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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Ranking para equilibrar vôlei brasileiro só serve para inglês ver

A ideia é simples: classificar os jogadores com uma pontuação, impedir que os clubes ultrapassem determinado número de pontos e, consequentemente, fazer com que o campeonato seja bem mais equilibrado.
Na prática, porém, a história é bem diferente.
E basta olhar a lista das últimas decisões do vôlei brasileiro para se comprovar isso. O Sada Cruzeiro fará nesta temporada sua quinta final consecutiva de Superliga masculina. E terá pela frente o Sesi, que estará em sua terceira decisão em cinco anos.
No feminino, foram nove finais consecutivas entre Osasco e Rio de Janeiro até que o Sesi conseguisse chegar na decisão na última temporada.
Não precisa muito para se concluir: o ranking de pontos da CBV não cria competitividade nenhuma.
A regra da pontuação até que seria simples. Cada jogador é pontuado de 0 a 7. Cada time pode ter, no máximo, três jogadores de nota 7. E as equipes não podem ultrapassar a pontuação máxima de 40 na soma de todos os seus atletas.
O problema todo é que a regra da pontuação é cheia de exceções. Tentando premiar as equipes mais tradicionais e que revelam mais jogadores, a pontuação acaba fazendo com que seja muito complicado acabar com uma dinastia de um time.
A final masculina entre Cruzeiro e Sesi, por exemplo, será disputada por times que somariam quase 60 pontos não fossem as exceções.
O Cruzeiro tem pontuação 59, mas vê o número cair para 31 nas contas da CBV. O time conta com três jogadores de nível 7. Juntos, porém, os três atingem apenas 2 pontos na somatória da equipe.
Como? Por conta da manutenção do elenco.
Wallace, por exemplo, é indiscutivelmente um dos melhores jogadores do mundo e nota 7 no ranking da CBV. Quando chegou ao Cruzeiro, porém, era nota 2. E carrega essa pontuação até hoje.
Já o levantador William foi repatriado ainda em 2010 e caiu da nota 7 para 0 por conta do incentivo da CBV à contratação de atletas brasileiros que atuam no exterior. Ele também carrega essa pontuação até hoje.
Por fim, o cubano Leal se aproveita ainda da regra antiga da contratação de estrangeiros. Quando foi contratado, há três temporadas, um jogador de fora chegava com pontuação 0. Por isso, segue carregando essa pontuação até agora. Hoje, essa regra até já mudou: todo estrangeiro chega valendo 5 pontos.
O Sesi conta com dois jogadores nota 7, um a menos que o permitido. E conta com uma ajuda para que um deles conte menos: Lucarelli, que valia 5 quando foi contratado.
O time paulista, porém, usa outra exceção da regra para montar sua equipe: o bônus por idade. A partir de 36 anos, cada ano vale um ponto a menos no ranking. Assim, o levantador Marcelinho (40 anos), cai de 5 pontos para 0. E o líbero Serginho (39), sai de 6 pontos para apenas 2.
Assim, é muito mais difícil que um time novo se estabeleça entre os melhores. O Taubaté, por exemplo, até teve dinheiro para atrair três jogadores de nível 7 (Dante, Rapha e Sidão) e ainda mais um de nível 6 (Lipe), mas teve muitas dificuldades para compor o restante do elenco.
A única exceção foi o Minas, que apostou na categoria de base e mesmo assim conseguiu chegar às semifinais - onde acabou atropelado pelo Cruzeiro.
DIVULGAÇÃO
Jaqueline brigou pela mudança do ranking
Jaqueline brigou pela mudança do ranking
O ranking é constantemente criticado por jogadores. Para esta temporada, por exemplo, Jaqueline chegou a fazer um apelo para que houvesse uma mudança e ela tivesse um time para jogar. Ela ficou um ano sem atuar por conta de uma gravidez e, mesmo assim, se manteve com nota 7 no ranking. A situação chegou a sensibilizar e unir os jogadores em busca da extinção desta pontuação. Nada, porém, foi mudado.
A CBV, inclusive, fez na última quarta-feira uma reunião para começar a definir a pontuação dos jogadores para a próxima temporada. Perguntada sobre as críticas feitas ao sistema, a entidade diz que o modelo é aprovado por todas as equipes, inclusive as menores. 
Postado Por: Juarez Alves
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Goleiro Julio César entra na Justiça contra o Corinthians

Formado nas categorias de base, o goleiro Julio César entrou nessa semana com uma ação na Justiça contra o Corinthians. Hoje no Náutico, o jogador cobra do ex-clube luvas atrasadas, direitos de arena não pagos, verbas rescisórias, como décimo terceiro e férias. Não há informações sobre os valores reivindicados. 
O processo está sob os cuidados do especialista em direito trabalhista João Henrique Chiminazzo. Procurados, atleta e advogado não quiseram comentar o assunto. 
Julio vestiu por quase 15 anos a camisa do time do Parque São Jorge, chegando a ser titular durante algumas temporadas, como em 2011, quando foi Campeão Brasileiro.
Sem espaço, no entanto, foi deixado de lado e não conseguiu renovar seu contrato no final do ano passado, quando seu vínculo chegou ao fim. 
No final do ano passado, Paulo André também decidiu abrir uma reclamação judicial contra o alvinegro. Andrés Sanchez, ex-presidente e hoje superintendente de futebol, e outros declararam decepção com a atitude do zagueiro.
Atualmente, o alvinegro passa por problemas financeiros e tem dívidas com o elenco. Enquanto os salários estão em dia, o clube deve direitos de imagens, premiações e até luvas para alguns jogadores titulares.
Postado Por: Juarez Alves
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

Luxa se revolta, diz que não vai ao Fla-Flu, coloca mordaça e avisa: 'Não vão me calar'

O técnico Vanderlei Luxemburgo perdeu de vez a paciência com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). Nesta sexta-feira, ele concedeu coletiva no Flamengo, afirmou que não estará no Maracanã para o Fla-Flu, colocou uma mordaça na boca e avisou que os cartolas que comandam o futebol do Rio não irão calá-lo.
"Não vão me calar, meu movimento vai continuar, se quiserem me tirar do Campeonato, se quiserem me tirar do Carioca, que me tirem, se querem fazer isso de forma arbitrária e sem nenhum embasamento, que façam. Não vou me posicionar mais, mas não vão me calar. Só vão me calar quando colocar isso aqui", disse Luxa, colocando uma mordaça sobre a boca.
Luxa garantiu que não estará presente no Maracanã, após se sentir prejudicado pela FERJ.
"É uma decisão minha, contando com o apoio do presidente. Não vou ao Maracanã, não vou ao jogo, me senti prejudicado, portanto não faz sentido estar no meu local de trabalho sem poder exercer o meu trabalho. Sou torcedor do Flamengo, mas não vou porque não vou poder atuar e pra mim não faz sentido estar lá como espectador", afirmou.
O treinador aproveitou para relembrar o histórico 7 a 1 e os tempos da ditadura, e garantiu que se sentiu injustiçado pela decisão.
"Enquanto cidadão, me senti violentado, agredido. Já fiz muitas coisas para merecer ser punido, dessa vez so busquei o melhor para o futebol brasileiro. Acabamos de sair de um episódio onde o esporte foi humilhado, o futebol, que é o esporte do brasileiro, foi humilhado e estamos todos buscando uma solução para o futebol brasileiro", bradou.
"Eu me posicionei não contra a Federação ou a pessoa do presidente, mas contra qualquer um que impeça jovens de jogar futebol, em um momento que estamos buscando melhorias e soluções", garantiu o treinador.
Postado Por: Juarez Alves
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

sexta-feira, 13 de março de 2015

Atuação que dá Moral!!

No duelo contra o São Bento (1 x 0) na noite da última quinta-feira (12), no Morumbi, o volante Hudson deixou o gramado com a sensação do dever cumprido. Decisivo, o camisa 25 entrou no decorrer da partida, deu cara nova ao time e sofreu o pênalti convertido por Rogério Ceni, que recolocou o Tricolor no caminho das vitórias no Campeonato Paulista de 2015. A atuação do meio-campista, que também mostrou nos números a sua eficiência, deu moral na briga por uma vaga para o confronto com a Ponte Preta neste final de semana.

Na volta para a segunda etapa no embate com o clube do interior, o técnico Muricy Ramalho colocou Hudson no lugar de Thiago Mendes, que tinha cartão amarelo, e deu ainda mais liberdade aos homens de frente. A alteração do treinador funcionou, e o time são-paulino retornou mais agudo e ofensivo.

E de tanto insistir, o São Paulo conseguiu finalmente abrir o marcador. Aos 27, Hudson foi derrubado por Marcelo Cordeiro. O árbitro José Cláudio Rocha Filho assinalou pênalti! Na cobrança, Rogério Ceni deslocou o goleiro Henal, bateu de chapa no canto e abriu o placar no Morumbi. Tricolor na frente: 1 a 0.

O Muricy pediu um pouco mais de velocidade. O Thiago Mendes saiu, porque tinha cartão, e a gente não estava nos melhores dias como um conjunto. Mas, a jogada do pênalti e o lance onde passei perto de marcar me deram um destaque maior , avaliou o defensor, que por pouco não anotou uma pintura no Morumbi.

Ligado, o volante Hudson ainda passou perto de marcar um verdadeiro golaço, mas parou no arqueiro adversário. Aos 35 minutos, o camisa 25 fez fila na zaga do São Bento e finalizou de pé esquerdo, mas o goleiro Henal defendeu. Lindo lance do volante do Tricolor, que deu cara nova ao time no segundo tempo e soube aproveitar bem a oportunidade.

Foi uma pena. Fui feliz na jogada, mas infeliz na finalização (risos). Foi mérito do goleiro, mas foi uma pena a bola não ter entrado , afirmou o volante, que está de olho em uma oportunidade em Campinas. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Denilson não poderá encarar a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli.

Durante a coletiva de imprensa após o triunfo sobre o São Bento, Muricy revelou que preservará alguns titulares e dará uma oportunidade ao restante do elenco. Motivos de sobra para animar Hudson. Estou sempre à disposição, e o Muricy sabe que pode contar comigo. Procuro fazer o meu trabalho e, assim, tentar ajudar o time , finalizou o meio-campista, que mesmo entrando no intervalo teve o maior índice de desarmes da partida, com seis roubadas de bola.



Fonte: Site Oficial

quarta-feira, 11 de março de 2015

Sem dó, Bayern faz 7 no 'brasileiro' Shakhtar e avança às quartas

O favoritismo alemão era evidente na teoria, e a diferença de qualidade ficou ainda mais clara dentro de campo. Sem dó do adversário e sem deixar qualquer dúvida, o Bayern de Munique massacrou o "quase brasileiro" Shakhtar Donetsk, goleou por 7 a 0, nesta quarta-feira na Allianz Arena, na Alemanha, e avançou às quartas de final da Uefa Champions League.
Thomas Müller, duas vezes, Jérôme Boateng, Ribéry, Badstuber, Lewandowski e Götze, fizeram os gols dos donos da casa, que jogaram com um homem a mais desde os 2 minutos do primeiro tempo, após a expulsão de Kucher.
Depois de um empate por 0 a 0 no jogo de ida, na Ucrânia, o Shakhtar, recheado de jogadores brasileiros, sucumbiu diante de uma das maiores potências do mundo. Nesta quarta, Luiz Adriano, Taison, Alex Teixeira, Fred e Douglas Costa começaram entre os titulares, enquanto Ilsinho e Wellington Nem entraram na segunda etapa. Depois de desperdiçarem algumas chances no primeiro tempo e irem para o intervalo ganhando por apenas 2 a 0, os alemães demonstraram toda a força na etapa final.
O adversário do Bayern na próxima fase será conhecido no dia 20 de março, em sorteio realizado para definir os confrontos das quartas.
O jogo
Sem poder contar com o volante Xabi Alonso, suspenso, o técnico Pep Guardiola escalou o Bayern de Munique com uma formação bastante ofensiva, com o quinteto formado por Götze, Robben, Ribéry, Müller e Lewandowski. Do outro lado, Mircea Lucescu armou o Shakhtar Donestk com cinco jogadores brasileiros entre os titulares: Luiz Adriano, Taison, Alex Teixeira, Fred e Douglas Costa.
E não demorou muito para a qualidade do time alemão prevalecer e sair o primeiro gol do confronto de 180 minutos. Logo aos 2 minutos, o zagueiro Kucher derrubou Götze na área, o árbitro marcou pênalti e ainda expulsou o defensor ucraniano. Na cobrança, aos 3, Thomas Müller converteu e abriu o placar.
Vendo seu time acuado em campo, Lucescu rapidamente trocou o meia Taison pelo zagueiuro Kryvtsov, mas a mudança pouco adiantou. Com um homem a mais, o domínio do Bayern era notório, mas faltou pontaria para balançar as redes mais vezes. Robben e Müller tiveram chances, Lewandowski cabeceou na trave, e o Shakhtar se segurou lá atrás. Os donos da casa ainda perderam o holandês Robben, que sentiu dores e foi substituído por Rodes.
A pressão alemã só surtiu efeito aos 33 minutos, quando o zagueiro Jérôme Boateng fez o segundo gol da equipe aproveitando rebote do goleiro Pyatov em chute de Lewandowski.
Os gols que o Bayern não conseguiu concretizar antes do intervalo acabaram saindo logo no início do segundo tempo, e a goleada foi desenhada na Allianz Arena. Aos 3 minutos, o francês Ribéry deixou a sua marca depois de tabelar com Alaba. Aos 6, Müller fez o seu segundo no jogo, e o quarto do Bayern, após assistência de Lewandowski.
O Shakhtar bem que tentava se animar no jogo, mas pouco conseguiu produzir nas raras vezes que chegava ao campo de ataque. Então, aos 17 minutos, Badstuber, de cabela, amplioiu para o time da Bavária.
Com o confronto definido, os dois treinadores fizeram modificações nos dois times e deram chances a reservas, mas o panorama do jogo não se alterou. O sexto do do Bayern aconteceu aos 29 minutos, com o atacante Lewandowski, que matou no peito e avançou para finalizar depois de lançamento de Schweinsteiger.
Ainda houve tempo para o Bayer de Munique fechar a goleada aos 42 minutos, com um gol do meia Mario Götze, autor do gol do título da seleção da Alemanha na final da Copa do Mundo de 2014 no Brasil: 7 a 0.
FICHA TÉCNICA:
BAYERN DE MUNIQUE-ALE 7 X 0 SHALHTAR DONETSK-UCR
Uefa Champions League - Oitavas de final - Volta
Local: Allianz Arena, em Munique-ALE
Data: 11 de março de 2015, quarta-feira
Horário: 16h45 (horário de Brasília)
Árbitro: William Collum (Escócia)
Assistentes: Damien MacGraith (Irlanda) e Graham Chambers (Escócia)
Cartão vermelho: Kucher (SHA)
Cartões amarelos: Boateng e Badstuber (BAY); Douglas Costa (SHA)
GOLSBAYERN: Müller, aos 3 do primeiro e aos 6 do segundo tempo; Boateng, aos 33 do primeiro tempo; Ribéry aos 3, Badstuber aos 17, Lewandowski aos 29 e Götze aos 42 minutos do segundo tempo.
BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Rafinha, Boateng, Badstuber (Dante) e Alaba; Schweinsteiger, Robben (Rode), Müller (Gotze) e Ribéry (Bernat); Lewandowski.
Técnico: Josep Guardiola
SHAKHTAR DONETSK: Pyatov; Srna, Kucher, Rakitskiy e Shevchuk; Stepanenko, Fred, Douglas Costa (Wellington Nem) e Taison (Kryvtsov); Alex Teixeira (Ilsinho) e Luiz Adriano
Técnico: Mircea Lucescu
Postado Por: Juarez Alves
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

De vilão a herói, Thiago Silva ressurge das cinzas, tira o Chelsea e coloca o PSG nas quartas

Um capitão que em pouquíssimos minutos vai de vilão e herói. Um goleiro que em pouquíssimos segundos sai de uma defesa espetacular e é obrigado a buscar a bola dentro das redes. Um jogo espetacular, uma história incrível. E o PSG está nas quartas de final da Uefa Champions League. Heroico, o time francês jogou 90 minutos com um jogador a menos, mas foi buscar duas vezes o empate, garantiu um 2 a 2 diante do Chelsea e garantiu também a vaga com direito a gostinho de revanche um ano depois da eliminação no mesmo Stamford Bridge.
A classificação passou toda pela dupla de zaga pela seleção brasileira. Ou pela cabeça da dupla de zaga da seleção. David Luiz tinha tudo para ser o nome do dia. Cheio de identificação justamente com o Chelsea, foi ele quem salvou o PSG de uma eliminação ainda mais rápida. O time inglês havia aberto o placar com Cahill, mas David usou toda a cabeleira característica para subir mais que todo mundo em uma cobrança de escanteio e mandar uma bomba de cabeça para igualar o placar e garantir a prorrogação de maneira heroica - o PSG atuou com um a menos desde os 30 do primeiro tempo, quando Ibrahimovic recebeu o vermelho.
Thiago Silva, porém, não vivia um dia nem um pouco parecido com o companheiro. Em um lance inexplicável, o capitão do PSG entregou o duelo ao Chelsea. Em uma bola na área, ele subiu com o braço levantado em dividida com Zouma, encostou na bola e cometeu um pênalti bizarro. Na cobrança, Hazard rolou bonito para balançar as redes.
REUTERS
Thiago Silva, o herói do PSG
Thiago Silva, o herói do PSG
Não vivia, repare bem no verbo. Não vivia até aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação. Thiago Silva precisou de duas chances para se redimir, para vencer o também brilhante goleiro Courtois. Mas o brasileiro levou para dentro de campo toda sua história de superação e, em pouquíssimos minutos, renasceu das cinzas para garantir um dos empates mais heroicos da história e colocar o PSG nas quartas de final.
O rival da próxima fase será conhecido na próxima sexta-feira (20/3), em sorteio. Já o Chelsea deixa a competição com o péssimo gosto de ser eliminado em um jogo em casa, em que jogou com um a mais por quase todo o tempo. Uma punição para quem não saiu para o jogo, uma justíssima recompensa para a equipe que deu em campo tudo que tinha e que não tinha.
O jogo - O duelo desta quarta começou a ser escrito com as linhas que já estavam mais que claras desde antes da partida. Com o regulamento - e o 0 a 0 - embaixo dos braços, José Mourinho estacionou o seu time na defesa e ofereceu ao PSG o campo. Os franceses, claro, aceitaram a bola, mas pararam na fortíssima barreira inglesa. E também no apito holandês.
GETTY
Ibra deixa o campo após tomar o vermelho
Ibra deixa o campo após tomar o vermelho
Em um jogo de tantos craques, um dos nomes mais importante acabou sendo o de um ‘desconhecido'. Björn Kuipers roubou a cena ainda no meio do primeiro tempo. Aos 31 minutos, Ibrahimovic entrou pesado em uma dividida com Oscar. O lance foi forte, mas nem tanto assim. O sueco recolheu as pernas e mal encostou no rival. Mesmo assim, o juiz holandês não teve dúvidas e levantou o cartão vermelho para o atacante - o quarto dele na Champions League, um recorde que agora divide com o ex-volante holandês Edgar Davids.
A partir dali, o jogo mudou. Se já tinha dificuldades para encontrar espaços na defesa adversária, o PSG passou a ter dificuldades também para ficar com a bola. Em pouco tempo, a posse mudou, o Chelsea se soltou um pouco mais para o ataque e até conseguiu suas primeiras finalizações - na melhor delas, Sirigu fez boa defesa em chute de Oscar. Os ingleses chegaram até a reclamar de pênalti no finalzinho da etapa inicial, em queda de Diego Costa em lance com Cavani, mas o juiz nada marcou.
O segundo tempo começou na mesma toada do final do primeiro, só que com Willian no lugar de Oscar. E foi justamente com o ex-corintiano que o Chelsea quase abriu o placar. Em cobrança de falta pela intermediária, ele tentou surpreender Sirigu e só não balançou as redes porque o goleiro italiano voltou rápido para espalmar para escanteio. Na cobrança, o Chelsea ainda assustou mais uma vez, mas a rebatida de Diego Costa não teve o rumo certo.
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Cavani lamenta: ele quase pôs tudo a perder
Cavani lamenta: ele quase pôs tudo a perder
O problema é que os primeiros minutos da etapa final foram os únicos em que o Chelsea realmente tentou uma pressão ofensiva. E a falta de apetite dos ingleses só não custou caro por pura sorte. Aos 14 minutos, Pastore descolou um passe perfeito e deixou Cavani na cara de Courtois. O uruguaio fez tudo certo, deixou o goleiro na saudade em um ótimo drible e ficou com o gol aberto. Ou quase tudo certo! Na finalização, o atacante vacilou e mandou na trave.
Dez minutos depois, mais uma ótima chance para o PSG. Pastore invadiu a área pela esquerda, tabelou com o impedido Matuidi e chutou cruzado. O juiz não parou o lance, mas Courtois fez outra ótima defesa. No rebote, Cavani ainda ficou com ela e não soube muito bem o que fazer. Ele devolveu para o argentino, que encheu o pé para muito longe do gol.
E o futebol costuma mesmo punir quem não aproveita as chances que tem. Aos 34 minutos, o Chelsea deu o aviso do que estava por vir. Ramires apareceu pela direita, tabelou com William e saiu na cara do gol para chutar e para em ótima defesa de Sirigu. O problema para o PSG é que a cobrança do escanteio no lance seguinte seria mortal. No ponto mais forte da equipe, a bola parada, Cahill garantiu a tranquilidade. Após bate-rebate, a bola se ofereceu limpa para o zagueiro encher o pé do meio da área e estufar as redes do PSG.
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David Luiz não economizou vibração
David Luiz não economizou vibração
Mas o mesmo futebol que pune, também não se cansa de mostrar o quanto é imprevisível. Quando tudo parecia definido, quando o Chelsea parecia ter as duas mãos na vaga, apareceu David Luiz. Bem ele, que fez história justamente com a camisa dos Blues. Após cobrança de escanteio de Lavezzi pela esquerda, o brasileiro subiu mais que todo mundo no meio da área e acertou uma bomba de cabeça, sem chance alguma para Courtois. Comemoração contra o ex-time? Claro! Também pudera em tais circunstâncias. Era o gol da sobrevida, o gol da prorrogação.
O problema é que o PSG gastou todas as forças que tinha para buscar o empate. E o Chelsea sabia disso. Na base do abafa, o time inglês foi com tudo para cima e precisou de apenas seis minutos para conseguir o que queria. E muito por conta de uma enorme trapalhada brasileira. Após cruzamento na área, David Luiz afastou na primeira e Thiago Silva subiu para afastar de vez. Mas Thiago subiu inexplicavelmente com o braço para cima, encostou na bola e deu um tapa nas chances francesas. O juiz marcou pênalti, e Hazard, com a calma costumeira, rolou entre o meio e o lado direito dele para sair para a comemoração.

David Luiz ainda tentou salvar mais uma vez o dia do PSG. Em cobrança de falta muito traiçoeira vinda da intermediária do campo, o brasileiro encheu a bola de efeito só não marcou um golaço porque Courtois se esticou todo para mandar para escanteio.
Mas o futebol de novo mostrou tudo que pode proporcionar. Das cinzas, o PSG ressurgiu mais uma vez. E ressurgiu com aquele que tinha tudo para ser vilão. Thiago Silva aproveitou uma cobrança de escanteio para mandar a bola para as redes e garantir um dos empates mais heroicos da história.
Postado Por: Juarez Alves
Um grande abraço.
Fonte: ESPN

quinta-feira, 5 de março de 2015

Santos demite Enderson; Robinho repassa informação por WhatsApp

Enderson Moreira não é mais técnico do Santos.  Apesar da boa fase do time em campo (o Peixe lidera o Grupo 4 do Paulistão), o treinador vinha irritando a diretoria, principalmente por manter na reserva alguns jogadores da base, como o atacante Gabriel. 
A maneira como Enderson se dirigia aos garotos irritava a diretoria. Era consenso no clube que o técnico cobrava demais e chegava até a ser desrespeitoso com alguns dos mais jovens do elenco. O presidente Modesto Roma, porém, negou publicamente que esse tenha sido o motivo da saída do treinador.
Modesto Roma convocou uma entrevista coletiva no centro de imprensa da Vila Belmiro para explicar a saída de Enderson. O mais curioso é que, segundo Modesto, o técnico participou da coletiva com jornalistas após o treino desta quinta já demitido - e, ainda assim, falou normalmente como treinador da equipe, inclusive projetando as mudanças para o jogo contra o Botafogo, domingo, em Ribeirão Preto, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. 
A gota d'água, porém, aconteceu no treino desta quinta-feira, com uma bronca no zagueiro Gustavo Henrique. A informação que chegou ao comando do clube é de que a cobrança do treinador foi desmedida. Desde o ano passado, aliás, o comentário nos bastidores era de que "não havia clima" entre Enderson e os jogadores formados na base.A postura do treinador com os garotos também incomodava membros da comissão técnica santista. Os jogadores mais experientes do elenco, porém, vinham minimizando as confusões no vestiário e tentando garantir a permanência de Enderson Moreira, já que o time tem jogado bem.
Ainda no treino desta quinta-feira, Enderson deu diversas outras broncas. Geuvânio também foi alvo. Num determinado lance, o garoto dominou uma bola, e o treinador parou a atividade para avisar que era para tocar de primeira, aos berros. Alguns atletas mais experientes chegaram a pedir "calma" ao comandante.
Em off, jogadores relataram que, mesmo depois de vitórias e com a boa campanha no Campeonato Paulista, Enderson não economizava nas broncas no vestiário. Isso estava irritando a todos.Mas foi a bronca em Gustavo Henrique que mais assustou. Depois dela, nem mesmo os líderes do elenco toleraram mais a postura do técnico. O atacante Robinho, ao ser avisado sobre a demissão, foi o responsável por avisar o elenco em um grupo no WhatsApp. Muitos comemoraram.
Pegaram mal também os insistentes pedidos do treinador pela contratação de Walter, que, acima do peso, não tem sido utilizado no Fluminense. O consenso em Santos era de que não há motivo para contratar o centroavante, já que o time conta com Ricardo Oliveira e ainda tem Gabigol para a posição.
Enderson, que substituiu Oswaldo de Oliveira durante a temporada passada, treinou o Santos em 30 partidas, com 16 vitórias, cinco empates e nove derrotas.
*Colaborou sob supervisão de Juliano Costa.
Um grande abraço.
Postado Por: Juarez Alves
Fonte: Globoesporte.com

Ex-Chelsea decide, Fiorentina acaba com a invencibilidade da Juventus e abre vantagem

Os torcedores da Juventus relembraram após muito tempo como é amargo o sabor da derrota em casa. Sem perder diante de sua torcida há quase dois anos, a equipe de Turim caiu nesta quinta-feira para a Fiorentina por 2 a 1 no Juventus Stadium e largou atrás na busca pela vaga na final da Copa da Itália. O grande destaque da partida foi Salah, ex-jogador do Chelsea, que marcou os dois gols dos visitantes.
Com o resultado, a Fiorentina pode até empatar no duelo de volta, marcado para o dia 7 de abril, em Florença, que garantirá vaga na decisão do torneio. Quem avançar para a final enfrentará o vencedor da partida entre Lazio e Napoli, que empataram em 1 a 1 o jogo de ida disputado na capital italiana.
A última vez que a Juventus foi derrotada em casa foi no já distante 10 de abril de 2013. Engana-se, no entanto, quem pensa que os torcedores já haviam se esquecido do revés, já que ele veio nas quartas de finais da visada Champions League, para o futuro campeão Bayern de Munique.Desde então, foram 40 vitórias e oito empates e nenhuma derrota, marca que termina nesta quinta-feira.
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Fiorentina saiu na frente na semifinal
Fiorentina saiu na frente na semifinal
A Fiorentina conseguiu abrir o placar ainda aos 11 minutos de jogo com Mohamed Salah. O atacante egípcio avançou bem pelo campo de ataque, deixou Padoin para trás e chutou forte para marcar.
13 minutos depois, a Juventus conseguiu o placar diante de sua torcida. Pepe cruzou pela direita e Llorente subiu mais alto que a defesa adversária e cabeceou bonito, sem chances para o goleiro brasileiro Neto.
A Fiorentina voltou a ficar à frente do marcado aos 11 da segunda etapa. Marchisio saiu jogando errado e a bola acabou sobrando mais uma vez para Salah, que avançou e tocou na saída do goleiro para fazer seu segundo gol no jogo. 2 a 1.
A Juventus é a maior campeã da competição com nove títulos, junto com a Roma. A última conquista, no entanto, veio no já distante ano de 1995. A Fiorentina aparece como a quarta maior vencedora do torneio com seis taças levantadas, empatada com a Lazio. O jejum é um pouco menor que o do rival, já que a equipe ficou com o primeiro lugar pela última vez em 2001.
A classificação para a final da Copa da Itália aumentaria ainda mais o domínio da Juventus no futebol do país na temporada. No Campeonato Italiano, a equipe lidera com nove pontos de vantagem para a Roma. A equipe de Turim ainda tem vantagem de 2 a 1 sobre o Borussia Dortmund nas oitavas de final da Champions League.
A Fiorentina segue em quinta no Campeonato Italiano, longe de brigar pelo título, mas ainda segue viva na Liga Europa, torneio no qual enfrentará a Roma nas oitavas de final.

Um grande abraço.
Fonte: ESPN
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