Song, Fábregas tocou para o atacante, sozinho na área, concluir para o gol vazio.
No minuto seguinte, foi a vez de Pedro marcar. O camisa 7 arrancou desde o campo de defesa e correu 60 metros até ficar cara a cara com Sara; na saída do goleiro, ele não perdoou e fez 2 a 0.
O Barcelona, que começara a partida sem conseguir se impor, praticamente decidiu o confronto em dois minutos. O terceiro poderia ter saído aos 44, mas Pedro foi travado por Figueras e não conseguiu concluir após passe de Neymar.
A segunda etapa começou com o Betis melhor, e a equipe de Sevilha poderia ter diminuído não fossem duas intervenções fundamentais de Bartra. O zagueiro reserva travou dois chutes que tinham a direção do gol. A pressão continuou, e, aos 6 minutos, Nono acertou a trave do gol de Valdés.
O Bétis tinha boas chances, como no primeiro tempo, mas não marcava. O Barcelona, então, aproveitou. Neymar teve duas ótimas chances aos 14 minutos, mas parou em boas defesas do goleiro Sara.
Aos 18 minutos, Fábregas não perdoou. Após lançamento de Iniesta, Montoya tocou para o meio da área e o camisa 4, que atuava como um falso centroavante, tocou de carrinho para fazer o terceiro gol, definindo de vez uma partida que ainda era perigosa.
O "falso 9" ainda teve tempo de ser um 9 de verdade quando, aos 34, fez de cabeça o quarto gol do Barcelona, completando de cabeça um cruzamento de Daniel Alves pela lateral direita.

O Betis ainda marcou seu gol de honra nos acréscimos, com Molina, em cobrança de pênalti.
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Atlético-PR passeia contra São Paulo e adia festa do Cruzeiro

Mil quilômetros. Em tempos de internet e comunicação praticamente instantânea, a informação de ponto chega ao outro em segundos (até menos). O ocorrido em Curitiba, no Paraná, serviu para adiar uma grande comemoração programada para Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O grande responsável por frustrar a festa, armada para o final da tarde deste domingo no Mineirão, foi o Atlético Paranaense, que derrotou o São Paulo pelo placar de 3 a 0, no Estádio Durival de Brito, e impediu o tricampeonato brasileiro do Cruzeiro, que, ainda mais próximo da taça, bateu o Grêmio.
O Atlético Paranaense construiu sua vitória aproveitando o espaço e a fraca marcação dos comandados de Muricy Ramalho. Assim, Marcelo, aos 12min, e Luiz Alberto, aos 26min, balançaram as redes no primeiro tempo, enquanto Ederson reforçou sua condição de artilheiro da competição ao marcar seu 17º gol, aos 12 minutos da etapa final.
O resultado positivo deixou o Atlético-PR com 58 pontos, 13 a menos do que o líder da competição; restam apenas 15 em disputa para cada equipe. Um empate dos paranaenses na próxima quarta-feira, em duelo marcado para as 21h (de Brasília), contra o Criciúma, fora de casa, já garante o título para o Cruzeiro, que joga no mesmo dia, às 21h50, contra o Vitória no Barradão.
Enquanto o Atlético segue firme no grupo de classificação para a Libertadores de 2014, o São Paulo, firme no meio da tabela e pensando cada vez mais no bicampeonato da Sul-Americana, volta a jogar pelo Brasileiro também na quarta-feira, recebendo o Flamengo às 21h50, em Itu, cumprindo punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O jogo
Para enfrentar o time de segunda melhor campanha no Brasileiro, Muricy Ramalho resolveu fazer o que os técnicos chamam de "espelho": armou o São Paulo taticamente de forma bastante similar à do Atlético-PR, em um 4-4-2 com um meia pensador e outro que se movimenta e atacantes que se movimentam constantemente.
Na comparação dos times, a maior diferença estava na postura do lateral esquerdo. Enquanto Juninho se limitava a marcar, Reinaldo era uma das principais forças ofensivas paulistas, tanto que, nos primeiros minutos, deu bastante trabalho ao adversário. Mas a cobertura em suas costas, sob responsabilidade de Denilson, era frágil, o que se tornou decisivo na partida.
As deficiências defensivas do clube do Morumbi ficaram ainda mais expostas pelo estilo de jogo rápido dos curitibanos. Paulo Miranda e Denilson não sabiam como parar a movimentação de Everton e Ederson, e Marcelo desfilava como queria na grande área, já que Antônio Carlos e Rodrigo Caio o procuravam à toa.
Aos cinco minutos, o panorama ficou claro quando Marcelo, na direita, ajeitou para Everton rolar e Ederson, desmarcado, isolar a bola. Aos 12, aconteceu o que era questão de tempo: o gol atleticano. Ederson cruzou da esquerda para Marcelo, sem ninguém próximo dele, dominar no peito e soltar a bomba. Rogério Ceni nem pulou, só mexendo o braço quando a bola já balançava as suas redes.
Como prova de sua utilidade ofensiva, Reinaldo criou a maior oportunidade de empate para o São Paulo no confronto, aos 17 minutos, quando foi à linha de fundo e rolou na pequena área para Aloisio. Agarrado por Luiz Alberto, o atacante girou e, com Ademilson livre e de frente para o gol, preferiu finalizar sem ângulo, para fora, deixando Ademilson em desespero pela opção do atacante.
Do outro lado, não faltava solidariedade ao Atlético-PR. Nem espaço para abusar de sua velocidade. Nas raras vezes em que tinha a bola, Denilson levava poucos segundos para ser desarmado, expondo ainda mais seus colegas. Marcelo fez das costas de Reinaldo uma avenida que ele aproveitou bem.
Em meio à pressão, Paulo Miranda conseguiu afastar de cabeça, aos 26 minutos. O escanteio do time mandante era, ao menos, uma oportunidade para o São Paulo se organizar defensivamente. Mas o posicionamento na bola parada que Muricy Ramalho sempre apontou como um trunfo seu não funcionou: Luiz Alberto subiu na primeira trave para testar com força e aumentar o marcador.
A dificuldade de parar a velocidade adversária era tanta que o terceiro gol só não saiu aos 28 do primeiro tempo porque Paulo Miranda conseguiu se antecipar a Ederson, alvo de passe após mais uma jogada de Marcelo desmarcado. Vítima da correria atleticana, o clube tricolor fez o goleiro Weverton trabalhar apenas em chute de Maicon, poucos minutos antes do intervalo.
Para o segundo tempo, Muricy abriu mão de imitar a tática do Atlético e trocou o prejudicial Denilson pela velocidade de Osvaldo. A movimentação de Ganso em busca da bola era o único incômodo dos donos da casa.
Já o Atlético sabia bem como se aproveitar da defesa paulista, e tratou de anular qualquer chance de empate rapidamente. Aos 12 minutos, Marcelo voltou a aparecer em velocidade na grande área pela direita, com tempo e espaço para levantar a cabeça e tocar com precisão para a bola passar por Rogério Ceni e encontrar os pés de Ederson antes de balançar as redes.
A partir da definição da vitória por 3 a 0, Vagner Mancini resolveu dar descanso ao time vice-líder do Brasileiro e finalista da Copa do Brasil. O São Paulo, também de olho na Sul-americana, pouco pôde fazer. Foi mais de meia hora de toque de bola em vão do time tricolor e de respiração de alegria do Atlético-PR, ainda aspirante ao título brasileiro.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO- PR 3 X 0 SÃO PAULO
Estádio: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 10 de novembro de 2013, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Público: 12.754 pagantes
Renda: R$ 223.960,00
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Márcio Eustáquio (Fifa-MG) e Nadine Schramm (SC)
Cartões amarelos: Everton, Ederson e Manoel (Atlético-PR); Paulo Miranda (São Paulo)
Gols: 
ATLÉTICO-PR: Marcelo, aos 12, e Luiz Alberto, aos 26 minutos do primeiro tempo; Ederson, aos 12 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Bruno Silva (Deivid), João Paulo, Everton e Paulo Baier; Marcelo (Dellatorre) e Ederson (Ciro)
Técnico: Vagner Mancini
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson (Osvaldo), Maicon (Wellington), Douglas e Ganso; Ademilson e Aloísio (Welliton)
Técnico: Muricy Ramalho
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Cruzeiro faz sua parte, dá show contra o Grêmio, mas tem festa do título adiada

Respira, Dagoberto!
O atacante entrou no gramado do Mineirão, neste domingo, acompanhado pelos filhos e, ao procurar a sua esposa para entregá-los de volta, perdeu aquela que poderia ter sido a foto do título. Não será. A festa estava toda pronta para isso. No telão, antes do confronto com o Grêmio, a cada instante era atualizado o público que chegou a 58.113. No intervalo entre as parciais, antigos ídolos eram mostrados no estádio e aplaudidos, incluindo o agora adversário Dida.
A contagem regressiva para o tricampeonato brasileiro tinha tudo para se encerrar hoje. A torcida fez a sua parte e lotou o Gigante da Pampulha. Borges, o artilheiros das decisões, mais uma vez surgiu - e como surgiu! Fez um golaço, viu Willian aumentar e garantir a vitória de 3 a 0 sobre o Grêmio no segundo tempo.
Seria suficiente para dar início à comemoração pelo título. Faltou o Atlético-PR - deixar de - fazer a sua parte. Os vice-líderes cumpriram o seu papel diante do São Paulo, venceram por 3 a 0 no Durival de Britto e mantiveram por pelo menos mais uma rodada o grito de campeão celeste na garganta.
O Cruzeiro viajará agora para enfrentar o Vitória e pode ter de fazer a sua festa na quarta-feira, em Salvador. Na rodada seguinte, a equipe segue longe de Belo Horizonte por causa da perda de mando e receberá a Ponte Preta em Uberlândia, interior mineiro. Somente em seu penúltimo compromisso, retornará ao Mineirão contra o Bahia.
O gol que poderia ter sido o do título saiu após levantamento de Everton Ribeiro na área, desvio de cabeça de Dagoberto e um sem pulo de Borges, sozinho. Golaço. Um gol à altura da campanha cruzeirense - que poderia ter sido coroada com cinco rodadas de antecedência neste fim de semana, um recorde. Ainda deu tempo de Willian pegar sobra de bola alçada e bater colocado de esquerda para aumentar. Ricardo Goulart fechou o placar.
Gazeta Press
O mascote cruzeirense faz a festa antes da partida
O mascote cruzeirense faz a festa antes da partida

Para enfrentar o Grêmio, o time comandado por Marcelo Oliveira contou com o reforço de última hora de Nilton, que havia deixado o treino de sábado com dores no joelho direito. Mesmo sendo dúvida, ele partiu para o estádio no ônibus da delegação e, no desembarque, confirmou a sua escalação "na base da superação".
O Grêmio, que não vence há sete jogos - sendo que, em seis deles, não balançou nem mesmo as redes -, teve de segurar a pressão dos donos da casa nos primeiros minutos e quase viu Egídio abrir o placar com apenas seis minutos, após tabelinha com Everton Ribeiro e chute cruzado que levou perigo ao gol defendido por Dida. Na sequência, Dagoberto tentou chute, a zaga desviou e por pouco não traiu o goleiro veterano. Em outro lance, o atacante cruzou, a defesa tricolor se atrapalhou e a bola passou rente à trave.
Depois do gol do Cruzeiro marcado por Borges de voleio aos 33 minutos, o Grêmio ainda ameaçou com Sousa e Rhodolfo e Fábio fez duas belas defesas nos chutes. Na saída para o intervalo, a equipe reclamou bastante da arbitragem.
Ao voltar do vestiário, o time celeste manteve o ritmo, porém, sem a mesma agressividade e se complicando ainda com a forte marcação dos gaúchos. O bate-boca com o ex-atleta do clube, Kleber Gladiador, era constante. A falta de concentração se refletiu no aumento da posse de bola adversária. Em jogada de Pará, Barcos recebeu passe, cortou Egídio e acertou a trave aos 27 minutos. Em seguida, o centroavante argentino novamente clareou e Fábio fez excelente defesa.
Substituto de Dagoberto, Willian, então, apareceu para aliviar a pressão gremista e acertou sobra de lateral cobrado com Ceará para ampliar. Ricardo Goulart ainda deixou o seu.
Com o resultado, o Cruzeiro chega a 69 pontos e mantém a distância de 13 à frente do Atlético-PR, segundo colocado. O Grêmio tem 55 e segue na terceira posição com os tropeços de Botafogo e Goiás.
Na próxima rodada, na quarta-feira, a equipe mineira visita o Vitória no estádio Barradão sem o seu principal armador, Everton Ribeiro, e Ceará, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. No mesmo dia, o Grêmio recebe o ameaçado pelo rebaixamento Vasco na Arena.
Um grande abraço.

Fonte: ESPN
←  Anterior Proxima  → Inicio

Curte Nossa Página no Facebook




Seguidores

Total de visualizações