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sábado, 11 de junho de 2011

Em grande fase, Casey Stoner larga em primeiro no GP da Inglaterra


Globoesporte.com
O piloto australiano Casey Stoner confirmou o bom fim de semana no Reino unido e conseguiu fazer a volta mais rápida no treino qualificatório da etapa de Silverstone. Com isso, ele garantiu mais uma pole position, ficando na frente do italiano Marco Simoncelli, que larga em segundo.


Apesar do treino ter sido marcado por quebra de recordes, nem todos os pilotos conseguiram sair da pista com um bom tempo. O norte americano Ben Spies(2m02,677s) com o tempo de 2m02,677s larga em quarto. Em seguida estão Andrea Dovizioso(2m03,212s), Karel Abraham(2'04,151) e Nicky Hayden(2'04.304)Além disso, Stoner garantiu o novo recorde do circuito britânico, com uma volta de 2m02,020s; mais de um segundo mais rápido que a melhor marca anterior, que pertencia ao atual líder do Mundial, Jorge Lorenzo. Simoncelli não ficou muito longe, conseguindo o tempo de 2m02,208s. Lorenzo larga em terceiro, 0,029s atrás do italiano.
Valentino Rossi não conseguiu ir muito bem no treinamento. Apesar de toda a expriência, o piloto sete vezes campeão do mundo terminou em 13º, atrás do japonê Hiroshi Aoyama , em 11º, e do espanhol Héctor Barberá , em 12º.
O SporTV transmite o GP da Grã-Bretanha, sexta etapa do Mundial de Motovelocidade, ao vivo neste domingo a partir das 7h15m (horário de Brasília), com narração de Guto Nejaim e comentários de Fausto Macieira.

Confira o grid de largada do GP da Inglaterra
1 Casey Stoner
2  Marco Simoncelli
3 Jorge Lorenzo
4  Ben Spies
5 Andrea Dovizioso
6  Karel Abraham
7 Nicky Hayden
8 Colin Edwards
9 Alvaro Bautista
10 Randy de Puniet
11 Hiroshi Aoyama
12 Hector Barbera 
13  Valentino Rossi
14 Toni Elias
15  Loris Capirossi
16  Cal Crutchlow

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Convocação da Seleção sub-20 para o mundial tira o sono de Carpegiani


Casemiro em ação no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Casemiro é nome quase certo na lista de Ney
Franco para o mundial (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
Depois de ver o meia Lucas, seu principal jogador, ser convocado pelo técnico da Seleção Brasileira principal, Mano Menezes, para a disputa da Copa América da Argentina entre os dias 1° e 24 de julho, o técnico Paulo César Carpegiani está perdendo o sono por causa do Mundial sub-20, competição que será realizada na Colômbia entre 29 de julho e 20 de agosto. Isto porque nada menos que sete jogadores do São Paulo podem ser convocados pelo técnico Ney Franco, o que deixaria o treinador em difícil situação no Campeonato Brasileiro.
Quatro atletas disputaram o sul-americano da categoria no início do ano e devem ser chamados novamente: o zagueiro e capitão Bruno Uvini, o volante Casemiro e os atacantes Willian José e Henrique. Além deles outros três jogadores estão com chances: o volante Wellington (que só não disputou o torneio porque estava machucado), o zagueiro Luiz Eduardo (que ganhou espaço na equipe principal com as lesões de Miranda e Rhodolfo e a dispensa de Alex Silva) e o lateral-esquerdo Henrique Miranda, que pode conseguir uma vaga na equipe titular nos próximos jogos.
Se todos os atletas forem chamados, Carpegiani só ficaria com um zagueiro no elenco (Xandão, tendo em vista que Miranda e Rhodolfo estão machucados) e teria dificuldades para montar o meio-campo, já que não contaria com três de suas fundamentais peças. O treinador aproveitou a difícil situação para mandar um recado ao colega Ney Franco.
wellington são paulo (Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo)Wellington é outro que pode ser convocado
(Foto: Rubens Chiri / Site oficial do São Paulo
)
- Espero bom senso. Se for levar toda a garotada, eu terei muitas dificuldades para escalar a equipe, para montar o banco de reservas. Existe uma convenção que fala em convocar apenas dois atletas, mas a lei Pelé não diz isso. Se quiser levar seis ou sete, pode levar. Por isso, volto a dizer, espero que tenham bom senso com essa situação – afirmou o treinador, preocupado.
O diretor de futebol, Adalberto Baptista, disse que o clube vai buscar um entendimento com a CBF para resolver a questão da melhor maneira possível.
- O São Paulo está trabalhando no sentido de que sejam convocados menos atletas do clube, vendo os que não forem aproveitados na plenitude, para que isso não desfalque o São Paulo. Vocês viram que cinco ou seis selecionáveis enfrentaram o Atlético-MG. E participar do Brasileiro sem esses jogadores seria muito difícil. Tenho certeza que o bom senso irá prevalecer – ressaltou o dirigente.

Luis Fabiano retira pontos do joelho e iniciará nova etapa na segunda


Operado no dia 20 de maio para raspagem de uma fibrose que se formou em um tendão próximo ao joelho direito, o atacante Luis Fabiano completou nesta sexta-feira a sua terceira semana de recuperação. O jogador retirou os pontos do local e, segundo o médico José Sanchez, iniciará uma nova carga de exercícios a partir da próxima segunda-feira.
- Os pontos já poderiam ter sido retirados antes, mas o Renê (Abdalla) preferiu esperar um pouco para não correr nenhum risco do local abrir antes de cicatrizar. Na próxima semana, ele começará a fazer trabalhos aeróbicos, a fazer leves corridas e também a fazer musculação trabalhando o músculo perto do local da cirurgia – explicou o médico.
Sanchez também disse que Luis Fabiano está cada vez mais animado com o seu processo de recuperação.
- Ele está muito bem, super motivado, querendo se recuperar o mais rápido possível. Todos aqui querem que ele jogue, mas tudo ocorrerá dentro do momento ideal, não vamos antecipar nada. O Luis não sente nenhum tipo de dor, o que também é muito importante – ressaltou.
No início da próxima semana, o médico concederá uma entrevista coletiva para falar dar uma previsão sobre o retorno do camisa 9 aos gramados. Especula-se que isso deverá acontecer entre a segunda quinzena de julho e a primeira semana de agosto.
- Antes de falar com vocês, nós no departamento médico vamos conversar com o pessoal da fisioterapia para começar a estipular uma data – disse Sanchez.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

São João de Utinga 2011

Real lança novo uniforme com detalhes dourados e gola polo

Glogoesporte.com
O Real Madrid lançou oficialmente os novos uniformes que o elenco utilizará na temporada 2011/2012. O titular terá o branco como a cor principal, com o dourado escolhido para os detalhes, como o símbolo do patrocinador, os nomes e os números dos jogadores.

De acordo com nota oficial do clube, a cor foi escolhida como "reflexo dos êxitos do clube mais vencedor da história do futebol". Além disso, o símbolo do Real será em três dimensões, dando um efeito de profundidade. Na gola, no estilo polo, as iniciais do time: "RM".


A camisa de goleiro, cujo garoto-propaganda é o camisa 1 Iker Casillas, será toda amarela, com detalhes em preto, como uma faixa abaixo da altura do peito. Xabi Alonso, Kaká, Sergio Ramos e Di María posaram com a nova camisa, além do próprio Casillas. O torcedor que quiser a vestimenta terá que desembolsar € 69,5 (R$ 160,5).

Choque com Richarlyson não assusta Ceni: 'Já acostumei a jogar com dores

A cena ocorreu no final da partida contra o Atlético-MG. Richarlyson recebeu na área, pelo lado esquerdo, e arriscou chute de pé esquerdo. Rogério Ceni defendeu com dificuldades, deu rebote e, na sobra, para evitar o gol do camisa 20 do Galo, foi para dividir o lance com o rival, que acabou acertando o joelho na cabeça do capitão são-paulino. Após cinco minutos de atendimento, o capitão são-paulino voltou e ficou em campo até o apito final de Sandro Meira Ricci. O que para muitos pode parecer loucura, para o arqueiro é só uma constatação: é impossível aos 38 anos de idade atuar sem dores. (Veja no vídeo ao lado o choque entre o goleiro e o volante do Atlético-MG)
- Eu não sei o que aconteceu naquele lance, para te falar a verdade. Na hora, fiquei tonto, vi estrelas, me deu moleza. Estou com dor de cabeça até agora. Mas faz parte do jogo - disse Rogério Ceni.
- O importante é que estou conseguindo estar em campo. O tornozelo voltou a incomodar e por pouco não fiquei fora da partida. Mas consegui fazer um tratamento que me deixou em condições. Aliás, vou confessar uma coisa: nem sei como enfrentei o Figueirense (pela segunda rodada no Morumbi), estava com muitas dores. Só joguei porque o Carpegiani veio a mim e pediu para eu fazer um sacrifício e jogar – revelou.
Ceni põe a mão na cabeça após levar pancada de Richarlyson (Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)Ceni põe a mão na cabeça após levar pancada
(Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)
Até por todo esse sacrífico que fez para estar em campo, Rogério Ceni comemorou a marca de 100 jogos consecutivos completados na partida realizada em Sete Lagoas. Ele agora está sete partidas atrás do recordista da história do clube em partidas consecutivas, que é o também goleiro Suli, que atuou pelo Tricolor na década de 60.
- É uma marca bacana, expressiva. Vejo como o sucesso de alguém que entendeu que o jogo não é só o que acontece dentro de campo. Eu hoje entendo a importância de um treinamento, de fazer fortalecimento e, principalmente, sei conviver com as dores que tenho todos os dias - disse Ceni.
- É impossível com 38 anos atuar sem ter dores. Se for esperar zerar tudo, é melhorar parar de jogar – emendou.
Ainda em Sete Lagoas, o camisa 1 será reavaliado na manhã desta quinta-feira pelo médico José Sanchez que, a princípio, descarta a necessidade de realizar algum exame no jogador.
- Ele ficou tonto no momento, o que é absolutamente normal. O choque foi forte é algo parecido como tomar um soco de um boxeador, você fica tonto momentaneamente. Vamos monitorá-lo e, se ele expressar qualquer tipo de desconforto, será imediatamente levado para o hospital – ressaltou Sanchez.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Em jogaço de bola, Vasco é campeão mesmo com derrota para Coxa: 3 a 2


Foram oito anos, dois meses e 18 dias de uma angustiante espera. A conquista do Campeonato Carioca em 23 de março de 2003 tinha sido a última do Vasco em competições no grupo de elite. Tão logo o árbitro Sálvio Spinola ergueu os braços no lotado Couto Pereira, na gélida noite desta quarta-feira, depois de sofrimento intenso nos 90 minutos, a imensa torcida cruz-maltina era "bem feliz, norte e sul, norte e sul deste país", conforme o hino do genial Lamartine Babo. O frio de 10 graus no palco da decisão já não importava mais: o calor da festa aqueceu dentro e fora do estádio. A Copa do Brasil 2011 tem como dono, pela primeira vez, clube cujo nome é de navegante português, mas que marca a fase do atual Trem-Bala. Num jogo sensacional, nunca uma derrota foi tão comemorada: os 3 a 2 sofridos diante do Coritiba, que como o Vasco se refez após o inferno de um ano pela Série B, repete uma sina de conquistas longe de São Januário que começou com o Expresso da Vitória, em 1948.
No Chile, Ademir de Menezes era o craque daquele Sul-Americano, que o time ganhou em cima do argentino River Plate. Depois, o Vasco de Bebeto levaria fora do Rio, no Morumbi, o poderoso São Paulo na final do Brasileiro de 1989. Nove anos depois, em 1998, o clube voltou a mandar na América do Sul ao levantar a Libertadores em Guayaquil após bater o Barcelona equatoriano. E finalmente, em 2000, a catarse no título da Copa Mercosul em pleno Palestra Itália, numa virada histórica por 4 a 3 sobre o Palmeiras comandada por Romário. A história desse clube era um aviso ao Coritiba: fora de casa, é tão ou mais perigoso do que em seu domínios. Alecsandro e Eder Luis escrevem o nome na sala de troféus do clube com os gols marcados - Bill, Davi e Willian fizeram os da vitória do Coxa - e o garantem de volta à Libertadores em 2012 pelo critério de desempate de gols marcados fora.
coritiba x vasco comemoração (Foto: André Durão/Globoesporte.com)
Foi uma vibração das mais intensas. O Coritiba pressionava muito, ainda que mais no coração do que na estratégia. Já fora de campo, substituídos, Felipe e Diego Souza rezavam encolhidos, como autênticos torcedores, juntando-se aos quatro mil vascaínos no estádio que explodiram de alegria. O técnico Ricardo Gomes, um dos responsáveis pela recuperação da equipe no início da temporada, se sentia, enfim, recompensado. Roberto Dinamite, ídolo agora presidente, falava do seu primeiro título na nova função. Fernando Prass, goleiro que sofreu a pressão e capitão da equipe, levantava a taça, antes da volta olímpica consagradora. Agora, é só pensar em festa.
Alecsandro esfria os coxas
A torcida do Coritiba fez a sua parte para tentar pôr fim à impetuosidade do Trem-Bala. Lotou o Couto Pereira, apoiou o time. Em campo, o curioso é que os coxas preferiram entrar com o uniforme número dois, com listras verdes e brancas mais largas. Superstições à parte, o técnico Marcelo Oliveira surpreendeu ao escalar três volantes no meio-campo e apenas um atacante. Sem Anderson Aquino, o craque da companhia - suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido na derrota no Rio, no primeiro jogo, por 1 a 0 -, ele optou pelo marcador Marcos Paulo. A intenção era povoar o meio-campo, ter a posse de bola, evitar um gol do Vasco no início - que certamente desanimaria, e muito, a equipe no restante da partida.
Anderson Martins Vasco x Coritiba (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
A tática só durou dez minutos. Foi pura ilusão de Marcelo Oliveira. Realmente, o time imprensou o Vasco em seu campo. Estava difícil para sair jogando. Até Felipe errava passe na saída de bola. Dedé mostrava nervosismo em entrada dura em Davi. Na falta, Jonas fez Fernando Prass voar junto com os milhões de vascaínos para tocar a escanteio.
Mas o Vasco tinha bons trunfos tirados da manga: um bom camisa 10 para armar a jogada, um atacante veloz, com característica de ponta, para centrar na medida. E um artilheiro nato na área. Bastou isso para abrir o placar e mudar o jogo.
O passe de Diego Souza para Éder Luis, que já tinha assustado o Coritiba ali pela direita, fez o atacante disparar até a linha de fundo. O toque rasteiro encontrou Alecsandro livre. Foi só tocar e correr para o abraço, aos 11. O mesmo artilheiro da vitória em São Januário, dessa vez, não comemorou à la seu pai, o atacante Lela, ídolo do Coritiba, que botava a língua para fora. Preferiu homenagear Ronaldo Fenômeno ao usar o indicador apontando para frente e balançar a mão, gesto que o Fenômeno eternizou na final da Copa de 2002. Depois, mostrou tatuagem no braço com nome do filho Yan.
Os quatro mil vascaínos comemoraram como loucos e tiveram a companhia do solitário goleiro Fernando Prass, que foi em direção à parte destinada à torcida e emocionou todos ali. Afinal, aquele resultado não só dava ao time a vantagem de sair sem a taça apenas se perdesse por dois gols de diferença como também esfriava o ímpeto do Coxa e de sua torcida. Com isso, os mais experientes cozinharam a partida por bons 15 minutos. Anderson Martins e Dedé garantiam a defesa, Allan e Ramon pouco subiam., Rômulo e Eduardo Costa fechavam bem o meio-campo. 
Virada do Coritiba
O técnico Marcelo Oliveira, percebendo a besteira que fez na escalação inicial, resolveu mexer aos 26 minutos. Sacou Marcos Paulo, que colocara para fechar o meio, e lançou mais um atacante, Leonardo. Demorou dois minutos para empatar a partida. Davi, que armava a equipe com competência, alçou bola para Jonas pela direita. O toque de cabeça para a área encontrou Bill livre - numa falha de marcação vascaína - para cumprimentar e mandar para as redes, aos 28.
Voltou tudo. Empolgação da torcida do Coritiba, correria do time... E o Vasco sentiu também o golpe. Só Felipe aparecia mais, conseguindo prender bem a bola. Do outro lado, Davi ditava melhor ainda o ritmo da equipe. Leonardo não deixava Bill mais isolado na briga com a zaga vascaína. E se Jonas já atacava melhor pela direita, Emerson melhorou um pouco na briga com Eder Luis pela esquerda. 
Rafinha, enfim, deu o ar da graça com sua velocidade: aos 44, após centro da meia-esquerda do esforçado Léo Gago, levou a melhor após uma deixada de Davi para ele bater com perigo. O rebote de Fernando Prass na defesa foi exatamente nos pés de Davi, e o camisa 10 não perdoou com sua canhota: 2 a 1 para o Coxa no apagar das luzes do primeiro tempo.
Mais gols e emoção vascaína
Os dez primeiros minutos da segunda etapa foram de puro nervosismo das duas equipes. Praticamente não houve futebol. O Coritiba estava mais duro nas divididas. O Vasco não se intimidava. Com mais posse de bola, o time da casa explorava a velocidade de Rafinha pela direita. Até estava um pouco melhor. Mas futebol tem dessas coisas. Brilhou a estrela de Eder Luis, e faltou a do goleiro Edson Bastos. Ao receber bola na meia-direita, o camisa 7 resolveu arriscar um chute. O goleiro pulou errado, a bola passou justamente onde estava colocado antes: o Vasco empatava a partida e botava a mão na taça. Eder Luis puxava a comemoração do trem-bala com o resto do time.
Eder Luis gol Vasco x Coritiba (Foto: Ag. Estado)
Precisando de dois gols para virar a situação, Marcelo Oliveira fez duas mexidas. Botou Eltinho no lugar de Lucas Mendes e Marcos Aurélio no de Léo Gago. O Coxa ganhou um gás. A partida voltou a ferver quando, aos 21, após uma pixotada de Rômulo para fora da área, Willian acertou uma bomba que tomou efeito e foi à esquerda de Fernando Prass. Era o terceiro gol do Coritiba. Esperança renovada.
Davi, Rafinha, Leonardo e Bill cresciam. Do lado do Vasco, Alecsandro, Felipe e Diego Souza sumiam, davam sinais de cansaço. Em lance polêmico pela esquerda, entre Dedé e Leonardo, que se enroscaram na área, o Coxa pediu pênalti, não marcado. A pressão aumentava quando Ricardo Gomes sacou, de uma vez só, Felipe e Diego Souza, para pôr Jumar e Bernardo.
Ainda que o Vasco ganhasse fôlego, a pressão do Coxa aumentava. Nem era mais técnica. Era coração. O Vasco se defendia como podia, heroicamente. Fernando Prass largou uma bola quase - isso mesmo, quase - nos pés de Bill. As câmeras de TV mostravam, fora de campo, Felipe e Diego Souza rezando. Bernardo, que sempre entra ligado, quase empatou no fim. O jogo foi um perigo para os cardíacos. Mas, mesmo com a derrota, a explosão foi vascaína.

Rogério Ceni e sorte de líder garantem a vitória e os 100% do São Paulo


Depois do apito final do árbitro da partida entre Atlético-MG e São Paulo, o líder do Campeonato Brasileiro, após três rodadas completas, seria conhecido. E embora o Galo tenha pressionado bastante, principalmente no segundo tempo, quem saiu da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na ponta da tabela, foi o Tricolor Paulista. O resultado de 1 a 0, com um gol de Casemiro, ainda na primeira etapa, garantiu a manutenção dos 100% de aproveitamento ao São Paulo.
Casemiro gol São Paulo (Foto: Juliana Flister / VIPCOMM)Casemiro comemora o gol do São Paulo (Foto:Juliana Flister / Vipcomm)
O torcedor atleticano deixou o estádio na bronca com a arbitragem de Sandro Meira Ricci, do Distrito Federal. O juiz foi acusado de não marcar três pênaltis duvidosos a favor do Galo, ambos no primeiro tempo. O São Paulo, além de aplicar uma forte marcação, contou com a sorte e também com a qualidade e eficiência do goleiro Rogério Ceni, um dos destaques da partida.
Com o resultado, o São Paulo chegou aos nove pontos, na liderança isolada da competição nacional. O Galo, com seis, está em quarto lugar, atrás também de Corinthians e Palmeiras, que têm sete.
Agora, na próxima rodada, o time mineiro enfrentará o Bahia, neste sábado, às 16h (de Brasília), em Salvador. O São Paulo, por sua vez, receberá o Grêmio, no Morumbi, também no sábado, mas às 18h30m.
Contra-ataque mortal
Se o início do jogo não foi marcante no quesito técnica, Atlético-MG e São Paulo mostraram, pelo menos na disposição e na garra, motivos para serem as únicas equipes com 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro. O Tricolor jogou fechado e, na prática, Dagoberto era o único atacante. Lucas e Casemiro, discretamente, eram os que mais se aproximavam da área atleticana.
O Galo, por sua vez, encontrava enormes dificuldades para penetrar na defesa são-paulina. Como os laterais apoiavam pouco, e Mancini era figura apagada, Magno Alves ficou isolado no ataque.
Para abrir o placar, o São Paulo usou de sua principal arma, o contra-ataque. Aos 21 minutos, Wellington achou Casemiro na entrada da área. O volante, sem marcação, teve tempo de ajeitar a bola e escolher o canto, antes de soltar a bomba. Golaço na Arena!
O gol abalou o Atlético-MG, que acusou o golpe e demorou a se reencontrar na partida. O Tricolor, alheio aos problemas do adversário, dominou o meio-campo, com uma atuação impecável dos garotos Wellington, de 20 anos, e Casemiro, de 19.
A pressão do Galo era inócua, tanto que Rogério Ceni participou muito pouco. Renan Ribeiro, ao contrário, trabalhou muito mais e ainda levou uma bola na trave, em um chute de Lucas, que desviou em Réver.
No fim da primeira etapa, jogadores e torcedores do Atlético-MG reclamaram bastante de três possíveis pênaltis, sobre Magno Alves, Patric e em um chute do Magnata, que teria desviado na mão de Luiz Eduardo. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e não assinalou as penalidades.
Pressão atleticana
Dorival Júnior mudou o Galo para a etapa final. Dudu Cearense e Neto Berola entraram nas vagas de Toró e Mancini. E em um lance inusitado, o treinador foi obrigado a fazer a terceira mudança, antes de a bola rolar. Fillipe Soutto voltou ao gramado, mas sentiu dores e pediu para sair. Serginho entrou.
O novo desenho do Atlético-MG deu novas possibilidades ao time mineiro. Berola jogava aberto pelas pontas, ora na direita, ora na esquerda. Dudu Cearense e Serginho deram nova dinâmica ao meio-campo, e Richarlyson tentava o gol a todo momento, chutando de longe ou aparecendo na área como elemento surpresa.
Notando a superioridade atleticana, Carpegiani também mexeu. Tirou Casemiro, Lucas e Dagoberto e colocou Bruno Uvini, Marlos e Willian. Assim, o Tricolor se rearrumou em campo e, por muito pouco, não fez o segundo gol, em jogadas velozes, com Juan e Marlos.
A ansiedade de empatar o jogo fez com que os jogadores do Atlético-MG ficassem afobados, o que deu ao São Paulo a possibilidade de respirar e equilibrar o jogo. O time mineiro pressionou nos minutos finais, mas o Tricolor teve sabedoria e tranquilidade para manter o resultado e confirmar a terceira vitória por 1 a 0 no Campeonato Brasileiro.

Central Gustavo fratura osso do pé e está fora da Liga Mundial

O central Gustavo, que disputou a última edição da Superliga masculina pelo Pinheiros/Sky, fraturou o quinto metatarso do pé esquerdo e ficará de fora dos treinos com a seleção brasileira de vôlei, que está em Belo Horizonte-MG, durante quatro semanas. Ele não jogará mais nesta edição da Liga Mundial, que terá sua fase final realizada entre os dias 6 a 10 de julho.
Para o seu lugar, foi chamado o meio-de-rede Éder, também da Cimed, que já está a caminho de Belo Horizonte para a disputa do torneio entre nações e deve se apresentar com o elenco comandado pelo técnico Bernardinho nos próximos dias.
Com 12 pontos e quatro vitórias em quatro jogos, o Brasil é líder do grupo A da competição, que conta também com Estados Unidos, Polônia e Porto Rico. No próximo sábado, às 10h (horário de Brasília), e no domingo, às 9h30, a equipe nacional enfrenta os norte-americanos para tentar manter-se na liderança isolada.
Com o desfalque de Gustavo, o grupo que está na capital mineira ficará com os levantadores Bruno e Marlon, os centrais Rodrigão, Lucas, Sidão e Éder, os ponteiros Giba, Murilo, Dante, João Paulo Bravo, Thiago Alves e João Paulo Tavares, os líberos Serginho e Mario Junior, e os opostos Leandro Vissotto, Wallace e Theo.
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