quinta-feira, 9 de junho de 2011
Real lança novo uniforme com detalhes dourados e gola polo
Glogoesporte.com
O Real Madrid lançou oficialmente os novos uniformes que o elenco utilizará na temporada 2011/2012. O titular terá o branco como a cor principal, com o dourado escolhido para os detalhes, como o símbolo do patrocinador, os nomes e os números dos jogadores.
De acordo com nota oficial do clube, a cor foi escolhida como "reflexo dos êxitos do clube mais vencedor da história do futebol". Além disso, o símbolo do Real será em três dimensões, dando um efeito de profundidade. Na gola, no estilo polo, as iniciais do time: "RM".
O Real Madrid lançou oficialmente os novos uniformes que o elenco utilizará na temporada 2011/2012. O titular terá o branco como a cor principal, com o dourado escolhido para os detalhes, como o símbolo do patrocinador, os nomes e os números dos jogadores.
De acordo com nota oficial do clube, a cor foi escolhida como "reflexo dos êxitos do clube mais vencedor da história do futebol". Além disso, o símbolo do Real será em três dimensões, dando um efeito de profundidade. Na gola, no estilo polo, as iniciais do time: "RM".
A camisa de goleiro, cujo garoto-propaganda é o camisa 1 Iker Casillas, será toda amarela, com detalhes em preto, como uma faixa abaixo da altura do peito. Xabi Alonso, Kaká, Sergio Ramos e Di María posaram com a nova camisa, além do próprio Casillas. O torcedor que quiser a vestimenta terá que desembolsar € 69,5 (R$ 160,5).
Choque com Richarlyson não assusta Ceni: 'Já acostumei a jogar com dores
A cena ocorreu no final da partida contra o Atlético-MG. Richarlyson recebeu na área, pelo lado esquerdo, e arriscou chute de pé esquerdo. Rogério Ceni defendeu com dificuldades, deu rebote e, na sobra, para evitar o gol do camisa 20 do Galo, foi para dividir o lance com o rival, que acabou acertando o joelho na cabeça do capitão são-paulino. Após cinco minutos de atendimento, o capitão são-paulino voltou e ficou em campo até o apito final de Sandro Meira Ricci. O que para muitos pode parecer loucura, para o arqueiro é só uma constatação: é impossível aos 38 anos de idade atuar sem dores. (Veja no vídeo ao lado o choque entre o goleiro e o volante do Atlético-MG)
- Eu não sei o que aconteceu naquele lance, para te falar a verdade. Na hora, fiquei tonto, vi estrelas, me deu moleza. Estou com dor de cabeça até agora. Mas faz parte do jogo - disse Rogério Ceni.
- O importante é que estou conseguindo estar em campo. O tornozelo voltou a incomodar e por pouco não fiquei fora da partida. Mas consegui fazer um tratamento que me deixou em condições. Aliás, vou confessar uma coisa: nem sei como enfrentei o Figueirense (pela segunda rodada no Morumbi), estava com muitas dores. Só joguei porque o Carpegiani veio a mim e pediu para eu fazer um sacrifício e jogar – revelou.
(Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)
Até por todo esse sacrífico que fez para estar em campo, Rogério Ceni comemorou a marca de 100 jogos consecutivos completados na partida realizada em Sete Lagoas. Ele agora está sete partidas atrás do recordista da história do clube em partidas consecutivas, que é o também goleiro Suli, que atuou pelo Tricolor na década de 60.
- É uma marca bacana, expressiva. Vejo como o sucesso de alguém que entendeu que o jogo não é só o que acontece dentro de campo. Eu hoje entendo a importância de um treinamento, de fazer fortalecimento e, principalmente, sei conviver com as dores que tenho todos os dias - disse Ceni.
- É impossível com 38 anos atuar sem ter dores. Se for esperar zerar tudo, é melhorar parar de jogar – emendou.
Ainda em Sete Lagoas, o camisa 1 será reavaliado na manhã desta quinta-feira pelo médico José Sanchez que, a princípio, descarta a necessidade de realizar algum exame no jogador.
- Ele ficou tonto no momento, o que é absolutamente normal. O choque foi forte é algo parecido como tomar um soco de um boxeador, você fica tonto momentaneamente. Vamos monitorá-lo e, se ele expressar qualquer tipo de desconforto, será imediatamente levado para o hospital – ressaltou Sanchez.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Em jogaço de bola, Vasco é campeão mesmo com derrota para Coxa: 3 a 2
Foram oito anos, dois meses e 18 dias de uma angustiante espera. A conquista do Campeonato Carioca em 23 de março de 2003 tinha sido a última do Vasco em competições no grupo de elite. Tão logo o árbitro Sálvio Spinola ergueu os braços no lotado Couto Pereira, na gélida noite desta quarta-feira, depois de sofrimento intenso nos 90 minutos, a imensa torcida cruz-maltina era "bem feliz, norte e sul, norte e sul deste país", conforme o hino do genial Lamartine Babo. O frio de 10 graus no palco da decisão já não importava mais: o calor da festa aqueceu dentro e fora do estádio. A Copa do Brasil 2011 tem como dono, pela primeira vez, clube cujo nome é de navegante português, mas que marca a fase do atual Trem-Bala. Num jogo sensacional, nunca uma derrota foi tão comemorada: os 3 a 2 sofridos diante do Coritiba, que como o Vasco se refez após o inferno de um ano pela Série B, repete uma sina de conquistas longe de São Januário que começou com o Expresso da Vitória, em 1948.
No Chile, Ademir de Menezes era o craque daquele Sul-Americano, que o time ganhou em cima do argentino River Plate. Depois, o Vasco de Bebeto levaria fora do Rio, no Morumbi, o poderoso São Paulo na final do Brasileiro de 1989. Nove anos depois, em 1998, o clube voltou a mandar na América do Sul ao levantar a Libertadores em Guayaquil após bater o Barcelona equatoriano. E finalmente, em 2000, a catarse no título da Copa Mercosul em pleno Palestra Itália, numa virada histórica por 4 a 3 sobre o Palmeiras comandada por Romário. A história desse clube era um aviso ao Coritiba: fora de casa, é tão ou mais perigoso do que em seu domínios. Alecsandro e Eder Luis escrevem o nome na sala de troféus do clube com os gols marcados - Bill, Davi e Willian fizeram os da vitória do Coxa - e o garantem de volta à Libertadores em 2012 pelo critério de desempate de gols marcados fora.
Foi uma vibração das mais intensas. O Coritiba pressionava muito, ainda que mais no coração do que na estratégia. Já fora de campo, substituídos, Felipe e Diego Souza rezavam encolhidos, como autênticos torcedores, juntando-se aos quatro mil vascaínos no estádio que explodiram de alegria. O técnico Ricardo Gomes, um dos responsáveis pela recuperação da equipe no início da temporada, se sentia, enfim, recompensado. Roberto Dinamite, ídolo agora presidente, falava do seu primeiro título na nova função. Fernando Prass, goleiro que sofreu a pressão e capitão da equipe, levantava a taça, antes da volta olímpica consagradora. Agora, é só pensar em festa.
Alecsandro esfria os coxas
A torcida do Coritiba fez a sua parte para tentar pôr fim à impetuosidade do Trem-Bala. Lotou o Couto Pereira, apoiou o time. Em campo, o curioso é que os coxas preferiram entrar com o uniforme número dois, com listras verdes e brancas mais largas. Superstições à parte, o técnico Marcelo Oliveira surpreendeu ao escalar três volantes no meio-campo e apenas um atacante. Sem Anderson Aquino, o craque da companhia - suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido na derrota no Rio, no primeiro jogo, por 1 a 0 -, ele optou pelo marcador Marcos Paulo. A intenção era povoar o meio-campo, ter a posse de bola, evitar um gol do Vasco no início - que certamente desanimaria, e muito, a equipe no restante da partida.
A tática só durou dez minutos. Foi pura ilusão de Marcelo Oliveira. Realmente, o time imprensou o Vasco em seu campo. Estava difícil para sair jogando. Até Felipe errava passe na saída de bola. Dedé mostrava nervosismo em entrada dura em Davi. Na falta, Jonas fez Fernando Prass voar junto com os milhões de vascaínos para tocar a escanteio.
Mas o Vasco tinha bons trunfos tirados da manga: um bom camisa 10 para armar a jogada, um atacante veloz, com característica de ponta, para centrar na medida. E um artilheiro nato na área. Bastou isso para abrir o placar e mudar o jogo.
O passe de Diego Souza para Éder Luis, que já tinha assustado o Coritiba ali pela direita, fez o atacante disparar até a linha de fundo. O toque rasteiro encontrou Alecsandro livre. Foi só tocar e correr para o abraço, aos 11. O mesmo artilheiro da vitória em São Januário, dessa vez, não comemorou à la seu pai, o atacante Lela, ídolo do Coritiba, que botava a língua para fora. Preferiu homenagear Ronaldo Fenômeno ao usar o indicador apontando para frente e balançar a mão, gesto que o Fenômeno eternizou na final da Copa de 2002. Depois, mostrou tatuagem no braço com nome do filho Yan.
Os quatro mil vascaínos comemoraram como loucos e tiveram a companhia do solitário goleiro Fernando Prass, que foi em direção à parte destinada à torcida e emocionou todos ali. Afinal, aquele resultado não só dava ao time a vantagem de sair sem a taça apenas se perdesse por dois gols de diferença como também esfriava o ímpeto do Coxa e de sua torcida. Com isso, os mais experientes cozinharam a partida por bons 15 minutos. Anderson Martins e Dedé garantiam a defesa, Allan e Ramon pouco subiam., Rômulo e Eduardo Costa fechavam bem o meio-campo.
Virada do Coritiba
O técnico Marcelo Oliveira, percebendo a besteira que fez na escalação inicial, resolveu mexer aos 26 minutos. Sacou Marcos Paulo, que colocara para fechar o meio, e lançou mais um atacante, Leonardo. Demorou dois minutos para empatar a partida. Davi, que armava a equipe com competência, alçou bola para Jonas pela direita. O toque de cabeça para a área encontrou Bill livre - numa falha de marcação vascaína - para cumprimentar e mandar para as redes, aos 28.
Voltou tudo. Empolgação da torcida do Coritiba, correria do time... E o Vasco sentiu também o golpe. Só Felipe aparecia mais, conseguindo prender bem a bola. Do outro lado, Davi ditava melhor ainda o ritmo da equipe. Leonardo não deixava Bill mais isolado na briga com a zaga vascaína. E se Jonas já atacava melhor pela direita, Emerson melhorou um pouco na briga com Eder Luis pela esquerda.
Rafinha, enfim, deu o ar da graça com sua velocidade: aos 44, após centro da meia-esquerda do esforçado Léo Gago, levou a melhor após uma deixada de Davi para ele bater com perigo. O rebote de Fernando Prass na defesa foi exatamente nos pés de Davi, e o camisa 10 não perdoou com sua canhota: 2 a 1 para o Coxa no apagar das luzes do primeiro tempo.
Mais gols e emoção vascaína
Os dez primeiros minutos da segunda etapa foram de puro nervosismo das duas equipes. Praticamente não houve futebol. O Coritiba estava mais duro nas divididas. O Vasco não se intimidava. Com mais posse de bola, o time da casa explorava a velocidade de Rafinha pela direita. Até estava um pouco melhor. Mas futebol tem dessas coisas. Brilhou a estrela de Eder Luis, e faltou a do goleiro Edson Bastos. Ao receber bola na meia-direita, o camisa 7 resolveu arriscar um chute. O goleiro pulou errado, a bola passou justamente onde estava colocado antes: o Vasco empatava a partida e botava a mão na taça. Eder Luis puxava a comemoração do trem-bala com o resto do time.
Precisando de dois gols para virar a situação, Marcelo Oliveira fez duas mexidas. Botou Eltinho no lugar de Lucas Mendes e Marcos Aurélio no de Léo Gago. O Coxa ganhou um gás. A partida voltou a ferver quando, aos 21, após uma pixotada de Rômulo para fora da área, Willian acertou uma bomba que tomou efeito e foi à esquerda de Fernando Prass. Era o terceiro gol do Coritiba. Esperança renovada.
Davi, Rafinha, Leonardo e Bill cresciam. Do lado do Vasco, Alecsandro, Felipe e Diego Souza sumiam, davam sinais de cansaço. Em lance polêmico pela esquerda, entre Dedé e Leonardo, que se enroscaram na área, o Coxa pediu pênalti, não marcado. A pressão aumentava quando Ricardo Gomes sacou, de uma vez só, Felipe e Diego Souza, para pôr Jumar e Bernardo.
Ainda que o Vasco ganhasse fôlego, a pressão do Coxa aumentava. Nem era mais técnica. Era coração. O Vasco se defendia como podia, heroicamente. Fernando Prass largou uma bola quase - isso mesmo, quase - nos pés de Bill. As câmeras de TV mostravam, fora de campo, Felipe e Diego Souza rezando. Bernardo, que sempre entra ligado, quase empatou no fim. O jogo foi um perigo para os cardíacos. Mas, mesmo com a derrota, a explosão foi vascaína.
Rogério Ceni e sorte de líder garantem a vitória e os 100% do São Paulo
Depois do apito final do árbitro da partida entre Atlético-MG e São Paulo, o líder do Campeonato Brasileiro, após três rodadas completas, seria conhecido. E embora o Galo tenha pressionado bastante, principalmente no segundo tempo, quem saiu da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na ponta da tabela, foi o Tricolor Paulista. O resultado de 1 a 0, com um gol de Casemiro, ainda na primeira etapa, garantiu a manutenção dos 100% de aproveitamento ao São Paulo.
O torcedor atleticano deixou o estádio na bronca com a arbitragem de Sandro Meira Ricci, do Distrito Federal. O juiz foi acusado de não marcar três pênaltis duvidosos a favor do Galo, ambos no primeiro tempo. O São Paulo, além de aplicar uma forte marcação, contou com a sorte e também com a qualidade e eficiência do goleiro Rogério Ceni, um dos destaques da partida.
Com o resultado, o São Paulo chegou aos nove pontos, na liderança isolada da competição nacional. O Galo, com seis, está em quarto lugar, atrás também de Corinthians e Palmeiras, que têm sete.
Agora, na próxima rodada, o time mineiro enfrentará o Bahia, neste sábado, às 16h (de Brasília), em Salvador. O São Paulo, por sua vez, receberá o Grêmio, no Morumbi, também no sábado, mas às 18h30m.
Contra-ataque mortal
Se o início do jogo não foi marcante no quesito técnica, Atlético-MG e São Paulo mostraram, pelo menos na disposição e na garra, motivos para serem as únicas equipes com 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro. O Tricolor jogou fechado e, na prática, Dagoberto era o único atacante. Lucas e Casemiro, discretamente, eram os que mais se aproximavam da área atleticana.
O Galo, por sua vez, encontrava enormes dificuldades para penetrar na defesa são-paulina. Como os laterais apoiavam pouco, e Mancini era figura apagada, Magno Alves ficou isolado no ataque.
Para abrir o placar, o São Paulo usou de sua principal arma, o contra-ataque. Aos 21 minutos, Wellington achou Casemiro na entrada da área. O volante, sem marcação, teve tempo de ajeitar a bola e escolher o canto, antes de soltar a bomba. Golaço na Arena!
O gol abalou o Atlético-MG, que acusou o golpe e demorou a se reencontrar na partida. O Tricolor, alheio aos problemas do adversário, dominou o meio-campo, com uma atuação impecável dos garotos Wellington, de 20 anos, e Casemiro, de 19.
A pressão do Galo era inócua, tanto que Rogério Ceni participou muito pouco. Renan Ribeiro, ao contrário, trabalhou muito mais e ainda levou uma bola na trave, em um chute de Lucas, que desviou em Réver.
No fim da primeira etapa, jogadores e torcedores do Atlético-MG reclamaram bastante de três possíveis pênaltis, sobre Magno Alves, Patric e em um chute do Magnata, que teria desviado na mão de Luiz Eduardo. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e não assinalou as penalidades.
Pressão atleticana
Dorival Júnior mudou o Galo para a etapa final. Dudu Cearense e Neto Berola entraram nas vagas de Toró e Mancini. E em um lance inusitado, o treinador foi obrigado a fazer a terceira mudança, antes de a bola rolar. Fillipe Soutto voltou ao gramado, mas sentiu dores e pediu para sair. Serginho entrou.
O novo desenho do Atlético-MG deu novas possibilidades ao time mineiro. Berola jogava aberto pelas pontas, ora na direita, ora na esquerda. Dudu Cearense e Serginho deram nova dinâmica ao meio-campo, e Richarlyson tentava o gol a todo momento, chutando de longe ou aparecendo na área como elemento surpresa.
Notando a superioridade atleticana, Carpegiani também mexeu. Tirou Casemiro, Lucas e Dagoberto e colocou Bruno Uvini, Marlos e Willian. Assim, o Tricolor se rearrumou em campo e, por muito pouco, não fez o segundo gol, em jogadas velozes, com Juan e Marlos.
A ansiedade de empatar o jogo fez com que os jogadores do Atlético-MG ficassem afobados, o que deu ao São Paulo a possibilidade de respirar e equilibrar o jogo. O time mineiro pressionou nos minutos finais, mas o Tricolor teve sabedoria e tranquilidade para manter o resultado e confirmar a terceira vitória por 1 a 0 no Campeonato Brasileiro.
Central Gustavo fratura osso do pé e está fora da Liga Mundial
O central Gustavo, que disputou a última edição da Superliga masculina pelo Pinheiros/Sky, fraturou o quinto metatarso do pé esquerdo e ficará de fora dos treinos com a seleção brasileira de vôlei, que está em Belo Horizonte-MG, durante quatro semanas. Ele não jogará mais nesta edição da Liga Mundial, que terá sua fase final realizada entre os dias 6 a 10 de julho.
Para o seu lugar, foi chamado o meio-de-rede Éder, também da Cimed, que já está a caminho de Belo Horizonte para a disputa do torneio entre nações e deve se apresentar com o elenco comandado pelo técnico Bernardinho nos próximos dias.
Com 12 pontos e quatro vitórias em quatro jogos, o Brasil é líder do grupo A da competição, que conta também com Estados Unidos, Polônia e Porto Rico. No próximo sábado, às 10h (horário de Brasília), e no domingo, às 9h30, a equipe nacional enfrenta os norte-americanos para tentar manter-se na liderança isolada.
Com o desfalque de Gustavo, o grupo que está na capital mineira ficará com os levantadores Bruno e Marlon, os centrais Rodrigão, Lucas, Sidão e Éder, os ponteiros Giba, Murilo, Dante, João Paulo Bravo, Thiago Alves e João Paulo Tavares, os líberos Serginho e Mario Junior, e os opostos Leandro Vissotto, Wallace e Theo.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Time da moda, Espanha encerra temporada gloriosa com goleada
Fonte - Globoesporte.com
Para trazer a campeã mundial Espanha ao país, a Venezuela teve de desembolsar cerca de R$ 4,7 milhões. Organizou, então, um amistoso com os maiores cuidados e tratou a partida contra a Fúria nesta terça-feira como um grande evento, tentando justificar o preço mínimo de R$ 127 cobrado por um ingresso – máximo de R$ 675. Nas arquibancadas do Estádio Olímpico General José Antonio Anzoategui, aproximadamente 37 mil apoiavam a seleção vino tinto, confiando em uma surpresa e 15 minutos de fama no encerramento de uma temporada gloriosa para os espanhóis. Todos e mais alguns vestidos de vermelho, é verdade, demoraram poucos minutos para cair na real: a equipe de David Villa, Pedro e Xabi Alonso se impôs e construiu uma goleada ainda no primeiro tempo: 3 a 0 sem muito esforço para o time da moda.
O artilheiro da última Copa do Mundo na África do Sul também participou do segundo. Aos 19, ele recebeu no lado esquerdo da grande área e viu Pedro entrar livre. Passe para o companheiro, que avançou e chutou cruzado. O último veio em nova cobrança de falta, dessa vez de Xabi Alonso, aos 45 minutos, que contou com colaboração da barreira.Foram dos jogadores de Barcelona e Real Madrid os gols da partida. O primeiro saiu logo aos cinco minutos. David Villa, no melhor estilo Cristiano Ronaldo, cobrou falta à meia-altura, caindo, e acertou a trave esquerda. O goleiro Vega, no entanto, pulou junto e contribuiu com suas costas, como uma parede, para a bola morrer no fundo das redes.
Aproveitando as muitas substituições que o técnico Vicente del Bosque fez, a Venezuela buscou o seu “gol de honra” no segundo tempo. E ele só não veio graças à boa atuação do goleiro Victor Valdés – o titular Iker Casillas só entrou nos minutos finais –, que impediu um chutaço de Rincon, aos 30, com grande defesa.
Sem mais compromissos na temporada, a equipe do técnico Vicente del Bosque volta a Europa e libera seus jogadores para as férias após uma viagem de sucesso na América. No sábado, a Fúria já havia goleado os Estados Unidos no palco onde foi eliminada da Copa de 1994. Agora, as memórias certamente são as melhores.
A Venezuela, por sua vez, ainda enfrentará o México, no sábado, antes de se preparar exclusivamente para a Copa América. A seleção é o primeiro adversário do Brasil, dia 3 de julho, pelo Grupo B, na Argentina.
Del Bosque quebra recorde
A vitória rendeu também um recorde ao técnico Vicente del Bosque. Com o resultado, ele ultrapassou Luis Aragonés (campeão da Eurocopa) e se tornou o treinador com mais triunfos pela Fúria - 39 em 44 partidas. Outras quatro derrotas e um empate completam o histórico de Del Bosque pela seleção.
Ovacionado, Ronaldo perde boas chances e pede desculpas à torcida
Por Leandro Canônico, Márcio Iannacca e Thiago LavinasSão Paulo
A Seleção Brasileira se despediu nesta terça-feira de um dos seus filhos mais ilustres, que tem como sinônimos sucesso e superação. Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Fenômeno, fez contra a Romênia, em uma fria noite de São Paulo, no estádio do Pacaembu, os seus últimos 15 minutos com a camisa 9 do time canarinho. Não teve gol, mas teve muitos gritos e aplausos para o craque que encantou o Brasil por 18 anos. E no adeus, ele pediu desculpas, sorrindo espontaneamente, como sempre fez em toda sua carreira.
- Gente, vocês são demais. Desculpem-me, eu tive três chances e não consegui fazer um gol nos meus últimos quinze minutos, o que seria uma pequena retribuição a tudo que vocês fizeram por mim. Meu muito obrigado por tudo que vocês fizeram pela minha carreira, por me aceitaram do jeito que sou, por terem chorado quando chorei, por terem sorrido quando sorri. Só tenho a agradecer do fundo do meu coração. Muito obrigado e até breve, dessa vez fora dos campos – discursou Ronaldo, em um púlpito no centro do gramado.
No estádio do Pacaembu, acompanhando a despedida do Fenômeno, estavam mais de 30 mil torcedores, incluindo seus filhos Ronaldo e Alex, que entraram com ele em campo, suas filhas Maria Sophia e Maria Alice, que ficaram com a mãe, Bia Anthony, e seus pais, Sônia e Nélio. Durante o segundo tempo, o camisa 9 usou o Twitter para agradecer novamente o carinho da torcida e mais uma vez pedir desculpas pelos gols perdidos na despedida.
- Obrigado a todos! Foi uma festa incrível! Me desculpem pelos gols perdidos e obrigado pelo amor, carinho e respeito que vocês me deram sempre! - escreveu.
A preparação
Nem mesmo a forte chuva que atingiu São Paulo horas antes da partida com a Romênia estragou a festa programada para Ronaldo. Antes do duelo, aliás, o estádio respirou Fenômeno. No teste do som, a música de Marcelo D2 em sua homenagem e as narrações de alguns dos seus gols por Galvão Bueno, da Globo.
O telão do estádio do Pacaembu também não parou de reverenciar Ronaldo, mostrando vários dos seus gols pela Seleção Brasileira. E quando seu nome apareceu na escalação oficial da partida, os gritos da galera superaram até mesmo os em prol de Neymar, atual estrela do time canarinho.
Mas a festa foi mesmo completa aos 30 minutos do primeiro tempo, quando ele entrou em campo para os seus últimos minutos na Seleção. Antes, porém, a torcida já gritava: “Olêlê, olálá, Ronaldo vem aí e o bicho vai pegar”. Pouco depois, o telão mostrou o craque aquecendo e batendo bola com os filhos Ronald e Alex.
Tatarusanu, o carrasco da despedida
Quando a filmagem mostrou a caminhada dele do vestiário até o túnel de acesso ao campo, a galera gritou o seu nome e levantou para aplaudir. E pontualmente aos 30 minutos ele entrou no lugar de Fred, que ao sair reverenciou o craque. Com toques de primeira, o Fenômeno cadenciou o jogo.
Só não ampliou para o Brasil porque o goleiro Tatarusanu fez grande defesa aos 35 minutos, quando Ronaldo teve chance de marcar na pequena área, após passe do pupilo Neymar. Quatro minutos depois, o Fenômeno perdeu um gol incrível depois de toque de Robinho, que foi consolá-lo com um abraço e um beijo.
Era noite de festa, mas não de gol do camisa 9. Aos 42 minutos, mais uma vez ele parou nas mãos de Tatarusanu, o “nome” da despedida do craque. Ronaldo não colocou a bola na rede, mas a levou com ele depois do final do primeiro tempo, assim como apito usado pelo árbitro argentino Sergio Pezzotta.
Cumprimento por brasileiros e romenos e um corredor humano formado pelos atletas, o Fenômeno deu uma volta olímpica pelo estádio acenando para os torcedores. Um deles, aliás, jogou uma bandeira do Brasil para o craque, que, de mãos dados com o filho Alex, não saia do foco da câmera do mais velho, Ronald.
Atrás do pentacampeão, garotos vestidos com a camisa 9 da Seleção Brasileira carregavam faixas que representavam os 15 gols dele em Copas do Mundo. E nas caixas de som a música “Deixa a vida me levar”, de Zeca Pagodinho, o hit que embalou os jogadores na Copa do Mundo de 2002, aquela que Ronaldo brilhou.
Trajetória fenomenal
Ronaldo tinha apenas 17 anos quando estreou pela seleção principal. Foi logo em uma partida contra a Argentina, no Recife, em 1994. Ele entrou aos 35 minutos do segundo tempo, no lugar de Bebeto. De lá para cá foram 104 jogos, com 73 vitórias, 22 empates e apenas nove derrotas. Ao todo, ele fez 67 gols.
Ronaldo tinha apenas 17 anos quando estreou pela seleção principal. Foi logo em uma partida contra a Argentina, no Recife, em 1994. Ele entrou aos 35 minutos do segundo tempo, no lugar de Bebeto. De lá para cá foram 104 jogos, com 73 vitórias, 22 empates e apenas nove derrotas. Ao todo, ele fez 67 gols.
O Fenômeno participou de quatro Copas do Mundo. Como reserva em 1994, nos Estados Unidos, e como principal estrela nas edições de 1998, na França, 2002, na Coreia do Sul e no Japão, e 2006, na Alemanha. Embora tenha sido bicampeão do mundo, somente na Ásia é que ele foi protagonista, sendo o herói do penta.
Também com a amarelinha, Ronaldo atingiu um recorde invejado pela maioria dos atacantes do mundo: o de maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Foram 15 gols em três edições, já que em 1994 ele não entrou em nenhuma partida. Com a camisa 9, o atacante fez quatro em 1998, oito em 2002 e três em 2006.
Apesar de a CBF ter organizado um jogo amistoso para sua despedida, Ronaldo deixou a Seleção Brasileira mesmo após a derrota para a França, nas quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha. De lá para cá, ele não foi convocado por Dunga, não tendo a chance de disputar um último Mundial.
De qualquer maneira, a trajetória do Fenômeno pela Seleção Brasileira é digna de reverência, assim como toda sua história no futebol.
Obrigado, Ronaldo!



